Project Immortal
7 Capítulo 7- Inesperado
Notas iniciais
Alguém morrerá hoje.
- Não acredito nisso. Todos os caras que eu já critiquei na minha vida como jornalista estão aqui. — eu digo enquanto entro com Scarlett no Congresso.
- Essa é a casa mais podre da cidade. Mas fazer o quê? Viemos aqui por um único motivo. Jeremy deve estar aqui. Ele não pode revelar a identidade de Drake. — Scarlett argumenta.
- Mas se você pensar bem, Jeremy poderia ira algum jornal próximo.
- Faz sentido, mas seja como for, já estamos aqui. E sim, eu já arranjei o atestado de óbito de Drake. — diz Scarlett.
- Ótimo. — eu encerro.
Eu estava adentrando o grande prédio da cidade. Os pomposos monumentos nele existentes tentavam esconder toda a dor e sofrimento que esse governo causa e causou. Pessoas assassinadas, incêndios, queima de arquivo e até escravidão. Eu era jornalista, sei bem disso. Mas nunca denunciei de fato. Seria pedir para morrer. Além disso, todas as revistas, jornais e programas de TV passam por um rigoroso processo de censura. De fato, eu falei de vários políticos daqui. Mas o que foi publicado não era nem metade.
Adentramos por uma bela porta de ouro.
- Nunca vi os senhores. De quem se tratam? — pergunta uma mulher loira de uns 50 anos.
- Somos os representantes de Drake Russel. Ele está morto. — responde com maestria Scarlett.
- Morto? Como assim? Ele era o melhor atirador de elite, pelo que eu sabia.
- Era. — encerrou Scarlett.
A mulher saiu com uma cara feia. Deve ter se assustado.
- Você é incrível. — eu elogio a bela ruiva.
- Eu sei. — ela responde.
Ela faz um gesto para eu segui-la. É claro que a sigo. Ao entrar no Congresso, vemos uma multidão de pessoas. Políticos, militares e pessoas ricas da cidade. Aqui é onde não falta influência.
- Onde será que eles estão? — ela questiona.
- Se estiverem. — eu digo.
- Isso não ajuda.
Até que alguém esbarra em mim. Peraí, não tem ninguém perto. Calma... JEREMY!
- Você não me escapa! — eu digo tentando esticar a mão para pegá-lo, porém apenas encontro o nada.
Todos olham para mim.
- Que diabos é isso garoto? — pergunta um senhor de uns 60 anos com um grande bigode branco.
- Eh... TEM UM TERRORISTA AQUI! — eu grito.
O desespero é geral. Vejo políticos e ricas pessoas correndo como crianças com medo do bicho papão. É incrível o poder da palavra. Ou melhor, o poder do medo.
Scarlett me puxa.
- Que droga foi essa? — se desespera Scarlett.
- Calma. Isso vai piorar para eles e não para nós! — eu tento acalmá-la.
Logo soldados com potentes armas e óculos que detectam calor entram no local.
- Ele esta invisível. — eu digo.
Meu Deus, está dando certo. Por um esbarrão. Jeremy irá se culpar por isso para sempre. Então um grito é ouvido. Jeremy apareceu: fazia uma senhora de refém.
- Se chegarem perto ela morre! — ele dizia bastante nervoso. Havia medo em seus olhos.
- Acalme-se homem! — diziam os soldados – Nós iremos lhe matar se fizer qualquer movimento. Apenas liberte a senhora e ponha as mão na cabeça.
- CHEGA! FAÇA ALGO FRANCESCO! — Jeremy estava desesperado.
A arma da cabeça da moça e lágrimas saindo dos olhos do assassino. Não estava certo. Será que ele se cansara de tudo? De todo o sangue derramado? De toda lágrima que ele reprimiu? Ele também era humano.
Os soldados estavam impacientes. Preparavam-se para atirar, porém uma explosão os interrompeu: vários pontos do Congresso foram atingidos. Dezenas de pessoas foram atingidas. Aproveitando a distração dos soldados, Jeremy voltou a ficar invisível. Mas não adiantara, os soldados tinham equipamentos para vizualizar o calor próximo. Jeremy seria detectado.
- Vamos logo embora. — dizia Scarlett.
- Não, ainda não acabou. Quando pegarem Jeremy, ele provavelmente irá revelar tudo que sabe sobre Drake. Temos que pegá-lo antes dos soldados. — eu começo a andar, mas Scarlett me segura.
- Não. É correr risco por besteira. Esses soldados devem matá-lo.
- Sempre corremos risco. Agora não podemos fazer nosso amigo correr riscos.
Eu então saio, deixando Scarlett perplexa. Isso precisava ser feito. A busca por Jeremy era intensa no Congresso. Até que vejo a porta se abrir e ninguém entrar, sem que os incompetentes soldados notassem. Era ele. Eu então corro e faço um sinal para Scarlett. Ela compreende.
Entramos no carro rapidamente.
- Vai, você dirige! — eu ordeno.
- Ok. Põe tua máscara, será útil. — ela recomenda.
- Claro.
Era fácil identificar Jeremy. Um carro que andava em alta velocidade de maneira totalmente perigosa. Mas Scarlett sabia o que fazia: sua habilidade ao volante era impressionante. Bem melhor que eu e Drake juntos.
- Estamos quase lá. — eu digo.
E então é chegada a hora: eu salto do carro e utilizo meus poderes para "voar" por um breve momento e aterrizar bem acima do carro do nosso adversário.
- Merda! — ele diz enquanto puxa uma pistora.
- Não adianta. — eu respondo enquanto uso meus poderes para retirar a arma de suas mãos.
Eu então quebro o vidro do carro, o seguro e salto para longe, levando meu adversário. O carro se choca contra uma parede de concreto. Com Jeremy em minhas mãos, eu o arremesso contra a parede.
- Isso é pouco perto do que você merece. — aproximo-me para continuar a lição, mas ele parece mais perplexo ainda.
Suas mãos estão na perna direita. Então noto uma seringa penetrada na perna.
- Nã... — a voz dele perde intensidade e ele desmaia.
Ele estava pálido. Logo chega a polícia inteira para ver o caso. Porém, tive tempo de "desaparecer". Becos escuros sempre ajudam. Mas eu observa tudo. E vejo algo incrível. Jeremy passa por uma transformação. Seu corpo sofre mutações em questões de segundos. Ele cria uma espécie de exoesqueleto e aumenta de tamanho. Ele então se levando e faz um barulho horrível. O policiais estavam desesperados: não teriam mais que enfrentar o homem invisível, mas sim um monstro.
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