Notas iniciais
Boa tarde leitores! Bom, essa é a primeira fic que eu posto no Nyah!, e eu espero que vocês me ajudem - tanto quanto ao que diz respeito ao enredo, dicas de como vocês gostariam que os personagens fossem desenvolvidos e tals, até formatação, se eu não selecionei alguma categoria que deveria estar inclusa ou coisas do tipo. Bom, espero que gostem!
Beijos
Gio.

Prólogo

Tenho 16 anos. Sou uma adolescente normal da Califórnia, que mora próxima aos dois melhores amigos — Dylan e Mason — que conhece desde o jardim da infância. Não sou popular, tampouco feminina. Sou aquele tipo de garota normal. Absolutamente normal, ou não.
Estava me aprontando para ir à escola, quando escuto pedrinhas batendo contra a vidraça da minha janela. Abri um vão na persiana e me deparei com Dylan e Mason rindo enquanto se preparavam para tacar outro pedregulho; quando me viram, perguntaram silenciosamente se poderiam subir, e, como sempre eu concordei. Abri a janela e logo os dois garotos estavam subindo pela lateral da minha casa, e entraram no meu quarto.
Tá, não é normal uma garota se trocar na frente de dois rapazes, mas já havíamos tomado banho juntos. Nos conhecíamos desde o nascimento, éramos como irmãos de pais diferentes. Tirei meu pijama, ficando de calcinha e sutiã e escolhendo a roupa que usaria na escola hoje. Graças a Deus já havia arrumado o cabelo e lavado o rosto — eles sempre me zuavam quando estava com cara de sono.
- E então, preparada para o primeiro dia de aula ? — Dylan perguntou se jogando na minha cama e folheando algum caderno que eu havia deixado ali por perto.
- Provavelmente não — ri
- Até parece, falou a melhor aluna — Mason revirou os olhos enquanto mexia no meu computador.
- Odeio vocês — ri, e então antes mesmo de eu poder pensar, os dois já me agarravam pelas costas.
- Não, não odeia — Mason falou no meu ouvido, e eu sorri discretamente.
Dylan estava na minha frente, e me puxou junto de seu corpo.
- Gente que odeia não fica assim, tão arrepiada — ele disse passando uma mão pelo meu braço, e a outra perigosamente perto do meu quadril.
- Acho que ela gosta Dyl — Mason falou, e então mordeu minha orelha; um calafrio atravessou minha espinha.
- Eu tenho certeza que ela gosta — Dylan concordou, mordendo meu pescoço, e eu sabia que ia deixar marcas.
- Minha mãe tá lá embaixo seus dementes — falei sussurrando, e saiu mais como uma súplica — por favor, se controlem.
Ambos riram e me soltaram, voltando ao que estavam fazendo antes daquela pequena pausa inesperada.
É, eu ficava com meus melhores amigos — com os dois.

O primeiro tempo tinha sido tranquilo. Minha mãe sempre levava nós três para a escola, então quando terminei de me arrumar os garotos desceram pela janela e ficaram esperando na calçada de casa como se nada tivesse acontecido. Dispensei o café, e então saímos rumo a escola, com cara de anjinhos.
- E aí, como foi ? — Mason perguntou, quando nos encontramos no refeitório. Dylan sempre se atrasava para o intervalo, era incrível.
- Acho que vou sobreviver — ri e revirei os olhos pegando uma fruta e o suco — e você?
- Tirando a Faith dando em cima de mim desde que coloquei os pés aqui — ele disse rindo e então apertei a mão que segurava a bandeija.
- Coitada, ela não sabe que você é meu — arqueei uma sobrancelha e ele riu.
- Totalmente — ele piscou, e senti as borboletas do meu estômago darem olá.
Nos sentamos na mesa de sempre, e então o time de futebol já começou a se posicionar junto conosco. É, esqueci de mencionar que meus melhores amigos são populares, e jogam no time de futebol. Eu, sou líder de torcida, então as pessoas nos tratam como uma espécie de realeza — é bizarro.
- Como foram as férias Bárbara? — uma das puxa-sacos perguntou.
- Maravilhosas — respondi sorrindo — o acampamento no Peru não podia ter sido melhor.
- É verdade que seus primos foram com você? — outra perguntou, enquanto sentava.
- Se você tá perguntando sobre o Dylan e o Mason — respirei fundo — pela enézima vez, eles não são meus primos — ri.
- Deus que me livre ser primo dessa menina — Dylan chegou, passando os braços pelo meu pescoço, me abraçando pelas costas. Senti um arrepio na espinha.
- Oi Dylan — as meninas falaram, e eu revirei os olhos. Elas se derretiam pelos dois, aliás, a escola inteira.
- Mas e então Barbie, você já tem par pro baile de boas-vindas? — Algum dos jogadores perguntou, e eu gelei. Situações como essa, faziam com que a nossa relação de três ficasse abalada. Afinal, não se pode ir de três em bailes e eventos formais, de forma que um deles ficaria de fora e iria com alguma das outras meninas, que eu provavelmente odiaria secretamente pelo resto da vida.
- Ainda não James, nem sei se vou para falar a verdade — sentia os olhos dos dois pesando sobre mim — baile é muito piegas.
- Com certeza — Mason confirmou, e eu arqueei uma sobrancelha — Meus pais vão viajar no dia do baile, e eu acho que podemos quebrar a festa da escola.
Gargalhei. Era típico do nosso grupo dar as melhores house parties jamais vistas na cidade e arrastar a escola inteira para lá.
- Ótimo, então podemos começar a plan... — alguém começou a falar e meu pensamento voou. Já não estava mais prestando atenção, e nem queria sinceramente.
Acordei dos meus devaneios com alguém me cutucando — Dylan.
- Bar, hora de ir pra classe — ele sorria, e seu rosto estava muito próximo do meu. Malditos olhos azuis.
- h..hm, ok — gaguejei, e ele me ajudou a levantar — tenho que pegar uns livros no armário ainda...- e então sai rapidamente, deixando os populares todos me seguindo com o olhar.
Abri o armário para pensar um pouco, enquanto fingia que mexia em qualquer coisa ali dentro. Não sei onde eu estava com a cabeça quando achei que eu podia ter uma relação com os dois garotos mais gatos da escola. Era claro que, algum dia, alguém notaria a proximidade suspeita que eu mantinha com os dois. Não que ligássemos, porque era de comum acordo o triângulo, porém, não era visto com bons olhos pelos outros. E éramos muito populares para o nosso próprio bem, o que fazia com que qualquer atitude fosse notada, e, difundida. Peguei os livros para a aula de cálculo, e então fechei o armário assustando com quem dei de cara — Mason.
- Você tá bem? — ele perguntou, apoiado nos armários de braços cruzados, totalmente casual como sempre.
- Só com um pouco de dor de cabeça — menti — preciso ir pra aula — sai apressada, o deixando com uma cara de interrogação.
Não poderia evitá-los por muito tempo, já que íamos embora juntos a pé. Uma hora ou outra eles iam me colocar contra a parede, e era melhor eu inventar qualquer coisa quando me perguntarem o que me incomodava.
Os últimos períodos foram rápidos, sendo pontuados pelo almoço, e a convocação para líder de torcida feita pela nossa treinadora — ali o programa de líderes de torcida era muito puxado, tendo os melhores resultados em competições desde a fundação da escola, em 1970 — as chances de conseguir bolsa para o universidade pelo esporte ali eram imensas.
- Bárbara Hayes, esse ano você será a capitã da equipe, não faça eu me arrepender — a treinadora Rosie disse, e então todas as meninas olharam surpresas pra mim.
- Por que ela? — Faith gritou e quis vomitar na cara dela. Revirei os olhos.
- Porque Faith, ela ao contrário de setenta por cento dessa equipe, consegue desenpenhar um ótimo trabalho tanto na equipe quanto nas notas — Rosie disse, e eu engoli uma gargalhada, enquanto minhas companheiras de equipe choravam de rir.
Faith ficou brava, e marchou para fora do campo, nos deixando desconfortáveis; então, a treinadora achou que seria uma ótima hora para forçar a resistência , e nos mandou fazer alguns exercícios, enquanto os garotos do time de futebol estavam em seus testes.
Algum tempo depois, já estava me trocando no vestiário para ir embora. Eu sempre era a última, e agora que era a capitã, tinha que guardar os equipamentos, o que me fazia me atrasar mais ainda. Esperava que os garotos não ficassem zangados, por que aí seria difícil de controlar a língua.
Enquanto arrumava a bolsa no vestiário vazio, escutei alguém entrando e, pelos passos, deduzi que era algum dos garotos. Pronta para gritar, arfei quando vi que era Mason.
- O que você tá fazendo no vestiário feminino? — perguntei assustada.
- Precisava falar com você sozinho — ele disse e eu percebi no mesmo instante que ele se referia ao Dyl.

Notas finais
Eaí? curtiram o primeiro capítulo? Logo vem mais por aí!