Projeto Zepelim

2 O Funcionário da Funbox e a Emfermeira


Notas iniciais
Esqueci de dizer no começo, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Boa leitura!

[ São Paulo : Funbox, 15:22 ]

Gustavo estava saindo do seu local de trabalho no seu horário de almoço, com seus lindos cabelos negros presos com um coque, seus óculos escondendo seu olhar calmo e sedutor, uma barba por fazer, alto e com passos leves andava aquela figura magra pelas ruas de São Paulo procurando algum lugar pra almoçar. Quando ele passa em frente a uma loja que vendia jogos novos e usados, que ele nunca tinha visto por ali. Ele fica interessado e ao entrar para dar uma olhada, ela nota que ela parecia magicamente maior por dentro.

Assim que entra, ele se depara com enormes estantes de jogos diferentes, com variados estilos, cores, dos mais fáceis pra se jogar com a família aos mais difíceis, pra se jogar em uma roda de asiáticos, etc. a loja parecia não ter fim. E diante de todas aquelas possibilidades ele se sentia um garoto na Disney. Foi então que ele o viu, bem no finalzinho da loja, em cima de uma prateleira, protegido por uma caixa de vidro. Um boardgame do Starcraft. Seus olhos brilharam na hora e ele não conseguia pensar mais em nada. Foi então que o vendedor da loja apareceu, um velhinho de cartola e óculos. Com suas barbas brancas e sua bengala, Ele diz.

—Bonito não?

Gustavo se assusta.

—Sim, mas eu to sem grana pra comprar.

O velhinho se vira e diz.

—Prazer, meu nome é Jarbas, e como se eu ainda nem te disse o preço ?

—Eu já sei em media quanto custa, e eu não tenho tanta grana assim pra gastar em um jogo, mas eu compraria se tivesse 1500R$.

—É meu amigo, de fato você conhece bastante sobre jogos de tabuleiro. A minha família já está a muito tempo nesse ramo, e já que você parece ser um apaixonado eu posso guardar ele aqui pra você.

Uma terceira pessoa aparece.

—Eu compro.

Jarbas fica surpreso e logo diz:

Ta bom né, eu ia guarda para você , mas já que ele quer comprar eu vou vender.

Gustavo então ficou sem ação e se virou para sair da loja com um olhar perdido, quando escuta alguém lhe chamar:

—Ele pode ser seu se você quiser, mas terá um preço.

Era o homem do paletó com o jogo na mão, Gustavo então responde:

—Como assim um preço?

—É só assinar este contrato aqui.

Gustavo então pega o contrato e começa a ler, pagina por pagina.

Mas pera ai! aqui diz que eu corro risco de vida.

O homem do paletó se pronuncia:

—Você realmente não é tão bobo quanto eu imaginava. Hahaha, afinal Você foi um selecionados como os outros. Diferente das pessoas normais, você possui algo único, que ainda não foi despertado.

Então Gustavo pergunta pro homem do paletó:

—É justificável matar pra não morrer ?

—Não sei me responda você.

Gustavo então entra em um dilema dentro de si e depois de alguns minutos refletindo, ele aceita a proposta.Segundos depois ele entra dentro de uma limousine que o levaria ao seu destino.

[Rio de janeiro : Bangu, Hospital Padre Miguel, 6:49]

Faltava pouco para que o plantão acabasse, Ellen uma garota com cabelos vermelhos, que mais pareciam ma juba de leão, com uma beleza exótica, chamava a atenção de todo o hospital, sempre simpática e sincera com seus pacientes. E lá estava ela checando a condição das últimos pessoas de sua lista, ela estava feliz, pois o plantão daquela madrugada tinha sido tranquilo. Depois de alguns minutos de caminhada, ela chega a estação de trem, que estranhamente estava mais vazia que o comum. Era realmente uma manha tranquila, o clima não estava tão quente, e a cidade ainda parecia adormecida. Ela fechou os olhos por um momento e sentiu a brisa daquela manhã, e o sol quente em sua pele. Depois de alguns segundos "dormindo em pé" ela abre seus olhos cansados daquela noite de estagio e vê um vulto escuro do outro lado da linha, ela esfrega um pouco seus olhos, e boceja. Então ele aparece atras dela.

—Você já não esta cansada de tudo isso ? Dessa rotina puxada, desse sistema de saúde lastimável, e de ser explorada nesse seu estágio ?

Ela assustada responde.

—MAS QUE PORRA É ESSA ? VOCÊ TA ME SEGUINDO SEU TARADO DO CARALHO?

—Primeiro eu preciso que você se acalme, eu tenho uma proposta pra te fazer.

—Não, eu não tenho a intenção de sair contigo, seu stalker filho da puta.

—Pensou errado, não é esse tipo de coisa que vim te propor, estou aqui pra te oferecer dinheiro.

—VOCÊ ACHA QUE EU SOU ALGUM TIPO DE PUTA?! SE CONTINUAR ME PERTURBANDO VOU QUEBRAR SUAS BOLAS!

Ellen entra em guarda, já que tinha feito alguns anos de judo e jiu jitsu, ela sabia bem como se defender, já que sua beleza chamava a atenção de alguns caras abusados, estava sempre preparada pra qualquer tipo de situação.

O homem do paletó suspirou pesadamente, e disse:

—Não, se me escutar calmamente por alguns instantes, eu lhe direi qual minha real intenção.

—Ok então, fala logo.

—Estou aqui pra te fazer uma proposta, você não vai precisar mais se preocupar com dinheiro, e enquanto estiver trabalhando pra mim sua família estará bem e toda e qualquer despesa deles serão sanadas com a sua ausência. Precisarei de suas habilidades.

—Habilidades ?

—Sim, tudo que você sabe, sua personalidade, tudo. Você só precisa assinar aqui.

—Mas de quanto de dinheiro estamos falando ?

—Eu não posso falar em valores, mas certamente é mais do que você conseguiria em anos de trabalho.

Ellen ainda meio receosa aceita a proposta daquele estranho homem.

Notas finais
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