Problem Girl

14 Isso pode ficar mais estranho?


Notas iniciais
Hey pessoal!! Tudo na paz? rsrsrs Ai vai mais um cap para vcs. Enjoy.

Eu acordo com uma mão na minha cara. E a primeira coisa que eu penso é: Essa mão não é minha!

Olho para o lado, e vejo um tufo de cabelos negros se misturando ao meu... Okay né... Por que isso acontece todo dia comigo... E então eu lembro da noite anterior. “Não vá! ” Pois é, eu acabei de dormir, repito: Dormir, só dormir, na mesma cama que o meu colega de quarto... Okay né... Super normal.

Tento tirar sua mão de mim e levantar da cama silenciosamente, mas a cama me trai, cama traidora! E ela range tão alto que Scott acorda com um pulo, ele abre seus olhos e me encara, como se não se lembrasse do porque eu estava ali, mas logo ele abre um sorriso diabólico e cai de costas na cama.

–Dormiu bem? –Ele brinca e eu dou um soquinho em seu braço.

–Até que sim... –digo e ele sorri mais ainda.

–Quando precisar de novo... Estou a seu dispor... –Ele arqueia uma sobrancelha e sorri maliciosamente.

–Vai sonhando. –respondo e me levanto de vez da cama, seguindo para o banheiro. Me lembro da noite passada, a confissão dele. Que tipo de pai pode fazer isso com o próprio filho? Isso chega a ser desumano... E Scott disse que o havia denunciado, aonde ele estaria agora? Na prisão?

Eu devia ter contado a ele o motivo dos meus pesadelos? Quer dizer... Ele havia me contado o motivo dos seus, isso significa que eu tenho que contar também? Foi tomar banho e quando sai, Scott havia voltado a dormir, puxei suas cobertas e pulei em cima dele, quando ele acordou, e seguiu para o banheiro, eu fui para a cozinha.

Carol estava tomando café no sofá, quando eu entrei ela me lançou um sorrisinho do tipo “Eu sei de tudo, e vou te chantagear...” Okay... Agora me diz, por que ela teve que entrar na safa bem na hora que o Scott resolveu dar uma de “Você é linda...”? Por que? Só para acabar com a minha vida mesmo...

Sai sem nem tomar café, sabe aqueles momentos que você só quer sair, esquecer da vida, esquecer de quem você é? Pois é, estou tendo um desses momentos agora mesmo... Vou para a biblioteca, já que o meu castigo de organizar toda ela, significava, literalmente, organizar toda ela.

Começo por um lado da estante, e me perco em pensamentos, quando o meu carrinho bate em alguma coisa na minha frente, é que eu levanto os olhos e saio do meu transe... Scott estava parado na minha frente, com um sorriso cínico, esse cara sabe fazer outra coisa além de sorrir feito um idiota a maior parte das vezes?

–E ai? –diz ele colocando um livro na prateleira.

–E ai? –retruco eu.

–Tudo na paz? –Ele sorri (de novo).

–Tudo na paz? –Retruco, olha eu sinceramente, não faço a mínima ideia do porque estou agindo assim, eu só... Não sei. Perdi a paciência?

–Você vai repetir tudo que eu digo? –ele sorri, como se fosse tirar proveito disso.

–Você vai repetir tudo que eu digo? –retruco novamente, sim, eu sei, estou parecendo uma criança mimada, eu estou querendo me bater, me soquear...

–Me beije. –Ele diz, sim, ele vai tirar proveito da minha fase de gravador, mas eu não vou dar o pé atrás.

–Me beije. –retruco.

–Você que pediu... –diz ele e se aproxima, na minha mente, essa era a hora em que eu chutava ele, ou qualquer outra coisa que cause alguma dor a ele, mas no momento, eu congelei, e não chutei ele, nem nada parecido, eu só, correspondi.

Mas isso não muda em nada a minha vida, nem um pouco, ou muda?

***

Durante a aula de física, o diretor entra na nossa sala, e começa a falar.

–Como você já sabem, ou não, todo ano antes das formaturas, é feita a peça de teatro com as turmas que irão se formar, e esse ano, diferente dos outros, não será Romeu e Julieta, vai ser, que rufem os tambores... Ou não, vai ser....

–Fala logo! –gritou uma voz no meu da sala, e o diretor estreitou os olhos.

–Cinderela.

–Ah! Que sem graça! –disse a voz do meio da sala, novamente. O diretor, para mostrar como ele é muito (muito) adulto, mostrou a língua para o aluno, e saiu da sala.

A aula passou rápido e logo entrou a professora de redação.

–Bom pessoal, vocês já devem saber da peça de teatro desse ano, Cinderela, e esse ano vai ser diferente, a peça vai ser escrita por um aluno, e será uma releitura, eu quero que cada um escreva a sua versão, e eu irei escolher a melhor. Ao trabalho.

Beleza... Isso vai ser fácil. Quando terminei entreguei as folhas para a professora que sorriu para mim e disse:

–Okay... Boas férias. –sorri de volta e sai pelo corredor, boas férias? Nós íamos entrar de férias e eu não sabia? Okay... Opa! Quer dizer que eu vou ter que ir para casa? Com a minha mãe? O que eu fiz para merecer isso?

Entro no dormitório e vejo Andressa atirada no sofá, ela já está sem a tinta rosa no cabelo, agora ela está normal, se é que pode dizer que ela é normal....

–Hey, hãã... Nós estamos de férias? –pergunto e ela ergue os olhos para mim com um sorriso bobo...Me lembro de ontem, ela e o Wesley, no final das contas, a minha pequena vingança, acabou servindo para algo bom... Se nada der certo na minha vida, ainda posso virar cupido.

–Sim, amanhã cada um vai para a sua casa, por uma semana. –diz ela distraída.

–Não podemos ficar aqui? –pergunto, fazendo figa com os dedos, e torcendo para de eu possa ficar aqui, mesmo que fique sozinha.

–Não, é proibido. –Droga!

Vou para o meu quarto e encontro Scott fazendo as malas. Para onde ele vai? Pensei que ele não tivesse mais casa, após aquele lance com o pai dele...

–Hey, vai para casa? –pergunto me jogando em sua cama.

–A casa do meu primo, lembra dele? No Karaokê? –ele sorri com a lembrança, e não posso deixar de fazer o mesmo.

–Claro que sim... Como vou esquecer de um cara que me obrigou a cantar? –sorrio e vou fazer as minhas malas... Okay, minha mãe não deve saber de nada sobre isso, então... O que ela vai fazer quando eu aparecer na sua porta? Tomara que não me chute... Ou pense que fui expulsa...

***

Desci do ônibus e caminhei a até a minha “ex” casa. Por que minha mãe teve que me colocar em um internato em outra cidade? Uma cidade nem um pouco perto? Foram Doze horas dentro de um ônibus, com um cara ao meu lado que só roncava e fedia a catinga... Nada legal, pior foi quando ele acordou e derrubou refrigerante em cima de mim... Repetindo, nada legal.

Parei na frente da porta da casa de minha mãe, eu não havia falado com ela nem uma vez, ela me mandava algumas mensagens, e eu respondia com “To viva” é um amor entre mãe e filha...

Toquei a campainha, toquei a campainha, toquei a campainha, e toquei a campainha de novo. Estava quase dando meia volta quando a porta se abre.

E na minha frente havia um cara sem camisa.

Notas finais
E ai?? Gostaram? Odiaram? Comentem!! Acompanhem!! Favoritem!! Recomendem (nao custa tentar né?) kkk Bjokas