Proibida Pra Mim
6 05.
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Rose Weasley
No segundo dia de aula do meu sétimo e último ano no colégio, minha amiga surtou em nosso dormitório.
— Eu preciso arranjar um propósito pra minha vida, Rose! Daqui a pouco temos que escolher universidades, dá pra acreditar?! – ela exclamou, com as mãos correndo pelo rosto nervosamente.
— Sim, dá pra acreditar – respondi e estiquei meus pés na cama dela, fazendo uma ponte com a minha própria.
— Claro que você acredita, mas era uma pergunta retórica, Rose! Você tem as notas perfeitas, toda inteligência do mundo, quer ser médica e vai até para Harvard se quiser. Você é anormal, amiga – Una Stark me fitou e seu rosto relaxou um pouco ao me sorrir pequeno.
— Não sou anormal! Eu só sei o que quero fazer desde pequena, não tem problema nisso...
— Você é um amorzinho – Una se aproximou e sentou ao meu lado. – Você é tipo perfeita, amiga! E ainda por cima, além de ter tudo sobre controle, você é feliz com isso, como é possível? Qual o segredo da felicidade?
Eu ri da cara sonhadora dela.
— Não tem segredo, sua boba. E não tenho tudo sobre controle, veja só o que aconteceu com Henry e eu...
— Mas seu ex-namorado que foi um idiota em terminar com você.
Mordi o lábio e pensei. Henry tinha sido um cara da mesma rua onde eu morava, mas que estudava na capital. Ele era tão lindo, os cabelos escuros e olhos verdes, um ano mais velho. Todas as meninas da rua, que cresceram conosco, o achava exemplo de beleza. Aos meus quinze anos, nas férias, começamos a nos aproximar e acabamos namorando (ele venceu o interrogatório implacável de meu pai).
Porém antes do inicio das aulas, há exatamente três semanas, ele disse que não dava mais certo, que iria estudar medicina na John Hopkins, do outro lado do oceano. Como eu gostava muito dele, mas também prezava pela carreira bem sucedida dele, o apoiei, óbvio, e achei que tentaríamos um relacionamento à distância, pelo menos até eu terminar o ano e conseguir uma vaga lá também, afinal era uma das minhas escolhas.
Para minha tristeza, Henry queria iniciar a vida universitária sozinho.
— Não, tá tudo bem, ele quer se conhecer melhor nessa fase da vida lá na universidade.
— Ah, Rose, não seja ingênua! Ele quer é pegar todas que puder, mas pelo menos não te corneou, né?
— Uau, Una, que palavra mais... Diferente.
Una riu.
— É assim que se fala quando você já não acredita na fidelidade desses homens, amiga.
— Okay, paremos de falar de mim porque estávamos falando de você! Por que não tenta entrar esse ano no time de novo?
Em Hogwarts, o esporte oferecido era o rugby, que por sua natureza violenta, era distinguido o das mulheres e dos homens. Una tinha tido uma curiosidade absurda acerca do esporte no nosso quarto ano, então me levou junto para testes até que fomos escolhidas como reservas. Bom, até ela se cansar e sair, me deixando sozinha pelo resto dos anos como reserva. Mas era bom pra mim, eu tinha achado uma via de escape, de desestresse, e não precisava me preocupar em me machucar sempre porque não era titular, só treinava junto delas e assistia aos jogos do banco.
Minha vida acadêmica era equilibrada com exercícios porque faz bem pra saúde, senhoras e senhores!
— Não, já sai dessa vida, não é pra mim! – Una retrucou e bateu a cara no travesseiro.
— Então não se preocupa com isso ainda, Una! Estamos no inicio do ano, você pode se surpreender.
Minha amiga me olhou de soslaio com um sorriso malicioso.
— Eu bem que queria ser surpreendida mesmo. Mas em outros requisitos...
— Meu Deus, Una, você está insaciável! – exclamei, pensando em quantas vezes só neste ano minha amiga vinha abordando conversas sobre sexo e caras gostosos.
— Qual é, Rosie, temos que aproveitar! Último ano, veteranos, os mais gatos só querem a gente! – ela respondeu. – Você é muito puritana para falar essas coisas.
Eu não gostava de como as pessoas se referiam a mim daquela forma tão... Insignificante quando o assunto era qualquer, excetuando-se estudos.
— Não é nada disso. Eu só penso diferente...
— Não adianta se guardar pro cara certo, porque a gente não sabe quem é, Rose. Eles nos usam pra diversão deles e por que não poderíamos também? É bom.
Revirei os olhos. Nem eu tinha me guardado para este tal cara certo. Bem, no meu caso, eu até pensei ser Henry.
— Chega desse papo. Vamos para a aula que a professora de Botânica não chegada atrasada.
— Só se você me arrastar, senhorita puritana.
— Não me chama disso! – eu joguei um travesseiro nela. – Já estou indo!
— Cuidado com o véu!
Sai do quarto ainda podendo ouvir as risadas de Una.
— 0 –
— ROSE WEASLEEEY!
Bufei, impaciente e confusa, por ser obrigada a parar a minha fuga implacável.
— O que é, Una?
— CARACA, ROSE, EU NÃO ACREDITO QUE VOCE FICOU COM O GOSTOSO DO MALF..
Eu tapei a boca de minha melhor amiga antes que chamasse mais atenção e a puxei para um corredor vazio.
— Você ficou louca? Sair gritando isso por ai? Eu não fiquei com o Malfoy, sua doente, só fomos dupla do trabalho!
— E por que você saiu da sala parecendo o diabo fugindo da cruz? Sua louca, você ficou com o Malfoy no trabalho, que sorte!
— Eu não fiquei com o Malfoy, para de dizer isso!
Eu estava muito confusa. Primeiramente porque todos na sala começaram a me olhar, fazer suposições e incluir o Malfoy nisso. Eu nem queria me aproximar dele, quanto mais ser falada com ele e fazer trabalho com ele. Eu queria muito fazer sozinha.
E a opção mais sensata para meu corpo covarde que não sabe lidar com notícias foi sair quase correndo da aula após seu término.
— Poxa, não estou falando que você ficou de ficar mesmo, se pegar, calma, puritana!
— Não me chama assim, Una, que saco, eu não gosto.
Passei a mão pela cabeça para prender os fios rebeldes que estavam saindo do coque. Eu estava morta de raiva por esse imprevisto do trabalho atrapalhar todo o meu controle sobre a vida.
— Rose, você reclama de boca cheia, eu nem acredito. Eu daria tudo pra estar no teu lugar e fazer trabalho por um tempo indeterminado com o gostoso do Malfoy e...
— Pare com esse linguajar e o Malfoy não é a ultima bolacha do pacote. Acalme-se, mulher.
Una riu e me puxou para voltarmos a andar para a próxima aula. Eu já conseguia respirar direito e pensar calmamente.
— Ah, querida, ele é sim. Você já viu aquele garoto sem a camisa? Eu daria tipo meu fígado pra ver a entradinha em V que ele certamente tem naquela barriga que leva para o mau caminho!
Tapei meus olhos quase inconscientemente, como se o Malfoy estivesse mesmo mostrando sua barriga definida na nossa frente e eu não quisesse ver.
— Ah, minha amiga, eu certamente vou aparecer de vez em quando nas suas reuniões para o trabalho.
A gargalhada cruel de Una me assustou. E me recordou do fato de eu ter que ir falar com o Malfoy para programarmos o trabalho. Eu ainda não podia acreditar naquilo.
Meu Deus.
Scorpius Malfoy sempre foi aquele tipo de cara, na minha opinião, que todos sabiam quem era, queriam conhecer e se tornarem íntimos, conhecer seus segredos, mas era impossível chegar nele. E por vários fatores, principalmente por não fazer sentido você ter uma amizade com um dos maiores galinhas do colégio e ser encrenca na certa.
Pessoas como ele e pessoas como eu não se esbarravam... Pessoas como a gente só sabiam que teriam que conviver em espaços diferentes. E só.
Por isso eu fiquei com muita vergonha e sem saber o que fazer quando nos esbarramos outro dia. Eu estava muito atrasada para um grupo de estudos, tentei cortar caminho por uns corredores atalhos e jamais imaginei que trombaria com ele. Só eu e ele.
Eu também não imaginei que eu fosse parar no chão. Na frente dele. Ele riu de mim.
Eu fiquei tão envergonhada!
Bom, de qualquer forma, não tinha sido um bom começo de socialização porque eu fiquei irritadíssima com ele também. Principalmente com o humor que parecia não acabar nele, e suas piadas infames.
Revirei os olhos.
Una e eu entrávamos na próxima aula e eu juntei meu material na mesa para tentar me concentrar. Porém comecei a notar olhares em cima de mim e cochichos. Novamente.
— Por que estão falando de mim de novo?
Una me olhou e depois analisou a situação.
— Acho que estão falando de você e do Malfoy.
Eu grunhi.
— E por quê falariam?! Só é um trabalho, pelo amor de Deus!
— É porque é... Curioso, digamos assim.
— Sim, mas isso não dá motivo para estarem falando abobrinha e...
— Ai, amiga – Una me interrompeu, com o olhar além de mim. – Deve ser também porque o senhor Malfoy esteja vindo pra cá. Meu Deus, ele vem vindo e vem sorrindo. Tiros demais.
Fechei os olhos, desejando ardentemente que ele não viesse ao meu encontro porque: 1 – iriam falar mais ainda, 2 – eu sabia que ficaria sem saber o que falar. Ainda estava muito confusa.
E o Malfoy sentenciou minha morte quando se aproximou de mim, pôs a mão sobre meu ombro como um velho amigo e sorriu de lado, falando alto o suficiente para todos ouvirem:
— Rose Weasley, podemos conversar lá fora?
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Olá, pessoas! Então... Estamos caminhando com esses dois kkkkk! Eu desejo mesmo saber a opinião de quem está acompanhando antes de continuar com a historia, então por favor, podem se pronunciar, eu não mordo!
Outra: eu queria determinar um dia para postar a história, provavelmente o fim de semana, já que eu fico ocupado o resto do tempo e também estou escrevendo outra história, porém é original total e podem acessá-la entrando no meu perfil e nas minhas histórias ou:
https://www.wattpad.com/story/91607802-heran%C3%A7a-real
Fala sobre uma monarquia atual em um lugar na França, que existe, pessoal! Uma garota totalmente de fora se apaixona por um futuro duque, só que mal sabe o que o futuro aguarda!
E é isso, eu quero saber o que acham que vai acontecer entre Malfoyzinho e a Puritana!
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