Proibido
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Vejo o barulho da porta, passo a mão para limpar as lagrimas ainda presentes em meu rosto. É Isabela.
– Porque sumiu ?
– Sei lá, estou cansada — peguei o celular em mãos, e direcionei meu olhar para o mesmo, desviando meu olhar
– Está tudo bem com você Cami?
Engoli seco, assentindo positivamente com a cabeça.
– Te conheço, esta com uma cara abatida — ela se sentou ao meu lado, levando os dedos até meu queixo, e erguendo minha cabeça, senti um nó na garganta
– Estou bem — tentei sorri.
– Conta pra mim. Não confia em mim?
Fiquei em silencio, ela olhava em meus olhos, segurou em minha mão, e arqueou a sobrancelha. Ela iria achar loucura oque eu estava sentindo, o que estava acontecendo, não era algo normal a se contar, minhas mãos soaram, e eu senti um calafrio, era muito ruim, guardar isso pra mim. Parecia que eu iria explodir, guardando tudo isso.
– Fernando — engoli a seco, ela arregalou os olhos me interrompendo antes de eu continuar
– Eu sabia
Eu fiz uma careta, com um interrogação na testa. Está na cara assim?
– Sabia o que, Isabela? — perguntei franzindo a testa
– Você e ele, eu sabia que tinha alguma coisa, você voltando toda boba alegre aquele dia da cozinha quando conversou com ele, e ficou toda brava quando eu falei dele, e sem contar, que eu já percebi como você fica o fitando com uma cara de boba alegre. Sem contar aquele dia no carro, que você estava toda estranha. E ele falando que te conhecia de algum lugar. É claro — ela disse, descobrindo com ela mesma cada pista, embabacada
Eu fiquei de boca aberta, respirei fundo.
– Você é ligeira ein — disse com espanto
Rimos
– Mas me conta essa historia. O que ele te fez ? Não esta mesmo afim dele né?
– Nã-não — gaguejei, inspirei — Não sei. ELE é um completo babaca — grunhi- Me irritei com aquela cena nojenta — fiz uma careta, ela riu — Ele mexe comigo, acho que é só atração sei lá. A gente já havia se visto algumas vezes antes de eu saber que ele era pai do Matheus. E no dia da festa, eu fiquei com ele.
– Ondeee? — ela gritou pasmada
– No carro. O sono de vocês estava pesado — dei de ombros, sua boca foi ao chão
– Não acredito — ela começou a rir
– Esta rindo de que ? — ri junto
– Sei lá. Dessa maluquice, justo você.
Eu assenti, concordando.
– Mas ele é uma delicia mesmo — ela suspirou
– Ele é um babaca, não quero mais saber dele. Agora que você já sabe, não vamos mais falar dele. Quero esquece-lo
– Mas você estava chorando
– Porque eu sou idiota, e não porque gosto dele — disse convencendo a mim mesma.
– Certo então — ela fez um bico, como se não acreditasse no que eu disse
Bufei.
– Posso ficar um pouco só, agora ?
– Cami, eu te amo Ok? E eu quero que seja sincera comigo, só isso. Você vai ficar bem — me assegurou, se encaminhando até a porta, eu assenti com o sorriso de lado no rosto.
Resolvi ir dormir, só de pensar que ainda teria amanhã pra ver o Fernando, argh!
Acordo com as meninas conversando alto, e com muitas peças em cima da roupa, Isabela, me sacudindo.
– Esse ou esse ? — apontou para dois biquínis.
Grunhi, revirando os olhos, e colocando o meu travesseiro sobre o rosto.
– Serio que me acordou pra isso?
– Cami, me ajuda. Se anime, coloque seu biquini tambem. Por que meu pai avisou que vai vim nos buscar mais cedo, depois do almoço.
Sentei ligeiramente sobre a cama — SÉRIO? — não conti as emoções nas palavras
– Nossa, como você ama a gente — Larissa, disse levando a mão a seus peitos, com ironia.
Eu ri
– Eu amo. Mas quero ir pra casa
– Por que ?
Eu e Isa nos entreolhamos
– Por nada, na verdade tanto faz — dei de ombros, me levantando — Respondendo sua pergunta, esse esta melhor — apontei com o dedo o biquini azul marinho que Isa ainda segurava em mãos.
Coloquei um biquini rosa, e coloquei por cima minha camisa jeans aberta, coloquei minha rasteirinha e sai, fui até a cozinha e bebi um copo de leite, vejo Matheus aparecendo com uma cara de sono.
– Eai Cami — ele disse me abraçando, eu retribui com um sorriso sem dentes
– E essa cara de quem foi atropelado por um caminhão?
– Acho que bebi demais ontem — fez uma careta, se apoiando na pia.
O observei, me trazendo a nostalgia de Fernando, revirei os olhos, bebendo mais um gole do meu leite.
– Toda ação, tem sua consequência — dei de ombros
– Cala boca, menina — ele disse jogando seu biscoito em mim.
Vejo Paulo aparecer, sem camisa, com uma samba canção, bagunçando seu cabelo.
– Bom dia flores do dia — cantarolou
– Bom dia, ridículo — sorri, dando um beijo em seu rosto, e o abraçando.
– Que contraditória essa menina. Louca — ele riu, retribuindo o abraço.
– Meu pai vai nos buscar mais cedo.
– Porque ?
– Não sei direito. Mas foi o que ele disse pra Isa — dei de ombros
– Pô, conversa com ele pô. A gente esta em uma van, eu peço pro meu pai levar vocês — disse Matheus, eu gelei, querendo fisgar minhas unhas na sua cara — Paaai — ele gritou
– Não precisa — rugi.
– Precisa sim, quero que fiquem
–Eu não quero! — protestei, ele arregalou os olhos, notei a presença de Fernando olhando a cena, enquanto o Paulo só observava sentando-se na mesa, e se servindo com uma torrada, trinquei os dentes — Não quero incomodar — acalmei a voz
– O que esta acontecendo? — Perguntou Fernando
– " Nada" — " Ela ta querendo ir embora mais cedo" — respondemos juntos, a gente se fuzilou, Fernando ficou nos olhando.
– Não é isso — repliquei — Meu pai avisou que vai nos buscar mais cedo só isso.
Vejo Larissa e Isa entrarem na cozinha. Logo em seguida Daniel, prestando atenção na conversa.
– Eu posso levar vocês !
– Sério? — Larissa e Isa comemoram
Minha barriga doeu, agora pronto! Eu sou a chata que quer ficar contra todos. Olhei para Isa com uma cara não tão boa, ela suspirou.
– Mas meu pai já avisou, e é melhor mesmo a gente ir. Mas obrigada — Disse Isa.
– Tem certeza ? — perguntou Fernando olhando pra ela, Matheus estava me olhando indo em minha direção
– Sim — Isa respondeu.
Eu franzi a testa para o Matheus, quando ele se aproximou
– Qual foi ? — cruzei os braços
– Chata — murmurou, dando um tapinha xoxo na minha cabeça.
Eu dei de ombros, ele saiu da minha frente, se guiando até Isabela. Fernando me olhou sorrindo sem dentes, eu revirei o olhar me sentando ao lado do Paulo, até Fernando sair.
– Então vamos pra piscina ! — Daniel gritou histérico. Todos riram.
Entrei na água, e eu mergulhei sobre a mesma, levo meu corpo novamente a superfície, me deparo com Paulo escorado na borda, com os braços estendidos na mesma, me olhando.
– Esta tentando me seduzir ? — perguntei, boiando até ele.
– Estou conseguindo? — sorriu
– Mais ou menos, precisa ensaiar mais — joguei água sobre o mesmo, ele fez careta, me pegando pela cintura, e juntando meu corpo ao seu.
– Para de mentir, está de boca aberta pra mim.
Fechei a boca, negando com a cabeça.
Ele riu — Idiota — Jogou água em meu rosto.
– Filha da mãee ! — disse batendo em seu ombro.
Resolvi sair da piscina, pois logo mais meu pai iria chegar. Isa e Paulo fizeram o mesmo. Fui tomar meu banho.
Vejo Fernando conversando com sua família na sala, eu passo por eles como não quer nada. Embora sinta meu corpo fraquejar ao ve-lo. Porra, Fernando.
– Ele ficou olhando pra você — Isa disse quando eu sai do banheiro, já com minhas lingeries, caçando uma roupa na minha bolsa
– Han? — meu coração disparou — Quem?
– Quem? o Papa Camila, ele ... — ela bufou
– Credo Isa. Eu não ligo, ele nem olhou nada — disse respirando fundo, e vestindo minha saia jeans, com uma regata, e calçando minha botinha. Esperei Isa se arrumar e fomos no quarto do Paulo. Dei toques da porta, ele mandou entrar.
– Pronto? — perguntei enquanto abria a porta
Ele fez que sim com a cabeça, pegando seu celular em cima da cama, e colocando sua mochila nas costas.
Fomos em direção a sala, nos despedimos dos parentes do Matheus. Fernando não estava lá, saímos para o exterior da casa, Matheus veio agarrando Isabela, Paulo e eu fomos nos despedir do Daniel e da Lari, que estavam ainda dentro da piscina.
– Vocês são peixe? — questionei, rindo
– Sou uma sereia — ela jogou os cabelos, Daniel riu, abraçando a mesma por trás.
– Certo gays. Flw — Encerrou o Paulo, me puxando pelo braço.
Nos despedimos do Matheus, ele me xingou um pouco, mas tudo bem.
Fomos caminhando em direção a área do churrasco, me despedir de Raquel, e bem .... do Filha da puta.
– Raquel, a gente já vai — disse Isa.
–Ah que pena, foi ótimo que vocês vieram.
– Foi mesmo, obrigada por tudo — sorri
– Valeu Raquel — Paulo disse, enquanto ela o abraçava, em seguida eu e Isa.
– Falou — Paulo deu um aperto de mão no Fernando, em seguida Isa depositou um beijo em seu rosto, murmurou alguma coisa, estava dispersa apenas pensando que eu seria a próxima.
– Mila?
– Cami, Camila. — retruquei
Ele sorriu — Tchau né? — abriu os braços, fui repulsiva para o abraçar, ele me ajeitou em seu braços, e me abraçou como se tivesse nanando um bebe pra dormir.
– Tchau Fernando — bati em suas costas, sorrindo trincado.
Sai de pressa, acompanhando Paulo e Isa que já estavam um pouco a frente, logo avistei o carro do meu pai estacionado. Corri até lá, e abri a porta da frente, abraçando meu pai. Ele ficou perguntando como foi a chácara, e a Isa abriu o jogo dizendo que estava afim do Matheus, meu pai fechou a cara de principio, mas depois relevou. Deixamos Paulo em sua casa.
– O senhor bem que podia deixar a Cami dormir aqui né?
Me virei meia espantada com a ideia, o olhando, com a testa franzida.
– Está doido, já passou o fim de semana com a minha filha, e quer mais? Vaza — respondeu meu pai.
Ele fez uma cara de cachorro abandonado — Tchau pra vocês
– Se cuida zé — respondeu meu pai.
Ele parou do lado de fora, e eu acenei pela janela, com um sorrisão no rosto, ele fez o mesmo. Eu até que queria passar mesmo a noite com o Paulo, quando eu estava com ele, todos os problemas pareciam se resolver.
A semana foi tranquila, querem saber o que eu fiz? Bloqueei o Fernando dos meus contatos, tive a sorte de não pegar ônibus com ele até a bendita quinta feira.Eu sabia mais ou menos a sequencia do ônibus, então comecei a ir mais cedo para o ponto de ônibus, porem, neste dia eu me atrasei. Seu ônibus estacionou em frente ao ponto, e sério, fraquejei, senti minha respiração sufocar, revirei os olhos, mas ele estava atento a mim, me fuzilou com um olhar de " Não vai entrar" E eu neguei com a cabeça, sabia que quando eu entrasse provavelmente ele iria querer perguntar o motivo de eu ter bloqueado ele, e de ter negado uma das suas duas ligações durante a semana. Isso provou que ele não se importa tanto, pois teria ligado mais. Mas sim, eu neguei, porque cansei de errar, mesmo ele me fazendo querer errar mais um pouquinho, mas hoje não, não mais. Embora quando ele partiu, me deu uma dorzinha no peito, por pouco não sei correndo batendo no ônibus e entrei, prestes a lhe beijar, e aceitar que eu errasse. Mas esse sentimento é passageiro, com o próximo ônibus estava orgulhosa de mim mesma, aliviada, satisfeita! Eu precisa manter distancia,mesmo ele tendo um olhar que me penetra e parece que sabe mais de mim do que eu mesma. Sua boca me atrai, um formato bonito e um lábio de gosto bom. Nossa, que tipo de pessoa gosta do gosto de um lábio? Sei lá, gostei tanto do dele. Seu rosto tem um formato diferente, sabe,eu não sei descrever, eu acho extremamente feio como eu acho lindo. Oh Camila, para!
Sexta- feira
Fui para meu quarto, depois de um dia exaustivo, teve uma atividade individual sobre marketing pessoal no Camp, eu não tinha estudado muito, e acabei me ferrando um pouco.
– Camiiii — Minha irmã apareceu na porta do meu quarto, eu estava deitada sobre a cama, com fones de ouvidos, os retirei.
– Que foi ?
– O Matheus esta vindo aqui.
– Hãn? O Matheus? Fazer? Nossos pais estão em casa.
– Eu sei, ele vai me pedir em namoro
Arregalei os olhos inacreditada — Esta brincando — exclamei empolgada
– Não — ela riu, mordendo o labio. — Ele ja deve estar chegando, estou nervosa.
– Relaxe, esta bem? — Me levantei segurando em sua mão, e nos guiando até a sala, onde nossos pais habitavam no sofá, assistindo a novela das nove, Isa e eu nos sentamos no outro sofá.
– Não vai avisar pra eles ? — cochichei
Ding dong
Bem, de qualquer forma não há mais tempo. Isa e eu nos entreolhamos, e eu segurei firme sua mão.
– Deixa que eu atendo — ela indagou.
Meus pais e eu, redirecionamos o nosso olhar para porta. Embora eu já soubesse oque esperar.
Isabela veio toda sem jeito, idêntica a um pimentão, de mãos dadas com o Matheus, ele não estava muito diferente dela, ele pareceu engolir um nada na garganta, dando um sorrisinho sem graça. Olhei pros meus pais, minha mãe com um interrogação na testa, e meu pai de braços cruzados, com a face fechada.
– Oi Math — sorri
– Oi Cami — ele sorriu de volta.
– É esse o Matheus? — meu pai perguntou, se levantando, minha mãe imitou seus passos, os dois se cumprimentaram com um aperto de mão. Matheus parecia soar, de tão nervoso, meu pai parecia fazer aquela cara de monstro, propositalmente, tive que controlar a risada.
– Prazer, senhora — Em seguida cumprimentou minha mãe.
– Sente-se — minha mãe argumentou, apontando pro sofá, ele e Isa se sentaram ao meu lado.
– Bem, eu queria falar com os senhores — ele deu uma tosse seca.
– Com a gente ? — Meu pai arqueou a sobrancelha — Fala.
– Eu queria namorar com sua filha — respirou fundo. — Minhas intenções com ela, são as melhores, digo honestamente, nunca gostei de uma garota como eu gosto da Isabela, eu quero muito ficar com ela e a faze-la feliz.
Todos ficaram em silencio. Isabela, parecia surtar por dentro, o Matheus realmente tinha sido muito fofo, um lado dele que eu não conhecia. Talvez, ele fosse bom mesmo pra ela.
Meu pai deu umas ordens, dizendo, que não queria que eles ficassem no celular e se vissem sempre, porque isso ia acabar prejudicando nos estudados, e bláblá. Minha mãe se entrometeu falando de se segurança, responsabilidade, e bláblá.
Meu pai concluiu — E se fizer minha filha sofrer, esta morto — indagou — Eu deixo — sorriu.
– Ufaaa — eu disse, rindo.
– Bom, então eu vou indo embora. Porque já esta tarde. Valeu mesmo.
Realmente, eram 23:00.
Matheus se despediu dos meus pais, em seguida acenou pra mim com um sorriso vitorioso no rosto, não sei porquê ele não havia me contado a semana inteira, sobre suas intenções, mas tudo bem.
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Sábado
Meu final de semana estava um tédio, lá estava eu, com os pés acima do sofá, mudando de canal respectivamente, sem encontrar um canal, que me agradasse, Isa apareceu descendo as escadas conversando no celular. Como não tinha nada de útil pra fazer, me sentei a observando e prestando atenção a sua conversa.
– Oi meu amorrr — ela estava com um sorriso imenso
Eu fiz cara de nojo pra ela, ela riu, se sentando a minha frente.
– Aniversario do seu pai? — exclamou mais alto, como se eu fosse surda, olhando pra mim, eu revirei os olhos — Sério? Tenho que ver com meus pais Math. Certo, okay, tudo bem. Venha então, acho que eles vão deixar, te mando mensagem, beijos.
Ela desligou — Ouviu isso ? Aniversario do Fernando, esta rolando mo festa lá na casa dele.
– Que legal — guiei meu olhar pra TV — Você vai ?
– Se minha mãe e meu pai deixar — ela suspirou — Vou perguntar a eles.
– Acho que eles deixam sim — argumentei
– Esta afim de ir ?
– No aniversario do Fernando? Pra quê ? — fiz uma careta — Não mesmo, vai lá falar com eles. Boa sorte.
– Esqueceu mesmo ele?
Respirei fundo
– Ele quem ? — sorri irônica
Ela riu, se levantando do sofá.
Caramba Fernando, trinta e um ano, e ele devia estar lá, enchendo a cara do lado da sua mulher, tragando uns belos cigarros, acabando com seu pulmão. E me vi, com uma vontade idiota, de abraça-lo e desejar meus parabens, lhe desejar muitos anos de vida, mesmo não sendo ao meu lado.
Mas não preciso de migalhas, eu posso até gostar dele, achar ele uma tentação, e desculpa o mal linguajar, um gostoso, mas eu me amo em primeiro lugar. Não adianta eu esperar atitudes que nunca vão acontecer, cansa esperar, cansa eu me iludir com algo que esta fora de sua lista. Já esta na hora de tirar da minha, a principio eu só queria beijar muito ele, não foi o suficiente admito, no fundo, eu queria muito mais, mas ficar com Fernando, estava me trazendo uma ferida, então é melhor eu ir cuidando desse sentimento, antes que seja incapaz de cicatriza-lo.
Passou se mais uma semana, eu tinha de vez parado de me alimentar de ilusões, e não me atrasava mais, evitando ver o Fernando
Sábado a noite,eu fui pro centro, em um barzinho, Paulo, Rosângela, Miguel (um garoto do Camp) e mais uma galera maluca, que eram amigos deles, e tinham conseguidos identidades falsas pra gente. Eu tinha chamado a Lari pra ir comigo, mas ela saiu com o Daniel, outros que pareciam que iam dar em namoro, Isabela e Matheus, tinham ido no cinema. Mas vou confessar, que Paulo e eu estávamos nos dando muito, muito bem.
Eu já havia bebido varias doses das bebidas, que os caras pediam, e eu ia me deliciando e degustando de cada uma delas, Paulo se aproximou e colocou sua mão na minha coxa, beijou a minha mandíbula, e mordeu meu pescoço, caramba Paulo.
Olhei a frente, e vi um olhar parecido, não podia ser ele, pisquei uma, duas vezes, engoli a seco, era o Fernando, com um seis homens na mesa, e umas quatro mulheres, nem todos ali estava em casal. É, eu calculei tudo, ele me olhou e eu realmente esperei que ele sorrisse pra mim, mas antes que eu tivesse a atitude de ignora-lo, ele revirou os olhos, antes mesmo de eu me recuperar do seu desdem diante a mim, ele envolveu os braços no quadril de uma loira e a puxou pra dançar, e como é que dizem mesmo? Desabei. É isso. Eu desabei. É o que acontece quando o mundo vai ao chão, não é? Eu desabei, extremamente, completamente. Eles não estavam fazendo nada alem de dançar, mas eu me vi sem ar, me vi perplexa olhando pros dois.
– Aquele não é o pai do Matheus? — Paulo perguntou
Eu fiz que sim com a cabeça.
– Nossa, que mulher linda aquela com ele.
– Vai se foder Paulo — disse irritada, ele pareceu confuso, minimamente achando que eu estava com ciumes dele — Cade a Raquel, né? — bufei.
Desviei meu olhar, olhei pro Paulo, puxei seu rosto com minhas mãos, sem mais nem e menos, e o beijei, chupei seus labios, e o abracei pra mim, suas mãos percorreram o interior do meu corpo, e ficamos nos beijando com tranquilidade, ele mordeu meu labio, e meu Deus, que saudade daquele beijo, ele era ótimo, seu gosto era incrível, porém, estava me sentindo totalmente ridicula, porque eu fiz isso só por causa do babaca do Fernando. Nossos lábios se separaram, Paulo estava olhando fixamente pra mim, abriu um sorriso tão lindo, eu lhei dei mais um selinho, e sorri de volta.
Peguei a bebida em cima da mesa, e a levei a boca, Fernando estava na aréa dos fumantes, com o cigarro em mãos, tragou, olhando diretamente pra mim, ele parecia muito bravo, sua cara estava fechada, ele soltou a fumaça de sua boca, e remexeu os olhos, eu virei o rosto, olhei a frente, e vi a Loira aos beijos com outro cara, talvez eles fossem mesmo só amigos, mas isso não o tornava menos cafajeste.
Eu me levantei, fui ao banheiro, fiquei me olhando no espelho, me perguntando, oque estava acontecendo comigo? Constatando que eu não consigo ser sincera comigo mesma em relação ao que sinto.
Me guiei pra bancada do bar, pedi uma vodka pura, bebi rapidamente, pedi mais uma. Senti suas mãos percorrerem minha cintura, sabia que era o Fernando, porque esse perfume, eu reconheço de longe, eu me virei sem feição nenhuma, jurando que ele fosse falar alguma merda, me perguntar que cena foi aquela mesmo não tendo direito nenhum disso. Mas Fernando, você é assim todo contraditório né? Isso me enlouquece.
– Você esta linda.
– Fernando, eu estou bebada, estou horrível. — Foi quando eu notei, que FALAR com ele, e estar perto dele, não doía mais.
– Continua linda — deu de ombros, tragando seu cigarro, ele ainda estava com ele em mãos.
Fernando se sentou ao me lado, e ficou em silencio, tão quieto que era estranho, eu não estava ligando, e nem me esforçando pra quebrar esse silencio, mas tambem estava curtindo a sminorff que o garçom tinha colocado sobre o balcão pra mim. Acho que continuava ali, por estar bêbada demais.
– Vou te levar pra minha casa — ele sussurrou
Eu ri da sua máxima cara de pau — Não quero ir pra sua casa
– Então eu vou pra sua
Eu ri mais uma vez. E me levantei, Fernando me segurou firme, me girando pra ficar a sua frente.
– Você esta completamente bêbada, vai pra casa de que jeito? Se são horas da madrugada, e seus amigos também estão bêbados ?
– Quem disse que eu quero ir embora?
– Te conheço.
– Não me conhece nada, não sabe nada sobre mim — exclamei, mas eu estava mesmo afim de ir embora.
Ele alisou meu rosto , e sussurrou — Vamos logo.
– Ok Fernando, só assim você para de me encher o saco.
Me virei e vi Rosângela muito bêbada, beijando o rosto do Paulo, quando ele me viu ele arregalou os olhos, eu não me importei, não queria que ele se importasse também. Estava cansada de querer cobrar as coisas das pessoas sendo que não temos nada, eu sorri pra ele, ele ficou com um interrogação na testa, eu acenei, ele ficou com uma cara de espanto, como se estivesse tentando entender oque estava acontecendo, eu continuei meu caminho seguindo o Fernando.
Entramos no carro, Fernando colocou a mão no bolso, pegou seu maço de cigarro e colocou no meu, deixou sua mão tempo demais no bolso do meu short. Eu observei sua ação, esperando sua justificativa.
– Vou deixar esse maço de cigarro com você. Pra depois ter que te ver de novo, quando for busca-lo.
– Buscar sua droga — revirei os olhos.
– Tipo você né — ele sorriu
– Eu sei que eu sou viciante — pisquei.
– É mesmo.
Eu odiava quando ele me deixava sem graça, ele não tem noção do quão irritada eu ficava.
– Parabéns atrasado — indaguei — trinta e um né?
– Obrigada — ele sorriu de lado — Pois é — disse sem animo, dando mais uma risada gostosa.
E eu lá fingindo que não estava admirada com esse seu sorriso branco, mesmo fumando como uma chaminé, fingindo que não estava sentindo o seu perfume tão forte, e que isso me enlouquecia, por isso te odiava tanto.
– Você me ignorou, você sumiu — ele indagou
Ficamos em silencio.
– Não quero mais proximidade com você Fernando.
–E esta comigo agora, porquê? Você não resite Mila.
Ele estacionou o carro em frente a minha casa. Eu continuei em silencio.
– Posso entrar?
– Não
– Nossa
–Larga de ser sensivel, estou tentando ficar longe de você, e agora é sério, eu realmente queria a carona — me virei, dando de ombros
– Fala isso, mas adora minha pegada.
– Começou né?
– Que foi?
–Safado demais.
– E você adora — ele sussurrou.
– Agora não mais.
– Por?
– Somos só amigos agora. E olhe lá — bufei
– Certeza? — ele acariciou minha barriga
– Absoluta
– Não me engana — ele riu
– Não estou querendo te enganar — franzi a testa
– Esta se segurando né? — apertou minha coxa
– Vou embora.
– Não vai me deixar entrar?
– Não
– Eu estou com cede, me dá água?
– Água, Fernando? — eu tive que rir
– Por favor.
– Você vai tomar a merda da água e vai embora — rugi
Ele fez que sim, eu sai do carro e abri o portão, ele me seguiu, acendi as luzes e andei divagar até a pia, evitando qualquer barulho. Peguei o copo de água, enchi o mesmo, e lhe entreguei, cruzei os braços, e fiquei olhando pra ele. Ele foi bebendo cada gole com demora.
– Vai logo
– Esta brava ?
Eu fiz que sim com a cabeça
– Beleza amiguinha — ele se aproximou e mordeu meu lábio inferior.
– Idiota
– Que você quer
– Quem disse ? — eu ri, estávamos perto demais, ele acariciando meu braço, e sorrindo pra mim com aquela cara sapeca
– Nem esconde — ele disse com zombaria
– Tchau, vaza, vaza — empurrei ele.
– Minha marrentinha.
–Sua?
– Vai dizer que não é?
–Sei disso não.
– Chata — ele voltou a se aproximar
– Insuportável, vaza. — eu sorri.
– Beijo,até depois?
Eu fiquei em silencio, ATÉ FERNANDO? eu te ignoro a duas semanas, pra você me dizer um até? E pior esta aqui dentro da minha casa. Eu realmente, não acredito como você me conquista sem que eu perceba.
Ele me agarrou e me roubou um beijo — Agora sim.
Eu segurei em seu braço, o puxando. Antes que eu o tirasse ele fora de casa, ele segurou em minhas mãos, me levando até a parede, e deixando a minha mão a altura da minha cabeça, prensou seu corpo no meu, e juntou novamente nossos labios, ele puxou de leve meu cabelo e foi descendo sua mão até meu corpo, apertou minha bunda, e mordeu meu labio, enrosquei minha perna em volta da sua, e senti o amiguinho do Fernando se animar, ele prensou ainda mais nossos corpos, deixando seu membro enjirecido em mim. Preciso admitir, que fiquei muito feliz, por ele estar assim por mim, Fernando começou a passar a mão pela minha barriga por de baixo da minha blusa, sem desgrudar nossos labios, eu estava indecisa entre seus ombros e suas costas, tudo nele era divino. Suas mãos foram subindo carinhosamente, e ele apertou meu seio, gemi sobre seus labios, ele me segurou em seu colo, envolvendo minhas pernas em sua cintura, fazendo eu o sentir melhor ainda, Fernando me jogou no sófa, e se jogou em cima de mim, começou a apertar minha coxa, enquanto nossas linguas se tocavam, eu arranhei suas costas sem me importar se estava doendo ou não, ele se sentou, me puxando pra que eu ficasse em cima dele. Eu me vi rebolando em cima dele, Fernando gemeu sobre meus labios, fazendo um vai e vem com nossos corpos, ele começou a erguer minha blusa, Fiquei apenas de sutiã, ele começou a beijar meus seios ainda cobertos pelo sutiã, o apertou, em seguida mordeu meu labio, foi apertando com força meu quadril, enquanto nos deleitávamos mais um pouco do gosto de cada um. Fernando olhou pra mim e sorriu, eu estava completamente nervosa, ele passou a lingua sobre meu pescoço, descendo até meus seios.E então eu vi, o quão eu tinha fugido do controle. Eu iria entregar mesmo minha virgindade pro Fernando? sem mais nem menos? Depois de todo esforço.
Segurei forte sua mão, atrapalhando sua ação, que estava indo de encontro ao fecho do meu sutiã, ele me olhou confuso, eu estava o encarando com a respiração ofegante, e um olhar repulsivo, ele alisou meu rosto, e selou nossos labios.
Eu me levantei e abri a porta.
– Tchau, vaza Fernando — Tive que puxa-lo, sabia que ele ia protestar, fechei a porta, ele ainda ria da situação. Não sei qual de nós dois, estávamos mais tontos.
Eu queria odiar ele as vezes, sabia? Mais um pouquinho.
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