Problemas

1 Capítulo 1 : O primeiro dia


Notas iniciais
É a minha primeira história, eu aceito dicas e críticas, então por favor, me avisem se houver algo que não gostem.

:3

O dia amanhece como todos os outros, abro minha janela e sinto a brisa da manhã, é fria mas, ao mesmo tempo confortante, começo a escutar os barulhos do dia a dia, carros dando partida, os despertadores e conversas dos vizinhos, e todos esses sons se misturavam.

Meu despertador finalmente toca mas, eu já estava acordada a muito tempo, sempre tive problemas para dormir e, a quantidade de café que eu tomo, também não ajuda.

Eu sigo até o meu guarda-roupa, e visto um jeans e um moletom, hoje é o meu primeiro dia na escola nova, eu não espero muita coisa mas, mesmo assim eu estava um pouco ansiosa.

Desço as escadas e me encontro com a minha mãe na cozinha, ela estava fazendo café, eu me sento na mesa, esperando o café ficar pronto, enquanto como algumas torradas.

— O Thiago não está em casa de novo? — pergunto limpando minha boca

— Ele saiu com os amigos de tarde — ela responde — seu irmão deve voltar a tarde

O clima entre eu e meu irmão, sempre foi meio estranho mas, antes pelo menos ficava em casa, lembro de quando nos éramos crianças e éramos praticamente inseparáveis, mas quando fomos crescendo ele foi se perdendo cada vez mais, até que começou a usar drogas, agora quase não fica em casa, e quando vem está totalmente drogado.

— Você não devia deixar ele sair assim — falo me levantado da mesa com uma xícara de café em mãos

— Você sabe que eu não tenho muita escolha — minha mãe responde enquanto se senta na mesa

Eu realmente gosto da minha mãe, mas odeio o jeito passivo dela lidar com as ações do meu irmao.

Subo as escadas e vou para o meu quarto, pego minha bolsa, visto um tênis, e volto para a cozinha.

— Você pode me levar hoje mãe? — pergunto enquanto amarro os cadarços

— Claro, só espera eu me trocar

Minha mãe se troca pega as chaves do carro e vamos até a garagem, eu coloco minha bolsa no banco de trás, e minha mãe dirige até a escola, quando chegamos eu me olho no retrovisor é arrumo meu cabelo.

— Você está linda hoje — fala minha mãe pegando a minha bolsa — nenhum garoto vai resistir a você

— Para mãe! — falo enquanto minha mãe dava risada

Todo mundo fala que eu pareço a minha mãe, os cabelos loiros, os olhos claros e a estatura baixa também.

Eu me despeço da minha mãe e ando em direção ao portão, ao entrar na escola, passo por um pátio onde há uma cantina, e passo pelo portão que levava até a quadra, também vejo um amontoado de alunos olhando para um mural

-Deve ser ali que eu vejo a sala que caí — penso

Espero a multidão sair um pouco é me aproximo do mural procurando minha sala, e vejo que eu caí na sala 2B, por sorte reconheço o nome de uma antiga amiga minha Gabriele Soares, ou só Gabi, nos estudamos juntas no 7° e 8° ano, ela é a única amiga que sabe da situação do meu irmão.

Eu caminho em direção a sala, é ao entrar vejo que está bem vazia, só 3 alunos estão a dentro, um garoto dormindo na última mesa ao lado da janela, uma garota na sua frente virada pra ele, e uma garota gordinha sentada no meio da sala.

— Oi — Eu falo com um pouco de vergonha

— Olá — diz a garota gordinha, se levantando é vindo em minha direção — Meu nome é Paola

— Eu sou Ana- falo acenando — é meu primeiro dia nessa escola

— É o meu primeiro dia também — ela responde com um sorriso no rosto — Quer se sentar do meu lado?

— Claro — Eu respondo — porquê não?

Então eu me sento na carteira ao lado de Paola, ela parece estar bem ansiosa com o primeiro dia, da pra ver que ela está um pouco agitada, mas em relação aos outros 2 alunos na sala, eles nem se quer me responderam quando eu disse oi.

O tempo vai passando e, mais alunos vão entrando na sala, até que Gabi entra na sala, ela sempre foi uma garota linda, seus cabelos castanho e encaracolados combinavam perfeitamente com seus olhos castanho e sua pele morena, ele me vê é acena para mim, andando em minha direção .

— Miga, quanto tempo — fala Gabi me dando um beijo na bochecha — faz uns 2 anos que a gente não se vê

— Verdade — respondo dando um sorriso a ela

— É aí como vai a família?

— A mesma coisa de sempre, praticamente só eu e minha mãe- respondo fazendo uma cara de " fazer oque né?" — Mas é você?

— Eu tô bem — ela sorri

Paola a vê e se levanta para comprimenta-la, ela se apresenta e fala pra Gabi se sentar na mesa a minha frente, a sala finalmente fica cheia, é o sinal toca.

Passa alguns minutos e o professor entra na sala, um professor bem velho, ele pega um dos gizes e começa a escrever na lousa seu nome e a sua matéria que no caso era português.

— Bom, meu nome é Carlos, como podem ver sou professor de português, é vejo que temos muitos rostos novos aqui, eu queria pedir para que, quem não estudava nessa escola antes, levante a mão, por gentileza.

A maioria dos alunos levantam as sua mãos e um por um, eles começam a se apresentar, até eu me apresento, claro que com um pouco de vergonha, mas me apresento.

Os últimos alunos começam a se apresentar até chegar nos dois últimos, no caso a garota e o garoto que estavam na sala antes de mim.

— Meu nome é Ingrid, tenho 16 anos — fala a garota — e ele é o Victor, também tem 16 anos

— O rapaz não pode se apresentar sozinho? — diz o professor

— Infelizmente ele não conseguiu dormir essa noite, então eu peço que o deixe descansar um pouco — a garota responde

— Bom, eu não sou de deixar os alunos dormirem na minha aula, mas como é o primeiro dia e, eu não vou passar matéria ainda, eu vou permitir

— Obrigado — fala o garoto com voz de sono

A primeira aula serviu basicamente para explicar os métodos que o professor usa para ensinar, e para os alunos se conhecerem, eventualmente o sinal toca e o professor sai da sala, basicamente as outras aulas antes do intervalo foram iguais, então o sinal para o intervalo toca, e os alunos começam a sair da sala.

— Vocês querem algo para comer? — diz Gabi pegando sua carteira — Eu tô com dinheiro sobrando aqui

— Não precisa pagar — responde Paola — Eu tenho dinheiro aqui

— Eu insisto — Gabi responde mostrando a carteira para nós

— Não tem como recusar uma oferta dessas — falo rindo

— Então ok — responde Paola

Gabi se levanta e pede para que nós duas ficássemos esperando na sala, Ingrid, a garota que senta no fundo, vem até nós e pede um favor:

— Eu sei que é chato pedir, mas vocês podem pegar um café na cantina pra mim?

— Claro — respondo — espera um pouco que eu já volto Paola

Paola acena com a cabeça, e eu vou em direção a merenda, a fila estava bem menor quanto em relação a da cantina, não demora muito e eu finalmente pego café, não só para a Ingrid, mas para mim também, então eu caminho de volta até a sala e quando eu volto, Gabi e Paola, estão sentadas ao lado de Ingrid e Victor, conversando sobre algo.

— Voltei — falo me sentando ao lado de Gabi — aqui o café

— Muito obrigada — diz Gabi pegando o café e oferecendo ao Victor, que agora está acordado

O garoto tem um cabelos pretos compridos, que se emcontram em um coque atras de sua cabeça, seus olhos são claros, é sua pele chega a ser meio pálida. Já a garota, Ingrid, tem cabelos castanhos e lisos até as costas e seus olhos são castanhos.

— Oque você tem? — pergunta Paola ao garoto

— Eu só não consegui dormir direito a noite — Ele responde — Não precisa se preocupar com isso

— Vocês são bem próximos, né — Gabi fala apontando para Ingrid

— Nós nos conhecemos desde quando éramos crianças — ela responde

A conversa continua até o fim do intervalo quando, o sinal toca e os alunos começam a voltar para a sala, até que todos já tinham voltado, uma professora entra na sala e se apresenta, como sendo a professora de sociologia, antes de começar a aula ela entrega um panfleto, falando que quando a aula acabasse, os alunos lessem ele, é assim foi, a professora deu as últimas duas aulas, e nos liberou um pouco mais cedo, todos arrumam suas coisas e vão embora, alguns esperam os pais, outros vão a pé, e alguns descem até o ponto de ônibus.

Gabi e Paola, vão até o ponto, enquanto eu, Ingrid e Victor, esperamos nossos pais, os pais de Ingrid chegam primeiro, é Victor vai junto deles, não demorou muito e minha mãe chega, ela acena para mim, que vou até o carro, jogo minha bolsa no banco de trás me sento no banco da frente.

A conversa desde a escola até em casa, foi sobre meu primeiro dia, chegamos em casa e eu vejo meu irmão jogado no sofá, completamente apagado, ele cheira a bebidas e cigarros, mas infelizmente, todo o dia que ele chega em casa ele fica assim, as vezes eu tenho saudades de como ele era antes, do papai sair de casa.

Eu vou até meu quarto e fico o dia inteiro, mexendo no meu celular, até capotar de sono.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.