Notas iniciais
Bem, essa é a minha primeira história original publicada, sejam bonzinhos, sem vácuo.Sou uma boa pessoa, minha meta é escrever capítulos grandes para poder postar uma vez por semana, se minha criatividade e dos seus reviews.Sei que os parágrafos ficaram longos, mas é por causa que a narração ficou mais psicológica que cronológica. Não fiquem com preguiça de ler, por favor.

PRÓLOGO

INTERNATIONAL FALLS, MINNESOTA, ESTADOS UNIDOS (-40° C)

“Viu só o que você fez? Você quebrou a garota, cara.”

Quem nunca acordou e olhou ao seu redor e percebeu que nada possuía nexo e não parecia estar participando da própria vida, que tudo que havia ao seu redor não havia sido conquistada por nós mesmos, batalhados ou apenas pela mágica chamada: destino. Ultimamente não estou muito contente com o meu destino. Levanto-me da minha cama e olho as paredes em tons de cinza, naquele momento tudo aquilo parece patético, não parece ter sido eu mesma ao escolher tudo ali.

Suspiro pesadamente e vou até a janela que dá para um bosque no fundo da minha casa, espremo os olhos, já que ainda estou sem meus óculos ou minhas lentes, enxergo o contorno do balanço aparentando ser branco, mas sei que é culpa da neve que caiu duramente toda a noite. Viro-me e pego os óculos estilizados os quais tive que gastar toda a minha mesada só porque a minha mãe disse que eu deveria tomar responsabilidades, pois ano que vem estarei indo para a faculdade.

— There's nothin' wrong with lovin' who you are (Não há nada de errado em amar quem você é) — cantarolei, adorava essa música. Uma das únicas de Lady Gaga que eu gostava.

Assim que coloco meus óculos, meus olhos vão diretos para cacos de vidro no chão, e a sensação volta novamente para mim, me fazendo suspirar de forma lenta. Hoje era um dia para ficar o tempo inteiro na cama.

Ando até os cacos sem me importar em pisar neles, a dor do meu coração era muito maior. Peguei a moldura a qual eu havia jogado na parede na noite anterior. Era um casal na foto, á direita estava eu, sorrindo para a câmera, sem problemas, sem dor, sem tristeza. Ao meu lado estava ele. Ah, ele. Seria impossível descrever ele sem deixar algum detalhe crucial de fora, ele é, ou melhor, era indescritível. Na foto em minhas mãos ele tentava desviar da foto, tentando tapar o rosto, mas não a tempo.

Passei o dedo sobre os cabelos dourados, quando uma batida na porta me fez pular.

— Claire? Posso entrar? – a voz hesitante da minha mãe chamou-me a realidade.

Joguei a moldura sobre a cama, e gaguejei de volta.

— Sim, hm, claro que sim. – passei a mão sobre meus cabelos negros.

A porta foi lentamente aberta dando espaço a uma incrível modelo, minha mãe aos 35 anos de idade poderia ser considerada minha irmã, o que era realmente muito humilhante passar na rua e todos os garotos da sua idade olharam e flertarem, com a sua mãe e não com você. Não quer dizer que eu seja feia, não que isso mudasse alguma coisa. Tenho 17 anos, e posso ser considerada meio baixinha, não muito baixinha, só meio baixinha. Tenho 1,67 e meus cabelos devem ter 20 centímetros, e por eu ser pálida, tenho que aguentar comparações com personagens como Edward e Bella de Crepúsculo. Mas minha mãe não, ela poderia muito bem ser uma Megan Fox da vida. Ela estava no top da carreira dela, mas ela deixou tudo por mim, abdicou sua carreira pra dar atenção a mim. Ela não engordou depois que me teve, muito pelo contrário, ela ficou ainda mais bela, mas nunca mais se meteu nesse ramo, por causa da sua filha. Ao contrário, ela resolveu virar professora. Sra. Gostosona Schmitt, é assim que todos do colégio a chamam por suas costas, e nem se dão ao trabalho de evitar de fazerem isso enquanto estou por perto. Eles são um saco!

— Filha, o Noah... – ela interrompeu a si mesma, esperando minha reação.

Apenas olhei-a nos olhos, meus olhos vazios, toda a dor que habitava ali durante a última semana havia se aconchegado no meu peito. Minha postura estava desleixada, sabia que o meu cabelo estava desgrenhado e provavelmente as olheiras estavam tomando conta de grande parte do meu rosto. Os meus olhos claros estavam beirando o cinza, sim meu olhos mudam levemente de tonalidades. Existem esses casos, que a ciência ainda não compreende muito bem, mas a cor dos meus olhos segue meu humor. Sim, sou toda estranha.

— Ele resolveu se inscrever para aquela cirurgia experimental em Boston. – ela fala tudo de uma vez me observando esperando os gritos, os pontapés, mas eles não vêm.

Apenas dou de ombros, não quero me importar com isso. Eu não posso me importar com isso. Porque se eu voltar a me importar a dor vai voltar. Tantos pensamentos passam pela minha cabeça que prefiro não focar em nenhum, não focar neles, evita a dor, evita sentir.

— Ele deixou isso aqui essa manhã. – minha mãe estica a carta com sua mão trêmula, nunca vi minha mãe assim, ela sempre é tão segura de tudo, tão segura de si. – Qualquer coisa, estarei lá embaixo. Para qualquer coisa. – ela enfocou o qualquer, me olhando fixamente. Era uma boa mãe eu não poderia negar.

Murmurei em concordância, segurando a carta entre meus dedos, já havia sido aberta. Minha mãe. Sempre querendo me proteger. Joguei-a em cima da cama e respirei fundo, sem coragem suficiente para lê-la. Tapei meu rosto com minhas mãos, tentando ignorar aquilo tudo, a minha existência. Tiro as mãos do meu rosto e vejo a foto que joguei e que acabou caindo no chão. Pego-a novamente e um pensamento me vem. “Não, eu não serei covarde como você.”

Aproveitando o pingo de coragem que surgiu, peguei o envelope e retirei a carta de dentro, deitei-me na cama, respirei fundo e li.

Pequena Claire,

Desculpe. Desculpe por não ter fé. Desculpe por ser fraco. Desculpe por não ser bom o bastante pra você. Você me disse uma vez que tudo é possível pra quem vai à luta. Briguei com você, lembra? Notei o quão estúpidas foram minhas palavras, tão inúteis, tão vazias. Não, você não é idiota por crer, você não é tola em acreditar no melhor, afinal essa é você não é? A menina linda e sonhadora de Internacional Falls por quem me apaixonei e por quem serei apaixonado até o fim de meus dias. Só agora me dei conta de que é sim possível mudar o mundo, é sim possível vencer a morte, desde que tenha um motivo pra continuar indo em frente. E eu finalmente encontrei o melhor dos motivos para não desistir. Você. Quando estiver lendo isso, provavelmente estarei a caminho de minha tentativa de salvação. Sua mãe já deve ter lhe contado sobre a cirurgia que estou prestes a fazer. Eu estava errado. Eu fui um covarde, fugi à luta uma vez e não o farei novamente. A verdade, Claire, é que eu sempre invejei sua força, sempre me perguntava como você conseguia manter esperanças quando todo seu mundo desmoronava. Você acreditou em mim, acreditou que eu era capaz de vencer quando nem eu mesmo acreditava. Eu desisti de mim, mas você não. Você é forte, você é muito mais forte do que eu jamais fui e nem conseguirei ser. Encontrei a força necessária para vencer tudo e todos, encontrei tudo que precisava em você, no seu amor.

Te conhecer foi a melhor coisa que já aconteceu comigo e não vou deixar que acabe, não pode ter fim, não vai ter fim. Vou lutar até minhas ultimas forças. Saiba que mesmo se o pior acontecer, até meus últimos suspiros eu te amarei.

Noah

As lágrimas enchiam minha face, a dor, eu não ligava pra dor. O orgulho? Já havia ido embora há muito tempo. Eu sabia aonde tinha que ir. Eu tinha que correr pra ir atrás do meu sonho.

Levantei-me da cama correndo, tirei meu moletom e joguei um vestido xadrez preto e branco por cima, segurando a carta. Meu sonho estava indo para a sala de cirurgia e não havia ninguém para dizer que tudo estava bem. Cheguei à porta do meu quarto, quando lembrei. Voltei e peguei a foto. Estava descendo correndo as escadas enquanto gritava.

— Mãe! Preciso do carro estou indo para Boston. Correr atrás do meu sonho.

Notas finais
OBS: A HISTÓRIA É COMENTADA DE TRÁS PARA FRENTE! HAUSHAUSH PORQUE EU SOU LOUCA, mentira, mentira é verdade mesmo.SÓ EXPLICANDO. A Claire não é depressiva, lembra que a história é de trás para frente.EPAAAAAAAA! Já estava saindo sem deixar comentário? Nada disso, comente u.usou a imagem da educação.Lembrando que quanto mais comentários, mais eu fico inspirada para continuar a postar.