Probably Tania (Em Revisão)
25 Impregnado
Notas iniciais
Capítulo 25
Impregnado
– Megara Tuit
– Megara e Derek – a professora falou, eu me virei envergonhada para Derek que sentava próximo a mim. Quando eu ia abrir a boca para falar com ele Sasha começou a dar um chilique no meio da sala. Parecia que ela tinha feito dupla com Jason.
–Qual é? — Sasha grita.
–Sasha! — professora a repreendeu.
–Eu não quero ficar perto desse.... Estupido, estranho, idiota, tarado.... — Sasha diz ficando quase tão vermelha, de raiva, quanto seu cabelo. Espera, o cabelo dela é laranja, ela está ficando laranja!
–Saia da minha aula — a professora manda a interrompendo da gigantesca lista de xingamentos que parecia já estar pronta, tadinho do Jay.
Depois que ela saiu o sinal bateu e vi Tania levantar para falar com Marvin no fundo da sala.
– Megara – ouso a voz de Derek -, podemos começar a pesquisar agora, no almoço?
– Claro, por mim está ótimo – falei me levantando – E depois continuamos em minha casa.
– Perfeito – ele diz e saímos de sala em direção a biblioteca.
– A professora deixou a doença com você? – ele me pergunta quando chegamos a biblioteca.
– Sim, é Malária – falo e ele começa a pegar alguns livros.
Sentamo-nos em uma mesa, começamos a pesquisar e eu leio um fato que não tinha noção da existência.
– Derek? — o chamei após um longo tempo de silêncio.
– Sim — ele me encarou, com seus olhos grandes me lendo completamente.
Qual era a pergunta mesmo? O que eu ia perguntar? Eu tinha uma dúvida!
– Esqueci — falei ainda o encarando.
– Tem certeza — ele chegou perto de mim, mas acho que não percebeu a proximidade, porém eu percebi, meu corpo percebeu.
Saltei para trás caindo da cadeira e me espatifando no chão — Ai.
– Megara — ele disse me abraçando e me levantando, meus pés não encostaram o chão por alguns segundos. Ele tirou o cabelo do meu rosto e me olhou preocupada.
– Estou ótima — disse me segurando em seus braços. Ele me soltou rapidamente quase me fazendo cair novamente.
– Q-que bom — ele falou rápido e se levantou – Acho melhor continuarmos na sua casa – ele disse e foi para trás de uma das estantes.
Depois de um tempo guardando os livros que usamos para pesquisar sobre a Malária, fui procurar o livro de Alice no país das maravilhas que eu havia deixado no balcão. Já que a senhora Ronald não estava, provavelmente estaria em seu almoço, eu dei a volta no balcão e procurei o livro, mas não achei. Talvez Derek soubesse onde estava, fui atrás dele.
O encontrei encostado em uma prateleira lendo um livro e ele tinha outro livro em sua mão, que estava atrás das costas, mas não consegui identifica-lo. Ele estava com uma cara tão séria e concentrada que eu não quis interrompe-lo, me abaixei perto da prateleira e comecei a procurar por mim mesma.
– Derek, sabe onde está Alice? — perguntei me virando para ele que estava ao meu lado encostado em uma prateleira lendo, pelo menos achei que ele estava lendo, mas ele estava me observando por cima do livro.
Meu coração deu saltos e mais saltos, meu peito doeu e eu não resisti a sorrir.
– Estou lendo — ele disse balançando o livro e eu reparei na capa, era Alice no país das maravilhas.
– Ah — soltei -, queria pegar um frase, pode me emprestar?
– Posso recita-lo para você — ele engoliu em seco, mas se dirigiu até mim -, se quiser.
Eu suspirei lentamente, aproveitando as palavras que haviam saído de sua boca.
– Pode — falei com a respiração rápida.
Ele chegou próximo de mim e eu fui obrigada a me segurar na prateleira atrás de mim.
– Qual parte? — ele perguntou devagar, não sabia se era por medo, tanto medo quanto eu, ou se era para me deixar mais nervosa. — Qual? — ele sussurrou encostando os lábios em minha bochecha.
– Qualquer uma — sugeri fechando meus olhos aproveitando seu perfume, eu não fazia a mínima ideia se aquilo acabaria logo.
– Posso recitar outro livro — ele disse, eu abriu os olhos para vê-lo se abaixando um pouco mais e levando seus lábios para me queixo, ele abriu o outro livro que estava em sua em mão tampando o lado direito de meu rosto.
Eu olhei para o livro pelo canto do olho, o livro era Orgulho e Preconceito, bem na parte do beijo do Sr. Darcy com Lizzy. Eu sorri minimamente, levantei meu olhar para os de Derek.
– Você pode recitar essa parte, para mim? — perguntei cautelosa.
Ele me respondeu com seus lábios, eles se aconchegaram lentamente nos meus, me trazendo sensações nunca experimentadas por mim, nunca realmente imaginadas.
Ele pressionou mais seus lábios nos meus e começou a envolvê-los em gostos diferentes e irresistíveis para mim.
– Meg — ele disse, pela primeira vez usando meu apelido -, quer namorar comigo? — ele perguntou e eu abri meus olhos com pressa. — Eu sei que sou muito enrol..
– Sim — falei antes que ele mudasse de ideia.
Ele me abraçou, envolvendo seus braços em meu corpo e me colando a ele.
Primeiro ele me beija e depois me abraça, esse dia esta ficando meio surreal, só que estou gostando demais para reclamar.
Ele se afastou um pouco e me beijou novamente. Encostou o nariz em meu rosto e acariciou o contorno de todo o meu rosto.
Eu nem sabia que Derek tinha coragem para me beijar, o que diria me acariciar.
Ele envolveu novamente meu corpo, e eu reparei que não estava mais me segurando nas pernas, elas não me pertenciam mais. Quem me segurava era o garoto ruivo, ratinho de biblioteca por quem eu sou apaixonada.
– Você está bem? — ele me perguntou e eu assenti.
– Estou ótima — respondi ate rápido de mais.
Ele deslizou suas mãos para minha cintura e sorriu.
Eu direcionei minhas mãos para as dele, entrelacei alguns de meus dedos com os dele e sorri radiante.
Derek beijou minha testa sorrindo, quando ele parecia que iria me beijar novamente escutei Tania me chamando.
– Eu gostaria de não contar para ninguém, sobre nós, por enquanto – pedi.
– Por quê? — perguntou confuso, fiquei envergonhada.
– Quero guardar esse momento apenas para mim, por algum tempo pelo menos.
– Eu também — ele concordou.
– Não saia daqui ate nós sairmos.
– Ok — ele disse e eu fiquei nas pontas dos pés e o beijei rapidamente o deixando vermelho.
– Oi, estava procurando um livro — expliquei para Tania balançando o livro na mão.
– Esqueceu de colocar batom? — Lua perguntou e Tania logo tirou um batom da mochila.
– Toma, nerd — ela me entregou o batom.
Depois de eu ficar envergonhada por não estar de batom, e saber o motivo, saímos da biblioteca.
(...)
– Mãe, hoje um garoto vai vir aqui — expliquei para minha mãe que estava arrumando uma lista de compras do mercado.
– O Jay? Eu adoro aquele menino — ela disse sorrindo. O que o Jay tem para conquistar todas as mães do mundo?
– Não, não é o Jay — expliquei e ela arregalou os olhos — É minha dupla para o trabalho de biologia.
– Quem é? — ela perguntou tentando parecer desinteressada.
– Um aluno — falei.
– Ele tem nome?
– Ele é filho da diretora — falei e tampei a cara me preparando para os gritos.
– AQUELE MENINO QUE VOCÊ FICA VERMELHA QUANDO OLHA — ela gritou e deu um sorriso — Vou conhecer meu genro hoje — ela comemorou.
– Não vai, não — neguei e ela parou de comemorar — A senhora vai fazer compras, papai quer comer lasanha e a senhora prometeu que iria no mercado. Na casa vai ser só eu e o Derek estudando.
– Estudando? — minha mãe interrogou rindo.
– Mãe — gritei ficando vermelha — Só estudando — falei me encaminhando para o meu quarto.
Troquei de roupa para uma de casa e arrumei alguns livros para estudarmos.
– Estou indo para o mercado — minha mãe avisou do andar de baixo.
– Ok — gritei de volta.
Quando ela estava para sair eu fui para a janela e vi Derek quase chegando na minha porta, mas minha mãe ainda estava saindo de casa. Abri a janela e comecei a acenar que nem louca para ele. Ele me viu e sorriu, eu parei e sorri se volta, mas me lembrei qual era a missão. SE DESCONCONCENTRA DO SORRISO DELE.
Comecei a mandar ele parar e esperar, ele pareceu não entender, porém parou do mesmo jeito.
Quando vi que minha mãe havia saído e o perímetro estava seguro mandei ele continuar. Desci para o primeiro andar e abri a porta para ele.
– Oi — falei sorrindo.
– Oi — ele disse e se aproximou lentamente, colocou com delicadeza sua mão em meu rosto e me beijou. Novamente eu me derreti e nem sabia quem eu era ou se eu tinha nome. — O que houve? — ele perguntou, mas eu ainda estava de olhos fechados apreciando seu sabor que estava impregnado em meus lábios.
– Minha mãe iria te encher de perguntas se te visse — eu disse abrindo os olhos devagar.
– Por quê? — ele me perguntou confuso.
Eu desviei os olhos e fui fechar a porta.
– Meg? — ele me chamou se aproximando de mim, eu abaixei a cabeça. — O que foi? — ele segurou meu queixo e o levantou, ele parecia ainda estar envergonhado por estar tão próximo de mim, só que agora mais relaxado.
– Que tal uma troca? — ele sugeriu vermelho — Um beijo por suas palavras.
Não pude evitar sorrir, com certeza eu estava mais vermelha que ele, mas o sorriso foi inevitável.
Deu um passo a frente, me aproximando mais.
– Minhas palavras só valem um beijo? — perguntei entrando no jogo.
– Na verdade você vale muito mais — ele disse ainda envergonhado e coçando a nuca.
Um suspiro escapou, eu sorri, mas não conseguia emitir som e nem me mexer.
– Aceito a troca — depois de um tempo eu consegui dizer.
Ele sorriu e me beijou com a mesma delicadeza de antes, eu me sentia a joia mais rara e delicada do mundo quando Derek me beijava. Ele mostrava tanto carinho e cuidado de uma forma única, eu sabia que nem o homem mais cuidadoso do mundo iria me fazer tão feliz quanto Derek me fazia.
– Eu...- comecei a dizer quando nosso beijo terminou -...gosto de você faz tempo e minha mãe terminou descobrindo, então achei melhor evitar a senhora minha mãe e os micos dela — eu disse rindo e Derek beijou minha testa.
– Eu também gosto de você faz tempo, Meg — ele disse e eu sorri — Desculpa por ser tão covarde — eu neguei com a cabeça e o abracei.
– Você não é covarde — falei deixando minha cabeça repousada em seu peito — É perfeito — falei e ele me abraçou forte.
Depois de um tempo voltamos a fazer o trabalho e terminamos, o trabalho estava completo e sem erros.
– Que tal irmos até a casa da Tania? — sugeri — Normalmente lá é mais agitado — falei rindo.
– Por mim tudo bem — ele respondeu e segurou em minha mão entrelaçando nossos dedos, eu sorri.
Fomos caminhando para casa de Tania, abri a porta e Derek me olhou confuso.
– Eu, Lua e Jay temos a chave da casa dela — eu expliquei e ele concordou rindo.
Entramos na casa e sem Tania perceber sentamos no sofá, pegamos um livro de alguma doença e começamos a folhear, quando escuto Tania tentar se controlar.
– Chega — ela disse fechando os olhos com força — CHEGA, SAI DA MINHA CASA! — ela começou a gritar.
– Mas...- Marvin tenta se defender.
– Vai embora! Embora! Você e seus ets estranhos. Vaza! Não quero mais saber. Sapos ets. Nada! — ela grita e chuta, literalmente, o menino para fora de casa.
– Tadinho — falei com pena de Marvin enquanto Derek deu uma risada.
– Eita, não tem casa, não? — pergunta assustada nos observando.
– Tenho, mas a sua é mais legal — falo e mando um beijo.
– Ótimo, agora eu, a negação em biologia, vou ter que fazer sozinha o trabalho. — ela fala emburrada.
– O Kevin é medico.... biologia é prioritária... ele pode te ajudar. Ainda mais sobre doenças — Derek fala ao meu lado.
– Boa ideia, rato — ela diz e sai de casa.
– É assim sempre, essa bagunça, por aqui? — Derek me pergunta e eu começo a rir.
– Dessa vez nem foi tão ruim — falo ainda rindo.
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