Notas iniciais
Espero que vocês gostem desse capítulo! =) Boa leitura!

Alguns dias depois...

Meu dia amanheceu tão normal quanto qualquer outro.

Passei a maior parte do tempo dentro da piscina, aproveitando o céu nublado. Eu nem nadava, só boiava. Durante esses últimos dias, não tinha acontecido nada de interessante. Jason estava com uma namorada nova, que, de novo, é uma garota muito legal para ele; Leo não frequentava mais a nossa casa, já que a babá dele, Piper, não morava mais conosco; Thalia e Luke continuavam tentando gerar filhos; Annabeth quase não olhava na minha cara... Nada de interessante!

Quando as nuvens começaram a dar espaço ao sol, resolvi sair da piscina. Peguei minha toalha, que estava sobre uma cadeira branca de plástico, e comecei a me enxugar. Enrolei a na minha cintura e me afastei da borda.

Eu já estava bem perto da entrada da casa, quando vi o portão aberto. Avistei um táxi amarelo, tipo os de Nova Iorque, em frente a nossa casa, com o porta-malas aberto. O taxista colocava a bagagem de uma garota dentro do veículo. E essa garota era a Annabeth!

Nico ficou do lado dela. As mãos dele estavam enfiadas dentro dos bolsos do casaco preto dele. O olhar dele estava focado no chão. Annabeth se aproximou dele e colocou as mãos no rosto dele, fazendo com que ele olhasse para ela. Ela disse algo para ele e beijou suavemente a bochecha dele.

Annabeth entrou no táxi e se foi, deixando Nico para trás.

Entrei em casa e subi as escadas. Andei apressadamente até o quarto principal e abri de uma vez a porta do mesmo.

– Luke! – chamei.

Que burrada eu fiz! Deparei-me com Thalia e Luke, ambos só com peças de roupa íntima, deitados na cama, assistindo à televisão. Quando a punk rebelde me viu, gritou de susto e tentou se cobrir com o lençol o mais rápido que pôde. Luke a ajudou a se cobrir.

– PERCY! – gritaram.

– Desculpa! – pedi.

– O que você quer? – perguntou o loiro.

– Eu gostaria de saber o porque da Annabeth ter saído sozinha de carro...

– Escute, babaca – começou Thalia – Annabeth e Nico não estão mais juntos, se é o que você quer saber. Satisfeito? Agora, saia do meu quarto!

Saí correndo de lá e fui para o meu quarto. Tranquei-me lá dentro.

Eu não queria estar feliz pelo o que aconteceu com o Nico. Dava para ver que ele era louco por ela. Se eu iria correr atrás da Annabeth agora? Sinceramente, eu não sei! Ela acabou de terminar o namoro com um dos meus amigos. Além disso, eu não sei o que eu realmente sinto por ela. Talvez, seja só uma vontade de “dar uns amassos”. Mas, pode ser que eu sinta algo especial pela gótica. Acho que só descobrirei isso depois de um tempo.

[...]

Eu estava dormindo profundamente quando senti alguém balançando meu corpo me chamando.

– Percy. – disse uma pessoa.

– O que? – falei preguiçosamente. Abri meus olhos com dificuldade. Vi que era a Thalia. Ela estava usando só um baby-doll preto com casaco de tecido grosso. – Que foi Thalia? – perguntei ao perceber sua feição preocupada.

– Percy, levante! A casa do vizinho está pegando fogo!

Levantei-me o abruptamente. Eu e ela saímos correndo. Em questão de segundos, estávamos em frente à casa dos Valdez. A casa, apesar de simples, ERA bem charmosa. O fogo estava extremamente alarmante. A fumaça era cinzenta e bem densa. Jason e Nico estavam tentando conter as chamas. Cada um estava com a sua mangueira.

– Cadê o Luke? – perguntou Thalia ao irmão. Jason permaneceu calado – ONDE ESTÁ O LUKE? – ela segurou os ombros do irmão com firmeza.

– Ele entrou na casa. – disse Jason.

– O QUE? – gritou ela – LUKE!

Ela começou a correr em direção ao fogo, mas eu a segurei. Fiz com que ela se sentasse no chão e abracei a.

– Calma! – falei – Ficará tudo bem.

– Ah, Percy! – choramingou – Quando eu engravido do Luke, ele resolve entrar em uma casa em chamas e por a própria vida em risco!

– Relaxe, ele vai ficar... Espera, você está grávida?

– Sim... – respondeu enxugando suas lágrimas de preocupação.

– Parabéns! Bom, depois nós comemoramos.

Antes de ter saído de casa, eu havia pegado o meu celular. Tirei o de dentro da minha calça e disquei o número dos bombeiros.

Alô? – disse uma voz feminina do outro lado da linha.

– Emergência! – quase gritei – Tem uma casa pegando fogo, aqui na Rua Bronson número 422. Mandem uma ambulância também. Tem cerca de quatro pessoas dentro da casa. Uma mulher, os dois filhos dela e um amigo meu que resolveu bancar o herói...

Thalia tomou o celular de mim.

– APAREÇAM LOGO! – exigiu a branquela e depois desligou o aparelho.

As mangueiras que o Jason e o Nico usavam quase não faziam efeito. Os olhos da Thalia já estavam marejados de tanto chorar. De repente, a porta da frente foi arrombada e vimos duas pessoas saindo de dentro da casa. Um homem carregando uma criança. Os dois caíram no chão, já que o adulto estava meio desequilibrado. Corremos até ele para socorrê-los.

Ambos pareciam estar sujos de carvão, mas, aparentemente, bem.

– Luke! – Thalia foi até ele e segurou seu rosto. O certinho estava com um corte embaixo do olho – Luke, responde!

Fui socorrer o Leo. Sua pele estava escura e ele tossia muito.

– Calma, garoto! – falei. Ele estava acordado, só que parecia um pouco desnorteado – Leo, o que aconteceu?

– Eu... Eu... Não consigo me lembrar.

Senti que aquilo era mentira, mas deixei para lá. Leo estava abalado agora, não seria bom ficar exigindo verdades dele. Thalia balançou meu ombro.

– Percy, o Luke não acorda. – disse ela.

Chequei a pulsação e a respiração do marido dela.

– Luke está desmaiado. – falei – Mas, ele parece bem, apesar do corte.

[...]

Um novo dia amanheceu. Thalia e eu estávamos na recepção do hospital, aguardando notícias dos dois únicos sobreviventes do incêndio. Exatamente, só Luke e Leo conseguiram escapar. A Sra. Valdez e o Leandro, respectivamente, mãe e irmão do Leo, faleceram queimados. Vários policiais e detetives começaram a procurar o motivo do incêndio misterioso.

– Sra. Castellan. – chamou uma enfermeira com uma prancheta na mão – Seu marido acabou de acordar.

Thalia e eu levantamos. Seguimos a enfermeira pelos corredores de cerâmica perolada do hospital. Aquele cheiro típico de hospital impregnou as minhas narinas.

– É tão estranho quando te chamam de Sra. Castellan. – comentei.

– Eu sei. – disse Thalia.

Paramos em frente duas portas largas. Empurramo-las e ambas abriram com facilidade. Escutamos os “bips” das máquinas. Naquele quarto estavam duas camas. Luke estava em uma e Leo, na outra. Fomos até o “Sr. Castellan”.

– Meu amor! – disse Thalia, abraçando o. Ele retribuiu o abraço. Luke estava com um curativo enorme e grosso no rosto. Na sua mão, tinha alguns tubos que davam acesso ao soro. Ele estava coberto com um lençol até a cintura – Você está bem?

– Estou... – respondeu Luke, ainda um pouco sonolento.

– Que ótimo... AGORA EU VOU PODER TE MATAR! – falou Thalia, estapeando o abdômen dele – Como você pode fazer isso comigo e com o nosso filho?

– Thalia, você vai acordar o Leo! – advertiu o loiro – Para com isso.

– Faz ideia do quanto eu fiquei preocupada com você? – retrucou – Isso fará mal ao meu filho...

– Ao nosso filho! – corrigiu.

– Não me corrija numa hora dessas, mocinho! Continuando, o bebê já nascerá todo estressado por sua culpa!

– Thalia, se você não se acalmar, aí é que a criança ficará estressada mesmo! – disse ele.

A branquela respirou fundo. Eu estava com a boca franzida, tentando conter minha gargalhada, que eu aposto que seria bem estrondosa. Olhei para o lado e vi Leo dormindo. Fui até ele. Ele não tinha nenhum arranhão!

– Pobre Leo. – falei – Está órfão.

– Cadê o pai dele? – perguntou Thalia.

– Ninguém sabe. – respondeu Luke – Ele foi embora, assim que o Leo nasceu. Bom, isso era o que a mãe dele dizia.

– E o que acontecerá com ele agora? – perguntei – Vai para um orfanato?

– Provavelmente. – disse Luke – A não ser que... Eu e Thalia peçamos a guarda dele.

Thalia e eu olhamos para ele.

– O que? – ela pronunciou – Nós dois?

– É, por que não? – disse ele – Isso será tão bom. Nós dois somos maiores de idade e eu tenho dinheiro suficiente para manter eu, você, Leo e o bebê.

– Não estamos nos precipitando?

– Claro que não. Pensa, o Leo não terá que mudar de escola...

Os dois começaram a conversar. Fiquei encarando Leo, perguntando-me se ele saberia o que causou o incêndio.

Notas finais
Ah. Meu. Deus. Luke está DES-MAI-A-DO! kkkkkkkkkk Só que que fiquei com pena do Leo? Tadinho! E... Será mesmo o fim de Nicabeth? Tomara que sim kkkkkkkk Por favor, comentem! Beijos. :*