Projeto Ômega
34 Miriam Somerhalder e Richard Loki.
Notas iniciais
PΩV Miriam
Flashback On
–Mãe? – Perguntei entrando em casa.
Levei um susto no exato instante que pisei na casa. A sala estava de cabeça para baixo: As cadeiras estavam algumas quebradas e outras viradas de lado, o sofá estava rasgado e com molas saindo dele – Tão desenho animado -, o piso estava rachado, a mesa destruída e a TV de plasma, com a tela de vidro rachada, e a prateleira de livros, caída no chão, espalhando livros por toda a sala. Eu engoli em seco e, com susto, olhei para o corredor. Saindo de lá quebrando-o estava um enorme homem com um só olho e em uma mão, um enorme taco de beisebol e na outra um corpo, morto. Meus olhos lacrimejaram quando percebi que o corpo era de minha mãe. O ciclope sorriu a me ver e soltou o corpo dela no chão, ele avançou, quebrando ainda mais o piso, e me atacou. Sem conseguir desviar, cai no chão e praguejei, ele sorriu e levantou o taco então... Uma melodia tocou. Plantas saíram do chão. Agarraram as pernas dele, apertando-o, fazendo o ciclope rugir.
Um garoto com pernas de bode e chifres na cabeça entrou e agarrou meu braço puxando-me. Eu nem reagi. Minha mãe havia morrido...
Flashback Off
Flashback On
Uma espadada no corpo, outra na cabeça, costelas, pernas, braços. Era assim meu ritmo para atacar o simples boneco, indefeso. Mais um espadada com força, ao me lembrar do ciclope, a cabeça cortada. Ela rolando. Um latido da Sra. O’Leary. Um batimento forte. Um sentimento de raiva. Um tremor. Um latido assustado. Uma rachadura no chão. Um incômodo. Um grito de susto. Enjoo. Cansaço. Uma voz na cabeça. “O poder é muito forte...”. Desmaio.
Flashback Off
Flashback On
Corri, suando, sem espada, pois ela continuava lá atrás, a menina atravessou o pinheiro, entrando no Acampamento. Continuei correndo e vi, brilhando no chão, uma lâmina de uma adaga enferrujada. Peguei-a e ergui, enfiando no corpo do cão, que rugiu e desapareceu em um pó dourado. Me levantei e guardei a faca no meu bolso. Passei pelo pinheiro, mas quando estava chegando ao pavilhão...
–Pare. – Ouvi uma voz rouca e sombria.
Em frente de mim estava um homem, pele pálida, olhos e cabelos negros, expressão séria, vestindo um traje negro com almas se movendo e gritando de agonia, nele.
–Pai? – perguntei surpresa.
–Sim sou eu – Ele respondeu.
–O que faz aqui? – Interroguei.
–Estou para te dizer que saia daqui. – Ele disse.
–Por quê? – perguntei ao meu pai.
–Pois Zeus a mandou caça-la. – Disse Hades – Ele a acha muito forte para viver – Terminou o Deus do Submundo.
–E minha arma? – Disse.
–Toma – Falou ele.
Ele esticou sua mão, lá estava um colar magnífico, o pingente era cinza, em forma de caveira e o cordão, preto.
–Esse colar vira duas espadas é só você aperta-lo e pronto. – Anunciou meu pai – Vire-se.
Eu me virei e senti as mãos geladas no meu pescoço, colando o colar.
–Pronto – Me virei vendo o deus sorrindo. – Agora vá.
Assenti e corri, atravessando o pinheiro, ouvindo latidos, rugidos, e pios, deixando para trás o Acampamento Meio-Sangue.
Flashback Off
Flashback On
Eu estava muito fraca. Andava, sorrateiramente, pelo beco entre os prédios, espiando por cima dos ombros para ninguém me pegar desprevenida. Uma das mãos foi, instintivamente, ao colar de caveira e, ouvindo um rugido, apertei-o, fazendo com que duas espadas aparecessem em minhas mãos, ergui-as, e me preparei, só olhando fixamente para frente, sem achar que me atacariam por trás. Grande erro. Um cão infernal pulou nas minhas costas derrubando-me, e outro cão apareceu. Um rugido, como uma risada, chegou aos meus ouvidos. Um ciclope apareceu em minha visão. As garras do cão arranharam-me. Uma mordida. Meu grito. Uma batida. Outro grito. Olhos se fechando. Rugido de dor. Pó no chão. Olhos quase se fechando. Latido. Pó. Latido. Pulo. Pó. Olhos fechados.
Flashback Off
PΩV Loki
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Continuei correndo, fugindo do meu tio, que corria atrás de mim, raivoso.
–VOLTE AQUI PESTINHA! – Ele berrou, ardendo de fúria.
–NUNCA! – Gritei de volta, espiando pelo ombro, vendo-o irritado.
Passamos por algumas casas, e por pessoas na rua, que se assustavam com o grito do meu tio: “VOLTE PIRRALHO! VOU TER QUE PAGAR UMA MULTA ENORME POR TE PERDER! VOLTE AQUI!”.
Pulei em uma caçamba de lixo, meu tio me seguiu, caindo no meio do lixo, sai da caçamba e continuei correndo, virei uma esquina, duas, três, atravessei a rua e continuei correndo, sem parar e sem olhar para trás, temendo ver meu tio. Depois de 2 minutos espiei por cima do ombro, sem sinal de Felipe. Parei um pouco de correr e me sentei, descansando. Parei um pouco para pensar, Será que ele me encontraria? Minha mãe já estava morta, meu pai, nunca conheci, meu tio... Me odeia. Minha vida é um inferno e...
Parei com meus pensamentos ao ouvir um barulho. Virei a cabeça me deparando com um enorme vulto de um cão, raivoso, com a boca espumando, olhando diretamente para mim, mas ele era diferente... Seu corpo era maior, seus olhos, vermelhos, seus dentes, mais afiados que o normal, juntamente com as garras. Ele rosnou e avançou a mim, rodando, desviei do ataque e me pus em pé, suando, por causa da fuga, fui para o lado no exato instante em que, o cão me atacou. Parei de desviar e ele, aproveitando o meu descanso, atacou, me fazendo cair, e o deixando em pé em cima do meu tronco.
Ele abriu a boca, preparando para me morder e, quando iria cravar a mandíbula em mim, rugiu de dor e desapareceu, virando pó. Erguido acima de mim estava um homem, pele pálida, olhos e cabelos negros, expressão séria, vestindo um traje negro com almas se movendo e gritando de agonia, nele. O homem me ofereceu a sua mão e disse, com uma voz rouca e sombria:
–Olá Richard Loki, eu sou Hades o Deus do Submundo e seu pai...
Flashback Off
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Perséfone já estava me irritando. Depois de o meu pai me salvar, fui pro Inferno, Submundo... TANTO FAZ! Enfim... Fui parar no Submundo e, seis meses por ano, tenho que aguentar a idiota da Perséfone. E ela já está me irritando...
–PIRRALHO! – Gritou minha madrasta. – VENHA CÁ!
–TÁ BOM TIA PÈ!
–NÃO ME CHAME ASSIM! – Gritou a Deusa da Primavera.
Bufei e desci, vendo-a parada.
–Que foi?
–Cadê o Fofo? – Perguntou a deusa.
“Fofo” é um cão infernal de duas cabeças que a Tia Pepé, insiste em chamar de Fofo. Sendo que de fofo o Fofo não tem nada.
–Não sei onde está o Vira-lata.
–Não o chame ASSIM! Vá pro seu quarto!
Obedeci, já estava de saco-cheio, subi para lá, peguei a mochila e desci, fugindo do Hades.
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O cemitério estava deserto. Eu já estava á duas semanas, fugindo do meu pai e Pepé. Eu andava por lá quando uma neblina apareceu na minha frente. Um homem, com cabelos grisalhos, olhos castanho-alaranjados, sorriso simpático, vestindo um terno com galáxias rodando nele, apareceu sorrindo e disse:
–Olá Richard Loki, filho de Hades... Odiado por Perséfone... – Me assustei.
–Como você sabe disso? – Perguntei surpreso.
–Eu sei de muitas coisas meu caro.
–Quem é você? – Interroguei-o.
–Eu sou Caos o Criador do universo.
–E o que faz aqui? – Indaguei.
–Eu vim te oferecer um posto no meu Projeto. – Disse o deus.
–Que coisa é essa? – Perguntei.
–Essa coisa... È o Projeto Ômega, onde você poderá digamos que... Conviver com seus iguais...
–E isso seria...?
–Semideuses, rejeitados, humilhados, etc. – Disse Caos. – Você seria General...
–FEITO! – Gritei, decisivo.
Flashback Off
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