Probably Tania (Em Revisão)
3 Dez dólares
Notas iniciais
Capítulo 3
Dez Dólares
– Tania Enfron
Sasha se virou ao ouvir meu lindo comentário, de repente a garota começou a correr em minha direção, eu já estava pronta pra dar uma rasteira. Visualizei tudo da minha cabeça, iria ser lindo, ela iria comer tanta areia. Mas ai ela pula no pescoço do Kevin
– Não sabia que salsicha desbotada voava — Kevin olhou pra mim risonho, mas a salsicha me ignorou.
– Você já voltou, por que não me ligou? — a salsicha voadora perguntou para o retardado
– Acabei de voltar! — ele disse
– Sinceramente, não gosto de ouvir conversa dos outros. — falei e peguei minha toalha e fui embora.
– EI — ouvi Kevin gritando — OLHA PRA MIM PELO MENOS
– MEU NOME NÃO É ''EI'' — gritei enquanto andava em direção a estrada, mas eu realmente queria continuar sentindo areia entre meus dedos.
– TANIA — ele gritou
Eu me virei, na verdade meu corpo se virou eu já estava me imaginando dormindo.
– Como foi à suspensão? — a salsicha me perguntou
– Como foi o crescimento da sua bunda? — olhei pra bunda dela — Sem sucesso pelo que estou vendo. Não espera, acho que cresceu um milímetro hein, olha as suas técnicas estão melhorando!
– Você nem imagina com que...
– Pelo que vejo são ótimas amigas, hein — Kevin falou cortando a Salsicha.
– Best Friends Forever — falei sorrindo
– Que bom, assim se torna mais fácil, gosto muito das duas — Tanto Sasha quanto eu nós viramos para Kevin.
– Quem te deu a permissão para ter algum sentimento por mim? — Ele soltou a cintura de Sasha e chegou perto de mim.
– Pensei que isso já estava resolvido — ele falou pra mim e chegou ao meu ouvido — lábios de mel — ele sussurrou. Eu o empurrei prendendo a bosta do sorriso. CORPO QUIETO, EU TENHO O PODER POR AQUI. Ele sorriu e vi pelo canto do olho Sasha revirar os olhos.
– Nos vemos depois, Vin — a salsicha falou com aquele ar de .... ar de... estou sem imaginação. Deve ser ar de salsicha enlatada.
– Tchau — ele falou ainda rindo Ela puxou ele pelo braço e deu um beijo demorado eu seu rosto e saiu rebolando.
– CUIDADO PRA NÃO PERDER O MILIMETRO DE BUNDA NA IDA PRA CASA -gritei
Kevin voltou a sorrir
– Você só sabe sorrir?
– Por que não sorrir ao seu lado
– Eca, que coisa melosa
– É engraçado ser meloso, já tentou?
– Não
– Tenta — sugeriu
– Não, valeu
– Vai, tenta — ele sugeriu fazendo olho de gato de botas.
– Ok, não sei como se faz isso.
– É fácil — ele disse mais manso e chegando mais próximo — É só falar o que uma patricinha diria
– Você é muito gato, seu beijo é perfeito e você é muito bipolar mais eu amo isso — falei e ele sorriu
– Agora quero saber se isso foi meloso ou o que você estava louca pra dizer?
– Tchau — falei me virando e voltando meu caminho pra estrada.
– Volta aqui — ele segurou minha cintura
– Você é um tarado
– Por quê?
– Por que você está me segurando pela cintura e nem me conhece direito
– Tem problema com toque?
– Com quem eu não conheço? MUITO — gritei me livrando de seus braços
– Já disse que a gente se conheço, eu já conheço seus lábio.
– Lábio de mel — completei — Que saco, só sabe falar isso
– Então tá bom, loirinha — ele falou cruzando os braços — Acho que vou ter que te beijar mais pra descobrir outros gostos
– Nem pense...- e fui atacada novamente e deu um tapa nele
– Acho que tem gosto de marshmallow, também — ele disse rindo
– Só coisas absurdas que eu não costumo comer — falei limpando a boca, mas droga, ele um beijo maravilhoso
– Só coisas que gosto — ele sussurrou em meu ouvido
Não tinha reparado ele se aproximando, estava olhando pra baixo tentando tirar aquela droga de gosto bom que não prestei atenção nele se aproximando. Eu estava o mirando, seus olhos eram castanhos esverdeados e eram grandes, ok se derretendo aqui.
RESPIRA TANIA, RESPIRA GAROTA. E POR QUE ELE NÃO COLOCA A BLUSA? IRIA FACILITAR MINHA RESPIRAÇÃO.
– O que foi Tania? — ele me perguntou chegando para mais perto. Comecei a repara em cada detalhe de seu rosto, ele tinha os traços do rosto bem marcados, era quadrado, mas era bonito. E seus olhos estavam perto de mais, sua boca também.
– Sai — falei empurrando sua testa, por que ele sorria, ele sorria de tudo.
– Você é muito engraçada — ele disse sacudindo o cabelo loiro completamente molhado. — Quer que eu te leve pra casa?
– Tanto faz — dei de ombros
– Ok, só preciso achar minha blusa
– Bem feito, fica dando um de deus grego — falei rindo
– Primeiro, eu não dei um de deus grego, você que disse isso — revirei os olhos — E segundo, quando você parar de dar uma de deusa grega eu paro de tentar chegar aos seus pés mileide — ele fez uma reverencia o que me fez sorrir, quando ele se levantou voltei a minha cara séria e revirei os olhos.
Depois de um tempo que ele passou procurando a blusa fomos para um pequeno estacionamento destinados aos carros, para o público que visita a praia
– Cadê seu carro? — perguntei procurando
– Que carro? Eu não tenho carro! Eu tenho moto — ele apontou para a belezinha atrás dele
Que moto linda, era uma Ducati.
Perfeito, eu tinha que me apaixonar pela moto dele?
– Por quê? — falei passando minha mão com força no rosto pensando que minha força conseguiria resolver a dor de cabeça que estava começando.
– Gosta de motos?
– Não sei — falei indo em direção a ele, que já estava sentado na moto
– Pode subir
Subi me segurando em seus ombros e depois me segurei na parte traseira da moto
– Melhor segurar em mim, eu gosto de acelerar.
Sorri com seu comentário, mas mesmo assim hesitei em me segurar nele, mas depois mandei minhas dúvidas para o cemitério e segurei em seu abdome muito bem definido, o que ele tomou pra ficar desse jeito?
Ele começou a acelerar e o ronco do só me deixava mais empolgada pra ele começar a correr em alta velocidade, eu comecei a rir.
– Vamos logo — eu disse parecendo uma criança querendo um novo joguinho para se divertir
– Ok, se segura, e não se preocupa, eu não mordo.
– Não? — perguntei voltando ao meu ar de ignorância
– No máximo beijo, não se preocupe — ele disse acelerando e ele realmente andava em alta velocidade. Enquanto eu gritava de emoção no ouvido dele, ele apenas ria da minha animação
Ele começou a parar a moto e eu fiquei triste.
– Por que parou? — perguntei fazendo virar a cabeça para mim
– Por que não sei onde é sua casa — ele disse rindo e eu não consegui evitar de rir
– Já estamos perto, ela é logo depois daquela direita, depois você entra na primeira esquerda e já chegou.
– Como vou saber qual é a sua?
– Tem dois cactos na porta
– Obrigado por me falar, agora já sei como chegar na sua casa e como não confundi-la
– Vou pintar minha casa amanhã e trocar todas as flores do meu quintal
– Até você conseguir fazer tudo isso eu já gravei qual é sua casa
– Você me subestima — ele apenas riu e acelerou a moto
Enquanto eu aproveitava o vento na cara igual um cachorro na janela do carro, minha casa chegou.
– Aqui está! — ele falou desligando a moto
Eu desci me segurando no ombro dele e quando eu coloquei meus dois pés no chão senti um puxam que me tirou o ar dos dois pulmões e me fez deixar escapar um som estranho.
– Meg, você está me esmagando — falei pra menina em cima de mim
Megara era minha melhor amiga desde não sei quando, ela era a nerd que eu mais amava no mundo.
Mas ela não precisava me derrubar no chão com um abraço, e isso era fácil pra qualquer um.
PESSOA MAGRA E BAIXA AQUI, RESPEITO, POR FAVOR.
– Desculpa — ela levanta e me levanta junto — É tudo culpa sua, eu fiquei preocupada quando sua mãe me ligou ontem falando que você não tinha aparecido, ai eu te liguei e você não atendia, ai eu fiquei mais desesperada e hoje você falta a aula e eu venho pra cá correndo da escola e vejo você chegando em uma moto com um cara que eu nunca vi na minha vida — ela acaba tentando pegar ar, falou tudo em um folego só, e apontando histericamente para o Kevin que estava na moto com um meio sorriso.
– Você sabe que tem que respirar entre um monologo e outro né?! — Eu digo
– Sei, mas não deu tempo. — Meg responde
– Vou nessa ,marshmallow — Kevin falou ligando a moto novamente
– Quem é ele? — Meg perguntou
– Sou o cara que está viciado nessa garota. Até mais ver, provável melhor amiga — ele diz e se manda na moto
– SE MORRA MENINO ESTRANHO — grito enquanto ele ae distancia -Parece uma boneca versão assustadoramente maníaca e grande
– Valeu, eu acho. Mas não muda de assunto, quem era ele?
– Um estranho que está me perseguindo desde San Diego — falei abrindo a porta
– E por isso você estava na moto com ele, por que você ama motos e está dando uma chance para o seu perseguidor
– Não — falei subindo as escadas em direção ao meu quarto e escutando ela fechando a porta
– Não me parece isso — ela fala entrando no quarto ao meu lado — Você não é de dar confiança para todos e eu...oi obra — ela falou para a arvore seca que ela havia pintado no meu quarto — te conheço.
– Na realidade. Estava com preguiça de andar e gosto de motos. E ele ia me perseguir de qualquer jeito — falei me virando pra ela — Satisfeita?
– Nem um pouco — ela cruzou os braços e se sentou na minha cama.
– Ok, eu te conto — sentei no chão, já que ainda estava toda suja de areia e molhada por culpa do lerdão.
– Eu conheci esse desmiolado na pizzaria quando fui buscar uma encomenda da minha prima, ele me beijou de repente...
– Foi bom? Ele tem pegada? –ela pergunta
– Foi e tem, agora fica quieta — eu disse enquanto ela batia palmas pulando. Contei o resto das fofocas, sobre o farol e o encontro na rodoviária — E hoje ele me encontrou na praia
– Que fofo -ela disse apoiando o rosto em suas mãos — Ele te achou bem rápido
– Sim, e eu descobri que esse idiota é amiga da acéfala. – eu falo
– Quem? – Meg pergunta
– Da Sasha cara, entenda os códigos — digo
– Todo dia tem um novo, como vou saber? Mas é sério a parada deles serem amigos, por que ai acabou todo o amor — Ela diz meio manhosa
– Ela chamou ele de Vin — Eu digo enojada
– Senhor, proteja essa alma perdida — Meg diz fazendo o sinal da cruz
– Tá precisando de muita proteção. — falei me levantando e indo tomar um banho
– Aposto dez dólares que já se pegaram — Meg fala sorrindo
– Meg! — Eu digo estupefata.
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