Projeto genesis

3 Golpe de Estado: Parte I - Reunião


Notas iniciais
Ola gente tudo tranquilo? O capitulo acabou demorando mais que o previsto, maaaaas em minha defesa ele deu muito trabalho para ser corrigido e concertar possíveis erros de continuidade no futuro. Outra coisa também que aconteceu foi ele ter ficado longo demais, então resolvi dividi-lo em duas partes para não ficar cansativo pra vocês nem para mim. Queria agradecer ao pessoal que favoritou a história e também a Lunatic, CriseGirl e a Isabelle que comentaram. Esse é dedicado a vocês especialmente, mas tambem aos leitores fantasmas, apareçam! rs. O capitulo foi revisado por mim e as vezes erros passam despercebidos, então qualquer errinho me avisem por favor e eu venho corrigir. Espero que gostem, nos falamos daqui a pouco. Boa leitura.

Era uma manha quente e ensolarada, Luana descia as escadas para tomar café, era manhã de seu aniversario de dezessete anos. Vestia uma calça jeans e uma regata rosa de seda. Seus cabelos loiros estavam soltos, seus olhos verdes despreocupados, um grande sorriso no rosto, era um dia feliz. Cumprimentou o pai e a mãe e eles a desejaram os parabéns. Pouco depois Lucas desceu também, seu cabelo tão loiro quanto o dela, a franja levemente bagunçada caia perfeitamente sobre o rosto, era só um garoto corpulento com um sorriso brincalhão. Seus olhos brilharam quando viu a irmã, já pensava em fazer piada, como sempre.

— Penteou o cabelo! Que milagre. – Diz ele com sorriso zombeteiro.

— Idiota. — Ela responde rindo — Feliz aniversario irmãozinho.

— Feliz aniversario Lu.

Após o café saíram juntos, passaram a manhã na casa dos avós e voltaram para casa depois do almoço. João, pai dos gêmeos era um general militar, frequentava bases militares quase sem restrições, em algumas visitas levava os filhos. Nesta tarde, ele levaria os gêmeos para praticar tiro ao alvo, como fazia varias vezes durante o ano desde que eles completaram quinze.

— Um chocolate pelos seus pensamentos. – Diz Carlos ao perceber que lagrimas brotavam nos olhos de Luana após sua pergunta.

— Estava pensando no dia em que tudo mudou. — Diz a garota ainda mergulhada em lembranças. – Quando aquele crápula assumiu o poder do estado e papai foi preso por nossa culpa.

— Não foi culpa de vocês, seu pai cresceu sabendo que um dia vocês iriam precisar fugir, por isso os ensinou desde cedo como se defender, colocando vocês para praticar lutas, natação, tiro ao alvo. Eu cresci da mesma maneira, porem meu pai possuía intenções diferentes para mim. – Carlos ainda sentia dificuldade em falar sobre seu pai, “o grande canalha, crápula, Dr. Giovanni Sagar” pensou ele. Nunca imaginou que a pessoa que ele mais admirou poderia se tornar seu maior inimigo. – Ele queria que fosse eu sabe, a substituir ele.

— Obrigado. – Diz a garota deixando Carlos confuso.

— Por quê? – Pergunta ele sem entender o motivo.

— Por ter ajudado meu pai a fugir no dia em que tio George ativou o gerador e ativou nossas habilidades, por nos salvar sempre, e por me ajudar com Lucas essa noite.

— Ei, não me agradeça, aquele foi um dia horrível, toda essa coisa do cabelo de herói. É maçante. – Ele ri.

— Rápido Carlos, é uma reunião importante, não posso me atrasar. – Gritava o Dr. Giovanni, já impaciente e quase arrependido de ter convidado o filho a ir junto para a base militar.

— Pronto pai, estou pronto. – Carlos se deparou com seu pai vestido de terno e gravata o encarando como se fosse um indigente.

— Você já é quase um homem, aprenda a usar um terno e gravata! – Berrou o pai. – Hoje passa, estamos atrasados.

Os dois saíram, não era longe, levou cerca de uma hora para chegarem. Carlos adorava aquilo, desde pequeno seu pai o fazia praticar com armas, manusear bestas era o que o garoto mais gostava porem era uma arma difícil de usar em um momento de risco, o ensinou como conduzir um tanque e o obrigava a fazer aulas de aviação. “Um bom soldado deve saber de tudo nessa vida, eu devia ter sido soldado ao invés de cientista, mas sou um Sagar, me dou bem em tudo” dizia ele ao garoto.

Ao chegar à base o garoto foi praticar tiro e o pai foi para a reunião. Na sala, Giovanni discutia com alguns generais uma estratégia para derrubar o atual governo do país, George, um cientista prodígio que havia desenvolvido o genes X em sua melhor forma também participava. A reunião parecia normal por alguns minutos, alguns assuntos de rotina referente à segurança da cidade, experimentos científicos, nenhuma novidade nesse tipo de reunião.

Após cerca de uma hora de reunião o General Dias entra na sala com uma pasta catalogada como “Fase 1”, George observava atentamente o falatório sem compreender exatamente sobre o que conversavam agora, até que se deu conta de que os militares não só planejavam como já executavam um golpe militar para assumir o governo do pais.

— Mandaremos dois agentes se infiltrarem na segurança da casa do presidente, eles nos abrirão passagem no momento certo. – Reportava o General Dias ao Dr. Giovanni – Faremos com que o presidente revogue a constituição e transfira o poder ao senhor, então militares tomarão conta das ruas, iremos instituir o toque de recolher durante a próxima semana para evitar possíveis levantes.

—Vocês estão loucos? – Berrou um senhor de alta patente, já de cabelos brancos enquanto levantava de um dos cantos da longa mesa. – Um levante da população? Vocês é que estão fazendo um levante, querem ser gananciosos e tomar a cidade quando deviam estar a protegendo. – Ele berrava enquanto cerrou os punhos e deu uma forte pancada na mesa.

— Controle-se homem. –Dr. Giovanni falou friamente – Quase havia me esquecido do senhor. – Ele abriu sua maleta e puxou um par de luvas plásticas. – Sabe grande general Valencia, o senhor foi uma pedra no meu sapato por anos, eu planejava isso há muito tempo. – Giovanni pegou em sua maleta um canivete e acenou para dois guardas ao fundo da sala, os dois homens sabiam o que teriam de fazer.

Agarraram o general Valencia pelos braços e o jogou sobre a mesa, o pobre coitado resistiu bravamente aos apertões dos jovens soldados que tiveram êxito em sua missão. Giovanni aproximou-se do velho e deslizou o canivete sobre toda a extensão de seu antebraço, abrindo assim um corte de aproximadamente vinte centímetros enquanto o pobre coitado urrava de dor.

— Senhores, peço agora a atenção de todos – Falou Giovanni sorrindo. – O que estão prestes a ver deve ser considerado a melhor descoberta do século, quem dirá do milênio, ou a pior, como queiram. Os outros países sempre nos consideraram irrelevantes, sem poder de fogo, sem poder intelectual entre outros. O que eu tenho aqui, ira mudar tudo.

Giovanni mostrou a todos uma caixinha preta e a abriu, dentro dela havia uma pequena ampola com um liquido negro. Ele puxou o braço cortado do velho general e despejou dentro do corte o conteúdo da ampola.

—Não levara mais que alguns minutos meus colegas. – Disse o doutor se afastando do velho.

A sala estava agora mergulhada em um silencio profundo, parecia que ninguém respirava, o velho olhava o próprio braço sem entender, o longo corte agora parecia fechar, o sangramento havia parado. Giovanni passou um pano sobre o braço de general, limpando o sangue para que todos vissem melhor o que acontecia ali. O corte estava fechando o vermelho estava agora perdendo a cor, passou a ficar rosado e depois para um tom esbranquiçado de cicatriz, só então voltando à cor de pele do velho, como se nunca houvesse existido. Todos olhavam admirados com o acontecido.

— Não desviem os olhos, ainda não acabou. Soltem o velho. – Disse aos soldados. – Te vejo no inferno velho amigo. – Disse ao velho general Valencia.

O homem se levantou, preparava-se para dizer algo quando um estalo em seu braço o fez gritar de dor, o homem caíra de joelhos e agora se contorcia.

—Quebrou o osso? – Alguém cochichou ao fundo da sala.

O velho olhou para o Dr. Giovanni, lembrou-se de como criara o homem após a morte do amigo, “que desgosto o grande General Sagar teria” pensou o velho. Uma veia negra saltou em seu braço, onde a pouca existia um corte, após esta outra no canto de seu olho esquerdo, e gradualmente seu corpo passou a explodir em veias negras, o velho urrava de dor à medida que veias saltavam pelo seu corpo e os ossos se quebravam ecoando na sala o som dos estalos. Os presentes na sala olhavam uns admirados, outros assustados pelo acontecido. Um arquejo escapou da garganta do velho no momento em que o ultimo vestígio de ar fugiu de seus pulmões e ele faleceu no chão frio da saleta.

George observava tudo abismado, nunca pudera imaginar que o seu trabalho seria usado de tal maneira. Acreditara que os genes levariam a todos uma possibilidade de viver melhor.

Havia criado o Genes X para liberar exponencialmente uma área maior de utilização do cérebro sem causar danos, células regenerativas seriam melhoradas e o glóbulos brancos se reproduziriam de tal forma que o ser humano passaria a ter anticorpos para dar e vender, trazendo assim segurança e mais força no tratamento de doenças atualmente mortíferas. Em alguns casos, em que os genes se adaptam melhor ao hospedeiro, é possível adquirir alem desse raciocínio melhorado e defesa intensificada algumas habilidades especiais. George já vira um soldado usado nos testes desenvolver telecinese, outro passou a ouvir pensamentos. Até mesmo o filho bastardo do Dr. Giovanni havia sido usado como cobaia, o garoto possuía um tipo raro de câncer pulmonar, os genes X possibilitaram a cura e acabou por se tornar a salvação do garoto.

George se deu conta de que o Dr. Giovanni usara sua pesquisa para criar um veneno biológico que matava em minutos, ele pulsava de raiva, se falasse algo acabaria morto sem sombras de duvidas, teria o mesmo destino do pobre general. “Como sou ingênuo” pensava ele, “entreguei tudo de bandeja, meus cálculos, formulas e atividades dos genes”.

— Como puderam ver meus colegas – Giovanni voltava a se pronunciar. – Temos em nossa mão a variação negra dos genes X, eu a chamo de Y cientificamente, mas cá entre nós, peste negra é bem melhor. – O homem ria sadicamente, mas voltou a ficar sério. – George, precisaremos que você prepare alguns dos soldados para uma demonstração de força daqui a um mês – Dr. Giovanni interrompeu os pensamentos de George. – Após a ativação dos genes entre nossos soldados iremos expor nossa nova soberania para o mundo.

— Certo senhor – George na verdade não planejava fazê-lo, mas precisava manter as aparências.

A reunião prolongou-se por mais algumas horas, discutiram meios de impedir levantes, como controlariam os parlamentares e políticos. George ainda se espantava com a engenhosidade dos planos ali expostos. Ninguém ali ousaria trair aquele sádico homem. George se contorcia por dentro, “o que eu fiz” pensava, “preciso descobrir um jeito de impedir isso” o ar fugia de seus pulmões e o café da manhã ameaçara voltar de seu estomago diversas vezes, então suspirou de alivio quando a reunião chegou ao fim.

— Tudo acontecerá amanhã meus caros – Avisou Giovanni.

George saia da sala, as pernas tremiam, foi o mais rápido que conseguiu para um banheiro, onde se trancou e ajoelhou-se em frente ao vaso no momento em que seu café da manhã conseguiu finalmente fugir do estomago.

Alguns minutos após levantou e lavou a boca, jogou água no rosto e refletiu sobre a recém-descoberta, pensou em como impediria isso, mas não conseguiu bolar nada que o mantivesse ao lado de Dr. Giovanni para que no momento certo pudesse vir a parar o homem. “É o único jeito.” Pensou ele, “preciso acreditar que aquela história é verdade”. Ele discou o numero de seu irmão.

—João, eu preciso de você. – Falou com a voz ainda fraca.

“O que houve?” – respondeu o mais velho ao telefone.

— Precisamos impedir um levante militar, eu fiz merda cara, me meti em encrenca.

“George se acalme, onde você esta?” – João estava preocupado.

— Na 64ª Base militar, sabe o endereço? – George pensava no quão desesperado estava, envolver o próprio irmão em sua confusão, mas sabia que não conseguiria sozinho.

“Eu estou aqui com os gêmeos, venha me encontrar na sala de tiro ao alvo.”

—Estou indo para a saída, pegue Lucas e Luana, não temos tempo a perder, iremos explodir algumas coisas.

Notas finais
Ola de novo, espero que tenham gostado. Eu ia liberar as duas partes de uma vez (não me xinguem por favor), mas quero começar a deixar um espaço para escrever e conseguir revisar sem pressa os capítulos, então vou programar meus lançamento para as quartas (não vou especificar horário mas sempre que der trago o capitulo já pela manhã). Então até quarta, com a segunda parte. Um grande abraço, até logo.