Problem Girl

21 Minha culpa? Como isso foi minha culpa?


Notas iniciais
Ooi gente... Dois capitulos em um dia só? Pois é, to inspirada hoje... Espero que gostem dessa capitulo, e não me matem, ou tentem matar o Scott, juro que ele não é tão mal, ele só não sabe o que pensar... Enjoy.

ALICE

Quando eu entrei na festa, já estava totalmente cheio de adolescentes bêbados, eu demorei vários minutos até avistar Scott sentado na frente do bar, ele estava com uma lata de cerveja na mão e ficava encarando o balcão, como se estivesse hipnotizado. Me aproximei dele lentamente e sentei ao seu lado.

–Você vem sempre aqui? –eu disse sorrindo e lembrando de quando ele fez isso, por um segundo ele hesitou, como se ele já havia vivido aquilo, e quando eu comecei a criar expectativas, o seu rosto se fechou em uma máscara de amargura, rancor e.... Ódio. –Está tudo bem? –eu perguntei calmamente e Scott cerrou os punhos.

–Tudo bem? Como você pode perguntar se está tudo bem depois de tudo que você fez? –gritou Scott erguendo os braços no ar, seus olhos estavam marejados de raiva, e eu, não fazia a mínima ideia do porquê.

–O que...? O que eu fiz para você? –eu pergunto sentindo as lagrimas tentarem sair pelos meus olhos, do que ele estava falando? Depois de tudo que eu fiz o que? –Do que você está falando?

–Do que eu estou falando? –ele ri amargamente. –Pergunte a Samanta. –ele completa e sai andando, passando pela porta e batendo-a fortemente. Eu fico parada no meio do salão pasma, e quando olho para os lados, vejo que tenho plateia, algumas garotas olhavam rindo, e havia outras que estavam à beira das lagrimas.

Por mais que eu tinha vontade de sair correndo dali, chorando e ir atrás da Samanta para arrancar aqueles cabelos loiros da sua cabeça, eu não iria me rebaixar a esse ponto, eu não iria fazer o que ela queria, seja lá o que for que ela disse para ele, depois eu descubro.

Eu peguei a cerveja da mão de um garoto ao meu lado e comecei a beber, fui para o meio da pista de dança e comecei a dançar, quando notei havia diversos caras olhando para mim e um até estava dançando comigo, mas afinal... Quem liga? Eu que não.

Um garoto, que parecia ser mais velho, acho que nem era dessa escola chegou na minha frente com um copo de bebida... Eu nem perguntei o que era, simplesmente tomei. A próxima coisa de que eu lembro é de estar no corredor das salas de aulas, com um cara me beijando a força.

Eu empurrei ele, mas ele não saia de cima de mim, seu hálito cheirava a cerveja que até alguém a dois Km de distância poderia sentir.

–Para com isso! Sai de cima de mim! –Eu grito para o rapaz, mas ele não me ouve, ou se ouviu nem da bola, ele começa a tentar tirar a minha blusa, mas é arremessado para o outro lado do corredor com um soco.

Eu olho para cima atordoada e vejo um garoto loiro, de olhos castanhos parado ao meu redor, com o punho levantado, ele se aproxima do outro garoto que agora estava atirado contra a parede e desfere um soco na sua mandíbula.

Ele se vira para mim, e eu tenho uma grande sensação de que eu já vi ele em algum lugar, mas não me lembrava onde...

–Surpresa. –diz Paul sorrindo para mim.

***

–Paul? –digo eu meio grogue enquanto ele me pega no colo e me leva até o meu quarto. –O que você faz aqui? –digo eu meio arrastada, já que eu ainda estava meio drogada por causa do que aquele cara, provavelmente, colocou na minha bebida.

–Meu pai e sua mãe me mandaram para cá, queria que nós dois estudássemos na mesma escola. –Ele sorriu para mim e eu senti meus olhos pesarem, mas eu não podia dormir, não podia desmaiar, não podia ser tão vulnerável assim. –É esse? –diz ele indicando um quarto no terceiro corredor, o meu quarto.

–Sim... –digo fracamente e Paul empurra a porta com o pé, entrando no meu dormitório, eu mostro qual é o meu quarto para ele, e ele me leva até o quarto, quando entra lá comigo no colo, vejo Scott atirado em sua cama com os fones nos ouvidos. Ele se levanta rapidamente e se aproxima de mim.

–O que houve com ela...? Quem é você? –diz ele meio preocupado e eu quase rio na sua cara, como ele pode agora se preocupar comigo? Ele não se preocupou quando gritou comigo e me deixou sozinha lá, vulnerável.

–Ela foi meio que atacada por um cafajeste, mas eu já dei um jeito nele. –Paul mostra o punho, os nós dos seus dedos estavam machucados e alguns sangrando. –E eu sou o meio irmão dela. –ele passa por Scott e me coloca na minha cama calmamente, eu tento agradecer a ele mas a minha voz não sai.

Paul me dá um beijo na testa e antes de sair do quarto diz para Scott que ainda nos observava.

–Da próxima vez, cuide melhor da sua namorada –ele diz e sai, Scott murmura um “ela não é minha namorada” mas Paul já havia saindo. Scott se vira para mim e me encara com.... Preocupação? Nojo? Raiva? Tristeza?

–Isso é tudo sua culpa. –eu consigo dizer para ele, que me encara com surpresa.

–Minha culpa? Como isso é minha culpa? Você tenta dar uma de vadia e se dá mal, como isso pode ser minha culpa? –ele diz e eu sinto lagrimas saírem dos meus olhos.

–Se você não tivesse me abandonado, me trocado, sofrido esse acidente idiota, e me esquecido, nada disso teria acontecido. Se você não tivesse acreditado em cada palavra idiota que sai da boca da Samanta, nada disso teria acontecido. Se você tivesse acreditado em mim, nada disso teria acontecido... Se você não tivesse me magoado, pisado em cima de mim e me acusado, nada disso teria acontecido... –digo eu e minha voz falha, e as lagrimas escorrem rapidamente e dolorosas pelo meu rosto. Isso é tudo culpa dele, eu não havia feito nada, eu só havia...

–Minha culpa? –ele ri amargamente. –Isso foi tudo você! Com sua invejinha para cima da Samanta, me meteu nisso tudo, e ainda ousa dizer que é minha culpa? –Ele diz, e antes de qualquer coisa, eu o interrompo.

–Eu não fiz nada! –grito para ele. –Tudo que eu fiz foi ama-lo, e veja só no que isso deu!

Notas finais
E ai? Mereço comentários depois desse capitulo? Mereço recomendações? kkkkk Não me matem, comentem, acompanhem, favoritem, recomendem... O que acharam da capa nova? Bjokas e até o proximo...