Proibido

23 Capitulo 23


Meu inconsciente esta brigando comigo, me olhando furioso, e zangado! : Como você se sujeitou a isso! Olha pra você! . Assoprei aquela nuvem sombria que vagava em minha menete, e inspirei fundo, Fernando deu uma olhada para mim pelo retrovisor, estudando rapidamente meu rosto, tentei desviar o olhar, mas seus olhos castanhos esverdeados fizeram-me fixar nele, queria abrir a porta do carro e fugir dali, Fernando nunca me assumiria, eu sou a diversão ele, e o pior, até quando? Até ele abusar da pobre garotinha aqui? E me imagino como ficarei quando isto acontecer. Preciso tomar uma decisão, meus sentimentos estão confusos, e de uma hora pra outra não me reconheço mais, tudo rapido demais!.

Perder a virgindade

Um cara mais velho

Um cara casado

Me apaixonar assim de repente....

Ficar afim do meu melhor amigo?

Aonde estava aquela Camila rabugenta, que só pensava nos estudos e no futuro? Eu já não pensava em mais nada, ia agindo impulsionalmente e sem pensar nas consequências, mas putz! Não é que eu gosto de viver toda essa emoção? — me pergunto mentalmente, quando o carro estaciona, e Fernando vira pra mim e me da uma piscadela disfarçada.

Cerrei os olhos suspirando, abri a porta, e fui os seguindo, Matheus agarrou a Bella, e foi logo a apresentado pra todo mundo todo bobo, eu apenas segui os mesmos timidamente, Fernando se aproximou de mim, como se quisesse fazer alguma coisa, nosso olhar se encontrou, e ele engoliu a seco revirando o olhar, puxou um senhor para o nosso meio, de cabelos grisalhos, e um bigodão da mesma tonalidade.

– Bella, esse é meu Pai, o Avô de Matheus — Bella, o abraçou, e ele parecia bem lucido, embora as rugas o fizessem parecer cansado.

– Um prazer conhece-la, que orgulho do meu neto — elogiou.

– Logico Vô, tenho bom gosto, a Bella tambem é bem sortuda.

Todos riram

Eu realmente era um peixe fora d'água.

– E essa moça encantadora ? — me fitou, com um sorrisinho meigo

Corei — encantadora? -

– Essa é a irmã de Isabela, seu nome é Camila, estuda com o Matheus — Fernando me apresentou, seria tão melhor, você dizer que fica comigo. Camila idiota! Para.

– Prazer! Bem, sim, fui eu que apresentei o casal — sorri.

– E você, não namora?

SÉRIO? que a gente ia conversar de relacionamentos. Fiquei imaginando ele na juventude, como foi o namoro com a mãe do Fernando que eu ainda queria desvendar se estava viva, como que foi a infância do Fernando? Sera que ele deu muito trabalho? O pai parecia satisfeito ao lado do filho, apesar das grandes encrencas que o Fernando deve ter aprontado desdo principio, e bem... até agora.

– Não, não namoro — dei de ombros.

– Seu aniversario, certo? — Bella perguntou.

– Na verdade, eu ainda não entendi para que comemorar uma coisa dessas, ainda mais nessa idade que me encontro, mas tem muita comida e bebida, fiquem a vontade — balançou a cabeça positivamente se despedindo, e saiu.

– Mostra a casa pras meninas, Matheus — Fernando franziu a testa.

Matheus assentiu, pegando na mão da Isa, e me chamando, eu o segui, a casa do Pai do Fernando era enorme, cheia de flores e plantinhas em tudo que é canto, passava um ar de verão desertico, eu podia ouvir meu inconsciente cantar uma musica indie enquanto apreciava a decoração antiga e organizada de toda casa, chegamos nos fundos, tinha uma piscina mediana, e uma rede presa a uma arvore gigantesca, eu nem sou apaixonada por redes né? E corri feito criança para ela, me aconcheguei na mesma, e deixei os pés nos ares.

– Vamos entrar pra comer Cami, você não vem? — Perguntou Matheus

– Quero ficar um pouquinho aqui — mordi o labio, animada.

– Então tá bom, depois vai lá! — disse tacando uma bola de volei em minha direção — Pensa rapido!

A bola acertou minha cabeça, eu cai com a cabeça no tecido da rede

Ouvi as gargalhadas.

– Isabela, da um jeito no seu namorado! — rugi

– Tadinha — Isabela gargalhava — Tchau Cami — sairam rindo, enquanto eu me despedia da dor martelando em minha cabeça.

Eu sabia que eu estava indo no sentido completamente errado, que se era encrenca que eu não queria, ali eu não devia estar, porra meu! Minha irmã namora o Matheus, ele é da minha sala é meu amigo, tentar esquecer do Fernando sera dificil, mas não impossivel.

Bu!

Me viro, é ele! Realmente.... muito dificil — suspiro, ao ver ele sem camisa, me olhando com ternura enquanto da a volta, para se sentar ao meu lado, eu me remexo para ele entrar, ele se senta, e coloca a mão na minha coxa.

– Tá calor, vamos entrar na piscina? — coloca meu cabelo para trás

– Não, vai você

– Por que não, chata?

Chata, chata, chata ... reviro os olhos

– Porque eu não quero — rujo — Nem trouxe roupa.

– Opa, então vai sem, melhor ainda — mordeu o labio, puta que pariu, porque aquela boca é tão atraente, fecho os olhos e lembro do sabor dessa boca.

– Você esta bem Camila? — ele da uma risada sem graça.

– Estou otima!

– Então vem tomar banho de piscina comigo — faz cara de cachorrinho.

– Não faz essa cara — faço careta — Seu pai é lindo, e sua mãe?

– Faleceu, a 3 anos — seu olhar entristeceu, mas ele continuou olhando pra mim, eu perdi o rumo da conversa.

– Sinto muito — umedeço os lábios, seguro em sua mão. A dor deve ser terrivel, e ver Fernando sentindo essa dor, me fez querer agarra-lo, e colocar no meu colo.

Ele abaixou a cabeça.

– É dificil pro meu pai ficar nessa casa gigante sozinho sabe ? Tudo lembra ela.

– Porque não o leva pra morar com você?

– Acha que eu já não tentei? Ele é teimoso

– Igual a você?

Ele sorri, eu sorrio junto.

– Não me faça gostar de você Camila — sua expressão volta ficar séria;

– Não minta pra mim. — meu rosto queima.

– Mentir ? Pra que ? — estuda meu rosto.

– Fernando, sério! Não precisa, sentimentalismo, fingimento, blá blá. Sou muito nova para uma desilusão.

– Quero apenas te fazer feliz, e sei que quando esta comigo te faço feliz, do mesmo modo que você me faz.

Respiro fundo.

– Eu e você não damos certos juntos, Fernando.

– E muito menos, separados — Puxa minha cintura, e cola sua boca na minha, fecho os olhos, e sinto seu beijo, ele me abraça, e eu sinto seu cheiro, nossos labios se movem numa sintonia deliciosa, e parece que o som da musica indie do meu inconsciente aumenta, dando inicio a uma batita eletrônica empolgante e exitante.

Me afasto, olhando em volta assustada, não a ninguem, suspiro aliviada, ele ta com uma cara de zombaria me olhando.

– Voce é o mais velho, mas age que nem um adolescente — empurro seu ombro.

– E a piscina?

Nego com a cabeça.

– Posso tentar te convencer mais um pouco?

– Nã ...

Ele me segura no colo, eu grito, e calo a boca com minha mão respectivamente, aperto seu ombro, enquanto vejo ele se aproximar da piscina, imploro — Não, Fernando, não não. — estou batendo nele

Ele me larga, meu corpo ensopa

– Eu — te — odeio !

– Me adora

– Esquece o que eu disse, age como criança

Ele esta rindo tanto, minha raiva aumenta na mesma intensidade.

Ele esta ao meu lado, boiando e me colando na parede da piscina.

– Tem noção do que você fez ?

– Ta calor, sua roupa vai até secar.

– Fernando, quando verem nos dois molhados....

– Só aproveita o momento, e para de pensar no '' quando, e se, depois'' Para menina chata — gargalha em meu ouvido, eu ainda estou furiosa, ele esta colando o corpo no meu, e esta absurdamente gostoso beijando meu pescoço, sua mão passeia pela minha barriga, e vai descendo até o cos do meu short, ele abre, seus labios ainda vão cheio de desejos no meu.

E a aquela citação de uns 10 minutos atras de esquecer o Fernando? Tenho o choque da realidade, no mesmo momento, que sinto o choque do seu dedo ir até minha calcinha, ele alisa minha intimidade por fora, e eu fecho os olhos — Fernando, para.. — sussurro.

Ele continua um carinho de sobe e desce, e coloca por dentro da minha calcinha, já estou toda molhada — literalmente — e seu dedo me invade, sua bochecha esta colada na minha, e eu posso sentir sua barba, enquanto aperto suas costas, ele continua me penetrando com seu dedo, enquanto eu arfo em seu ouvido, seu ritmo acelera, e eu quero gemer, alto, quero ele, quero tanto, volto a beijar Fernando, sugo sua lingua, seu gosto é delicioso, seu dedo ainda esta em mim, fazendo eu me contorcer, enquanto sua mão apalpa um dos meus seios, estou me movimento, e percebo Fernando ir puxando meu shorts, esta a luz do dia! Esta rolando uma festa do pai do Fernando, qualquer pessoa pode chegar, somos sim, proibidos, mas isso esta me deixando mais louca que o normal, ajudo Fernando a tirar e ele o coloca pra fora da piscina, tomara que seque!

Ele abaixa sua bermuda, e me penetra, gemo, ele começa a se movimentar rapidamente em mim, estou puxando seu cabelo com força, ele esta numa velocidade tão intensa, que não consigo controlar o som que sai da minha boca, ele arfa com sua voz rouca, o tesão é a unica coisa viva em mim.

– Ah — suspira — Camila, você é demais — estoca fundo, e volta — Minha — estoca de novo — gostosa — volta, eu estou surtando, sem aguentar mais me segurar, ele remexe, vai lentamente até o fundo e volta, passa a cabeça do seu pau na minha entrada em uma sádica tortura, e me puxa pra cima, estou na borda da piscina, Fernando sai da piscina, eu estou sem shorts, minha calcinha ainda esta pro lado, eu estou deitada na borda, o sol esta forte, que gostoso, Vejo Fernando em cima de mim, seus olhos castanhos esverdeados, estao ainda mais claros com o clarão do dia, os pingos de água caiem em mim do seu corpo, a tatuagem colorida em seu braço parece ainda mais chamativa, minha vontade é de passar a língua em seu corpo todo, eu estou o encarando como se ele fosse uma dadiva, e estou sem ar, ele levanta minhas pernas e vai junto de novo, rebola, vai fundo, entra e sai, mais rapido,mais rapido, mais rapido, não vou aguentar, minhas mãos estão acabando com suas costas, minhas pequenas unhas, judiam dele, e ele parece adorar isso, me aperta, me morde, e geme abafado em meu ouvido, seu olhar encontra o meu, eu quero morder sua boca, mas não tenho tempo pra isso, a não ser remexer meus quadris. Chego ao meu climax, sentindo como se estivesse saindo do meu corpo, ele goza em seguida do meu lado.

– Precisa tomar remédio, Camila.

Saio do meu clima prazeroso, ao considerar a ideia de uma gravidez, arregalo os olhos, olho pra ele.

– Calma, pequena, não vai acontecer nada. — manda beijo no ar.

Me sento em pernas de indio, e visto meu shorts, minha roupa ainda esta úmida, Fernando me olha enquanto eu me visto com uma cara pervertida.

– Que foi, Fernando? — tremo os labios.

– Quer que eu busque uma toalha?

– Ajudaria ?

– Um pouco — gargalha

Vou buscar, vem até a mim, e uni nossos labios num beijinho rapido, e sai desfilando, admiro sua traseira, céus! Sorrio, ao relembrar do orgasmo que senti, e ao mesmo tempo sinto medo, ultima coisa que eu poderia ficar era gravida a essa altura do campeonato.

Sem ter o que fazer, minha solução é deitar no gramado, e agradecer a Deus, o sol que me aquece, e que já começara a secar meu cabelo, ainda estou rindo feito boba da loucura que acabei de fazer. Fernando não presta, e ainda assim me enlouquece, talvez seja por esse mesmo motivo que me enlouquece, percebo que tenho caida por babaca.

Que babaca lindo! — reflito — Ele para ao meu lado, meus olhos fecham e se abrem, ele esta tampando o sol.

– Esta atrapalhando o sol — reclamo.

– Eu já sou a sua luz — da uma risadinha

Eu rio sem humor — Cade a toalha?

– Aqui senhorita! — me entrega

Eu pego a mesma, e passo sobre minhas pernas e minha roupa, em seguida apalpo a mesma em meu cabelo, e me enrolo nela por cima da roupa.

– Onde estão todos ?

– Nem estão lembrando da nossa existência

– Ainda bem.

– Matheus e Isabela estão trancados no quarto.

Meu coração desespera, não sei qual é minha feição, volto a me deitar no gramado, e fecho os olhos, o sol é quente e suportável, agradável demais, a unica coisa desagradável é minha mente.

Posso sentir Fernando se deitar ao meu lado.

– Esta pensando em que ? — sussurra

– Nos dois.

– Tem medo dela transar?

– Tenho.

– Você pode né

– Voce tambem pode ...

Ele ri

– Calar a boca — prossigo

– Nossaaa — faz voz de sentido, eu ignoro — Matheus, é um bom garoto, e não digo porque é meu filho, na verdade ele é até diferente de mim.

Agora não penso mais no Matheus e na Isabela, é impressão minha ou ele esta se declarando o cretino, cafajeste, esclarecidamente ?

Abro os olhos, me viro, seus olhos já estão nos meus.

Tem algo na minha garganta que quer que eu diga, meu inconsciente quer brigar e esta com vergonha ao mesmo tempo, se esconde atras de mim,eu deixo, acabamos de fazer sexo. e quando eu resolver dizer que : TÁ TUDO ERRADO, CHEGA! . Ele vai me olhar com aqueles olhinhos risonho e vai implorar pra mim parar de falar isso, eu vou me sentir doida, porque assim que ele me faz me sentir.

Minha barriga esta doendo.

– Camila, o que foi ? É sério, sua irmã tem juizo, ela não fara sem estar pronta!

– Certo — Levanto

– Vai aonde ?

– Não sei, mas já estou seca o suficiente

Dou de ombros e me levanto, entro na sala, a gente de idade conversando, o pai do Fernando esta segurando um album em suas mãos.

Eu caminho ao seu lado, e me sento, por simplesmente não ter companhia, Matheus e Isa devem estar trancafeados no quarto.

Não demora nem 1 minuto pra eu reconhecer, aquela criança de em media 3 aninhos de idade, de cabelo cor de ouro, com uma cara de sapeca, vestido de cowboy, eu me derreto num sorriso exagerado.

– É o Fernando? — minha voz sai melosa — O pai do Matheus? — pigarro.

– Sim, ele não prestava. — o senhor gargalha

Imagino — penso

Fernando aparece na porta, ainda sem camisa. Que show de nudez desnecessária! Aquela criança inocente já foi faz tempo, sinto raiva.

Uma ruiva baixinha de seios fartos paira em sua frente, fica na ponta dos dedos, tenho a impressão que ela vai o agarrar, e ela faz, o abraça sufocada mente, espremo os lábios. Ele é safado até com os parentes de família?

Ele retribui o abraço com um risinho e seu olhar me encontrar, eu o encaro sem expressão, e tiro meu olhar deles, volto para o álbum, mais fotos, emburro olho para o chão, volto para a ruiva e Fernando, ele se esta saindo de perto dela, vindo em minha direção.

– Eai, estão fazendo o que ? — me olha e olha para o Pai

– Vendo fotos antigas.

– Pai não me envergonhe, pelo amor de Deus — ele choraminga risonho

Eu rio sem humor.

– Esta com fome ? — segura em minha mão

Congelo

– Acho que eu aceito comer alguma coisa — assinto, tirando minha mão da sua.

Ele parece se tocar, seus olhos piscam, ele olha ao redor, e sorri pra mim.

– Vem — Inclina a cabeça para que eu o siga.

Vou atrás dele, chegamos na cozinha. Esta vazia, tem variações de salgadinhos e doces na mesa, minha boca saliva, devoro um pedaço de torta.

– Delicia — saboreio

– Isso porque já almoçou, gorda. — balança a cabeça

Eu finjo que ele não esta li, concentro-me em digerir a massa.

– Esta bem ?

– Aquela moça ruiva — minha voz rasga, quem sou eu pra perguntar? Me bato por dentro — É o que sua ? — faço uma voz mais cautelosa

Ele ri, estou séria, respiro.

–Prima, por que ?

– Nada, bonita — dou de ombros, sem mostrar interesse.