Notas iniciais
Desculpem a demora! Tive um tremendo bloqueio criativo, espero que entendam e que gostem do capitulo! Boa leitura :)

( Algum tempo antes do barulho do tiro... )

Eu mal podia acreditar no que estava acontecendo. Por um segundo imaginei que tudo tinha sido coisa da minha cabeça, mas não, tudo tinha saído como o planejado. Eu estava ainda deitado na cama daquela cabine, não podia estar mais relaxado, o barco se mexia lentamente em relação ao mar, uma leve brisa entrava pelo quarto pela pequena fresta da porta e claro, principalmente, Emma estava ao meu lado.

Ela estava dormindo tranquilamente em meus braços, mas eu não tinha conseguido pegar no sono, mesmo cansado depois de tudo o que fizemos essa noite... Eu não conseguia parar de pensar se isso aconteceria de novo, por quanto tempo ficaríamos assim, a única coisa que eu quero é que toda essa luta contra vilões finalmente acabasse, e finalmente pudéssemos ficar assim, em paz.

Em meio aos meus devaneios, sinto Emma se revirar ao meu lado, e então ela acorda aos poucos.

– Killian... – Ela disse, se virando para mim – Pensei que já estivesse dormindo.

– Ah Swan, dormir é a ultima coisa que eu quero fazer agora. – Disse, com um olhar malicioso.

– Bem, é melhor você tentar, não podemos ficar aqui pra sempre – Ela respondeu, se levantando.

– Onde você vai? Podemos ficar aqui até amanhecer ao menos.

– Sim, mas ainda preciso saber o que Mary Margareth queria – Ela disse, já pegando o celular que estava no chão – Droga Killian! Ela ligou mais de uma vez, e se for algo importante?

– Relaxe Swan, não deve ser nada demais.

Emma estava sentada na cama, contra a porta entreaberta da cabine, ela estava discando o número de Mary Margareth até que ouvimos um barulho no barco.

– Será que é ela? — Emma me perguntou.

– Não sei, eu não contei a ela onde iriamos depois do jantar.

Ouvimos alguns passos abafados, maldição! Tinha que ter alguém pra estragar tudo? Emma se vestiu rapidamente com as peças de roupa que encontrava pelo chão, eu peguei minha camisa que estava próxima e a vesti, Emma estava de pé em frente a cama, ambos olhávamos fixamente para a porta.

– Péssima hora pra eu não ter minha arma – Sussurrou Emma.

Conseguimos apenas ver um vulto pela parte entreaberta na porta, depois de um tempo pudemos ver o formato de uma pessoa, um homem com certeza. Fiquei de joelhos na cama, próximo a Emma, esperando para ver quem seria a figura por trás daquela porta.

Lentamente o homem foi abrindo a porta até vermos quem era, David.

– Pai? – Disse Emma – Você não estava no hospital? O que...

David parecia sem expressão, apenas continuou ali na porta, parado, o único movimento que fazia era com o da mão direita, que ia em direção ao coldre em seu cinto.

– Emma! – Eu gritei, a derrubando novamente na cama, mas não foi rápido o suficiente, antes que eu pudesse ter evitado, David já havia atirado.

Emma já gritava de dor na cama, a bala havia atingido seu ombro esquerdo. David apenas focava em Emma, a arma ainda apontada para ela, ele esta maluco, eu não sabia o que podia fazer para salva-la, era questão de segundos até que ele desse outro disparo, então sem pensar eu apenas saí correndo em sua direção, o derrubando pro outro lado da porta. Eu estava sem meu gancho, estava na cabine ainda, eu não tinha tempo pra pega-lo.

Eu tinha que pensar rápido, o que eu poderia fazer para salvar Emma? David me jogou pro lado, e já estava levantando, pra minha sorte, a arma havia sido lançada pro meu lado, eu estava em vantagem. Fui praticamente engatinhando rápido até chegar ao revolver, e quando estava para pega-lo, David me chutou e pegou a arma em meu lugar, apontando agora para mim. Parabéns Jones.

– Ei parceiro, vamos lá você não quer fazer isso quer? – Eu disse, mesmo sabendo que seria inútil – Esse não é você David.

Assim que David colocou o dedo no gatilho, fechei os olhos, eu sabia o que viria a seguir, e então eu ouvi o som do disparo, mas... eu não senti nada.

Abri os olhos, e vi a bala parada a poucos centímetros do meu pé. David tentou dar outros disparos, mas era como se um escudo estivesse ao meu redor, as balas eram desviadas, até que a munição acabou. Só então que me toquei que não era “como” se tivesse um escudo ao meu redor, havia um, Emma havia me salvado com magia.

– Hook... – Ela me chamou, pude vê-la sentada na cama da cabine, quase deitando novamente.

David se voltou bruscamente para Emma, visivelmente procurando por algo para usar de arma, e então pude ouvir a voz de Mary Margareth.

– David! – Ela o chamou, entrando rapidamente no barco acompanhada de Regina, que apagou David com magia.

Mary Margareth foi correndo em direção a ele, e me ajudou a levantar.

– Onde Emma esta? – Ela perguntou, e então a viu com os próprios olhos, jogada na cama daquela cabine.

– Emma! – Ela a chamou, correndo em sua direção – Regina, chame alguém.

Regina chamou uma ambulância com o celular, e depois de alguns minutos levaram Emma e David ao hospital, o colocariam lá até que acordasse.

Ficamos eu, Mary Margareth e Regina na sala de espera, logo Elsa chegou.

– Será que pegaram o coração de David? – Perguntou Mary Margareth.

– Não... Ele estava completamente, mudado – Disse Regina – Ele estava sendo completamente controlado, se tivessem pego o coração dele, ele não estaria tão fora de si, com um coração você pode controlar o que a pessoa fala ou o que fazer, mas não desse jeito.

– O que é então? – Perguntei.

– Mary Margareth, você disse que Hans tinha dado algo para David beber, sendo assim só pode ser uma coisa. Eu tinha um frasco guardado no meu cofre, de algo que ouvi falar ainda na Floresta Encantada, era uma poção que diziam tomar controle total da pessoa, como agir, como falar, tudo, e eu a consegui, mas nunca usei, tirar o coração de alguém é tão simples, eu tinha todo o controle que precisava, nunca mais que isso. Com certeza ele a roubou do cofre.

– Mas por que Hans iria querer controlar David para matar Emma? – Perguntou Mary Margareth – Quer tirar ela do caminho para poder comandar Storybrooke?

– Não, ele não iria fazer isso sozinho, sabe que seria inútil já que não é apenas um de nós que tem magia – Disse Elsa.

– Então ele é o pau mandado da história? – Disse Regina – Bem, poderiam ter dito antes, então quem é a cabeça de tudo?

– Eu não sei, ele nunca disse nada sobre isso.

– Ótimo, mais um problema.

Antes que pudéssemos continuar a divagar sobre para quem Hans esta trabalhando, Whale entrou na sala de espera.

– Bem, antes de qualquer coisa, Emma esta bem, desde que por enquanto tenha cuidado com aquele ombro pra não soltar os pontos... Esta dormindo um pouco agora – Disse ele.

– E quanto a David? – Perguntou Mary Margareth.

– Bem, não podemos fazer nada a não ser esperar que acorde, já que o problema dele é justamente a tal poção...

Whale falou que poderíamos visita-los mais tarde, e então foi embora, porém continuamos ali sentados.

– Regina me diga que tem algo para reverter essa poção – Disse Mary Margareth.

– Claro, porque eu tenho cara de santa milagreira agora. – Respondeu Regina – Eu nunca me perguntei se havia uma maneira de reverter, aliás se eu usasse essa seria a ultima coisa que eu iria querer.

– Mas quem a usou em David só queria Emma morta, o objetivo não era ficar controlando David, será que quem quer que seja não saberia uma maneira de reverter isso?

– Talvez, mas nesse caso ainda ficamos no dilema de quem seria essa pessoa.

– Elsa, não tem ninguém que poderia se juntar a Hans? Qualquer pessoa.

– Não que eu me lembre... Muita gente cai na lábia dele, mas não consigo pensar em ninguém que pudesse ajuda-lo. – Disse Elsa.

– Bem, acho que temos muito trabalho pela frente – Eu disse.

Mary Margareth olhou no relógio que estava pendurado em uma parede próxima, e então disse :

– Acho melhor eu ir indo, deixei Henry e Neal em casa.

– O que? – Disse Regina – Você deixou duas crianças sozinhas no apartamento? Não sei porque ainda me surpreendo com essas ideias “geniais”.

– Eu pensei que seria por pouco tempo! De qualquer maneira, é melhor todos irmos logo, amanhã de manhã resolvemos o que fazer.

Todos se levantaram a caminho da porta, quando Mary Margareth ia saindo, olhou em minha direção.

– Você não vem Hook?

– Vou ficar mais um pouco... Não vou conseguir dormir de qualquer jeito agora.

– Tudo bem.

Mary Margareth havia ido embora, e eu estava ali, sozinho naquela sala de espera, mas eu não iria ficar nem mais um segundo ali, só me perguntando quando poderia vê-la. Me levantei a fui até a recepção.

– Pode me dizer o quarto de Emma Swan? – Perguntei.

– Ah claro, mas parece que ela ainda esta em repo—

– Só me diga a droga do quarto.

A recepcionista me indicou aonde Emma estava, e eu fui até o lugar indicado. Abri a porta lentamente e entrei, sem querer acorda-la. Ela dormia como um anjo. Me ajoelhei ao lado de sua cama e acariciei seu rosto, logo depois seus cabelos, eu poderia ficar assim a noite toda. Sem querer eu acabei a acordando.

– Hook? – Ela disse, ainda sonolenta.

– Desculpa Swan, não queria te acordar.

– Não tem problema, aliás você acabou de me salvar não é? – Disse ela, com um sorriso.

– Bem, você também me salvou amor. Como sempre.

Com as costas da minha mão boa, acariciei seu rosto, e a beijei, quando nos separamos, Emma olhou de relance para a janela, que ficava atrás de mim, e a expressão alegre em seu rosto foi substituída por uma confusa. Emma voltou o olhar para mim.

– Killian, tem alguém na janela. – Ela disse.

Quando me virei, já não havia mais ninguém.

– Não tem ninguém ali amor.

– Mas, tinha sim, uma mulher eu... Eu sei que a conheço mas não tive tempo de ver direito. Eu nunca a tinha visto em Storybrooke, que eu me lembre.

– Uma mulher?

– Sim, mas, por que alguém teria interesse em nos observar pela janela do quarto?

Parei para pensar por um momento, e uma ideia repentina me veio pela cabeça.

– Emma... E se essa for a pessoa responsável pelo que aconteceu com David? – Eu disse.

– Espera, você acha que...

– Sim, que essa mulher tentou te matar Emma.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem reviews, favoritos e recomendações, e se você é novo aqui, seja bem-vindo! Até a próxima