Notas iniciais
Olá pessoas do universo,aqui está mais um capítulo quentinho hehehe

Capítulo 9
Ops...Urgência
– Tania Enfron

– Tania — Jay me chamou com preocupação.

– Oi — respondi enquanto ele me levantava no colo.

– Você está bem? — ele perguntou enquanto eu passava minha mão na nuca.

– Tem certeza? — perguntou me encarando.

– Eu to bem — falei devolvendo o olhar penetrante.

– Vocês arrumam as malas de uma forma bem diferente, vou tentar isso com a Lua — Sol diz da porta e eu escuto um riso de Jay.

– Tchau, Sam — falou emburrada.

– Ok, desculpa atrapalhar — ele fala se retirando.

Eu volto a encarar Jason.

– Jay, pode me colocar no chão — falei apontando para o chão, ele segurou com mais força minhas pernas.

– Eu sei — ele confirmou e depois me pôs no chão e saiu do quarto.

– Que droga é essa? — sussurrei para mim mesma.

Joguei-me na cama e tentei me sufocar com o travesseiro, seria bom morrer em uma casa bonita. Talvez eu encontrasse algum mordomo fantasma que gostasse de pessoas baixas e psicopatas.

– Hey — ouvi a voz de Meg da porta.

– Hey — minha voz saiu abafada por causa do travesseiro.

– Que foi? — ela perguntou arrancando o travesseiro da minha cara.

– Se eu soubesse te diria — falei rindo e ela me acompanhou — Você está bem, com a parada do rato?

– Eu acho que supero — ela me falou com um pequeno sorriso.

– Até que ele é gato, um ruivinho bonitinho.

– Eu sei — ela falou tacando o travesseiro em mim — E você e o Jay?

– Como assim? — perguntei confusa.

– Vocês dois estão estranhos desde ontem.

– Não estou estranho — discordei

– Você não ficou do lado dele em nenhum momento hoje à noite

– Tanto faz — me levantei da cama.

– Ok, eu vou dormir — ela disse e se retirou do meu quarto fechando a porta ao sair.

Sentei-me no próprio chão e toda vez que fechava os olhos sentia como se Kevin estivesse ali.

– Por que eu to pensando em você? — murmurei.

Deitei na cama e me encolhi abraçando um travesseiro.

– Por que a vida não pode ser como você travesseiro? Ajuda a nos reconfortar nas horas boas e ruins e sempre está aqui. Por que a vida não é um travesseiro?

Adormeci abraçando o travesseiro.

Acordei esparramada na cama toda e o travesseiro em cima de mim.

Fui me arrumar no banheiro do corredor, quando sai esbarrei no Sol que gritava ao telefone.

– EU AVISEI DESDE A SEMANA PASSADA, SEU LERDO — ele gritou — Te disse que ia viajar com a minha namorada....cala a boca, seu podre.

– Com quem ele está falando — perguntei para Lua que estava descendo a escada junto comigo

– É o amigo dele, o que divide o apartamento com ele — ela explicou — Ele telefonou dizendo que o Sol não tinha avisado que iria viajar comigo.

– Curiosidade — Meg fala quando nós chegamos a cozinha — Por que chamamos o Sam de Sol?

– Por que eu o chamo de Sol — Lua explica

– Por que você o chama de Sol? — prossegui na pergunta de Meg

– Na festa em que nos conhecemos o som estava alto demais e ao invés de entender Sam eu entendi Sol e aí o apelido continuou

– Por que o nome dele seria Sol, Lua? — Jay perguntou chegando por trás de mim eu levei um susto e segui para o lado se Meg

Peguei uma tigela e coloquei cereal e depois o leite.

Comecei a comer devagar me sentado ao lado de Meg, colocando minha tigela no balcão da cozinha.

– Resolveu tudo, Sol? — Lua perguntou quando ele desceu a escada e chegou a cozinha

– Sim, o Kevin é maluco — quando ele disse Kevin a colherada de cereal e leite foi para todo na cara de Jay que estava colocando o seu cereal

– Você disse Kevin? — perguntei limpando a boca desesperadamente

– Disse, por que? — ele perguntou confuso

Eu engoli em seco, olhei para Jay e ele olha pasmo para mim

– D-Desculpa, Jay — falei pegando um pano e limpando sua cara.

– Kevin, garoto alto meio loiro que é de San Diego? — Meg perguntou com um sorriso

– Isso mesmo — Sol confirmou — Como sabe?

– Querido, você que não está sabendo de nada — Meg fala rindo e voltando a comer o cereal enquanto eu limpava a cara de Jason ainda assustada

– O que tá acontecendo? — Sol pergunta

– Maluco, eu sou vidente, se liga tá — Meg fala encerrando o assunto.

– Pode parar de esfregar minha cara, ja ta machucando — Jason diz antes que a cara dele comece a sangrar.

– Ok — falo e jogo o pano no balcão — Eu vou pegar minhas malas

– Eu também — Meg diz, ao chegarmos na escada ela vira pra mim — Que mundo sortudo — ela dá uma risada

– Valeu pelo 'sou vidente' — agradeci

– Não foi nada — ela piscou e continuamos a subir os degraus.

Pegamos nossas malas e depois que Sol, Lua e Jay terminaram de comer eles pegaram as malas e desceram. Já era 6h da manhã e estavamos entrando no carro de Sol.

– Sol, você tem algum cd maneiro? — perguntei para o motorista

– Lua, mostra o que é música — Sol falou com um sorriso

– Pode deixar — ela disse e pegou um cd e o colocou para tocar.

Começou a tocar minha música favorita em todo o mundo.

– Isso que é música — falei começando a cantar ‘I Love Rock and Roll’.

– Isso ai — Meg começou a gritar comigo, eu e Meg começamos a rebolar sentadas e a tentar gritar mais alto uma que a outra.

– Vamos Jay — disse o empurrando e ele começou a nos acompanhar

– Diga 'Nós somos retardados' — Lua falou apontando uma câmera para nós

– NÓS SOMOS RETARDADOS — gritamos juntos e sorrimos para a câmera.

(...)

– Cheguei — falei jogando minha mala na porta e caindo por cima dela. Sim, sou tão baixa que consigo deitar em cima da minha mala.

– Querida — meu pai me levantou e me abraçou — senti saudades, essa casa fica quieta se em você.

– Oi pai, seu colo é gostoso -falei o abraçando, ele me deu um beijo na testa — Onde está a senhora minha mãe?

– Está no mercado, foi comprar comida ou algo assim

– Não tem comida?

– Podemos inventar algo — ele piscou e eu fui atrás dele para a cozinha

Pegamos restos de pães e ovos, hambúrguer e começamos a juntar tudo. E a gororoba foi comida por nós depois de muitos risos por meu pai ter se queimado com a frigideira.

– Que sujeirada é essa? — minha mãe pergunta abismada entrando na cozinha com as sacolas de compras.

– Oi mãe — falei ainda rindo do meu pai

– Oi, Tania — ela diz pegando a panela que estava suja do molho maluco que meu pai havia feito — Que sujeirada — ela reclama novamente

– Quer um pouco? — meu pai oferece, ela olha para o sanduíche e tampa o nariz

– Isso não está com a cara e nem o cheiro bom — ela diz com a voz aguda por ter fechado o nariz.

– Mas o gosto está maravilhoso, vai querer arriscar — meu pai fala fazendo biquinho, eu reviro os olhos, mas termino rindo

– É o jeito, né — minha mãe diz e o beija

– É melhor eu ir descansar, amanhã tenho aula e já está tarde — falo para os beijoqueiros

– Boa noite, querida — meu pai fala e volta a beijar minha mãe.

(...)

– Ok, pode acordando dona bagunceira, você e seu pai foram dormir ontem e eu arrumei a cozinha sozinha — minha mãe puxa meu lençol irritada

– A senhora que caiu nas beijocas dele — falo mandando beijinhos para ela

– Acorda logo — ela fala e sai do quarto.

Levantei-me rindo e fui tomar um bom banho, vesti uma calça jeans colada e coloquei uma regata branca. Abri a porta do meu quarto e vi um embrulho, lá estava a minha nova jaqueta cor de vinho e sorri e a vesti.

Desci a escada e abracei meu pai.

– Valeu — falei sorrindo

– Não foi nada, tome logo seu café — ele me mandou para cozinha enquanto ia abrir a porta

– Bom dia dona Cristina — falei batendo continência para minha mãe que colova meu cereal na tigela.

– Olha a novidade, Meg e Jason estão aqui — meu pai veio para a cozinha com os dois em seu encalço.

– Bom dia — Meg falou sorrindo

– Bom dia, Megara — minha mãe diz sorrindo — E Jason

– Bom dia — Jason cumprimenta

– Ótimo, vamos indo nessa, beijos família feliz — falo indo para porta e antes pegando minha mochila nas mãos da minha mãe, novamente ela estava pesada.

– Vamos voltar para o nosso tormento — Jay fala e Meg discorda

– Vocês são uns preguiçosos — Meg diz e eu rio

– Cala a boca, hamister de biblioteca

Fomos a pé para o ponto de ônibus e dessa vez não consegui convencer Jay a me carregar até o ônibus.

– Nos vemos na próxima aula — Jay fala se despedindo de mim e eu segui pelo meu corredor até que fui puxada pelo braço para uma sala que eu não queria voltar tão cedo — EI!

– Ei quem diz sou eu — Kevin fala me encostando na parede e colocando suas mãos perto de minha cabeça me impedindo de sair — Quem te disse que seus lábios eram compartilháveis? Eles são meus, achei que isso já estava claro! — Kevin diz antes de me puxar para um beijo, um beijo nada calmo e sim recheado de emoção e urgência. Uma urgência que infelizmente eu também tinha, e que terminei demonstrando quando o agarrei e aprofundei o beijo mais e mais.

Notas finais
E aí, o que achatam? Quero ver a torcida do do Kania, e tem torcida do Jania por ai? Bjin e até o proximo. ..