Proibido
30 Capitulo 30
O Fernando sai para ir até o encontro do Matheus, a unica coisa que eu quero é noticias da Bella, nada mais!
Gustavo esta ao meu lado, enquanto insisti para que eu bebe a água, mas não sinto absolutamente nada, dou uns dois goles, e fecho a garrafinha me colocando de pé, vejo uma enfermeira de cabelos ruivos até o ombro passando no corredor, e me dirijo até a ela, inquirindo gentilmente minha mão em seu ombro.
— Oi, tudo bem? Eu preciso muito saber noticias da minha irmã. O nome dela é Isabella Cardoso.
Ela me observa com atenção — Sim, vou verificar no prontuario, ela coloca sua pasta a frente dos seus olhos, listando com uma caneta enquanto analisa — Humm, aqui me aparece que ela acabou de sair da sala de cirurgia, vou verificar se ela ja esta apta para uma visita, pode aguardar aqui?
— Sim, com certeza! — concordo.
Volto a me sentar, e a batucar os pés apreensiva, os minutos parecem não passar, o Gustavo insisti em fazer carinhos sobre a parte superior da minha mão para tentar aliviar minha tensão.
Vejo de imediato quando os cabelos ruivos se adentram no final do corredor, depressa, vou firmando os pés ao seu encontro.
— Oi, posso ver ela? como ela esta?
— Inconsciente agora, mas lhe garanto que ela esta bem, vamos lá?
Lembrei que havia deixado o Gustavo para trás, mas eu poderia resolver isso depois, fui seguindo a enfermeira, e após uma caminhada de cinco minutos pelo hospital, ela me apontou o quarto, e solicitou que eu ficasse apenas por meia hora, que logo depois teria que ir até a recepção passar todos os dados da Isabela e avisar meus pais. Eles iam surtar, mas só de saber que ela estava bem, era a melhor sensação de todas.
Entrei no quarto, ela esta lá tao pálida tao frágil, vestida em uma roupa de hospital, parecia estar num sono profundo, sobre sua cabeça havia uma faixa acima da testa, devia ser algo sobre a cirurgia, meu coração doeu amargamente, e eu corri ligeiramente, para segurar suas mãos e me envolver a um abraço, beijei diversas vezes seu rosto, enquanto sentias as lagrimas caírem sobre meu rosto, ao mesmo tempo que ouvia sua respiração, queria chorar de gratidão e de dor, por ver ela naquela situação. Eu só poderia agradecer, por ela estar bem. Ouvi barulhos de passos vindo em direção da porta, ainda não havia dado meia hora, devia ser o Gus.
Girei os olhos, era o Fernando, encostado sobre a porta, com as mãos dentro do bolsa da sua calça jeans escura, ele me olhou com ternura e fez um sorriso de canto sobre seus labios, eu sorri sem dentes de volta, e o fiquei olhando enquanto ele andava em pressa até a gente
— Tudo bem ai?
— Sim — sorri — Ela esta bem, deu tudo certo na cirurgia, mas ainda precisamos de mais respostas.
— Ligue para seus pais! Isso tem que ser o primeiro de tudo.
— Já devia ter feito isso né — Sai do peito da Isa, da qual eu me encontrava apoiada e me levantei ficando a frente a ele, eu havia me esquecido do cheiro de cafajeste gostoso que ele tinha, do nada, me veio uma saudade daquela loucura que a gente viveu.
— O Matheus?
— Ótimo, só que não para de falar da Bella.
— Que fofinho — dei uma meia risada — E a Raquel?
— A caminho, já liguei pra ela.
— Assim — engoli a seco — Vou indo, preciso ir até a recepção, depois eu vejo o Theus;
— Posso te acompanhar?
Eu faço que sim com a cabeça, saímos no corredor em silencio, mas era um silencio saudável, de alguma forma o Fernando sabia me transmitir uma segurança de que tudo ia mesmo ficar bem.
— Camila!!! — um berro veio por de trás, girei em um giro de 360° era o Gustavo.
— Meo! Você sumiu, eai? — sua respiração estava afobada por vim correndo quando se posicionou ao nosso lado.
—Ah Gusta, me desculpa por tudo, posso te pedir uma coisa? Vá pra casa, minha irmã esta bem, meus pais vão chegar agora! Não quero mais te ocupar, eu te ligo depois.
— Tem certeza? Não quer minha companhia? — ele pareceu ofendido
— Ah, não — sacudi a cabeça — Nada disso, só que as coisas vão ficar mais burocratísticas agora, hospital é um saco, e agora que eu sei que ela esta bem, eu ja estou bem tambem — lhe dei um abraço. — Obrigada de verdade.
Ele acariciou meu cabelo enquanto me abraçava de volta — Me liga, eu vou estar esperando — beijou meu rosto.
Eu assenti, o vendo sair, ele era um fofo de verdade.
Do nosso lado o Fernando me olhava com as bocas trincadas, como se estivesse com muita raiva, eu ignorei sua feição, e continuei andando.
— Você vem?
Ele não respondeu, mas me seguiu até o balcão.
Fui ate a recepção, fizeram a ligação para os meus pais e logo eles estavam lá, um mais doido de preocupação que o outro, eu e o Fernando tratamos de tranquilizalos e eles foram visitar a Isa.
Raquel tambem chegou, cumprimentou a todos rapidamente foi ate o quarto do Matheus. Restou apenas eu e o Fernando novamente, eu mal tinha percebido que o tempo tinha passado depressa, e o sol ja estava se pondo la fora.
— Ei, quer comer alguma coisa? — Fernando me tirou da minha viagem enquanto eu estava sentada olhando para o nada
— Vamos — concordei sem mais delongas, me colocando de pé, caminhamos até a saida, e logo vi uma padaria mais a frente
— Padaria então? — ele desvendou meus pensamentos
Eu apenas assenti e fomos caminhando em silencio ate lá. Escolhemos uma mesa proxima a parede de vidro, eu pedi um croissant de presunto e queijo e um suco de laranja, Fernando pediu dois pães na chapa e um cafe expresso.
— Um belo de café da manhã no jantar nao acha?
— Estou afim de comer besteira mesmo, deixa o arroz e feijão pra depois — sorri sem dentes
— Então aceita jantar comigo depois?
Eu precisei rir enquanto me deliciava daquela massa gorda.
— Como assim? Para vai
— O Gustavo .... — ele pigarriou — Gosta dele?
Eu respirei fundo — gosto — suspirei
Ele ficou em silencio, deu um gole em sua xícara e revirou os olhos através da parede de vidro, enquanto ele fez esse movimento, eu lancei meus olhos para perfeição que era aquela barba e aquela boca, do seu cabelo arrumado, e o quanto ele era cheiroso, mesmo a uma distancia razoavel seu perfume estava presente na mesa, eu ate gostava mesmo do Gustavo, mas ele .. ele tinha um efeito sobre mim que nem eu mesmo entendia.
— E você? — o chamei — esta com alguém?
— Eu estou tranquilo — deu de ombros, voltando a beber mais um gole de café e me olhando em seguida
— Eu sei bem o seu tranquilo — bufei
Ele deu uma risadinha, e isso me irritou completamente, ao mesmo tempo que eu senti uma vontade imensa de avançar em seus lábios.
Ele me perguntou como estava a minha vida, e eu resolvi começar falar para parar de prestar atenção em seu rosto, mas ele me dava tanta atenção com o olhar que era sufocante, terminamos de comer, e eu me apressei em sair.
— Vamos indo, minha irma esta la e seu filho tambem, e aqui jogando conversa fora.
Já de volta pro hospital eu me despedi indo ate o quarto da Isa, sabia que nao iria ve-lo depois disso. Fui até la, aonde estávamos meus pais, eles me orientaram a ir embora, constatei que ja tinha pedido pro Gustavo ir embora, mas só concordei.. poderia pedir um taxi.
— Camila? — quando eu ja estava ao fim do corredor a voz irreconhecivel me chamou.
— Sinto sua falta — ele travou, parecia arrependido do que disse, eu fiquei sem reação, abri a boca para dizer algo, mas as palavras me fugiram, continuei em silencio, ambos nos entreolhando, e eu me vi ainda mais despreparada quando ele começou a se movimentar para perto de mim, o que ? o que ele estava fazendo?
— Han, passado Fernando, passado — respondi fria.
— Sei que tambem sente — sussurrou quando estava a mililitros de distancias de mim, então sua mão quente percorreu em volta da minha cintura, e seus labios precisos alcançaram o meu. MEU DEUS, aquele gosto era realmente tudo que eu precisava e estava desejando nesse dia todo, eu nao tentei me sacudir, e nem negar, eu apenas o abracei e o beijei com todo gosto, deliciando daqueles labios tao almejados e saboroso, o mordisquei, e senti sua mao percorrer ate meu bumbum, estavamos em meio ao corredor mas eu estava em chamas.
Ouvi sua respiração pesada sobre a mim, estava me deixando rapidamente molhada, nossos labios se tocavam famintos, se tornando cada vez mais vibrantes.
— Vem aqui — me puxou, e eu apenas segui, foi quando eu percebi que estávamos em uma escadaria, que levava para algum lugar, só nao sei onde.
Ele me prensou ali mesmo, na escada, e me puxou novamente contra ele, entrelacei minha perna no meio da sua e senti seu pau duro batendo em mim, gemi contra seus labios essa hora, e agarrei seu cabelo, enquanto tentava enconstar mais nossos corpos se é que erra possivel, então sua mao foi por de baixo de minha blusa, e ele apalpou um dos meus seios, eu estava li me entregando a ele, e a unica coisa que eu conseguia pensar, é que Fernando sabia me dominar e naquele momento eu queria me entregar inteira pra ele;
Então era isso, depois de tanto tempo? Acontece que no quesito Fernando, eu nunca soube entender o que sinto, o porque me sinto tão fragil e tao impotente a ele, no sentido de não conseguir negar aos seus toques, suas mãos em mim me faziam me sentir segura e faminta!
Barulhos de vozes.
— Aiii! — gemi desesperada, o afastando
— Vem, vamos sair — me puxou com a mão.
Subimos as escadas, e demos de cara com alguns enfermeiros, seguimos o trajeto com cara de paisagem pra despistar o ocorrido.
— Fernardo, o que fizemos?
Ele franze o cenho como quem diz, UÉ.
— Eu vou emboraa ..
— Vou te levar.
Eu assinto, entro no carro, fizemos o trajeto em silencio, meus pensamentos longe, porque mesmo tendo a certeza que o Fernardo nunquinha é a pessoa certa pra mim, porque raios ele mexe tanto comigo? Meses já se passaram, céus, porque ele ainda me causa tremores, falta de ar, e dores no estomago. Maldição!
Chegamos;
— Obrigada Fernando.
— Eu.. posso te mandar mensagem? — diz num sussurro, virado no banco com os olhos na direção dos meus.
Fico em silencio, analisando sua feição;
— Sabe, Camila! Eu não sei, mas eu gosto de você... não sei como ou poque mas eu gosto. Perto de você eu tenho mais vontade de não te largar, e antes tínhamos tanto impedimentos.. mas e agora? Entende o que quero dizer. Não acha que podemos tentar?
TENTAR TENTAR OQUE ? Fernando trocou os cigarros por maconha? Estava pirado! Além do dobro da minha idade (embora isso pra mim nunca tenha sido um problema) ele é pai do Matheus, ele é pai do meu cunhado. Cara somos bizarros.
— Fernando — respiro fundo — Eu e você não existe mais, alias, nunca existiu! Nem vai existir ... o melhor que tenhamos a fazer é nos distanciar mesmo. Não quero alimentar falsos sentimentos. — digo, colocando uma mecha do meu cabelo pra trás, e em seguida me desfazendo do cinto de segurança.
— Falsos? — sinto um desapontamento em sua voz — Falsos sentimentos então?
— Fernando, eu preciso ir! Boa noite — finalizo, abrindo a porta do carro e saindo.
Ah sim! Meu peito esta doendo, temo que ele esteja sangrando, preciso conferir se ele não esta! Eu ainda estou com a imagem da Isabela no acontecimento de hoje, do Gustavo Homem Perfeito, que por algum motivo não sinto nada, e bem, esse meu coração idiota, sofre e vibra por alguem que eu não devo ter. Sigo firmemente andando, ouço o som do carro do Fernando indo embora, Ele entendeu o que disse, eu sei que entendeu, adianta afinal? Continuar em algo que não vai em nada?
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