Prohibited
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Los Angels 9:45 pm.
Acordo com meu celular vibrando -caramba a essa hora?-estico meu braço até a mesa de cabeceira pegando o mesmo e olhando o visor há uma mensagem do meu melhor amigo John:
'' Ótima manhã pra vir a Venice? Estamos te esperando . ''
Ir a praia? — me estico na cama me espreguiçando ,fico olhando o teto do meu quarto por alguns segundos e me pergunto — porque não?-. Me levanto indo direto ao meu guarda roupa pegando meu maiô azul escuro me visto rapidamente e respondo a mensagem de John:
'' Estou indo '' .
Me encaro no grande espelho sob a parede, meus cabelos de um ruivo ferrugem esta quase na cintura, meus olhos verdes estão cansados depois de uma semana inteira acordando cedo, ainda bem que hoje inicia as férias. Meu corpo não é chamativo meu físico é de porte médio sou um pouco alta e o maiô deixa meu corpo mais sem graça do que já é.
– Onde está indo a essa hora?- ela arqueia uma das sobrancelhas e isso me faz sorrir.
– Mãe estou indo a praia com John , ele está com Amber e Carl — Caminho calmamente até ela dando um beijo em sua bochecha , vou em direção a geladeira.
– Não gosto desse Carl , ele é estranho com todas aquelas tatuagens — Ela faz uma careta e volta a ler algo em seu Tablet.
– Quase todos acham ele estranho , mas ele é um bom amigo — Pego um pedaço de bolo na geladeira — Mais tarde eu volto ok?
– Volte cedo, seu pai e eu temos que conversar com você , sobre a chegada do nosso sócio.
– Tudo bem eu volto . — pisco pra ela e ando até a porta
– Nada de bebidas dona Evelyn! — escuto mas a ignoro batendo a porta atrás de mim .
Chego na garagem e vou até meu carro , dou uma olhada e vejo que ele está sujo — muito sujo- pego minha carteira de cigarros, acendo um e abro as janelas do meu pequeno carro e dirijo até a praia.
***
Chego na grande Venice Beach , estaciono meu carro em uma vaga aberta em frente ao mar, pego meu celular e mando uma mensagem para John:
'' Cheguei , to no estacionamento vem pra cá .''
Coloco ele dentro do porta luvas , vejo de longe John se aproximar , seu belo físico músculos definidos sua pele branca seus olhos azuis e cabelos negros e um sorriso de tirar o fôlego . Saio do carro encarando ele por alguns segundo , sua mão molhada e fria encosta em meu rosto me fazendo arrepiar .
– Evelyn? terra chamando? — Ele zomba de mim e começa a rir
– Me perdi no seu corpo , John você está lindo! — O encaro e ele da um sorriso .
– Muita areia pro seu caminhãozinho é lógico — ele pisca oferecendo sua mão
– Mas é claro! — uso um tom irônico — cade Amber e Carl? — seguro firme sua mão e caminhamos até a areia .
– Estão ali — ele aponta e vejo os cabelos loiros de Amber sendo bagunçado pelo vento — A praia está ótima hoje e enfim as férias chegaram!. — Nos aproximamos de Amber e sentamos ao lado dela.
Amber e John se encaram por alguns segundos .
– Bom eu vou ali na água e ja volto — diz John se levantando indo em direção ao mar.
– Amber? — estralo meus dedos pra chamar sua atenção .
Ela me olha piscando várias vezes , e logo suspira .
– Eve, to gostando dele — seus olhos castanhos transbordam sinceridade
– É claro que gosta — abro um sorriso , colocando uma de minhas mãos em seu ombro — Mas quando vai falar isso a ele ?
– Claro que não vou falar Eve! não , não ele me vê só como uma amiga , só isso- ela encolhe os ombros e sorri — Por falar em gostar .. quando você vai namorar hein? cara depois do Anthony você não quis mais saber de ninguém. —
– Anthony é passado Amber -minha voz sai um pouco baixa, limpo a garganta engulo seco ao lembrar do rosto dele, fecho os olhos respirando fundo — Isso me traz más lembranças e .. — De repente Carl pula com seu corpo molhado em cima de mim fazendo-me gritar — Carl!
Ele está rindo e beija meu rosto e logo se senta na areia ao meu lado , havia tempo que eu não o via assim :
– Cara , a água tá ótima! — ele está ofegante -Você está palida parece uma lesma Eve — ele faz careta
– Há ! e seu cabelo está enorme parece uma mulher — revido mostrando a língua fazendo chaquoalhar o seus cabelos me molhando —
– As garotas adoram meu cabelo e minhas tatuagens- diz ele dando ombros
– É claro que sim não é Amber — John chega se sentando ao lado dela , passando um de seus braços em volta de seus ombros .
– Não curto tatuagens — ela sorri abrindo uma latinha de red bul .
***
Ficamos ali , conversamos sobre a volta as aulas que será no mês que vem ,combinamos mil coisas mas já deu minha hora:
– Tenho que ir, minha mãe quer falar sobre o tal sócio deles — me levanto tirando a areia do meu corpo —
– Tudo bem , eu vou indo também me da uma carona? tô sem moto hoje — Carl se levanta pegando sua camisa e chinelos —
– Claro ! Amber você vai ficar? — pego minha bolsa ao lado dela
– Eu levo ela depois — John sorri fazendo ela ficar vermelha .
Me despeço deles junto com Carl , caminhamos até meu carro rindo da reação de Amber . Entramos no carro e Carl conta suas piadas toscas sobre ruivas , só pra me atingir , ele pensa em fazer uma tatuagem em homenagem a seu irmão mais novo , mas acha que não tem espaço em seu braço por ser coberto de vários desenhos sem sentido. Eu o acho bonito, apesar de seu pearcing no septo nasal que me da uma aflição ele é bonito, seu cabelo castanho liso até o ombro suas tatuagens sob sua pele bronzeada seu sorriso conquista qualquer uma.
****
Chego em casa, meus pais estão na sala vendo Grey's anathomy, o programa favorito deles , eles percebem minha chegada e meu pai pausa o programa.
– Senta filha vamos conversar — minha mãe aponta pro seu lado no sofá e abre um sorriso.
Me sento e encaro os dois , que aparentam estar descontraídos .
– E então .. — faço um gesto pra eles falarem
– Eve — meu pai se ajeita e me olha — Estamos indo viajar depois de amanhã , mas Marlene volta de férias na semana que vem pra ficar aqui com você . Petter também irá ficar por aqui — ele para e minha mãe continua;
– Ele é nosso sócio, como eu ja disse . Ele cuida dos nossos negócios — meu pai pigarreia — na itália — ela continua — mas ultimamente as coisas não andam boas por lá, então ele irá cuidar da nossa Sede por aqui e vamos pra lá ver o que está havendo , mas voltamos logo. —
Os pequenos olhos verdes dela não saem dos meus, ela está esperando alguma reação negativa , mas acho que isso não seja motivo para alguma discussão.
– Tudo bem — dou ombros — meus amigos podem ficar aqui ? porque eu não quero ficar com um desconhecido , ''sozinha'' — dou enfase na palavra e meu pai gargalha.
– Petter? Evelyn , ele te viu crescer — ele se levanta e caminha até a cozinha
– Oque? quantos anos ele tem? Eu vou ter que ser babá de velhinhos? — cruzo os braços
– Ele deve ter uns 27 anos , não é velho Eve , o pai dele era nosso sócio , e passou a sociedade pra ele . — Minha mãe se aproxima de mim e fala baixinho — Você pode trazer seus amigos .
***
Acordo tarde, hoje meus pais viajam e o tal estranho chega . Ainda bem que eu não vou parar em casa . Caminho preguiçosamente até a sala e meus pais não estão , vou até a cozinha pegando algo pra comer e o telefone toca . No segundo toque eu atendo:
'' Alô? — falo sonolenta''
'' Hellen? — uma voz masculina grave com um sotaque estranho me faz acordar''
'' Não é a Eve ,filha dela quer deixar recado?- pigarreio pra minha voz soar mais séria ''
'' É , por favor ,avise a Hellen ou Morgan que irei chegar um pouco mais cedo ok?''
'' Ok , e quem fala ?''
'' Petter e obrigado desde já''. — ele responde seco.
'' Até mais'' —
Desligo o telefone e vou preparar meu sanduiche , escuto um barulho na sala , logo vejo minha mãe se aproximando com um corte novo seu cabelo ruivo como o meu ,seus cabelos estão um pouco abaixo do queixo em um corte perfeito.
– Petter Ligou — tiro meu sanduiche do micro ondas.
– O que ele disse?- ela se aproxima com algumas sacolas
– Disse que vem mais cedo — dou ombros — ficou lindo seu cabelo — sorrio pra ela e começo a comer.
– Porque não corta o seu filha? ele está enorme! — ela deixa as sacolas em cima da bancada e se aproxima de mim — Quero que se comporte ok? — ela esboça um sorriso apertando minha bochecha.
– Claro , não vou quebrar nada na cabeça dele e nem colocar fogo na casa — reviro os olhos e ela coloca uma mecha do meu cabelo pra trás
– Eu sei que não vai .. — ela me abraça por alguns segundos , seu abraço é reconfortante e me acalma.Minha mãe me traz tanta paz.
– Eu vou sentir sua falta — sussurro e ela solta um suspiro
– Voltamos em breve , eu prometo — ela se afasta e beija minha testa .
***
Ficamos conversando um bom tempo sobre o desconhecido , ela me contou sobre ele , fotógrafo e de boa aparência , educado e muito galanteador '' pegador'' . Do jeito que ela fala sobre ele parece que ele é o cara mais bonito que existe. Arrumamos o quarto onde ele irá ficar, o quarto grande com uma estante de livros um guarda roupa e uma enorme janela de vidro tomando a parede , como a a casa só tem um andar ,o quarto que será de frente ao meu. — Ainda bem que vou dormir no quarto dos meus pais que é no fim do corredor. —
***
A noite chega , termino meu banho e coloco um vestido rosa claro sem nenhum detalhe até um pouco acima dos joelhos com as alças finas e bordado na bainha . Pego um cigarro o acendo e vou até a janela do meu quarto dou a primeira tragada me debruço olhando um jardim que fica do outro lado da rua ,deixo a fumaça tomar conta dos meus pulmões e solto o ar , de repente chega um taxi e um moço alto com um corte de cabelo diferente me chama atenção , está escuro e a iluminação da rua está fraca então não consigo olhar seu rosto. Ele se aproxima da porta com algumas malas , dou mais uma tragada , e o moço se aproxima da luz e sente a minha presença , ele se vira e me encara com seus olhos em um tom de mel, um olhar penetrante que me faz engasgar na fumaça , me encolho e saio de perto da janela , respiro fundo — O que foi isso? — solto o ar com mais calma , apago meu cigarro jogando-o no lixo do meu banheiro quando escuto minha mãe bater na porta. Lavo minhas mãos e vou até ela -
– Oi? — eu abro um pouco a porta
– Estava fumando Evelyn? — ela empurra a o porta de leve — vem conhecer o Petter ! — ela segura minha mão me puxando até a sala .
Ele esta de costas conversando com meu pai, e minha mãe fica ao meu lado.
– Lembra da Evelyn? — ela sorri e ele se vira pra mim
Seu olhar encontra o meu , mas logo ele desvia me analisando de cima a baixo ele esboça um sorriso ,como se estivesse satisfeito com algo seus olhos param em meus lábios mas logo volta pro meus olhos novamente . Ele é bonito ,alto corpo bonito , olhos bonitos mas o jeito que ele me olha me irrita , em partes.
– Mas é claro que sim — ele sorri educadamente — ela cresceu , mas a carinha continua a mesma ! —
– Ah — cruzo os braços desconfortável com o olhar dele sobre mim.
– Ela cresceu né Petter, você a viu ainda muito pequena , ela não se lembra muito não é filha- minha mãe coloca suas mãos em meus ombros me fazendo relaxar.
– Sim , é ..- pigarreio — eu não lembro nem do que eu comi ontem — dou ombros e isso faz ele sorrir .
***
Eles conversam sobre coisas que não me interessa , fico vendo tv e trocando mensagens com meus amigos, minha mãe se aproxima :
– Filha nós vamos amanhã cedinho ,pode ir descansar .- ela sorri se sentando ao meu lado
– Não mãe , tá tudo bem ! — me aproximo e sussurro — ele não é lá aquelas coisas — ela gargalha baixinho.
– Deve ser porque ele é bem mais velho que você.- ela fala em um tom que baixo em que só eu possa ouvir. Meu pai nos interrompe chamando minha mãe para mostrar o quarto a Petter —
Fico vendo tv até pegar no sono .
Acordo quando meu pai me chama pra levantar do sofá, ele já esta arrumado me sento meio sonolenta, esfrego meus olhos e vejo minha mãe com o Petter na cozinha, eles estão falando baixo demais , me levanto e vou até eles enquanto meu pai deixa pega seu malote.
– Bom dia Filha — Minha mãe se aproxima de mim, me dando um abraço apertado,como sempre sinto aquele perfume doce e suave que só ela tem, aperto um pouco mais meus braços em volta dela.
–Não vai — digo baixinho contra seu ombro.
– Eu tenho que ir meu amor, mas Petter e Marlene e seus amigos irão cuidar de você por mim — Ela se afasta e afaga meu rosto e olha para Petter — Cuide bem dela.
– Eu cuidarei — Ouço sua voz grave que me faz despertar.
Fale com o autor