Project Forgotten

13 Capítulo 13- Capturado


Notas iniciais
Drake Russel narra este episódio. ^^

Identifico o prédio de onde veio o tiro. Começo a correr. A atiradora aponta sua arma para mim. Em repressália, disparo com minha G-MAL. Ela recua. Eu adentro o prédio. Sabendo que ela poderia muito bem fugir pelas escadas caso eu fosse de elevador da maneira tradicional, eu uso outro método: Entro no elevador, saio pela parte de cima. Estando lá, uso um dos equipamentos que haviam na base. Eu me "amarro" na corda que segura o elevador e, com o apertar de um botão, eu subo vários andares em segundos graças ao equipamento especial. Saio pela ventilação e logo me vejo na cobertura. Mas não havia ninguém lá.

— Droga! Como ela fugiu? — reparo que a porta que vai dar ao térreo está trancada, provavelmente para eu não chegar lá usando as escadas apropriadas. — Quem disse que eu fugi? — diz a atiradora. — Você vai me matar? — digo.

Antes que ela responda, eu me viro e disparo com minha G-MAL. Não acerto nada.

— Não precisa ficar nervoso...- diz ela friamente. — Eu não quero te matar.

Assim que ele acaba de falar eu sinto uma coronhada na cabeça. Eu desmaio.

Sou levado para algum lugar. Mas não é tão longe do centro da cidade. Então tiram o saco preto que haviam colocado em mim para eu nada ver.

A luz entra direto em meus olhos. Eu estava sem máscara, dentro de uma pequena sala, amarrado em uma cadeira. Na minha frente estava um homem de terno com uma máscara negra no rosto.

— Vejam só. Drake Russel, atirador de elite do governo. Então é por isso que você andou faltando ao serviço, hein? — diz o homem. -Quem é você? — digo com fúria. — Isso não importa agora. A questão é: quem é o segundo mascarado? — Você nunca vai saber!!! — Ah é? Bem, você ainda pode mudar de ideia. Enquanto isso, que tal conhecer Mittle? — Mittle? — É o nosso, digamos, carrasco.

Eles iriam me torturar até eu dizer a verdade. Mas isso não irá acontecer. Não posso entregar Harry. Não posso pôr tudo a perder. Mittle entra na sala, mascarado, e tranca a porta, após a saída do primeiro mascarado.

— Cara, lembra do Supermercado? Aquela pancada em mim doeu pra caramba. — diz Mittle, sadicamente. — Vá se ferrar. — eu respondo. — Corajoso, hein? Vamos ver se a coragem vai continuar...

Ele saca uma pistola.

— Disseram que você podia se regenerar. Vamos ver se é verdade. — ele diz.

Ele então aponta para meu peito e dispara. A dor é intensa.

— ARGHHH!!! — Doeu, foi? Eu posso passar o dia fazendo isso... — diz ele.

Ele dispara de novo. A bala me atravessou. Ele repara que a primeira bala, que não havia me atravessado, começa a ser expelida do meu corpo.

— Interessante. Pena que ninguém mais verá isso.

Ele então dispara de novo e de novo e de novo.

— Nossa, você realmente é bem persistente. — Mittle fala, se aproximando de mim.

Nesse momento eu, usando a boca, retiro uma faca do cinto de Mittle. Rapidamente faço-a passar para minhas mãos. Mittle me empurra, fazendo-me cair com tudo no chão junto com a cadeira, na qual minhas mãos e pés estavam amarrados. Porém, consigo cortar as armarras das mãos e, quando Mittle recarrega a arma para atirar em mim, eu jogo a faca, perfurando sua mão de forma violenta.

— ARGHH! SEU IDIOTA! VAI MORRER!!! — é o que ele diz, enquanto tenta retirar a faca da mão, sentindo muita dor.

É o tempo que eu uso para desamarrar os meus pés e acertar uma cotovelada no rosto dele, o deixando inconsciente.

Ufa. Parece que as paredes dessa sala evitam a saída do som. Isso é bom. Tenho tempo pra pensar em algo agora.

Após meditar sobre o que fazer, troco minhas roupas com as de Mittle, o amarro na cadeira e ponho o saco preto. Por fim ponho a máscara que ele usava.

- Agora eu que estou no comando.

Notas finais
Próximo episódio: Projeto extração (Jeremy Flintom)