Procura-se um amor que tenha Olhos Cinzentos.

12 Eu sou amigo do melhor amigo da morte!


Notas iniciais
EU VOLTEI!!!!!!!!! Ai, meu Deus! Que saudades gente! Saudades de escrever, de vocês, do Nyah... De tudo! :D Bom, o que aconteceu: A minha faculdade anda muito, muito, muito puxada! Por sorte, no momento, eu estou de "´férias" (entre aspas porque é por pouco tempo e eu ainda tenho que ir para lá de vez em quando, então isso não merece ser chamado de férias! kkkkk). Eu pretendo me organizar melhor no semestre que vem, que começa nesse mês (T.T) para poder postar com mais frequência. Preparados para o capítulo? Não? Então... PRE-PA-RA! KKKKKKKKK Piadinha horrível, eu sei... Espero que o capítulo compense a demora! Boa leitura!

O Sr. Landon dava aula sobre geometria espacial e desenho arquitetônico. Eu sentava bem no meio da sala e, de vez em quando, olhava ara o fundo da sala e fitava Annabeth. Às vezes, ela estava me olhando e tentava disfarçar. Às vezes, ela, realmente, estava prestando atenção na aula. E eu ali... De olho nela feito um babaca.

– Sr. Jackson? – pronunciou o Sr. Landon. Virei-me lentamente, dando de cara com o professor na minha frente.

– Sim... – foi a única coisa que eu consegui falar.

– Não veio para aula muito disposto hoje, não é?

Senti todos os olhares da sala sobre mim.

– Bom...

Fui salvo pelo gongo! O sinal tocou e todos começaram a se retirar. Suspirei, aliviado.

No corredor, avistei Annabeth guardando livros dentro da bolsa dela e me aproximei.

– Oi. – cumprimentei.

– Bom dia. – ela franziu os lábios para dentro.

– Tudo bem?

– Sim. – apoiou a bolsa no ombro – E com você?

– Também.

Depois daquele beijo, a gente não tinha se falado mais e já havia passado dias. Eu não conseguia parar de pensar naquele beijo. A cada instante, vinha à minha memória aquela sensação de carinho e aconchego em forma de “encontro de bocas”. Com certeza aquele não poderia ser o nosso último beijo.

– Então... Vai fazer alguma coisa bacana hoje à noite? – não queria que minha pergunta tivesse saído daquele jeito: “Vai fazer alguma coisa bacana hoje à noite?”. Acho que a última vez que eu tinha usado aquela frase foi em 1897, na Espanha.

– Hoje, eu vou assistir à Feira de Ciências dos meus irmãos. – disse ela – Foi mal.

– Não, está tudo bem...

– Mas... Eu estava querendo dar uma passada em uma lanchonete quando acabar a aula, hoje à tarde. Não gostaria de ir comigo?

Sorri para ela.

– Claro.

Despedimo-nos e eu fui direto para casa. Precisa pegar um livro que eu tinha esquecido de manhã. Avistei de longe os meus amigos (Luke, Thalia, Leo e Nico) e o Jason perto da piscina. Formavam um círculo bem afastado ao redor do Leo, que estava com os olhos fechados e a respiração parecia cronometrada.

– O que está acontecendo? – perguntei.

Jason fez careta para mim, como se quisesse que eu calasse a boca. Olhei para a Thalia e ela pôs o dedo indicador nas frentes dos lábios simbolizando que eu realmente precisava ficar calado. Então, assim como todos, fiquei de boca calada e mantive meus olhos fixos no Leo, que já estava há dias sem nem olhar na minha cara.

Passaram-se dois minutos. Uma fumaça começou a sair da pele do Leo, deixando-me impressionado. Aos poucos, seu só o seu braço direito estava em chamas. Leo mexia o braço como se absolutamente nada estivesse acontecendo com ele e ele olhava para o fogo com um olhar duvidoso. Parecia que ele estava na dúvida se sentia medo ou admiração. Não durou muito e as chamas se apagaram.

– Muito bem, Leo. – disse Nico – Você realmente se saiu muito bem!

Aplaudimo-nos.

– Ok... – comecei – Para aproveitar o embalo de vocês... Quero que me expliquem esse lance aí de sobrenatural.

– É o seguinte... – pronunciou Jason – Sobrenatural é uma série de TV americana que tem como protagonista os irmãos Winchesters...

– Sem asneiras, bocó! – adverti. Ele apenas deu de ombros.

– O que quer saber? – disse Nico que estava com as mãos dentro do casaco preto dele.

– Tudo.

Agora, todos os olhares ficaram voltados para Jason, que, não sei o porquê, tinha tirado a camisa. Ele manteve a cabeça virada para cima e com os olhos fechados. Seus dois punhos se fecharam e ele começou a respirar profundamente. Eu estranhava tudo aquilo e comecei a estranhar ainda mais quando vi duas retas brancas saírem das costas dele no sentido horizontal.

– Que é isso... – tentei falar alguma coisa, mas eu estava muito impressionado.

As duas retas (que eu não fazia a menor ideia do que eram feitas) se curvaram minimamente e começaram a se expandir. Penas começaram a se formar na sua superfície. As penas eram enormes e bem definidas. Cada asa parecia ter um metro e meio.

– Minha nossa... – foi o que eu consegui dizer.

– Eu sei. – disse Jason – Lindo, não é? – comentou olhando para suas asas.

– Como... Desde quando... Por quê... – olhei para a irmã dele – Thalia, você também consegue?

– Ok, Percy, vamos com calma. – falou ela – Bom, o meu pai...

– Nosso pai. – Jason a corrigiu.

– Enfim... Nosso pai é um ser Zeurídico. – disse a punk e eu franzi meu cenho – Bom, ele tem afinidade com o céu... É difícil de explicar!

– Thalia e Jason são muito afeiçoados ao céu. – falou Luke – Eles podem voar e fazer trovejar. Já a parte do sol... Isso é só para outra classe de seres sobrenaturais.

– Thalia, cadê suas asas? – perguntei me aproximando dela.

– Eu não tenho mais asas, Percy. – ela levantou as mãos – Nós, filhos de seres Zeurídicos, temos que ser muito cautelosos com as nossas asas. Temos que usá-las, pelo menos, duas ou três vezes na semana.

– Por precaução, eu uso quatro. – afirmou Jason.

– E eu... – ela fez um muxoxo com a boca e cruzou os braços, virando a cara – Tenho medo de altura.

– Como é que é? A pessoa tem asas e afinidade com o céu e ainda tem medo de altura? – retruquei.

– Se fizer alguma piadinha, eu quebro a tua cara. – ameaçou-me Thalia. Automaticamente, tapei minha boca – Eu nunca fui muito de usá-las, já que temos que voar numa altura colossal para que os humanos normais não possam nos ver e eu não gostava de ir muito alto... Então, elas atrofiaram, causando-me muita dor e eu tive que amputá-las. – concluiu.

– Eu sinto muito. – falei. Ela deu de ombros.

Ela me olhou com uma sobrancelha erguida. Levantou a mão esquerda e foi fechando os dedos aos poucos, como se estivesse segurando um copo. Estranhamente, eu senti algo pressionando minha parte abdominal, quase como um abraço, mas não tinha ninguém me abraçando. Thalia levantou mais um pouco sua mão e, ao mesmo tempo, meus pés foram se afastando do chão.

– Que é isso? – perguntei assustado. Olhei para baixo e vi que eu estava levitando. Faltavam uns vinte centímetros para eu me encostar ao chão. Ainda bem que o muro da nossa casa é bem alto. Assim os vizinhos não nos veriam.

– Você precisa emagrecer um pouquinho. – disse ela relaxando os dedos e eu fui ao chão desajeitadamente.

Bom, isso explica certas coisas...

Flashback on

– Sente-se. – falou Thalia.

– Não quero. – falei.

Ela estreitou o olhar. Senti uma força estranha e invisível me puxar para baixo, fazendo-me cair de bunda no sofá. O que estava acontecendo? Será que eu estava ficando maluco? Acho que sim.

Flashback off

– Meu pai ficou muito triste pelo o que aconteceu comigo e pediu a uma bruxa para que me desse esse dom. – explicou Thalia olhando para as próprias mãos.

Olhei para o marido dela.

– Você também é sobrenatural? – perguntei.

– Não. – respondeu Luke – Sou um humano completamente normal... O único dessa casa, no caso.

Fitei Nico. Seu cabelo estava propositalmente bagunçado e as olheiras um pouco mais escuras do que o normal.

– Já me disseram que você gosta de brincar com a morte... – comecei – Poderia me explicar.

Fiquei nervoso. Que diabos de poder é esse que envolve a morte? Será que ele consegue matar as pessoas só pelo olhar? Ou ele fala com os espíritos?

– Bom... Leo é um hefesteriano. – comentou e eu assenti – Thalia e Jason são Zeurídicos... Eu sou um Hadesino – deu de ombros – o melhor amigo da morte.

Ele deu um passo para frente, botando uma mão no queixo.

– Eu sei o momento exato que cada pessoa tem de vida e do que ela vai morrer. – encarou-me fixamente – Você já deveria ter morrido há muito tempo.

– Eu deveria ter morrido com quantos anos? – indaguei.

– Aos sessenta e nove. – respondeu Nico – Você teria um caso sério de gripe espanhola... Não! – pensou brevemente – Tuberculose... Pensando bem, alguma doença parecida, já que você viveu no século XV, não é?

Assenti e engoli em seco.

– Quando eu vou morrer? – perguntou Jason.

– Você, infelizmente, vai viver muito. – afirmou Nico – Só posso falar isso.

– Por quê? – perguntei.

– A morte é um assunto muito delicado. Se eu falar a data em que cada um vai morrer, é claro que a pessoa vai fazer o possível e o impossível para adiar. – realmente, era verdade – Além disso, eu ainda posso escutar pessoas que morreram há pouco tempo num raio de um quilômetro de distância. Geralmente, elas estão chorando.

Expliquei para o Nico toda a minha história (e foi muito longa)! Ele disse que conseguiria falar com a Melanie, mas não tem permissão. Ainda disse que se fizesse isso, poderia ser castigado. Quando eu estava indo embora, o Nico ainda disse “Acabou de morrer uma mulher por atropelamento na avenida que você sempre segue. Melhor ir para outro caminho”. Só de teimoso, eu fui pela mesma avenida: Realmente, ele tinha razão!

[...]

– Eu não consigo sentir a diferença entre o milk-shake de chocolate e o de brigadeiro. – falou Annabeth.

– Quando o milk-shake é bem feito, dá para sentir. – afirmei.

Nós dois estávamos na lanchonete mais próxima da faculdade, onde a Jennifer trabalhava.

– Vão querer mais alguma coisa? – perguntou Jennifer com um bloco na mão.

Eu e Annabeth nos encaramos e ela disse:

– Só a conta mesmo.

Terminamos e ficamos conversando, quando escutamos uma gritaria entrando no estabelecimento. Eram o Jason e a Piper, seguidos de alguns amigos de Mané Grace.

– Ainda não consigo entender como você teve a coragem de me trair com a minha amiga! – berrou Piper.

– E você? Você me traiu com o idiota do Octavian! – rebateu Jason – Por quê?

– Porque você é um idiota, Jason! – ela empurrou o peitoral dele – Você nunca me deu carinho, atenção... Nunca foi de falar coisas bonitas para mim...

– É CLARO! – ele gritou. Todo mundo os encaravam – Você sempre foi tão grudenta! Vivia invadindo minha privacidade e exigindo coisas de mim. Eu não podia espirrar que você me contestava! Piper, todo mundo precisa de um momento só seu...

– E todo mundo também precisa de alguém que demonstre que gosta dessa pessoa. – ela o interrompeu.

– CHEGA DE BATER NA MESMA TECLA! – gritou Jason, fazendo Piper recuar um pouco – Nós já terminamos, ok? Jason e Piper não são mais um casal! Agora, pode ir atrás do seu Octavian Filho da Mãe!

– Não estamos juntos... – ela deixou escapar.

Jason ficou com um sorriso vitorioso no rosto. Piper ergueu a cabeça e olhou para todos ao seu redor. Ela percebeu a minha presença e veio andando até mim. O que aconteceu, foi muito rápido: Ela segurou o meu rosto e me beijou.

Notas finais
Ok... Vamos devagar que aconteceu muita coisa para um capítulo só! kkkkkk PERGUNTA: Vocês queriam ter o poder de quem? Do Leo, do Jason, da Thalia ou do Nico???? Sinceramente, eu queria o poder do Nico. Sei que ele não voa, não pega fogo... Mas, ele fala com os mortos! *.* PIPER, MULHER, TE PRESERVA! Coisa feia... Como será que ficou a cara da Annabeth com esse beijão, ein? Annie, tu cuida! Segura o Percy, filha! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk O que acharam? Gostaram? Comentem please! Beijão e até logo! :*