Voltamos para casa, ambos com fome. Resolvemos pedir uma pizza — meus pais e minha irmã, saíram pra jantar fora, e me deixaram aqui sem nada

– Cami, esta ai ?

– Han, oque ? — Respondi, voltando a vida, já que estava atordoada com pensamentos em minha mente.

– Você estava moscando ai. Nem dando ouvidos ao que eu dizia. No que pensava ? — Paulo perguntou, me observando enquanto saciava seu pedaço de pizza.

– Em nada- suspirei — devolvendo meu pedaço de pizza, pois senti estar no meu limite

– Já encheu ? — Perguntou com incredulidade

Fiz que sim.

– Ótimo, me sobra mais — ele comemorou

Rimos.

Passamos o tempo, zoando um com a cara do outro, como de costume. Já estava a noite e minha mãe chegou, ficou bajulando o Paulo, porque minha mãe é cheia de mimas a todos, depois dos mimos de minha mãe, fui levar Paulo ao ponto de ônibus.

– Ainda estou preocupado com você — murmurou olhando em meus olhos.

Eu confiava no Paulo, para lhe contar qualquer coisa. Mas não fazia sentido, eu lhe contar do que me atingia no momento, essa mistura de sentimentos confusos e incertos, não chega a ser nada, não á um nome especifico pra isso. Diria, que é uma obsessão, uma atração física muito forte. Algo assim. Entretanto, não há como negar que eu não tirava aquele homem da minha cabeça. Isso já estava ficando patético e por conta disso, não iria dizer nada pro Paulo, porque não tinha oque dizer. Eu iria esquecer que vi esse homem por hoje. Ia esquecer e ia continuar a vida normalmente. Simples.

– Não se preocupe! Eu estou ótima. Estava daquele jeito, porquê estou ansiosa com o curso

– Então é isso ?

Fiz que sim

– Relaxe, Cami! Vai ser tranquilo e eu estarei lá, junto com você — me assegurou, dedilhando a ponta dos dedos em rosto.

– Eu sei. Obrigada — sorri.

Seu ônibus chegou e nos despedimos.