Problemas

22 Pessoas inesquecíveis


Notas iniciais
Ta aí o capitulo, mais quarta do que terça. Sabem aquela historia de Percy Jackson (as desvantagens de ser um semideus) que eu tava fazendo depois de uns quatro meses sem escrever postei um capitulo novo e quinta agora vai ter mais um.

– E se eu...

– Não. Nada que envolva dinheiro nem mudanças de uniforme, a escola não vai aceitar nada disso.

– Merda! Eu estava contando com isso.

Enquanto Allan e Ethan foram jogar futebol com outros garotos da nossa sala, eu tentava convencer Laureen que suas ideias não eram muito aceitáveis. Foi difícil, mas no fim ela percebeu.

– Você tem que propor coisas que ajude na educação, mas que também sejam divertidas para os alunos.

– Daí, complica um pouco.

– Não é tão difícil.

– Tem certeza?

– Nem tanta.

– Ah... Zoe cade a Maya?

– Ela saiu.

– Foi assistir o jogo de futebol?

– Foi. — Respondo com um longo suspiro.

– Relaxa, eu tenho certeza que não vai acontecer nada.

– Eu confio no meu namorado, só não confio nela. Mas não se preocupe com isso, porque vamos acabar com ela na votação.

– É assim que eu gosto. E quer saber porque eu tenho tanta certeza? — Concordo com a cabeça. — O único motivo pelo qual votariam na Maya é o Noah, eu mesma faria isso se não estivesse namorando.

Rimos juntas.

– Eu te adoro.

– Eu sei, eu sou adorável.

***

Quando não se pode sair de casa, ás vezes o que você menos espera pode ser sua maior diversão. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer em casa era o esconde-esconde, Bryn que deu a ideia no começo não gostaram muito, mas depois de um tempo ninguém todos começaram a participar.

– 48, 49, 50. Lá vou eu.

Viro-me e vejo a sala vazia, o que é um verdadeiro milagre. Por causa da casa sempre estar cheia de wolfbloods e andamos em todos o lugares a casa inteira tem o cheiro de todos, o que significa um sentido a menos para mim poder usar. Também decidimos colocar uma música bem alta para não ouvirmos nem a respiração nem os batimentos cardíacos de ninguém. Estava me sentindo como uma humana.

O primeiro lugar que eu procuro é a cozinha, mas só vejo meu pai preparando o jantar.

– Bem que você podia me dizer aonde eles estão.

– Daí não vai ter graça.

Os primeiros quartos são meu e do Rhidian. Abro a porta do quarto do meu irmão primeiro, não vejo nada. Me abaixo e olho embaixo da cama, nada. De repente sinto duas mãos em minhas costas me empurrando para o chão, é Bryn, ele estava dentro do armário.

Corro atrás dele passando pela porta, cozinha e só na sala consigo pegá-lo pelo braço e passar na sua frente, mas Bryn não desiste tão fácil ele me empurra para o lado e acabo batendo na mesa de centro.

Ela cai e junto meu iPod. A música para e a casa fica silenciosa de repente. Bryn para de correr e olha desesperado para o iPod quebrado no chão.

– Meu...

– Zoe, me desculpa. Eu não queria...

– Ei! Cade a música? — Pergunta Noah saindo do quintal. — Minha nossa!

– Acabou a brincadeira? — Pergunta Jana em um dos quartos.

– Tudo bem, Bryn. Eu sei que não era sua intenção. — Digo, mesmo o iPod sendo só um objeto significava muito para mim. — Eu vou parar por aqui, vou no meu quarto.

Pego o iPod no chão, na porta do meu quarto vejo Ethan parado me esperando. É claro que ele tinha ouvido.

– Você pode conserta-lo não fique tão triste. — Diz Ethan fechando a porta.

Estou sentada na cama ainda olhando para o iPod.

– Você não entende é a única coisa que eu tenho da vida que eu tinha com minha mãe. — Viro ele de costas logo abaixo da câmera tem uma mensagem gravada por pedido da minha mãe Te amo e nunca se esqueça disso. — Não vai ser o mesmo que a minha mãe me deu.

– Eu sei, mas...

– As vezes só as lembranças não bastam, você precisa de algo sólido, algo que você possa tocar...

– ...Uma prova para mostrar que tudo aquilo realmente aconteceu.

– Como você sabe?

– Se esqueceu que eu também perdi uma pessoa que eu amo muito?

– Não... mas o que você tem da sua vó?

– Vem.

Ethan me puxa para fora da cama e me leva para seu quarto. Ele levanta o colchão da cama e lá tem uma folha de papel, Ethan pega a folha de papel e me mostra é um desenho da sua vó, sorrindo, uma Elizabeth que eu nuca conheci.

– Foi seu irmão que desenhou, antes mesmo da gente se conhecer. Ta vendo essa digital aqui no canto? — Confirmo com a cabeça. — Minha vó fez quando pegou o desenho pela primeira vez, ela estava com a mão suja.

– Do que? — Pergunto.

– Sangue. — Ele responde um pouco encabulado.

Olho um pouco mais para o desenho.

– Queria ter a conhecido de outra forma.

– E eu queria ver pelo menos uma vez sua mãe.