Probably Tania (Em Revisão)
16 Um bom blefe
Notas iniciais
Capítulo 16
Um bom blefe
– Tania Enfron
– Eu deveria ter apostado um encontro — Kevin disse dando um sorriso torto para mim
– Isso foi sorte de principiante. — eu digo emburrada
–Foi? Então que tal apostarmos? Se eu ganhar você sai comigo na sexta. -Kevin diz provocando.
–Feito, se eu ganhar você nunca mais olha na minha cara- eu digo
–Epa, to fora dessa. Vocês jogam ai, eu dou as cartas e fico aqui de torcedora... para o Kevin, é claro — Meg diz Eu olho feio pra ela. ela sorri e faz um coração com a mão direcionado para mim
–Feito. vamos jogar- Kevin diz
Meg distribuiu as cartas novamente e eu peguei as duas piores cartas do mundo, eu tinha um 6 e a outra carta era 5. Perfeito, eu estou bem ferrada se o Kevin conseguiu cartas MUITO melhores que a minha.
Mesmo assim sorri vitoriosa, afinal poker não se trata apenas de ganhar, mas sim ganhar blefando. Apostei dez mil dólares e sorri para Kevin, ele tinha aquela cara de imparcial e Kevin apostou a mesma quantia que a minha, isso significava que ele não estava com cartas boas, por que é obvio que se estivesse com cartas boas apostaria mais.
– Apostas? – Meg pergunta e eu nego junto de Kevin – Lá vai o flop – Meg fala colocando as três cartas no tapete.
E a droga das cartas afetou a minha aposta, droga! Era um rei, um valete e um 10. Eu apostei mais três mil, eu estava blefando, iria continuar. Kevin aumentou a aposta e eu não gostei nada disso, talvez as cartas no tapete deram força para as cartas dele, o que foi totalmente o contrário com as minhas.
Mais uma rodada de apostas, eu não parava de encarar Kevin com um sorrisinho na cara, Meg colocou o turn e piorou muito mais, eu realmente achei que o destino já tinha ferrado com as minhas cartas, mas pelo jeito tudo era possível com aquele 6 novo no tapete.
Apostei mais um pouco e Kevin triplicou a aposta, eu sorri, mas eu não sabia se era pelo blefe ou para afastar a vontade de chorar que eu estava, droga, ele vai ganhar. Ou ele blefa melhor que eu.
– Vou baixar a ultima carta, esse é o momento de desistir – Meg olhou para mim – Ou apostar tudo – ela encarou Kevin
– Passo – eu disse olhando para ela, Kevin assentiu e ela colocou o river no tapete que era um 3, perfeito, ele baixou as cartas e era um par de reis.
–Cartas altas – Meg diz
Eu coloco minhas cartas no tapete, aqueles míseros 6 e 5, droga, droga e mais uma grande DROGA!
–Belo blefe, mas não rolou, eu te pego as duas horas na sexta — Kevin diz sorrindo e a Meg bateu palmas.
–Odeio vocês — Eu digo me levantando e indo para a cozinha pegar água
–Tchau Kevin.- Meg diz da porta.
–Tchau Meg. Manda um beijo para a Tania e diz que exijo devolutiva na sexta — Kevin fala e escuto o barulho da porta sendo fechada e trancada
(...)
Fui para frente do espelho terminar de me arrumar, até que eu estava bonita, estava com um jeans justo e rasgado. Um cropped roxo com as costas trançadas, um cardigan preto e soltinho que ia até metade da minha coxa, meu all star preto, um brinco com três estrelas e o colar de pentagrama prata, pela primeira vez em muito tempo passei uma maquiagem fraca, apenas lápis de olho e rímel.
–Você está linda. — minha mãe diz passando pela porta do quarto.
–Mãe, por favor, eu SOU linda — falo me fazendo de metida e minha mãe ri descendo as escada
–E modesta. — ela grita do andar de baixo
–Filha, o enfermeiro está indo sentar no sofá te esperar. — Meu pai grita
–Não precisa, já estou descendo. Termino de amarra o sapato e desço.
Kevin olha para mim o trajeto da escada inteiro. Quando chego lá meu pai pigarreia e diz:
–Baba mais uma gota no tapete da sala que eu te tiro daqui a força_ papai fala segurando o riso
Kevin pisca umas vezes e se levanta
–Vamos, quanto antes for antes eu volto — Eu falo
Kevin me leva até a porta e vejo a moto estacionada na frente de casa
–Não conte com isso — ele diz no meu ouvido.
–Não conte com o que? — eu digo distraída ainda analisando a bela moto
–Voltar cedo, antes das sete eu não te devolvo — ele diz me ajudando a subir na moto
–Isso é sequestro. — eu falo
–Não se você não prestar queixas, e garanto que não vai fazer isso — Ele diz convencido
–Para onde vamos — eu digo esperando ouvir algo chato
–Wynwood. — ele diz e eu involuntariamente abro um sorriso.
Ok, talvez ele não seja tão mala.
Ele estacionou a moto em um estacionamento qualquer e as cores já preenchiam a minha visão, era tudo tão colorido tão bonito, as paredes pareciam ter sua própria personalidade, todas preenchidas por desenhos, às vezes víamos uma escultura, mas o que mais me chamava atenção eram as paredes.
Desenhos e mais desenhos. Criticas cor, beleza... Ok, nunca imaginei ter um encontro no distrito da arte. Onde os grafiteiros fazem sua arte livremente.
–É um lugar muito bonito não é? — Kevin diz atrás de mim.
–Muito — Eu digo ainda maravilhada
Andamos por um tempo em silencio.
–Vem, acho que já vimos tudo, estamos aqui há duas horas — Kevin diz pegando na minha mão, eu estava ainda maravilhada com tudo, então apenas aceitei ser levada.
–Onde agora? — Pergunto levemente animada
–Parque botânico tropical — Ele fala acelerando a moto
Ao entrar no parque logo senti o cheiro de natureza e a vivacidade da flora. Ao contrario do distrito da arte aqui transmitia uma paz incrível, e o som era apenas de insetos e agua corrente
Demos um passeio calmo, olhando as plantas e sentindo a brisa leve do local.
Depois de muito tempo notei que eu e Kevin caminhávamos de mão dada e meu rosto deu uma leve enrubescida.
–Tania, você é linda. — Kevin diz parando na minha frente.
Ele soltou nossas mãos e senti o quão sua mão era quente contra a minha apenas quando ele a soltou.
–Obrigada... eu acho — Falo meio confusa com tudo ao redor
–Vem, daqui a pouco o sol se põem e eu quero estar em lugar especifico quando isso acontecer
Paramos a moto na praia, a mesma praia de sempre. O cheio de água salinizada, a areia branca. O lindo mar.
–Vem, vamos em um lugar mais afastado dessa praia. Espero que não se importe de se sujar de areia._ ele diz calmamente eu nunca tinha visto ele tão sereno. era de certa forma, incrivelmente cativante.
–Queria saber como está a Meg e o rato. _ eu digo.
–Por que não averiguamos?_ Ele diz e pega o telefone, logo eu tenho uma ideia.
Mando para o Jay:
Vai no encontro da Meg e do rato de biblioteca, eles vão para o centro na feira de filme antigo não seja notado, por favor.
ass: Tania
Enviei
–Pra quem foi à mensagem?- Kevin pergunta.
–Pro Jay, falei para ele ir espionar o casal fofo — Digo orgulhosa
–Então teremos três encontros simultâneos. Acabei de pedir para a Sasha isso também.- Ele diz rindo e eu olho para ele incrédula.
–Não coloque a salsicha desbotada no meio disso! — Eu falo
–Calma, a Sasha não é tão ruim- Ele diz
–Não é tão ruim? O diabo tem inveja dela!- eu falo e ele ri
–Precisamos mesmo falara da Sah? O sol vai está começando a se por e daqui temos a visão da praia toda.- Ele diz eu olho para o horizonte e concordo, é realmente uma linda vista.
–Kevin... Você não é tão ruim.- Eu digo
–Tania, você não é nada ruim, é inteiramente boa. — Ele diz passando o braço pelo meu ombro. E assim assistimos o por do Sol. Sentados na areia eu apoiada no dorso dele. O sol não deixava mais resquícios e no seu lugar foi colocado ao céu uma noite mais do que bonita, Uma lua cheia maior do que o comum, estrelas salpicadas por todo céu.
–O dia foi lindo.- eu digo me virando para ficar de frente pra ele.
–Não sei, não notei direito, estava ocupado olhando para uma coisa muito bonita do meu lado.- Ele diz brincalhão e eu fico vermelha.
–Ela cora!- Ele diz surpreso.
Eu dou um tapa no peito dele e rio sem graça, ele sorri de canto.
Eu não sei o que deu em mim, mas eu puxei a gola da camisa dele e colo nossos lábios. sinto ele sorrir quando faço isso e sussurra.
–Finalmente.
Ele entreabre os lábios, e ai sim começa o beijo, ele pega minha nuca e me aproxima ainda mais. Eu aperto a unha no braço dele e ele aperta minha cintura.
O beijo faminto aos poucos foi se acalmando, para apenas curtir o gosto da boca do outro, não uma necessidade, e sim gosto. Ele acariciou minha bochecha, e separamos nossos lábios com alguns selinhos, ele junta sua testa na minha sorrindo
–Esse a culpa não foi minha- ele diz não pando de sorrir.
Eu fico quieta com os olhos fechados, ele se levanta e estende a mão.
–Vem, eu to com fome, vamos jantar, se quiser ir pra casa depois de jantar, eu deixo- Ele fala me levantando.
–Onde vamos comer?- eu pergunto curiosa.
–Não sei, não planejei nada disso.- ele diz dando de ombros e eu comecei a rir
–Vem, vamos comer no restaurante do tio do Sam. — ele diz
Ele abre a porta de um restaurante de madeira, tudo meio rustico, era um lugar lindo e os bancos pareciam bem macios.
–Olha quem está aqui.
Uma mulher na casa dos cinquenta nos diz sorrindo ao ver o Kevin, ela sai de trás do balcão e abraça o Kevin com um abraço de urso
–A cada dia que passa fica mais bonita Esmeralda_ Ele diz sorrindo para a senhora que me notou.
–Namorada? Gostei, é bonita, quadril largo, loira natural, rosto arredondado.._ ela diz me rondando
–Tia, por favor- Kevin diz ficando vermelho, a senhora ri e diz
–Só estou pensando no vestido de noiva, se eu não desenhar eu vou ficar ofendida.- ele diz para ele como se falasse do tempo.
CASAR?
–Tia, não é minha namorada.- Ele diz ficando roxo de vergonha
–Oras, você não toma jeito, uma moça tão bonita, deviam namorar.- ela diz.
–Só queria comer. E você está estragando minhas chances — ele diz colocando a mão no rosto e a senhora riu
–Venham, sentem aqui, é mais reservado — acho que vi ela piscar com malicia... — Trarei o cardápio. — Ela diz e sai.
–Desculpa, ela é um pouco... empolgada. — Ele diz sem graça
–Não tem problema, não sabia que você tinha a capacidade de corar. — Eu disse rindo
–Tia Esmeralda sempre consegue — Ele fala entrando no espirito brincalham de sempre
Um homem nos traz o cardápio, olha para mim, sorri, vira para o Kevin e pisca falando sem som.
–G-O-S-T-O-S-A
–Desinfeta Sandro. — Kevin diz rindo
O cara sai
–Desculpa, de novo. — ele fala
–Todos te conhecem aqui? — Eu pergunto curiosa
–Mais ou menos isso. É o restaurante da família do Sam, eu praticamente cresci com o Sam, então... — Ele diz sorrindo — Vou querer macarrão, tia esmeralda cozinha o melhor espaguete do mundo.
–Vou querer o mesmo então. — eu falo
–Sandro, dois espaguetes, por favor — Ele diz.
–Se tá pagando não é favor fofo. — O homem que devia ter uns trinta anos diz
A Esmeralda da um tapa na nuca dele.
–Claro, querido, irei fazer.
O prato chegou e devo admitir que estava realmente muito bom.
Kevin pegou a conta e eu peguei a carteira pra pagar minha parte.
–Tia, esse não é o preço. — Kevin fala desconfiado.
–Leve isso como um, gostei dela, cinquenta por cento de desconto — Ela fala sorrindo.
–Mas... — Kevin tenta.
–Se continuar a encher o saco vou ficar ofendida. — Ela diz.
–Ok... — Kevin fala.
Pagamos e Kevin me levou para casa.
–Foi legal, nunca pensei que diria isso. — Eu falo descendo da moto.
–Também gostei. Até amanha lábios de mel. — Ele diz e da partida na moto.
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