Notas iniciais
Boa tarde leitores! Bom, demorei um pouco mais pra postar esse novo capítulo porque não venho produzindo muito, e então optei por não esgotar os capítulos que tenho feitos já antes de fazer novos. Voltarei a postar com certa frequência, juro! Espero que gostem! Beijos, gi.

Meu pai não era muito fã de ir à casa dos meus avós, em parte porque meu avô e ele se provocavam o dia todo. Minha avó ao contrário, sempre fora como uma segunda mãe pra ele, e então ele sempre dizia que fazia esse esforço apenas pela Sra. Rosalinda.

– Ora vamos Edward, meu pai não é tão mau assim, ele só nunca aceitou que as filhinhas cresceram — minha mãe disse enquanto descíamos.

– E Susan? continua com aquele babaca do Paul? — papai perguntou e segurei um riso.

– Edward! — minha mãe o repreendeu — já terminou sua seção de falar mau da minha família?- ela perguntou brava.

– Desculpe Lucy — papai disse a abraçando — prometo que vou tentar ser sociável — ele disse e piscou pra mim.

Meus pais eram o casal mais feliz que eu conhecia, e embora isso fosse enjoativo, na maior parte do tempo era reconfortante. Eu queria construir uma relação como a deles algum dia.

O churrasco de aniversário correu particularmente bem, embora ali pra mim fosse um tédio. Eu adorava meus avós, é claro, mas preferia estar bebendo algo melhor do que refrigerante e suco de laranja.

– Barbie, chega aqui — meu primo Matt falou acenando com a mão em um canto perto da garagem, e eu fui ver o que ele queria.

– Fala — disse sem muita paciência. Ele e o irmão sempre nos colocavam em roubadas, mas sabe como é família — mesmo sabendo que não vai dar certo você acompanha porque o sangue é mais forte.

– Eu e o Nathan estávamos pensando em ir até o centro comprar alguma coisa boa pra beber — ele disse e Nathan concordou com a cabeça, ambos olhando com certa apreensão.

– Sinto que vocês não estão apenas me chamando, qual é o plano? — perguntei revirando os olhos e me recostando na parede.

– Barbie, você é a mais velha e seus pais dão a chave do carro se você pedir — Matt disse.

– E também, é a mais queridinha de todos eles, ninguém vai desconfiar se você disser que quer dar uma volta — Nathan completou.

– Vocês basicamente estão me utilizando de chofer? — perguntei rindo — o que eu ganho com isso?

– Fica devendo um favor pra gente — Nathan disse e estendeu a mão — temos um acordo?

– Temos — disse apertando a mão dele — só que eu vou cobrar. Não se esqueçam, senão eu abro a boca e conto tudo que eu já acobertei de vocês — disse e os dois estremeceram.

– Calma Barbie, o que você tem? é problema com macho? — Matt tirou sarro da minha cara.

– Vai se foder Matt — ri — desde quando eu tenho problemas com garotos? por favor né.

– Ui desculpa senhorita gostosona — Nathan disse e também riu da minha cara.

Ótimo, eu tinha os primos mais idiotas que era possível se ter.

Caminhamos até a área da churrasqueira, e todos estavam sentados comendo alguma coisa que não era churrasco. Quando meu pai está na churrasqueira, é bom já ir pegando o número do disk pizza mais próximo.

– Mamãe, me empresta o carro? — perguntei a abraçando pelos ombros, enquanto ela conversava com a minha tia Susan — mãe dos meninos.

– Pra que você quer o carro? — ela perguntou se virando pra mim.

– Quero dar uma voltinha por aqui, faz tanto tempo que não vejo nenhuma das meninas — disse

– Tá bom, mas não demora muito que daqui a pouco vamos embora — ela disse e me mandou pegar a chave com meu pai.

Sempre foi assim, eu era a queridinha da família — não que eu não aprontasse, é que eu fazia as coisas e sabia como me dar bem. Meus primos eram muito atrapalhados, então sempre que tentavam aprontar algo acabavam pegos e de castigo — e agora que seus pais tinham se separado, a marcação era cerrada em cima deles.

Peguei o carro, Matt sentou no banco do carona e Nathan atrás, enchendo o saco.

Como aquele vilarejo era uma miniatura de cidade litorânea, tivemos que ir à cidade vizinha, que era bem mais movimentada, ver se encontrávamos um barzinho aberto. Como era sábado à tarde, provavelmente todos estariam lotados. Dirigi por toda a avenida que era paralela à orla, e então vimos um boteco boêmio e resolvemos parar por ali. Para minha surpresa, quem eu encontro ali? É. Sebastian acompanhado dos pais e da irmã.

Logo que Steh me viu, veio correndo me cumprimentar e acenou para Sebastian, que veio logo em seguida.

– Que coincidência! — ela disse e eu concordei com a cabeça.

– Eu juro que achei que a minha família era a única que vinha para a orla no inverno — Sebastian disse enquanto me abraçava e eu ri.

– Estamos na casa da minha avó — disse e então Nathan tossiu — esses são meus primos, Nathanael e Matt.

– Prazer — Sebastian disse apertando a mão de ambos, e Steh os cumprimentou com beijos no rosto.

– Onde sua avó mora? — Sebastian perguntou se sentando conosco, e Steh foi avisar os pais que eles ficariam conosco para o "lanche".

– No vilarejo aqui do lado — disse — vocês tem casa aqui?

– Temos sim, embora só meu pai goste daqui — ele disse rindo — sério, qual é a de vir pra praia no inverno? Não dá nem pra chegar perto do mar — Steh respondeu se sentando ao meu lado.

– Não é verdade Steh — Sebastian disse — eu também gosto muito daqui, mas também não sei porque vir no inverno — ele disse sorrindo e eu senti um arrepio involuntário. Devia ser o frio, tinha que ser. Não tinha nada a ver com o sorriso dele ou como seus olhos ficavam pequenininhos quando ele sorria.

– Eu também gosto daqui — disse — quando era menor passava as férias todas correndo pela praia — disse rindo envergonhada — pena que a infância passa tão depressa.

– Que isso Barbie, eu ein — Steh disse rindo chamando o garçon — tá com a sessão nostalgia atacada?

– Ela tá estranha assim desde que chegou — Matt disse — parece que resolveu ficar certinha do nada.

– como se eu não fosse — disse

– Você não é — Nathan disse e todos rimos.

– É por causa da festa de ontem ? — Sebastian perguntou me olhando e eu desviei o olhar.

– Que festa?- Nathan perguntou e então todos começamos a falar sobre a festa, sobre como Mason deu trabalho e como foi um sucesso. Graças a Deus eu tinha deixado de ser o foco da conversa, e meus primos pareciam estar se dando muito bem com os Hamptons.

– Pena que nós não moramos na mesma cidade — Nathan disse e eu ri.

– Nathan, você tá mesmo dando em cima da Steh com o irmão dela bem aqui na sua frente?- gargalhei.

– Olha lá ein, eu costumo colocar os namoradinhos da Steh pra correr — Sebastian disse fazendo cara de mau e eu chorei de rir.

– Se fodeu ein irmão — Matt disse dando tapinhas nas costas dele e Nathan estava mais do que vermelho, ele estava quase roxo.

– A gente não pode mais nem ser simpático com uma pessoa que já acham que estamos dando em cima dela — ele disse revirando os olhos — e as cervejas vão chegar ou não? — disse mudando de assunto subitamente.

– Não acharia ruim se ele estivesse dando em cima de mim — Steh disse no meu ouvido e eu ri baixinho.

Após alguns copos de cerveja tomados e muita conversa jogada fora, minha mãe ligou no meu celular e tivemos que ir embora.

– Mas já? — Sebastian perguntou enquanto nos acompanhava até onde tínhamos estacionado o carro.

– A gente se vê segunda feira na escola- disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Graças a Deus — ele respondeu e eu corei. Nos abraçamos, me despedi de Stephanie e então eu e meus primos voltamos para a casa da nossa avó.

– Vocês adolescentes não param mais em casa, nem quando vêm visitar os avós — minha tia Susan reclamava, e eu fingi que nem ouvi, já que meus primos já estavam falando muita coisa pra ela sem que eu precisasse abrir a boca. Nos despedimos de todos, e fomos embora, pro alívio do meu pai.

– Lucy, é sério, qualquer dia seu pai me mata ou eu mato ele — ele disse logo que estavamos na estrada.

– Para com isso Ed, é claro que isso é só implicância boba. Você sabe que meus pais adoram você — minha mãe dizia, e eu olhava pela janela pensando nesse encontro casual que tive com Sebastian. E pensando em como ele ia crescendo involuntariamente dentro do meu coração.

Chegamos perto do horário do jantar, e minha mãe foi pra cozinha contrariada. Ela odiava cozinhar, mas não tinha escolha já que eu e meu pai imploramos para que ela fizesse pizzza caseira, nosso prato favorito. Subi até meu quarto pra me trocar, e meu telefone tocou — Dylan.

– O que você quer? — perguntei logo que atendi a chamada. Não estava afim de ser legal com ele, não quando ele saia com aquela piranhazinha que se chamava Faith.

– Calma Barbie, não quero brigar — ele disse e revirei os olhos.

– Se você realmente não quisesse brigar comigo, não saia com a Faith — disse seca.

– É justamente por isso que eu to te ligando — ele disse.

– Não entendi — respondi me deitando na cama, e olhando pro teto.

– O que você quis dizer com o Mason ser o responsável de eu estar saindo com a Faith ? — perguntou.

Droga, quero ver como eu ia me sair nessa. Já que eu gostava de beber, tinha que pelo menos aprender a ficar de boca fechada.

– Como assim? Quando eu falei isso? — disse dando uma de desentendida.

– Barbie, facilita vai. Eu to indo praí — ele disse e desligou.

Merda, merda, merda.

Resolvi não me trocar, já que ele ia vir aqui em casa. Fiquei na mesma posição em que estava e tentei pensar em uma desculpa — até porque foi o Mason quem pagou a Faith, e não eu. Se eu contasse isso ao Dylan ele ia ficar puto comigo por eu não ter contado antes, e Mason ficaria puto comigo porque eu tinha contado — e eu perderia os dois em uma tacada só.

Ouvi duas pedrinhas batendo em minha janela e a abri, dando espaço para que ele entrasse.

– Oi — disse me sentando na cadeira da penteadeira.

– Oi — se sentou na beirada da cama, com as mãos nos bolsos do moletom — Pode falar.

– Dylan, não tenho o que falar, eu não sei do que você tá falando — disse na maior cara de pau. Torcia para que mentisse bem.

– É lógico que você sabe Bárbara — ele disse amargo — você me falou isso na festa pós jogo.

– Na casa do Sebastian? — perguntei tentando ganhar tempo.

– Não Barbie, em Hogwarts — ele disse irônico — além do mais eu sei quando você tá mentindo então fala logo — ele disse se jogando na cama e deitando na mesma posição que eu estava minutos atrás.

– Olha, não fica bravo comigo, foi tudo idéia do Mason, e eu até estou brigada com ele por conta disso — disse tentando preparar o terreno.

– Desembucha logo —

– Ele pagou a Faith pra sair com você, porque queria você fora do nosso relacionamento — disparei e instintivamente fechei os olhos. Pude somente ouvir o baque de alguma coisa contra a janela e vi que era o controle da minha tevê.

– Ótimo, agora perco o amigo e o controle da tevê — disse me levantando e indo pegar as pilhas que foram uma para cada canto do quarto.

– Para de ser idiota Bar, você nunca vai me perder — ele disse levantando — desculpa por ter sido tão insuportável com você — me olhou com aquela carinha de cachorrinho pidão.

– É, pelo menos agora parece que você recobrou o juízo — disse colocando as pilhas de volta no controle e tentando fazer com que ele pegasse.

– Mas isso não muda o que eu sinto pela Faith — ele disse e me virei lentamente pra ele.

– Tá de brincadeira né? — disse incrédula — você só pode estar brincando.

– Bárbie, ela me contou — ele disse — antes de você me contar na festa até. Ela me contou tudo porque disse que estava arrependida e que estava gostando de mim de verdade. Ela pode ser uma vaca com você, mas comigo é completamente diferente.

– Ela não te contou porque gosta de você — disse irônica — ela te contou porque sabia que mais cedo ou mais tarde EU ia contar, e aí a casa dela ia cair.

– Porque você sempre pensa o pior das pessoas? — ele perguntou batendo para que eu sentasse ao lado dele na cama.

– Porque eu aprendi a não esperar nada de ninguém à não ser o pior Dyl — respondi triste — Não quero que você se machuque por causa dessa vadia.

– Você fala como se eu fosse uma criança — ele disse sorrindo tímido.

– Pra mim é. Pra mim você vai ser sempre aquele menininho gorduxinho que eu conheci no jardim de infância — respondi olhando nos olhos dele — e eu amo esse gorduxinho, e não quero que nenhuma garota estrague o que eu e ele temos — baixei o olhar, envergonhada.

– Quanto à isso não se preocupe Bar — ele disse me abraçando — ninguém no mundo é capaz de mudar isso aqui, nem mesmo a Faith — e então deu um beijo na minha testa.

– Mas você acabou de me dizer que sente algo por ela, e pelo visto é forte — murmurei contra seu peito.

– É forte mas nem se compara com o que eu sinto por você, minha mimada — ele disse rouco e senti todo o calor do meu corpo voltar, e o sangue pulsar nas veias.

– Você vem segunda pra irmos com meu carro novo pra escola?- perguntei, me sentindo tão leve! Era incrível como fazer as pazes com seu melhor amigo/ex ponta de triângulo, faz seu humor ir até lá em cima.

– Não vai dar, combinei de levar a Faith pra comer Tacos depois da escola — ele disse dando de ombros.

– Começou — disse emburrada.

– Bar, por favor. Eu tô com ela agora, tenta pelo menos ser gentil ok? — ele disse.

– Preferia quando você estava comigo — disse e ele me olhou sério.

– E com o Mason também, estou certo? — ele perguntou segurando firme minha mão e acenti timidamente com a cabeça.

– Tudo bem, mas já é um avanço — ele disse sorrindo — agora tenho que ir. Te vejo na escola — disse enquanto descia pela janela.

Notas finais
E aí? o que acharam? lembrando que adoro comentários críticos e espero eles! Esse capítulo foi feito com muito carinho e espero que vocês gostem! Beijos e até o próximo