Probably Tania (Em Revisão)
13 Olhar de ressaca
Notas iniciais
Capítulo 13
Olhar de ressaca
– Tania Enfron
Sam estacionou em frente a minha casa, ainda estava caindo um temporal e eu estava encharcada, havia molhado o estofado do carro de Sam, com uma grande ajuda de Jay que estava deitado no banco de trás completamente molhado.
– Desculpa — pedi para Sam — E obrigada pela ajuda.
– Não se preocupa com isso não — ele disse afagando meu cabelo — Você é uma das melhores amigas da Lua, te considero uma irmã mais nova, não te negaria ajuda — ele falou e eu consegui sorrir depois te tudo que havia acontecido.
Eu sai do carro abrindo o guarda-chuva e acompanhando Sam para o banco de trás, ele carregou Jay, que estava desmaiado, para dentro da minha casa, já passava das 22horas e meus pais deveriam estar dormindo, mas pelo jeito apenas minha mãe estava dormindo.
– Posso saber o que é isso? -meu pai perguntou quando eu estava no segundo andar ajudando Sam a entrar no meu quarto com Jay.
– Eu explico tudo, mas antes pode me ajudar? -perguntei com um sorriso amarelo, meu pai me encarou e depois veio me ajudar. Ele pegou Jay junto com Sam e o deito no chão. Depois eu improvisaria um cama para ele.
– Obrigada, Sam -me despedi dele e ele foi direto para casa.
– Ok, agora pode me contando — meu pai exigiu
– Tudo começou por causa de alguns malditos beijos — falei me sentando no último degrau da escada, meu pai se sentou ao meu lado com a testa enrugada.
– Malditos ou você quer achar que são?
– O senhor é ouvinte, apenas isso!
– Ok, continue — ele disse
– Um cara me seu alguns beijos e o Jay ficou com raiva, pelo jeito ele sempre gostou de mim e hoje ele explodiu com essa historia toda, e para piorar hoje faz três anos que a mãe dele morreu — falei apoiando a cabeça em minhas mãos
– Ok, isso é bem triste, mas você não é do tipo que vai ajuda-lo apenas por pena
– Eu disse que não gosto dele e que vou ajuda-lo a superar essa coisa de beber para esquecer as coisas — falei bufando
– Você consegue — meu pai disse me abraçando de lado — Mas a quem pertencem os beijos malditos?
– Um cara aí — desviei o assunto
– Você não é de sair com qualquer cara aí — meu pai garantiu
– Ele é de San Diego, ele é amigo da Stella e estuda aqui em Miami
– E ele te achou?
– Sim, ele me achou e tem a mania de me agarrar
– E você deixa? — meu pai arqueou uma das sobrancelhas e deu um risinho
– Boa noite, pai — me levantei e fui para meu quarto
– Se esse garoto te perturbar, sabe que deve falar comigo — ele disse ainda sentado na escada
– Pai — o chamei e ele se virou para mim — Eu te amo — disse antes de fechar a porta.
Eu me virei e vi Jay deitado no chão encolhido, apenas joguei um cobertor por cima dele e fui trocar de roupa, logo estava jogada em minha cama dormindo.
Acordei com um ronco horrível dentro do meu quarto, me sentei e vi Jay dormindo enrolado no cobertor e roncando, alto.
– Ei — disse chutando sua bunda — Acorda — dei um chute forte em sua bunda o que o fez acordar e se levantar em um pulo.
– Oi — ele disse assustado e eu ri — Tania?
– Não, é o monstro do lago Ness e você é o Frankenstein de ressaca.
– Sobre ontem, eu...
– Não é mentira, eu sei que tudo que você disse é verdade, mas tudo que eu disse também é verdade.
– Eu sei — ele falou se sentando em minha cama — Me desculpa por estragar nossa amizade
– Não estragou — falei me apoiando em meus joelhos — Você apenas disse o que queria e agora eu sei. Podemos continuar com nossa amizade
– Obrigado
– Não agradeça — falei bocejando — Tem roupa sua por aí, se troque logo. Eu vou buscar algo para você comer — disse saindo do quarto
– Bom dia, gente — falei ao chegar a cozinha
– Bom dia, chegou tarde ontem — minha mãe repreendeu
– Meu pai viu eu chegando — garanti
– Sim, ele me falou que você chegou e alguém te trouxe. — ela disse e subiu as escadas para o segundo andar
– Contou pra ela? — perguntei desconfiada para meu pai
– Claro que não, ela iria ficar louca se soubesse que Jason se embebedou.
– Verdade — confirmei e fui pegar algo na geladeira quando escutei um grito.
– Que isso? — meu pai perguntou correndo para o andar de cima e eu logo atrás.
Quando chegamos no meu quarto encontrei minha mãe batendo em Jay com um travesseiro, Jay estava com a cabeça coberta pela camisa, provavelmente estava tirando ou colocando a camisa quando minha mãe apareceu.
– Vai lá e explica tudo — meu pai mandou
– Calma aí, tá maneira a porrada — disse observando minha mãe batendo em Jay
– Tania — meu pai chamou
– Só mais um pouco — falei ganhando tempo para ver mais da pancadaria
– Tania — dessa vez meu pai me repreendeu
– Tá, já vou -falei indo até minha mãe — Chega Dona Cristina, esse aí é o Jay, e você está quase o matando com um travesseiro, esse é meu trabalho.
– É o Jay? — minha mãe perguntou
Jay terminou de colocar a camisa e se virou para minha mãe.
– Oi, tia — ele disse tentando ficar em pé, mas terminou caindo sentado na minha cama
– Me desculpe, querido, achei que fosse um marginal que Tania tinha trago para cá
– Desse jeito parece que eu trago sempre alguém para cá
– Me desculpe — minha mãe pediu para mim
– Perdoada — falei com um sorrisinho
– Mas por que você está aqui? — ela perguntou para Jay
– Ontem não foi um dia bom para mim e nem para meu irmão — ele falou abaixando a cabeça
– Ok — minha mãe disse acariciando a cabeça de Jay — Pode vir para cá sempre que quiser — ela terminou com um sorriso
– Obrigado — ele concordou com um sorriso.
(...)
– O que houve com ele? — Meg perguntou assim que estamos na biblioteca para busca-la antes das aulas começarem
Eu, Jay e Lua. Lua já sabia de tudo graças ao fofoqueiro e muito prestativo namorado dela, Meg que estava boiando na historia toda.
– Ressaca — Lua respondeu enquanto no sentávamos na mesa onde Meg estava.
Jay estava usando um óculos escuro, ele estava reclamando que a claridade estava acabando com ele
– Meg, quer ver uma coisa engraçada? — perguntei rindo
– Claro — ela falou suspeitando do meu riso.
Eu peguei meu celular no bolso da minha calça.
– Jay — chamei e ele se virou para mim, eu levantei os óculos dele rapidamente e acendi a luz do meu celular na cara dele — AI — ele gritou e nós caímos na gargalhada — DROGA, ISSO DÓI.
– Eu imaginei
– Então por que fez
– Para você se lembrar que toda vez que você beber eu vou estar aqui para tornar sua vida pior — falei sorridente
– Gente — Lua chamou nossa atenção
– Vocês já sabem do que vão para a festa de Halloween?
– Eu ainda não pensei -falei triste — Mas acho que vou de Celta — falei feliz — Vai ser perfeito — falei com os olhos brilhando.
– Ainda não sei — Meg falou pensativa — Mas o Jay está super preparado para ir de mendigo
– Muito engraçado, sua hamister — ele acusou e ela riu.
– Que tal depois marcamos para sair e resolver tudo isso? — Lua sugeriu
– Por mim esta tranquilo — eu disse
– Só me deixem melhorar dessa dor de cabeça e eu vou pra onde vocês quiserem — Jay disse deitando a cabeça na mesa.
– Vou levar esse — escutamos alguém falando para a bibliotecária, eu me virei, mas notei que a Meg continuou rígida olhando para frente.
Vi o ratinho pegar o livro com a bibliotecária e depois ele saiu, mas antes olhou com um olhar muito suspeito para Meg que não se moveu nem por um segundo.
– Muito suspeito — eu e Lua falamos em uníssono.
– O que? — Meg perguntou.
– Nada — eu despistei rindo junto com Lua.
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