Proibida Pra Mim

46 “Merda, merda, merda”.


Notas iniciais
Oi Leitores Sei que estou atrasada com vocês, mas tive problemas e não pude atualizar antes. Boa leitura e nos vemos lá embaixo.

— Não vou participar dessa missão. __ Jogo os papéis com as informações da missão na mesa do Alex.

— Por que não? __ Ele não se vira e continua olhando os recrutas pelo vidro.

— Vila Rica? __ Não consigo conter meu tom de voz. — Você só pode estar de brincadeira.

— Por que? __ Ele se vira e me olha.

— Só.... acho que ainda não é seguro voltar para lá. __ Respiro fundo.

— Nunca te vi com medo de nada, garoto. __ Sei bem o que ele está tentando fazer.

— Talvez por que eu não tenha medo de nada. __ Forço um sorriso debochado.

— Então, ainda não entendi o porquê de você recusar a missão.

— Acho que eles ainda podem estar me procurando. __ Digo a primeira coisa que me vem à mente. — E isso pode atrapalhar a missão.

— Quero você nessa missão, Gustavo. __ Ele me olha firme.

— Tudo bem. __ Me aproximo da mesa. — Mas eu vou sozinho e quero um relatório detalhado sobre o alvo. Sem erros, como da última vez.

— Vou garantir isso pessoalmente.

Quando recebi os papéis da próxima missão não acreditei. Mas o fato é que eu deveria ter esperado algo assim do Alex. Ele está me testando. Só quando fui até a sala dele, pronto para recusar a missão, pude perceber o quanto fui impulsivo. A única forma de fazê-lo enterrar de vez isso tudo, é entrar no jogo dele.

Com toda certeza voltar a Vila Rica não estava nos meus planos, pelo menos não tão cedo. Acabou de fazer dois meses que toda aquela merda aconteceu e eu ainda não estou pronto para voltar até lá, muito menos para rever a Alice.

Paro um instante e observo todas as minhas coisas em cima da cama. As roupas já estão na mochila, as armas e apetrechos já estão guardadas e o computador está aberto, mostrando todos os detalhes sobre o alvo e a casa onde ele mora. A única coisa que ainda estou esperando é a confirmação do setor responsável, já que eles precisam registrar a missão em meu nome.

Meu telefone bipa e uma mensagem de texto confirma que já posso sair. Pego as duas mochilas e saio do prédio. Prendo uma das bolsas no assento do passageiro e ponho a outra nas costas, em seguida monto na minha moto e passo alguns segundos pensando no que estou prestes a fazer. Espanto os pensamentos e ligo o motor.

ALICE

Já faz um tempo que acordei, mas ainda não consegui levantar da cama. Pela primeira vez, em semanas, consegui dormir realmente bem e acabei ficando deitada até mais tarde. Acabo me lembrando da conversa que tive com o Felipe ontem à noite e decido contar de uma vez a Paloma que estou com o Guilherme. Afinal de contas, ela vai acabar descobrindo um dia. Fecho meus olhos, afastando os pensamentos e deixando um sono leve me levar. Quando estou quase pegando no sono, ouço batidas na porta do quarto. Abro os olhos e vejo a Paloma colocar a cabeça dentro do quarto.

— Posso entrar?

— Claro. __ respondo com a voz rouca e me sento em seguida.

Ela senta ao meu lado e se cobre com lençol. A observo e noto que tem alguma errada.

— Aconteceu alguma coisa, prima? __ pergunto.

— Eu queria te falar uma coisa. __ ela não me olha. — Mas eu não sei como.

— Paloma, você tá me deixando preocupada. __ ela me olha. — Tá tudo bem como você?

— Eu transei com o Felipe. __ ela diz rápido.

Simplesmente não consigo absorver. A olho durante um tempo e é como se eu não conseguisse digerir a notícia.

— Alice fala alguma coisa. __ ela está nervosa.

— Você e o Felipe, vocês dois, transaram? __ minha voz sai baixa, confirmando minha incredulidade.

— Foi tão errado assim? __ algumas lágrimas começam a molhar o rosto dela.

— O que? Não. Não. Não. __ a abraço. — Não foi errado. Eu só....

— Eu gosto dele.... __ ela soluça. — E ontem.... Prima por favor, se foi errado....

— Não. __ Seguro o rosto dela entre minhas mãos. — Não tem nada de errado nisso. Eu só fiquei surpresa, só isso.

— E se isso for errado? Nós fomos criados como irmãos e.....

— Nós não fomos criados como irmãos. __ digo firme. — Nós duas fomos criadas como irmãs. O Felipe chegou depois, muito depois.

Ela respira fundo e parece pensar no que eu disse.

— Eu não sei o que fazer. __ ela diz baixinho. — Ele usou camisinha, mas....

No momento em que ela fala da camisinha é como se uma bomba explodisse dentro do meu peito. Justamente por que lembro de que eu e o Gustavo não usamos camisinha quando dormimos juntos e eu com certeza não tinha lembrado disso até agora.

— Alice, você ouviu o que eu disse? __ ela está me olhando e tudo o que eu consigo pensar é “Merda, merda, merda”.

Notas finais
Como havia dito a vocês antes, nosso casal vai se reencontrar. Só não sabemos ainda como vai ser esse reencontro, mas com toda certeza não será nada tranquilo. Sobre o Felipe a Paloma terem transado, achei que eles mereciam isso e quero que vocês me digam o que acham a respeito. Por último, mas não menos importante, quando publiquei o capítulo em que aconteceu a primeira vez do nosso casal, algumas de vocês comentaram a respeito da falta da camisinha. E então, comentem e me digam no que vocês acham que isso vai dá? Beijos da tia e até a próxima!