Proibido
11 Armação-parte 2
Notas iniciais
Pov’s Dag
Arregalei os olhos quando vi dois guardas saindo da sala de reunião,arrastando Seeylfe pelos braços.
—O que está acontecendo aqui!?!-questionei assustado.
—Vossa Alteza,essa criada está sendo presa por assédio e agressão corporal ao princípe Melquento-relatou um dos guardas me fazendo arregalar os olhos-Seu pai ainda vai decidir o que fazer com ela.
—Eu juro,Dag!Eu apenas me defendi!-alegou Seeylfe querendo chorar.
—Mais respeito com o princípe!-ordenou o guarda alterado,fazendo as lágrimas descerem pelo rosto da ruiva.
—EI!-me irritei-Não fale assim com ela outra vez!Entendeu?
Ele empalideceu.
—S-Sim Alteza-gaguejou.
—Eu vou falar com o meu pai-alertei lançando um olhar cúmplice para Seeylfe.
Os guardas voltaram a arrastar minha namorada pelo corredor e avistei os Jorgensons saindo da sala de reuniões.
Franzi a testa determinado,caminhando até à sala e entrei,vendo meu pai.
—O que aconteceu?-perguntei.
Ele suspirou.
—A Seeylfe foi acusada de se insinuar para Melequento e por ele ter a rejeitado,ela o agrediu-respondeu-Tive que mandar prendê-la.Vou mandá-la para uma das fazendas de nossa família.
—O que a Seeylfe disse?-indaguei.
—Ela disse que foi Melequento quem a assediou e que apenas se defendeu-disse.
—Eu acredito na Seeylfe-afirmei.
Ele arqueou uma sobrancelha.
—Como pode dizer isso se mal a conhece?-interrogou.
—Andrea a conhece e eu confio nela-respondi rapidamente-E o senhor?Acha que Seeylfe fez o que disseram?
—Sinceramente?Não-confessou.
Arregalei os olhos.
—Então porque o senhor mandou prendê-la!?!-perguntei incrédulo.
—O que eu iria ganhar defendendo uma criada?-rebateu indignado-E além do que,se eu ficasse contra os Jorgernsons,poderíamos perder a aliança com Berk!
Franzi a testa.
—Primeiro quer obrigar Astrid a se casar com quem não ama e agora isso?-alertei-Eu tenho vergonha de você!
Me virei e saí da sala,pisando forte no chão.
(...)
No calabouço,de madrugada...
Pov’s Seeylfe
Eu estava em pé na cela,olhando pela janela de grades.
—Seeylfe!
Virei-me surpresa e não contive o sorriso quando vi que era Soluço.
—Mano!-disse aliviada me aproximando e passei a mão pela grade,segurando a sua-Melequento e Gosmento armaram pra mim!
—Eu sei,Dag me contou o que aconteceu-relatou em lamento-Ele e Astrid estão tentando convencer o pai de que você é inocente,mas ele está irredutível.Você vai ser mandada para uma fazenda da família Hofferson amanhã bem cedo.
—É mesmo?-indaguei-Melhor do que ficar presa ou ser executada.O que vamos fazer,Soluço?Gosmento vai atrás de você também.
—Eu sei-suspirou-Eu vou contar para Astrid sobre nossa família e da carta,nossa única prova contra a palavra de Gosmento.
Arregalei os olhos.
—Tem certeza disso?-perguntei receosa.
Ele apertou minha mão.
—Absoluta-afirmou.
Pov’s Gosmento
Abri a porta vendo o guarda na frente dela,de costas pra mim.
—Majestade-cumprimentou.
—Olá-retribui pegando a sacola cheia de moedas de ouro-Preciso que se livre de alguém pra mim.
—Certo-acenou com a cabeça,pegando o saco da minha mão-Quem você quer que eu mate?
Sorri maldoso.
—A criada que vai ser mandada para a fazenda da família Hofferson-revelei.
(...)
No dia seguinte...
Pov’s Melequento
Porque meu pai me pediu pra fazer isso?Que chato.
Logo depois do café,passei a observar de longe,Soluço trabalhando na ferraria a manhã inteira.
Tédioooooo!
Quando chegou a hora do almoço,o Strondus saiu da ferraria e eu segui,vendo-o entrar no castelo.
(...)
Continuei seguindo Soluço com cautela e o avistei subindo um lance de escadas.
Me aproximei e fiquei escondido no início dos degraus,vendo Soluço puxar uma das tochas presas na parede.
Franzi a testa confuso.
Uma passagem secreta?
—Soluço!-arregalei os olhos ao reconhecer a voz.
Astrid!O que ela tá fazendo com ele?
Avistei minha noiva sair da passagem secreta e então,abraçar Soluço com força.
Arregalei os olhos em choque quando vi ela segurar o rosto do Strondus e beijá-lo com tudo.
As lágrimas escorreram pelo meu rosto e meu coração se apertou.
(...)
Na estrada...
Pov’s Seeylfe
Eu estava dentro da carruagem,na parte de trás,sentada sobre várias palhas e com correntes prendendo meus pulsos.
Meu lábio inferior tremeu e recolhi minhas pernas,as abraçando.Em seguida,escondi meu rosto entre os joelhos e comecei a chorar.
(...)
Em Liones...
Pov’s Soluço
Puxei Astrid pelas mãos e nos sentamos no sofá.
—Astrid...eu preciso te falar uma coisa-declarei-Bem séria e por enquanto,não pode falar pra ninguém.
Ela assentiu,meio preocupada.
—Ok...-murmurou receosa.
Engoli o seco.
—Eu e Seeylfe somos filhos de Stoico e Valka Strondus-revelei.
Ela empalideceu,paralisando completamente.
—Pelos deuses...isso é sério!?!-perguntou assustada.
—Foi um dos motivos que levou Bocão a ser assassinado-relatei.
—O Gosmento mandou matar ele!?!-se indignou.
—Mandou-confirmei-E agora ele está atrás de mim e da minha irmã.Como soube ontem,ele conseguiu se livrar da Seeylfe.
—E como vocês souberam que eram herdeiros de Berk?-questionou intrigada.
—Acharam uma carta dos meus pais que contam tudo,junto com o corpo de Bocão-respondi-Está no meu quarto.Quer ler?
—Claro!-respondeu imediatamente se pondo de pé.
Pov's Astrid
Eu e Soluço saímos do esconderijo e descemos as escadas de braços dados.
Arregalei os olhos em choque e parei de andar na hora quando demos de cara com meu pai,os Jorgensons e cinco guardas.
(...)
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Meu pai ficou vermelho de raiva,enquanto cerrava os dentes.
—Como pôde me envergonhar desse jeito?-acusou.
Senti meu coração batendo muito rápido e as pernas trêmulas.
—P-Pai,e-eu...-gaguejei.
Papai fechou os olhos frustrado e fez sinal com a mão.
Dois guardas se moveram e agarraram Soluço,o jogando no chão com tudo.
—NÃO!-berrei desesperada sendo segurada nos braços pelos dois guardas-PAPAI,POR FAVOR!NÃO!
Os guardas restantes ficaram em volta do meu namorado e começaram a lhe chutar violentamente.Soluço se encolheu,tentando se proteger.
—SOLUÇO!-gritei me debatendo.
—Gosmento...eu não sei o que dizer!-alegou papai aflito-Como posso me redimir?
—Apenas acelere o casamento do meu filho com a sua filha-Gosmento deu de ombros-E eu esqueço essa falta de vergonha.
—DESGRAÇADO!-berrei furiosa.
—O que tá acontecendo!?!-indagou mamãe assustada,se aproximando com Dag.
—Nossa filha estava se agarrando com um criado,bem debaixo dos nosso nariz-respondeu papai enojado-Mas não se preocupe,já estou resolvendo a situação.Levem Astrid para o quarto!
Pov's Dag
Astrid conseguiu se soltar dos guardas e se agarrou em mim.
—Carta...quarto do Soluço...-murmurou aflita-Vá buscar a Seeylfe...
Os guardas se aproximaram e a puxaram pelos braços.
—NÃO!-gritou minha irmã se debatendo enquanto os guardas a arrastavam pra longe.
Carta...quarto do Soluço...
Franzi a testa determinado e me afastei.
(...)
No calabouço...
Pov's Gosmento
Observei os guardas jogarem Soluço dentro da cela.
—Gostariam de ser pagos por um serviço extra?-questionei.
Eles se entreolharam e sorriram.
—Claro Majestade-respondeu um deles.
Sorri de lado.
—Cortem o pé do garoto-ordenei e eles logo se moveram-Quero enviar um presente para alguém.
(...)
Pov's Dag
Sabia muito bem que não teria ninguém,então entrei no quarto sem bater e fui em direção ao guarda roupa.
Abri as portas do móvel,jogando as roupas no chão e vasculhando.
Comecei a abrir as gavetas e as remexi,até sentir um pedaço de papel.
Retirei a carta e comecei a ler.
Arregalei os olhos,conforme eu lia cada palavra.
Meus deuses!Seeylfe e Soluço eram Strondus!
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