Notas iniciais
Olá pessoa que está lendo isso neste exato momento! =) WOW, quantas visualizações! Sério, eu não esperava que iriam ter tantas só com um capítulo! Boa Leitura!

Miami, Estados Unidos – século 21

Suspirei e uma nuvem de fumaça tóxica saiu da minha boca. Calma, era só cigarro! Muitos pensam que fumar na biblioteca da faculdade é algo ruim já que o cheiro vai impregnar os livros e pode ter alguém com problemas respiratórios. Eu penso: Foda-se!

Peguei um livro grosso com capa verde escura e desenhos de foices. Parecia ser interessante.

– Com licença – falou uma garota na minha frente. Olhei a.

O cabelo ruivo e cacheado dela estava preso num rabo de cavalo. Ela era branquinha e tinha algumas sardas no nariz. Os olhos dela eram verdes como os meus. Segurava uma prancheta e usava uma camisa de botão azul clara com saia preta de cintura alta que chegava até os joelhos. Os óculos de leitura dela eram grandes e de hastes finas. Bonita!

– Sim?

– Não pode fumar na biblioteca. – falou querendo deixar a transparecer confiança e determinação – Por favor, retire-se.

Coloquei o cigarro de novo na boca, suguei a fumaça e a soprei na cara da ruiva. Ela tossiu e se abanou com a mão enquanto eu ria da cara dela.

– Isso é uma grande falta de educação. – apontou para mim.

Fitei seu crachá que estava preso na camisa. Era de papel e plástico e nele estava escrito:

Rachel Elizabeth Dare

Assistente Bibliotecária e Universitária

– Então... Rachel... – larguei o livro que segurava na estante de madeira e me aproximei dela – Você tem compromisso para hoje à noite?

Ela fez cara de nojo e deu um passo para trás abraçando a prancheta. Sorri de canto.

– Não! Eu não vou sair com você.

– Não lhe chamei para sair. – expliquei – Só perguntei se você tinha compromissos para hoje à noite.

– Sei o que você quis dizer e sim, eu tenho compromissos para hoje e, não, não vou sair com você.

– Façamos um trato: Se você cancelar seus compromissos e sair comigo hoje e não fumo mais. Na biblioteca é claro!

Ela revirou os olhos e deu meia volta. Numa fração de segundo, eu a virei para mim segurando a sua cintura. Ela ficou tão vermelha que parecia que tinha passado o dia no sol sem protetor solar. Ela deixou a prancheta cair e afastou a cabeça de mim, com medo de se queimar com o cigarro na minha boca.

– Se não sair comigo, eu descubro onde você mora, Rachel. Vou até lá e levo toda a indústria do tabaco comigo, junto com alguns arruaceiros, favelados, prostitutas...

– Se eu sair com você, vai me soltar e parar de fumar na biblioteca?

– Posso até jurar. – ela ergueu uma sobrancelha – Eu juro.

Soltei a quando ela concordou comigo. Peguei suas coisas que estavam no chão e entreguei para ela. Beijei sua bochecha rapidamente.

– A gente se vê mais tarde, Rachel. – falei. Peguei o livro que queria alugar e saí de lá andando de costas – Usa uma roupa menos certinha.

Aluguei o livro e fui direto para o meu carro. No estacionamento, joguei meu cigarro no chão e pisei em cima. Subi no meu automóvel de cor prata e o liguei. Fui para estrada a caminho da casa onde eu morava no momento.

Eu não morava sozinho. Dividia a casa com mais algumas pessoas. Os proprietários eram Luke e Thalia Castellan. Os dois, assim como todos que moravam lá, eram universitários. Todos nós rachávamos as despesas com o dinheiro que ganhávamos com os nossos salários. Eu trabalhava numa academia.

Ainda bem que ventava muito em Miami. O sol podia estar tentando nos torrar como ovos na frigideira, mas o vento melhorava tudo.

Quando cheguei em casa, saí do carro e apertei a campainha.

– Quem é? – perguntou Luke através do aparelho eletrônico da campainha.

– É o amor da sua vida. – brinquei.

– Mentira. A Thalia está dormindo e tem pizza na geladeira. – escutei o rir.

– É o Percy. Abra o portão para eu colocar o carro para dentro, por favor.

– Tá.

Voltei para o carro e esperei o portão preto deslizante abrir. Ele abriu e eu pus o carro para dentro. A casa era de três andares e ficava bem no meio de um extenso terreno gramado. Tínhamos uma piscina e um pequeno campo de futebol. Deixei meu veículo na garagem. Fui para dentro de casa. Ela estava tão fazia e isso era estranho já que, contando comigo, moravam seis pessoas.

Na cozinha, encontrei Luke tomando uma xícara de café e analisando algumas correspondências sobre a mesa retangular de janta de madeira rústica. Ele estava descabelado e parecia sonolento.

– Acordou do lado errado da cama? – perguntei. Ele me viu e bufou.

– Não. Só não dormi muito. – bocejou.

– Que foi? A Thalia ronca.

– Besta.

Fui até a geladeira de duas portas e tirei uma jarra de suco de manga. Despejei uma parte do conteúdo num copo de vidro.

– E o que está tirando o seu sono, Luke Castellan?

– Filhos.

Quase engasguei. Ele franziu o cenho para mim estranhando minha reação.

– Thalia está grávida? Ah, parabéns cara...

– Não, Percy. Não é isso! É que... Somos casados há cinco anos e vivemos nos perguntando: Será que seremos bons pais?

Luke e Thalia se casaram com mais ou menos treze anos cada um. Estanho, não é? Os pais dos dois são donos de empresas de correios e viram que, para unir as empresas e aumentarem os lucros, tinham que casar o filho mais velho de cada um que eram a garota punk rebelde e o galinha metido. Os dois não gostaram nem um pouco da ideia, tentaram até fugir, mas nada adiantou. Depois de um ano de casados, eles começaram a se entender.

– Deixem isso para depois. – aconselhei.

Ele deu de ombros.

– Está sabendo que a namorada do Nico irá morar conosco, não está? – perguntou.

– Na verdade, não estava. Ela é gata? – ele me mandou um olhar repreensivo e eu ri um pouco – Brincadeira. Namorada de amigo eu vejo como... Homem. – bebi mais um pouco do suco – Sabe quem é Rachel Elizabeth Dare?

– A garota da biblioteca?

– Essa mesma.

– Sim. Ela e Thalia já estudaram juntas. Garota legal.

– Sabe onde ela mora?

– Não.

Thalia apareceu. Ela usava uma regata branca toda amassada e um short jeans. Seu cabelo negro era curto e repicado acima do ombro. A pele era pálida. Assim como Luke, ela estava sonolenta.

– São três da tarde e vocês estão quase caindo de sono. – comentei.

– Cala boca Percy! – bradou ela.

A punk foi até o Luke tacou um beijão na boca dele. E não era um beijo inocente! Era algo com direito a língua, chupão, gemidos e movimentos agressivos.

– Às vezes, eu penso que vocês dois ficam se agarrando na minha frente só para me irritar. – falei. Quem gosta de ficar sobrando?

– Isso te irrita? – perguntou Thalia com os lábios inchados. Balancei a cabeça positivamente – Então... – ela sentou no colo do marido dela e agarrou os cabelos dele, puxando o para mais um beijo.

– É bom irritar o Percy. – brincou Luke.

– Vão para o quarto de vocês logo! – eu já ia sair dali, quando me lembrei de algo – Ah, Thalia, você pode me dar o endereço da Rachel, sua ex-colega?

– Por que quer o endereço dela?

– Vou levá-la para jantar.

Ela estranhou, mas disse que me daria.

Caminhei para fora da cozinha e abri uma porta que dava acesso ao sótão. Desci as escadas e tirei minha camisa roxa, jogando a no chão. Tirei o meu tênis. O meu quarto/porão era bem amplo. Tinha entrada para um banheiro, só meu, uma cama, um aparelho de som, um computador, uma televisão e, obviamente, minha cama. Não pensem que os Castellan me deram isso. Tudo foi comprado com o meu dinheiro que eu ganhei ao longo dos séculos.

Peguei um pequeno controle remoto e liguei o som.

http://www.youtube.com/watch?v=BnD6ojjA0OA

Levantei e fui direto para o computador. Entrei na rede social da faculdade e pesquisei pela Rachel. Encontrei o seu perfil.

– Vamos ver: Dezoito anos, gosta de teatro, sonha em se formar em jornalismo, gosta de ler romances e ficção científica... – fiquei lendo suas características, vendo suas fotos e bisbilhotando seus demais interesses.

Às seis horas, tomei um demorado banho. Escovei meus dentes, enxuguei meu corpo e vesti uma cueca Box cinza. Fitei-me no espelho. Eu já não era mais o menino de séculos atrás. Agora, era mais musculoso, só que nada de fisiculturista. Melanie iria gostar... Ah, não.

Eu não gostava de pensar nem nome da Melanie. Isso me deixava cabisbaixo e a saudade afetava o meu coração.

Respirei fundo e terminei de me vestir: uma camisa polo vermelha, calça jeans comprida e uma casaco verde musgo. Passei meus dedos pelos cabelos. Peguei as chaves do meu carro e saí do quarto.

Na sala de estar, Luke e Thalia assistiam algum filme de ação.

– Cadê o endereço dela? – indaguei.

Thalia me entregou um pedaço de papel, me despedi deles e fui direto para o carro.

Passados dez minutos, estava em frente a uma casa de um andar só, bem pequena, cheia de flores e anões de jardim. Toquei a campainha. Foi Rachel que me atendeu.

– Boa noite Red. – falei.

– Red? – pronunciou.

– Rachel. Elizabeth. Dare. – disse pausadamente – E você é ruiva, então, não vejo um apelido melhor.

Ela pareceu concordar. Ela realmente ficava bem melhor sem aquele jeito “muito adulta”. Preferia-a do jeito que estava naquele momento: um vestido azul escuro com bolinhas brancas com saia soltinha, um cinto bege marcando a cintura e sapatilhas da mesma cor.

– Você está linda.

Ela corou um pouco. Fomos para o carro, sendo que eu abri a porta para ela, e pegamos a estrada. Levei a para um restaurante ao ar livre, na beira da praia. Adorava o som das ondas se quebrando no mar. O garçom nos guiou até uma mesa redonda para duas pessoas com uma toalha branca e um castiçal. Puxei a cadeira para Rachel sentar e ela agradeceu.

– Tão educado. Nem parece o cara que soprou fumaça na minha cara hoje. – retrucou.

– Aquilo foi uma brincadeira e me desculpe se passei do limite. – falei – Agora... Você vai cursar jornalismo, não é?

– Como sabe?

– Você parece ser uma garota bem inteligente e que gosta de falar a verdade. – comecei a falar um resumo bem detalhado das coisas que eu vi na internet. Ela parecia impressionada. Uma brisa marinha leve se chocou contra nós e isso fez com Rachel passasse a mão pelos braços – Está com frio? Quer meu casaco?

[...]

– Espera. Agora, não podemos fazer barulho. – falei. Eu estava tentando abrir a porta que dava acesso ao porão. Rachel iluminava a maçaneta com o celular dela já que era mais de uma da manhã, todos estavam dormindo e a casa estava um breu. Abri a porta, entramos e a tranquei de volta. Descemos as escadas. Sem mais delongas, agarrei a e tomei seus lábios para mim num beijo agressivo.

Ela puxou a barra da minha camisa para cima e a tirou. Caímos na minha cama, com ela por cima. Meus dedos ágeis foram para o zíper do vestido dela e o abaixaram. O resto da noite vocês já conseguem imaginar como foi. Sei que não preciso entrar em detalhes.

Depois de terminado ela dormiu abraçada no meu corpo. Não me incomodei com aquilo, nem um pouco. Dormimos juntos e eu acordei primeiro que ela. Ainda estava bem cedo. Vesti uma cueca e uma bermuda de tecido leve. Fui para o meu computador e entrei num jogo de guerra que eu tanto gostava. Eu interpretava um general que dava ordens e jogava bomba nos outros: Massa! Quando uma granada explodiu no lado inimigo, o som acabou acordando a Rachel.

– Bom dia Percy. – falou.

Olhei de relance para ela. Estava deitada de bruços, nua e com o lençol a cobrindo até a cintura.

– Bom dia.

– Que hora é? – perguntou.

– Acho que sete da manhã.

– AH DROGA! – eu nem reparava nela, só tinha olhos para o jogo – Meu pai vai me matar porque eu não dormi em casa.

– Sinceramente, você me surpreendeu. Eu achei que você fosse mais... Santinha. Mas, depois de ontem à noite, vi que estava completamente enganado.

Senti-la por as mãos nos meus ombros.

– Ontem foi especial. – ao ouvir aquilo, bufei e dei pausa no jogo. Virei-me para ela, que só usava o meu lençol enrolado no corpo, e a olhei sério.

– Vou direto ao ponto: Querida Rachel, para você ontem foi romântico o jantar à luz de velas, caminhar na praia sentindo as ondas nos pés, depois vir para cá e passado a noite aqui... Porém, para mim, foi só sexo e nada mais. – ela fez um muxoxo com a boca – O que? Você esperava agora um pedido de namoro, é? Poupe-me.

Voltei minha atenção para o computador. Ela ficou na minha frente e me estapeou na cara.

– Nunca mais fale comigo. – exigiu.

– Com prazer.

Notas finais
O que acharam? AVISO: Cap. passado se passava na Inglaterra do séc. 15 ok? esqueci de botar esse detalhe no cap. Só eu que percebi esse detalhe no nome da Rachel? Realmente, fica legal esse apelido. Quem não tá gostando do Percy levanta a mão (sei que não podemos nos ver, mas eu estou imaginando vocês de mãos levantadas, ok?). Mereço comentários?? Até logo. :*