Notas iniciais
Boooaaa tardeee!! Gente, descobri uma coisinha maravilhosa que se chama - agendar postagem! kkkk. Escrevo essa nota à exatamente uma semana atrás, onde numa quinta feira de madrugada resolvi deixar um presentinho pra vocês. - O capítulo do acampamento! Espero realmente que gostem, do fundo do meu coração. Sei que estou em dívida com vocês, mas espero saná-la com muuuito triangulo amoroso, ou quem sabe um quarteto? hmmm Vamos deixar de papo e ir direto pro que interessa! Boa leitura e beijinhos

Após quatro horas de viagem, uma parada no posto e várias músicas bregas cantadas, chegamos no Acampamento. Eu vinha ali desde o meu primeiro ano, então não foi surpresa nenhuma ver as conhecidas bandeiras das equipes asteadas e a fogueira enorme que ficava bem no meio dos chalés.

Fomos recebidos pelo administrador do Acampamento e pelos monitores, que logo nos dividiram em equipes e nos designaram os chalés. É lógico que eram separados por gêneros e, juro por Deus que vi algumas líderes de torcida calouras suspirando decepcionadas, quando viram que dormiriam apenas com meninas nos chalés; não só líderes de torcidas como Faith, que não queria se desgrudar de Dylan nem para guardar as malas no chalé em que ficaria, que coincidentemente era o mesmo em que eu estava alojada.

– Dylan, leva logo sua namoradinha pra guardar as malas no chalé — disse, quando Faith ameaçou gritar de novo à plenos pulmões que estava cansada, com fome e queria se deitar.

– Barbie, pega leve — ouvi-o falar ao pé do meu ouvido e me arrepiei toda.

– Só porque você pediu — murmurei com um sorriso bobo nos lábios e o empurrei antes que alguém desconfiasse de algo.

– Precisa de ajuda com as malas? — Mason apareceu ao meu lado, e acenti com a cabeça o entregando minha mala mais pesada, ficando com a mochila nas costas.

– Foi bem de viagem ? — perguntei, sem ter outro assunto para conversar. Fazia dias que eu e Mason só brigávamos e entretanto, não conseguia ficar longe dele. Era como se um ímã invisível me puxasse pra ele toda vez que eu tentava me afastar.

– Até que não foi mal — ele disse um pouco ofegante pelo esforço; já estávamos na metade do caminho — a pior parte foi ver você sentada ao lado do Sebastian.

– Você tá com ciúmes? — perguntei rindo — quem te viu quem te vê, não é mesmo Mason?

– Você sabe que eu sempre tive ciúmes de você, não é nenhuma novidade — ele respondeu enfezado — principalmente com meus colegas de time.

– Mas acontece Mason, que nós não temos nada — disse logo que chegamos à entrada do chalé.

– Você e Sebastian? — ele perguntou arfante, colocando a mala nos degrais de entrada — ou eu e você?

– Nenhum de nós três- respondi, passando a alça da mala por um ombro, e então entrando no chalé e batendo a porta.

Arrumei minhas coisas no criado mudo que estava ao lado da cama que eu escolhi, e então fui tomar um banho, me trocando rapidamente antes que as outras meninas chegassem. Se tem uma coisa eu apreciava no Acampamento, era a facilidade em ficar sozinha.

Coloquei uma calça jeans azul, uma blusa cinza de manga e uma botinha de cano baixo marrom. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo alto e já estava me sentindo re-energizada para enfrentar aquela primeira noite, com todos os meus amigos e inimigos fungando no meu cangote até o próximo final de semana.

Logo que todos estavam acomodados, os monitores passaram de chalé em chalé distribuindo os horários, e descobrimos que teríamos uma confraternização de boas vindas à fogueira dali à meia hora.

– Eles podiam entregar esses trecos mais cedo, como vamos todas tomar banho em meia hora? — Charlie disse, revirando a mala à procura de algo.

– Sem stress Charlie, você vai tomar uma ducha, não um banho de espuma- Danna murmurou de sua cama, sem desviar os olhos do livro que lia.

– Mas mesmo assim, tenho que arrumar o cabelo, fazer maquiagem...- e então quem tentou fazê-la sair da paranóia fui eu. Me levantei, fui até ela e a segurei pelos braços, fazendo com que olhasse pra mim.

– Charlie meu amor, nós estamos num acampamento, não num concurso de misses — ri e todas as meninas me acompanharam — deixa pra lavar o cabelo amanhã, e toma uma ducha rapidinho senão vai atrasar as outras meninas.

Após algum tempo, todas estavam quase prontas e agradeci à Deus por ter pego um chalé com a equipe de torcida, que eram todas garotas em quem eu tinha plena confiança. Se eu tivesse que passar o resto da semana somente com Faith, não queria nem saber o que eu seria capaz de fazer.

Fomos todas juntas até a fogueira, e não deixei de me surpreender com o clima reconfortante que eles conseguiam transmitir, com apenas uma fogueira e uma mesa cheia de comes e bebes.

– Bárbara — ouvi Sebastian acenar em pé do outro lado da fogueira, e me dirigi até ele vendo um sorrisinho assanhado surgir no rosto das minhas companheiras de chalé.

– Oi — disse o abraçando e ele me deu um beijo na testa.

– Como as líderes de torcida estão se saindo no quesito organização?- ele perguntou enquanto andávamos até a mesa de comida com os braços dados.

– Muito mal — eu ri — mas não posso cobrar muito, já que eu também não sou muito organizada — dei de ombros — e o time?

– Como os reservas também vieram, tivemos que ocupar dois chalés e o meu pelo menos está até que bem organizado — ele respondeu rindo — o que se pode esperar de dez garotos juntos.

– Só de imaginar já fico com medo — ri.

Ficamos conversando bobagens ali por perto da mesa, até que todos haviam chegado e pediram para que nos sentássemos ao redor da fogueira.

– Vamos contar histórias de terror — um dos monitores disse, e eu me encolhi ao lado de Sebastian. Não que eu fosse medrosa nem nada, mas ficava sempre com um pé atrás com essas histórias, principalmente quando eram contadas por um bando de adolescentes no meio do mato.

– Tá com medo?- ele me perguntou, passando um braço pelos meus ombros me abraçando protetoramente.

– Não, só cansada — menti.

– Pode se apoiar em mim — ele disse, e então me aconcheguei em seu peito.

Começaram a contar as histórias, e reparei que Faith estava bizarramente agarrada em Dylan, que olhava fixamente para Mason com uma leve careta. Ótimo, aquela semana ia ser longa.

Após umas cinco ou seis histórias, eu estava aterrorizada o suficiente para assustar com qualquer barulhinho, e quando a fogueira estalou dei um pulo, sendo o suficiente para que Sebastian risse da minha cara e eu emburrace.

– Ah Barbie, me desculpa, mas é que foi engraçado mesmo — ele sussurrou perto demais do meu ouvido, me fazendo arrepiar involuntariamente.

– Você vai se arrepender de ter rido de mim — sussurrei de volta brincando, e ele me apertou mais contra ele.

– A é? e a senhorita vai fazer o que? aposto que não consegue nem sair daqui — ele respondeu rindo, enquanto me apertava firmemente contra o peito dele. Vi Mason nos olhar disfarçadamente, porém visivelmente incomodado.

– Aposto que se eu quiser, saio — arqueei uma sobrancelha.

– Então sai — ele disse, e eu lhe dei um selinho, rápido o suficiente para que somente quem não tirava os olhos de nós pudesse perceber — aka Mason — e deixei-o de olhos arregalados.

– Por essa eu não esperava — ele disse, afrouxando o abraço e então eu me levantei, sussurrando antes em seu ouvido — me segue.

Após alguns minutos andando de braços dados com ele, cheguei até uma caverna em que eu costumava me esconder quando ia ao acampamento. Ela ficava perto de um desfiladeiro, então era ótima para observar o céu, já que ali não haviam luzes artificiais nem muita gente para atrapalhar. Aliás, eu duvidava muito que alguém fosse ali além de mim.

– Como você sabia desse lugar? — Sebastian perguntou e soltei um risinho baixo.

– Tem tantas coisas que você não sabe sobre mim Sebastian, você ia se surpreender — disse misteriosa e ele me abraçou pelas costas apoiando seu queixo em meu ombro.

– Aqui é quase tão lindo quanto você — disse, e com uma genuinidade que fez minhas pernas bambearem. Ele era sincero, ele realmente achava aquilo.

– Para com isso — disse me virando e pegando a mão dele para que se sentasse ao meu lado na grama — você sabe ver as constelações?

– Não — ele disse se sentando — você sabe?

– Sei, se você quiser posso te ensinar — ofereci olhando pro céu.

– Vamos ver se você sabe mesmo — ele disse rindo e deitando a cabeça em meu colo.

Comecei a explicação falando primeiramente sobre as três marias, e então sobre as constelações dos signos, e a minha favorita, a cruzeiro do sul.

– Antigamente as pessoas se orientavam pelas estrelas — disse e então baixei meu olhar pra ele, que olhava fixamente pra mim.

– Você sabe que se não olhar pra onde eu estou apontando não vai conseguir entender né? — disse rindo, e ele se sentou novamente.

– É que eu simplesmente não consigo tirar meus olhos de você — ele disse acariciando minha bochecha com os polegares.

Senti meu sangue ferver por baixo de sua mão, e então estávamos tão próximos que podia sentir sua respiração se misturando com a minha. Seus olhos verdes foram entrando mais em foco à medida que minha pupila se acostumava com a falta de luz, e eu podia ver sua íris nitidamente.

Alguns milésimos de segundos depois, ele selou nossos lábios com um selinho, que após algum tempo foi se tornando um beijo mais profundo, fazendo com que eu sentisse leves choques sempre que nossas línguas se encontravam. Desceu a mão até segurar firme em minha cintura, e então me puxou mais perto pela nuca. Apoiei minhas mãos em seus ombros, e quando dei por mim estava sentada em seu colo, explorando com as mãos toda a extensão de suas costas e peito.

– E...eu acho melhor pararmos — disse sem fôlego, me afastando e sentando ao seu lado.

– Me desculpa — ele sorriu envergonhado.

– Você tá pedindo desculpa pelo o que? — perguntei rindo nervosa, e um tanto envergonhada.

– Não devia ter te beijado, não assim — ele disse impaciente passando a mão pelos cabelos.

– Não tem nada de errado com a forma que você me beijou Sebastian, eu só não tô preparada pra nada agora — disse segurando sua mão — e eu gostei — corei.

– Fiquei um tanto mais tranquilo agora, e confuso também, mas não faz mal — ele disse passando o polegar pela minha bochecha devagar — eu espero.

Demos as mãos e então voltamos até a fogueira, nos separando um pouco antes de entrar no campo de visão do resto dos alunos. Não queria que Dylan ou Mason soubessem, e também não queria ter nenhum compromisso com Sebastian. Eu estava sendo muito egoísta, porém a minha consciência pedia isso.

Quando terminaram de contar as histórias ao redor da fogueira, todos foram aos chalés se preparar para dormir, ou então o que as meninas do meu chalé fariam : fofocar sobre a fogueira, e todos que estavam presentes ali.

Confesso que em alguma parte da conversa eu acabei pegando no sono, e só acordei no dia seguinte com o alarme, bem cedo por sinal.

– Bom dia flor do dia — Charlie disse enquanto Danna pulava em cima da minha cama.

– Quem acorda essa hora da madrugada? — disse afundando a cara no travesseiro e elas riram.

– Faça o favor de se levantar e ficar pronta, que daqui meia hora é o café — alguma delas disse e eu só bufei, me dirigindo ao banheiro e só saindo de lá pronta, levando vários xingos das outras que queriam utilizar o cômodo também. Não estou nem aí, se quisessem que eu fosse mais rápida, me acordassem mais cedo, ou melhor, não me acordassem. Odiava acordar cedo.

O café da manhã era servido no galpão principal, que era uma espécie de refeitório todo feito de madeira e com três gigantescas mesas. Quando chegamos, em cima dessas mesas já estava disposto nossa comida, que consistia em pães, sucos, leite, café e frutas. Além de geléias e manteigas.

– Vou voltar uma bola — disse me sentando, enquanto Dylan, Mason e Sebastian se sentavam por perto. Mantinhamos mais ou menos a mesma formação que sentávamos na escola, que era por afinidade. No acampamento, só nos separávamos do grupinho pré-estabelecido para as atividades, que eram feitas por equipes montadas pelo acampamento em conjunto com a escola. Minha equipe era basicamente metade das líderes e metade do time, o que formava outra equipe igual — a de Sebastian (Dylan e Mason estavam com ele ). A outra equipe era formada pelos reservas do futebol, e os alunos que nos ajudavam nos jogos.

– Como se fosse possível você ficar uma bola né Barbie — Charlie disse enquanto enfiava um bolinho na boca — você é a pessoa mais hiperativa que eu conheço, não para um segundo!

– E não deixa a gente ficar parada — Danna completou e revirei os olhos.

– Bem lembrado, porque hoje começam as provas e eu to afim de ganhar — disse rindo, e então Sebastian mostrou a língua pra mim.

– Não contaria com a vitória tão cedo Bar — ele disse e fez um hi-five com Mason e Dylan. Parece que a competição tinha-os unido, fazendo com que por uma semana o objetivo em comum deles fosse claro — vencer a minha equipe nos jogos, e, consequentemente, me vencer pessoalmente.

– Que vençam os melhores, garotos — disse e o pessoal da minha equipe concordou com gritos e desafios. Aquela semana ia ser longa.

Notas finais
Eaí, gostaram? querem me matar? alguma sugestão? Deixem seus pensamentos e corações nos comentários! Beijos, e até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.