Problemas

34 Apaixonado


Notas iniciais
QUASE MIL VISUALIZAÇÕES!!! Estou muito feliz

Pego o iPod como se ele fosse despedaçar na minha mão. Tudo bem que não era o que minha mãe me dera, infelizmente ele não tinha concerto, mas o que acabei de ganhar é igualzinho e tinha até uma mensagem gravada:

Pessoas especias deixam mais que saudades e lembranças, pois elas levam mais do que nosso pensamento... levam uma parte de nosso coração.

Não lembro se já tinha começado a chorar quando fui abraçar Matthew ou se comecei quando senti seus braços em volta de mim. Matthew me afasta para poder olhar nos meus olhos.

— Por favor me diga que gostou do presente.

— Eu adorei. — Digo soluçando.

Ele respira aliviado.

— Tomei a liberdade de carrega-lo e colocar uma arquivo dentro dele.

Olho surpresa para Matthew ele ri da minha expressão.

Aperto o botão, cada segundo até o iPod ligar parece uma eternidade. Vou em Fotos, nada. Música, nada. Quando entro nos vídeos vejo que tem apenas um vídeo. Dou o play e me surpreendo quando vejo minha mãe e o meu pai juntos.

No começo eles estão bem longe, mas então quem filmou foi dado zoom, e essa câmera deveria ser muito boa pois consigo ver os dois claramente. O vídeo não tem som, mas da pra perceber que estão tendo uma discussão. Minha mãe olha preocupada para meu pai, mas parece xingá-lo enquanto ele olha desesperado para ela. De repente apareço, tenho mais ou menos cinco anos e corro para os braços do meu pai, os dois se calam e olham para mim.

— Onde você achou isso?

— Estava fuçando o notebook do meu pai e encontrei esse vídeo.

— Você sabe de que data que é?

— 10 anos atrás.

— Você me deu o iPod só pra me mostrar o vídeo? — Pergunto.

— Não. Eu vi como você ficou triste quando perdeu o iPod que sua mãe deu, então decidi te dar outro igual. Lembra o que a minha mãe te disse? Estamos aqui pra o que você precisar e isso é o mínimo que a gente poderia fazer pra você.

— Não precisava.

— Então você não vai se importar em devolver, né?

— Vou sim!

— Viu, você gostou e isso já é ótimo para mim.

Sorrio.

— Obrigada.

— Se eu fosse você guardava esse vídeo em algum outro lugar só por garantia. Eu apaguei ele do notebook do meu pai.

— Obrigada, mais uma vez.

— E então que música você vai por primeiro? — Pergunta Bryn todo animado. Dava pra ver no rosto dele como estava aliviado por eu ficar tão feliz com um iPod novo.

— Beatles... Mas antes quero acabar com você no truco!

Bryn me mostra a língua.

— Relaxa, Bryn eu vou te ajudar. — Diz Matthew. — Eu sei fazer um maço perfeito.

— Então vai ser masculino contra feminino. — Diz Maya aparecendo de repente.

— Nossa, que mania que todo mundo dessa casa tem de entrar no meio da conversa. — Digo brincando.

— Você deveria estar dando graças a Deus por eu ter aparecido em vez do Noah.

Maya tinha razão Noah era péssimo no truco.

— Certo, vamos começar tudo de novo então.

***

Nós tínhamos perdido, não acredito. Eu e a Maya já formamos duplas várias vezes e pra ajudar éramos wolfbloods, dava pra ouvir o coração do adversário quando ele ficava muito feliz. Mas isso não foi o bastante, como Matthew havia dito ele fazia um maço perfeito.

— Quem ta com fome? — Pergunto.

— Eu. — Falam os três ao mesmo tempo.

— Vou ver o que tem na geladeira.

Chego na cozinha e começo a procurar pelos armários. Quando encontro apenas alguns pacotes de bolacha pela metade Matthew aparece e encosta na mesa.

— Acho que a Maya não ficou nem um pouco feliz por ter perdido, ela fica me encarando com cara de brava. — Ele diz.

— Ela nunca havia perdido com uma diferença tão grande e ainda mais pra um... Desconhecido.

Suspiro aliviada, quase falei humano.

— É, você pode ter razão. Precisa de ajuda?

Concordo com a cabeça. Matthew se abaixa junto comigo. Encontro dois pacotes de pipoca para microondas velhos, olho a validade mas ainda não estavam vencidos.

— Você liga se ta muito velho ou não?

— Não, pipoca pra mim é igual vinho quanto mais velho melhor.

Dou risada.

— Certo, então pega uns potes pra mim.

Quando as pipocas começam a estourar Noah aparece na porta da cozinha.

— Cheguei na hora certa. — Ele diz.

— Onde você tava? — Pergunto.

— Tava saindo com uma garota.

— Quem é? — Pergunta Maya parada na porta.

— Você não conhece. — Diz Noah bravo pelo o interesse da irmã.

— Todo mundo conhece todo mundo em Stonebridge. — Digo.

— É a Kimberly da minha sala.

A primeira pipoca está pronta coloco a segunda no microondas.

— Que nome ridículo. — Fala Maya.

— É que você não está associa do o nome a pessoa. — Digo sorrindo maliciosamente.
Maya olha confusa para mim e diz:

— Como assim? — Coloco as duas mãos na frente do peito. — Kipeituda é a Kimberly?

— Kipeituda? — Pergunta Matthew.

— É o apelido que ela ganhou de algum garoto da nossa sala. — Digo.

— Eu achava que o nome dela era Katherine, mas todo mundo a chamava de Kitty. — Diz Maya.

— Todo mundo a chama de Kim. — Diz Noah de cara fechada, com certeza ele não tinha gostado nem um pouco do apelido que ela ganhara.

— Pensei que você fazer uma piada sobre o apelido, não ficar bravo... — Diz Maya analisando o irmão. — Será que... Não, não pode ser.

— O que não pode ser? — Pergunto.

Matthew observa encantado Maya e Noah. Ele deve ter muitos amigos, mas é filho único. Não importa como dois amigos são próximos, como Maddy e Shan, eles nunca vão ser como dois irmãos.

— O meu irmão está apaixonado. — Diz Maya cantarolando igual a uma criança.

— Claro que não. — Responde Noah na defensiva. — Só achei esse apelido um pouco ofensivo.

— Noah, o cara que exagera tanto nas brincadeiras que conseguiu separar um casal está me dizendo que achou o apelido um pouco ofensivo? — Diz Maya no mesmo tom debochado que usava comigo quando vivíamos brigando. Agora a pessoa por qual brigávamos não estava com nenhuma das duas.