Projeto Zepelim
4 Provações
Notas iniciais
[Em Algum lugar na Rússia, 9:27]
Assim que o telão se apagou, os mecanismos que prendiam todos em suas cadeiras soltaram, eles ainda permaneceram ali por alguns instantes sem saber o que fazer, todo aquele silencio foi quebrado por Txai abrindo a porta dizendo:
—Venham, ainda precisamos fazer mais alguns testes até que estejam preparados.
Todos se levantaram de suas cadeiras ainda meios tontos, seguiram Txai pela porta que estava do outro lado da sala. Passando por outro corredor eles observaram cientistas fazendo experimentos, Ellen tentava observar com mais atenção, mas não era possível, as cortinas tampavam as macas, em seguida ela perguntou:
—Txai, que tipo de experimentos vocês fazem aqui?
—A única coisa que posso dizer é, que são protótipos que ainda não foram implementados, eles ainda precisam passar por mais testes.
Ele responde com um sorriso no rosto.
E assim continuaram andando, chegando no final ele para em frente a porta:
—Então, é aqui...não toquem em nada.
Diz olhando fixamente pra Isaque. Ele passa sua identificação na porta que se abre em seguida. Dentro de seu laboratório tinha todo tipo de coisas, tubos de ensaios, bancadas com projetos não finalizados, braços mecânicos, armas, prateleiras com frascos de diferentes cores, etc.
—Essa é minha assistente Carol, vocês são responsabilidade dela agora.
Diz Txai voltando a sua bancada colocando sua máscara de solda pra terminar seu braço mecânico. Carol era um pouco baixinha com cabelos escuros presos com um rabo de cavalo e com um jaleco branco cumprimenta todos com um sorriso no rosto e simpaticamente diz:
—Bem pessoal, vocês precisaram passar por alguns testes antes de começar, eles vão testar sua força, resistência física, destreza e raciocínio logico, é algo bem básico não tem com que se preocupar. Quem vai ser o primeiro?
Steve levanta a mão rapidamente.
—Qual o seu nome? Pergunta Carol
—Steve !! Steve Harris
Ela ri conferindo seu nome na prancheta, e diz:
—Harris o guitarrista? brincadeira, Venha vamos começar o seu teste.
Isaque se senta em uma cadeira e começa a mexer em seu telefone.
Txai para o que está fazendo:
—Esqueci de citar algo, a partir daqui sua comunicação com o mundo exterior é zero. Não existe a possibilidade de se comunicar com exterior.
Gustavo vem em sua direção e pergunta:
—A quanto tempo você trabalha aqui ?
—Cerca de dois anos e meio, porque?
—Curioso, você parece muito novo pra assumir um cargo tão importante...
—Não me subestime, não estou aqui por acaso, Eu era apenas um estudante Biologia mecatrônica, muitos dos meus experimentos eram contra as diretrizes da minha escola, e certo dia eu fui expulso.
—E como você veio parar aqui?
Perguntou Gustavo
—Então, nem todos os professores eram contra meu experimentos, no dia em que fui expulso do campus eu encontrei meu professor Maverik parado em frente a porta do meu dormitório enquanto eu saia com minhas coisas, ele me fez uma proposta irrecusável.... E aqui estou eu.
Ellen começa a andar pela sala, e algo lhe chama atenção um macaquinho branco com algumas manchas pretas, sentado em uma cadeirinha de criança com uma jaquetinha vermelha. Ela chegou mais perto e disse:
—Nossa que gracinha!
O macaquinho com uma cara de safado disse:
—Mas que teta delicia você tem ruivinha.
—EITA CARALHO! MAS QUE PORRA DE MACACO É ESSE?
—Esse é Dumdum, ele começou a falar depois da última experiência e seu pelo começou a mudar de cor.
Ellen ainda surpresa, olha pro macaco na sua frente sem ação. Dumdum olha pra ela novamente e diz:
—Vamos lá gracinha, deixa de charme. Eu só quero dar uma apertadinha.
—Apertadinha eu vou dar na sua cabeça.
Ela diz pegando o macaco pela cabeça e começando a balançar, dumdum então consegue se soltar, e pula pra cima de uma prateleira rindo.
[Câmara de Testes]
Assim que entraram na câmara, Carol acende as luzes, era um local completamente vazio.
—Então Steve, Vamos começar pelo teste de força.
Ela aperta um botão em sua prancheta, e o local começa a tomar a forma de uma academia de boxe, era um tipo de galpão abandonado com todos os equipamentos necessários pro seu teste de força, tinha uma luz amarelada e um ringue que davam a ambientação perfeita.
—Mostre me o que você sabe, Steve.
Steve tira a camisa, começa a colocar calmamente bandagens em sua mão, ele para em frente ao saco de pancadas, estala o pescoço, respira profundamente e começa uma sequência de golpes bem devagar, alternando entre socos e caneladas.
—Nada mal. Diz Carol.
—Não subestime o poder dos meus punhos.
Ele começa a acertar sequencias mais rápidas, com golpes cada vez mais complexos, e mais bem encaixados.
Steve sem dizer uma palavra, só conseguia pensar em uma coisa "Mais rápido, mais rápido, mais rápido", com o suor escorrendo pelo seu corpo, e molhando o saco de pancadas, suas veias saltadas, seus músculos trincados ele acertava cerca de três golpes por segundo e cada vez mais rápido e mais rápido, até que em dado momento ele acerta um chute triplo no ar com sua canela que estoura o saco de pancadas e espalha areia por todo lado. Parado e com a respiração pesada e com uma fina camada de vapor saindo do seu corpo. Carol ainda surpresa com tudo aquilo diz:
—O..ok, vamos pro próximo teste.
Algum tempo depois Eles saem da Câmara de Testes. Steve com uma toalha nos ombros.
—Como esperado, Steve teve destaque em no seu teste de força dentre todos os testes realizados.
Disse Carol analisando a prancheta.
—Quem vai ser o próximo a fazer o teste ?
Isaque morrendo de tedio, se candidatam levantando a mão:
—Eeuuu..
—Qual o seu nome?
—Isaque
—Vamos então, por aqui Isaque.
[Câmara de Testes]
Assim que entraram na sala, ela tomou a forma do interior de uma pirâmide egípcia, em sua frente tinha um corredor que era mal iluminado por tochas, ele tinha seis metros de largura e cinquenta de comprimento, Isaque não conseguia ver muito bem o final do corredor.
—Vamos começar com seu teste de destreza, seu objetivo é simples, você só precisa chegar no final desse corredor. Pegar o artefato, e voltar o mais rápido possível...
Isaque interrompe dizendo:
—Hah, só isso então? muito fácil
—... com vida. Carol sorri terminando de dizer.
—OQUEE ?!
—Você não achou que seria tão fácil assim né ? é simples você só precisa tomar cuidado onde pisa, e o tempo é crucial quanto mais rápido melhor. E então está pronto? assim que começar eu início o seu contador.
—Não calma ai, pera ai, Ahh~~.
Isaque, parado em frente ao corredor assim que pisa na primeira plataforma ele é atingido por uma bala de borracha em seu ombro, ele cai no chão se contorcendo de dor. Carol diz:
—Ouchh, acho que essa doeu, vamos lá levante-se, vou te dar uma segunda chance, vou reiniciar seu contador.
Ainda no chão, Isaque olha pro seu bracelete que esta amarelo. Depois de se recompor, parado novamente em frente ao corredor ele fecha os olhos, e por alguns segundos ele só escuta a batida de seu coração, fica em sua posição, alguns tempo ele dispara rapidamente observando as plataformas e desviando das balas de borracha, saltando por alçapões que se abriam em um piscar de olhos. Chegando no final do corredor ele grita:
—Aeeeee porraa, Wuhhuuu !!.
—Seu tempo é curto, não perca tempo com brincadeiras. Responde Carol da outra ponta.
Isaque rapidamente se vira e vê, Uma esfera dourada em cima de um altar.
Assim que toca a esfera, toda estrutura da pirâmide começa a tremer, e as paredes do corredor começam a se fechar lentamente. Desesperado ele corre sem prestar atenção nas armadilhas, atingido por uma bala de borracha na perna, ele cai no meio do corredor. As paredes parecendo fechar cada vez mais rápido Isaque começa a correr mais rápido, e quando chega na metade do caminho com apenas 1,90m de largura ele sente que não vai dar.
— (é isso, é aqui que vou morrer ?? no campo de testes como um inútil, morrendo sem se quer lutar? não…não, não hoje).
O bracelete de Isaque começa a pulsar em verde e em uma fração de segundo ele ganha uma velocidade incrível, chegando ao final em um piscar de olhos. Ele cai no chão de cansaço com a esfera na mão.
Carol um pouco surpresa diz:
—Muito bem, você conseguiu ativar o poder do seu bracelete na Câmara de Testes, um ótimo feito pra alguém que parece ser tão fraco, sem querer ofender é claro.
Ele ainda muito ofegante diz:
—Chola mais.
—Mais uma coisa Isaque, não é possível morrer na câmara de testes.
—Ahhhh, agora foda-se eu achei que fosse morrer. Porque você fez isso comigo?
—Recebi uma mensagem do Txai pedindo um treinamento especial, parece que ele viu potencial em você. Bem assim que se recuperar, vamos dar continuidade aos seus testes.
Depois de um tempo saíram os dois do câmara de testes.
Isaque rapidamente procura algum lugar pra se sentar:
—Ahhhh eu só quero morrer, mais nada. Vou sentar aqui, amanhã alguém me ressuscita.
—Vamos la, quem vai agora?
Ellen se candidata.
—Hmm, você deve ser a Ellen, vamos por aqui.
[Câmara de Testes]
Assim que as duas entraram na câmara, ela tomou a forma de um Hospital abandonado, com cortinas rasgadas, poças de agua, o local era mal iluminado mas dava pra ver consideravelmente bem por causa da luz do sol que entrava pelas janelas.
—Bem Ellen, o seu teste será um pouco mais complexo, vamos começar com dois testes em um, vamos testar sua força e destreza ao mesmo tempo. Vou fazer a introdução do seu objetivo, estamos no terceiro andar de um hospital abandonado, seu objetivo é sair daqui com vida, mas não é só isso, você terá que protegê-la.
Aponta Carol com o dedo indicador pra uma maca.
—Aquela é uma inteligência artificial de uma garota de 9 anos. Ela te seguira automaticamente e seguira suas ordens. Seu objetivo é sair com ela daqui, estarei te esperando do lado de fora, mas manterei contato todo o tempo. Isso é tudo.
Carol desaparece.
Ellen chega perto da maca onde está a garotinha, ela desperta. Com uma pele branca como a neve e seus olhos são amarelos, com os cabelos negros e longos, um vestido branco, assim como o laço em sua cabeça e suas sapatilhas.
—Qual o seu nome? pergunta Ellen.
—Sofia.
—Vamos, tenho que te tirar daqui.
—Ellen! ao lado da maca tem um armário com armas brancas pegue o que conseguir usar.
Disse a voz de Carol em sua cabeça. Assim que abre o armário, ela pega uma espada leve e um escudo.
—Vamos Sofia, por aqui.
Quando abre a porta do quarto de paciente, elas se deparam com um corredor, e com vários outros quartos do mesmo tipo, alguns não tinham porta, o piso era irregular, assim como no quarto, tinham algumas poças d’água, e lixo pra tudo quanto é lado, a boa iluminação que se tinha era da janela que estava atrás dela. Onde na outra ponta do corredor, tinha uma escada que dava acesso ao segundo andar. As duas seguem andando devagar, dava pra escutar o gotejar da agua caindo do teto. Um silencio que incomodava mais a cada passo, quando chegam na metade do caminho uma porta se abre bem devagar atrás delas. Ellen assustada olha pra trás e vê uma figura assustadora. Ela era feita de sombras, e seus olhos brancos brilhando, sem conseguir se mover ela fica ali na frende daquela coisa assustadora. Sofia agarra em sua perna, o mostro se aproxima e ataca.
Ellen levanta o escudo, que solta uma luz quando atingido pelo monstro o empurrando pra trás.
—Vamos Sofia corre.
Ela pega Sofia pela mão e sai correndo daquele andar.
—Você precisa contra atacar. Eles só vão acumular se você não destrui-los. Disse Carol pelo comunicador.
Chegando no segundo andar. Tinha o mesmo corredor, no final dele tinha uma janela próximo a uma escada que dava acesso ao primeiro andar, com a mesma quantidade de quartos, e uma ambientação similar ao terceiro andar.
Ellen escuta o monstro vindo pela suas costas, ela começa a correr segurando Sofia. Quando ela passa ao lado de um quarto que não tinha porta, outro monstro pula em sua direção, derrubando as duas no chão, quando o monstro se prepara pra atacar, Ellen posta a espada em sua frente e perfura o monstro no peito, sua espada brilha e o monstro desaparece.
Assim que olha pra escada que dava acesso ao terceiro andar, começam a descer dezenas de monstros. Ela larga seu escudo, Pega Sofia em seus braços e sai correndo pelo corredor cortando os monstros com sua espada, e quando mais ela cortava, mais sua espada brilhava e ofuscava a visão daquelas bestas. Descendo as escadas pro primeiro andar, ela vê a saída. Quando ela se aproxima da porta, aparece um Lobo gigante que era feito da mesma sombra que os outros monstros.
—Sofia, arrume algum lugar pra se esconder, se precisar de ajuda, grite.
O monstro pula em sua direção, mas Ellen se esquiva caindo sem jeito no chão, a fera pula novamente, Ellen se esquiva mas ela consegue desferir um corte no olho da besta. Que descontrolada dá um uivo, que abala toda a estrutura hospital, e parte em sua direção novamente.
Vindo mais rápido que o normal, a fera consegue acertar o braço direito de Ellen com suas garras, rasgando sua blusa, fazendo um ferimento grave ela arremessa sua espada pra longe Ellen cai no chão, a fera então tomada por ódio muda o foco pra Sofia, ainda no chão, meio inconsciente, assim que escuta Sofia gritando por ajuda, a pupila de seus olhos dilatam, e ela entra em fúria, seu bracelete sai do vermelho, pro verde. Suas mãos emanam uma energia e as feridas de seu corpo começam a sumir. Descontrolada Ellen corre pra cima da besta e com suas mãos esmaga a cabeça dela contra a parede apertando-a cada vez mais forte, ela derruba o muro, fazendo-a desaparecer, depois de recobrar a consciência, Ellen pega Sofia e sai do hospital com passos lentos.
Quando as duas saem pela porta, Sofia desaparece e Carol já estava a sua espera.
—Muito bem, você conseguiu. Isso demandou muito esforço, descanse bem, assim q...ahh ok.
Enquanto Carol falava Ellen cai exausta no chão.
—só me de alguns minutos.
Um bom tempo depois saem as duas do Câmara de Testes. Ellen se senta ao lado de Isaque pra descansar.
—Eu estou um caco.
Thayná é a sua vez, você já pode entrar na câmara de testes
[Câmara de Testes]
—O seu teste vai ser uma coisa mais abstrata, será um jogo de tomada de decisões para testar a sua eficácia com que você usa seus poderes.
O cenário começa a mudar e Thayná se vê em meio a um círculo de cerca bem espaçoso, terreno era plano e florido, fora de cerca haviam arvores frondosas que pareciam ter saído de um paraíso ambiental. Thayná então reparou que a alguns metros a sua frente havia um jovem vestido com roupas brancas com aspecto medieval seus cabelos eram encaracolados e seu corpo era meio andrógeno.
—Thayná esse é Walter ele é uma inteligência artificial, ele vai ser seu adversário neste teste. Esse teste é um jogo de palavras, tudo que for dito nesse campo se trona real, então vocês terão que usar essa característica para criar ameaças ao seu adversário, ameaças que venham de dentro do corpo não são permitidas, doenças e afins, cada palavra só pode ser usada uma vez, o jogo acaba quando um de vocês ficar incapacitado. Walter vai começar. Você entendeu?
—Olha entender, entender eu não entendi não, mas vou tentar me virar aqui.
—Ótimo a primeira ameaça vai ser inofensiva só para você ter um norte do que fazer
Então Walter ergueu sua mão direita afrente do seu corpo e gritou:
—Rato!
Então uma luz saiu da mão de Walter e se transformou em um rato que avançou ferozmente até Thayná.
Desesperada Thayná grita:
—Gato!
Então do nada um gato aparece e mata o rato, depois de matar o rato o gato avança em direção de Walter que só levanta uma de suas mão e calmamente diz:
—Bola de fogo.
Uma bola de fogo sai da mão de Walter carboniza o gato e continua em direção a Thayná que fica sem ação por alguns segundos e por reflexo se esquiva desajeitadamente para fora do alcance da bola de fogo, porem o cabelo dela fica um pouco chamuscado, quando ele percebe isso ela fica irada e começa a xinga o seu adversário wicano:
—FILHO DA PUTA! MEU CABELO! MEU QUERIDO VOCÊ TEM NOÇÃO DE QUANDO SALÁRIOS MÍNIMOS TEM NO MEU CABELO? SE ME ATACAREU VOU ATACAR!
Então bracelete de Thayná ficou verde então ela com muita ira disse:
—ABELHAS!
Um enxame de abelhas surgiu do nada e começou a atacar Walter, antes que ele pudesse reagir ela já pulou para a próxima palavra.
—CACHORRO COM RAIVA!
Um cachorro com uma aparência assustadora aparece e avança em cima de Walter mordendo o pescoço dele.
Carol surpresa observa aquilo.
—Nem é a vez dela! Como ela conseguiu invocar um cachorro!? Ainda mais um cachorro com raiva!?
—Ela está manifestando os poderes dela!
—BOJÃO DE GAS!
Então um bojão de gás cai um cima de Walter e Thayná começa rir de um jeito meio maníaco quando ela percebe que ela está sendo observada ela fica com vergonha e volta ao normal.
—erh... você passou Thayná.
Depois de saírem da câmara de testes.
Vamos Gustavo sua vez agora você será o ultimo, por aqui.
[Câmara de Testes]
—Muito bem o seu primeiro teste não será tão simples assim. você terá que desarmar uma bomba dentro de um trem em movimento. A vida de muitas pessoas estará em suas mãos.
—Muito bem, e se eu falhar?
—Todos no trem morreram, e você não passara nesse teste. Responde Carol com um sorriso no rosto.
Assim que ela aperta o botão em sua prancheta, Câmara se recusa a criar a simulação. De repente Gustavo sente um zumbido forte em sua cabeça e uma dor enorme em sua nuca, ele cai no chão de joelhos se contorcendo de dor, Carol tenta passar sua identificação pra sair da sala, mas ela é recusada, e uma outra simulação começa.
Gustavo abre os olhos e dentro de um quarto escuro, iluminado pela luz que entrava por de baixo da porta, que era a única saída, ele sentia um vento forte vindo do lado de fora, ainda sem saber o que tinha acontecido Carol entra em contato:
—Gustavo, Gustavo!!, eu não consigo cancelar sua simulação, parece que a câmara reagiu com o nano chip implantado na sua cabeça. E você está preso dentro dela agora, eu não conseguirei te ajudar eu não conseguirei te ajudar, desculpe.
Ele se aproxima lentamente da porta, e com um certo receio ele coloca a mão na maçaneta, E quando a porta se abre, ele está em um deserto a noite, com a luz da lua e o céu pontilhado de estrelas distantes o deserto era facilmente observado do seu ponto de vista, Bem distante dali, ele conseguia ver uma cabana um pouco coberta de areia do deserto. Ele começou a descer a duna em direção a cabana, no meio do caminho havia muitos livros, centenas deles caídos na areia, Chegando mais perto ele percebe que a porta da cabana está entre aberta, depois de empurrar a porta com um pouco de dificuldade, ele consegue entrar e a porta atrás dele se fecha. Uma casa empoeirada com grandes estantes cheias de livros, depois de observar um pouco a cabana, ele sentia confortável de certa forma, aquela parecia uma cabana que ele tinha visitado a muito tempo, mas tinha se esquecido.
Mais à frente tinha uma lareira com uma sombra sentada olhando pra chama esperando ela se apagar, Gustavo da alguns passos em direção a sombra, ele pisa em uma madeira em falso e se escuta claramente o ranger. A chama finalmente se apaga. A casa começa a tremer, e a areia do deserto começa a entrar lentamente pelas janelas. A sombra se levanta e começa a andar lentamente em sua direção, ele se vira e corre desesperado em direção a porta, depois de algumas tentativas ele consegue abrir e uma enxurrada de areia começa entrar pela porta empurrando-o pra trás. Lutando contra toda a areia que começa entrar rapidamente pela porta e janelas da cabana. Cada vez mais desesperado uma luz aparece em sua frente.
Assim que toca na luz tudo desaparece, caindo dos céus em direção ao mar, desesperado Gustavo fracassa tentando tatear seu peito a procura de algum tipo de paraquedas, Caindo cada vez mais rápido ele vê a luz em sua frente outra vez, tentando pegar a luz escapa pelos seus dedos sempre que tenta. Quando ele está a alguns metros de colidir com o mar, ele consegue pegar a luz. Ele fica de costa e pressiona ela contra seu peito, depois de bater com força no mar, a única coisa que consegue sentir é a lenta batida do seu coração, seu corpo estava totalmente anestesiado pela queda, ele foi afundando no oceano. Seu corpo toca lentamente no fundo, e seus olhos se fecham.
Uma voz lá no fundo o chama:
Gustavo??Gustavo !!
Cada vez mais próxima:
Gustavo! levanta!
Ele abre os olhos e lá estava, fora da simulação, Carol diz:
Vamos parar por aqui. Isso nunca aconteceu antes, tenho que reportar essa anomalia pro Txai, Vamos levante-se.
Assim que saíram da câmara de testes, Gustavo procura algum lugar pra sentar, enquanto Carol conta tudo que aconteceu lá dentro, e algum tempo Txai se aproxima deles:
—Bem pessoal foi um dia muito cansativo pra todos nós, mas por hoje é só, vou levá-los aos seus dormitórios e amanhã começam os jogos, estejam preparados, ou não.
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