Project Immortal
4 Capítulo 4- A vingança aguarda
Notas iniciais
Foram três longas horas de viagem. Eu estava sendo remanejado da antiga penitenciária. Depois de ser envolta de fogo e sangue, não sobrou muita coisa dela. Isso faz eu me lembrar do que Jeremy fez. Ele me deixou lá. Não me ajudou. Ele me traiu. Eu juro que vou estraçalhar a cabeça dele com minhas próprias mãos. Mas, infelizmente, isso terá que aguardar.
- Chegamos. — diz o guarda ao meu lado.
- Que lugar é esse? — eu indago.
- Centro de Pesquisa Avançada de Gran City.
- Vão me fazer de cobaia de novo?
- Isso já não é da minha área.
Eu então saio do camburão, algemado, e me direciono junto com os guardas para um prédio com uma estrutura incrível: ele era em formato esférico, colossal e incrivelmente lindo. Pena que é nele que eu provavelmente vou morrer.
- Seja bem vindo. — diz um cientista do local.
- Bem vindo nada! — eu continuaria, xingando, porém noto que o cientista se trata de ninguém menos que Walter Stacy, que estava ao lado dos mascarados quando eu havia sido capturado. — Então você é um traidorzinho lixo, certo?
- Eu não veria assim. Apenas trabalho. — ele dá um sorriso arrogante.
Sou levado então até uma pequena sala. Eles me deitam em uma espécie de cama e prendem meus braços e pernas. À minha direita tinha uma espécie de vidro que separava-me de Walter.
- Antes era o Ernest querendo me matar, agora você. Eu vou esmagar os cérebros de todos que cruzarem meu caminho! Eu juro! — eu ameaçava.
- Acalme-se amigo. Apenas vou examiná-lo. — ele então se aproxima e retira sangue de mim.
- Pra quê isso? — eu indago.
- Digamos que veremos a semelhança entre pessoas como você e usuários da droga Powell. Você já a usou?
Fico pensativo. Será que isso envolve algum tipo de cura para os efeitos da droga? Ou só mais um joguinho de poder? Não posso correr o risco de me tornar aquelas coisas.
- Sim, eu já a usei. Uma vez. — eu falo a verdade.
- Contando a verdade? Muito bem. Você é um exemplo de cidadão – Walter ironiza.
Fico aguardando um tempo que me pareceu nunca passar. Walter então chega com o resultado.
- É, parece que você não irá morrer de velhice. Sinto muito. — ele dizia mais uma vez em tom irônico.
- Não me preocupo com isso. Posso matar a todos que eu quero antes que meu tempo acabe. — eu o ameaço.
- Sério? Então não haverá problemas se eu testá-lo, né? Emma Lincoln, — ele chamava alguém.
Em pouco tempo entrava no local uma bela mulher de cabelos negros, relativamente curtos.
- Bem, você sabe que só faço isso para encontrar uma cura. — dizia Emma. Ela parecia ter intenções louváveis.
- Tudo bem. Os fins justificam os meios. — Walter ri.
Eu então sinto a droga fluir. Eles aplicaram em mim altas doses. Minha visão começou a ficar prejudicada. Tudo escurece, mas depois de alguns minutos, tudo fica claro novamente. Eu me sinto forte e saudável.
- Como se sente? — pergunta Walter.
Eu não respondo nada. Ao invés disso, me solto do que me prendia e vou em direção ao vidro para destruí-lo e poder matar a todos. Menos a Emma, ela não merecia. Porém a vejo apertar algum botão no painel. Logo a sala toda se eletriza, fazendo com que eu tome um choque que mataria qualquer um em circunstância normais. Eu desmaio. Então escuto vozes.
- E aí? — pergunta Walter.
- E aí o quê? — diz Emma.
- Funcionou?
- Bem, parece que matamos dois coelhos numa só cajadada. Tanto as células geradas pelos minerais ou pelo Adaptador e as geradas pela droga estão inativas. Vivas, porém sem fazer nada.
- Legal. O presidente ficará contente. — Walter responde.
- Você só pensa nisso? Não parou para pensar na quantidade de vidas que serão salvas? Poderemos por um fim ao Projeto Imortal. — Emma diz.
- Tá bom, chega. Vamos adiantar aqui.
Minha visão retorna.
- Onde estou? — eu pergunto para o além.
- Câmara de Observação. Temos que ter certeza que você está totalmente. — fala uma voz desconhecida.
Eu estava em um local relativamente amplo com as paredes brancas. Não sei o que me aguarda, mas tenho que sair daqui. Tento socar a parede.
- Argh! — eu sinto minha mão estalar. Lá se foi minha força novamente.
O jeito é aguardar.
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