Probably Tania (Em Revisão)
27 Chocolate congelado
Notas iniciais
Capítulo 27
Chocolate congelado
– Tania Enfron
Olhei-me no espelho novamente e respirei fundo.
– Você consegue ser normal — falei de olhos fechados e respirando fundo, abri os olhos e olhei meu reflexo — É, você não vai conseguir — falei para mim mesma e sai do banheiro. — Droga de TPM — bufei e o sinal do almoço tocou — Ótimo — sussurrei -, você vai se comportar ao lado do Kevin, ouviu?!
– Vai?! — escutei a voz de Kevin e dei um pulo.
– Que susto — falei e revirei os olhos.
Ele foi andando para a biblioteca sem dizer uma palavra, quando chegamos lá ele verificou se havia mais alguém e fechou a porta dupla.
– Ok, o que está acontecendo com você?! — ele perguntou confuso — Agora pouco estávamos nos agarrando, você é agressiva, mas está até demais — ele disse com um sorriso torto.
– TPM — falei batendo o pé — Eu sinto dor e ainda fico toda modificada, de repente feliz, aí fico atacada e de repente chorando. — falei entrando em crise.
– E entrando em crise — Kevin falou.
– Não provoca — falei apontando o dedo para seu rosto.
– Adoro te provocar — ele falou e me beijou rápido. — Vamos terminar o trabalho, quero te provocar mais.
– Tanto faz — falei segurando o sorriso. Devo ter feito careta, pois ele começou a rir da minha cara.
Começamos a trabalhar no final do projeto, faltava pouco, porém chegou uma parte em que eu não estava mais conseguindo entender sobre a AIDS, ficou complicado e Kevin tentou me explicar cinco vezes e eu não entendia nada.
– Entendeu? — ele me perguntou novamente
– Não — falei inconformada comigo mesma.
– Prefere descansar um pouco? — ele me perguntou levantando minha cabeça pelo queixo — Hein?! O sinal já bateu e você nem foi para aula, já estamos trabalhando há horas, melhor parar.
– Eu estou de tempo vago agora, uma professora faltou. Mas eu só paro se você tiver que sair, por mim, continuo até entender.
– Sem problemas, mas eu preciso de uma folga — ele disse e veio ao ataque.
Ele puxou minha cadeira para mais próximo, fiquei ao lado dele sentindo ele dominar todos os meus sentidos. Kevin com toda certeza era o único capaz de fazer isso, era capaz de desaparecer com todas as coisas importantes ou desnecessárias. Só precisava exatamente de seus lábios, e o corpo poderia ficar também. Senti um de seus braços em minha cintura e o outro segurava minha nuca com força, mas não uma força que me machucasse, apenas uma força que mostrava que ele estava ali para mim, apenas para mim. O puxei pelos ombros e o trouxe mais para mim.
– Aula de anatomia rola solta aqui — escutei alguém dizendo seguida de uma risada.
Do mesmo modo que puxei Kevin eu o empurrei, mas ele apenas parou de me beijar, ele não me soltou de modo algum.
Virei-me e vi Meg carregando três livros e estava encostada no batente da porta, ela se encaminhou ate minha mesa, antes dela chegar eu tentei empurrar Kevin para longe, porém só consegui um sussurro vindo dele, um 'quietinha, você não vai escapar de mim'.
– Eu sabia que a Tania teria dificuldades na parte da AIDS e en..
– Gênio – falei.
–...tão eu trouxe alguns livros para ajuda-la, mas eu acho que a biologia estava rolando bem aqui, então vou indo — Meg falou se retirando da biblioteca.
– Obrigado, a aula aqui ainda não acabou — Kevin disse e eu bati em seu ombro.
– O trabalho não acabou — dessa vez o empurrei mais forte e ele se desgrudou de mim.
Ele finalmente conseguiu me explicar com a ajuda dos livros que Meg trouxe para a biblioteca, logo depois ele me deixou em casa de moto. Mas, infelizmente, minha mãe estava chegando do trabalho no mesmo instante.
– Olá, filha — ela disse ao sair do carro e me ver descer da moto de Kevin. — Quem é esse?
– Er...bem, esse aqui é o Kevin. É um amigo do Sol, o namorado da Lua.
– O Sam? — minha mãe perguntou e eu assenti.
– Muito prazer em conhecê-la, Sra. Enfron — Kevin desceu da moto e cumprimentou minha mãe — É uma enorme honra conhecer a mulher de que Tania herdou a beleza — ele falou com um sorriso gentil. Uau, nesse tempo todo eu nunca vejo o Kevin sem seu sorriso torto ou cafajeste ao cubo, e agora ele dá até sorriso gentil.
– O prazer é meu, querido — minha mãe disse com um sorriso enorme, ótimo, ele conquistou minha mãe! — Tania, só queria lembrar que esse fim de semana é a nossa viagem para a casa da sua avó e ela liberou você levar seus amigos, contanto que eles não mexam no sal das janelas.
– Sal? — Kevin perguntou confuso.
– Ela diz que afastas as maldições — eu respondi e minha mãe concordou com pesar.
– Bem, por que não convida o Kevin? Ele parece ser um ótimo garoto. — minha mãe disse.
– Só parece — falei e dei uma risada.
– Que horror, Tania — minha mãe repreendeu — Vamos adorar ter você por lá, pode levar alguns amigos também.
– Mãe– a chamei dando o aviso de 'Sério, para!'
– Só estou querendo que você tenha mais amigos, querida — ela fala e vai para dentro de casa.
– Nada de querer ir nessa viagem e muito menos convidar alguém para ir. — avisei a Kevin que me deu um sorriso debochado.
– Como assim? Sou muito bem-vindo — ele falou com uma carinha triste — E eu já tenho a garota perfeita para levar nessa viagem.
– Garota?! — perguntei tirando minha mochila e tacando na cara dele.
– Ciúmes?
– Não, só estou chocada de você querer ir nessa viagem e querer levar uma garota — revirei os olhos, sorte a minha que penso rápido para contrariar a droga da ideia dele que estava certa.
– Relaxa, é apenas sua BFF — ele garantiu e eu arregalei os olhos.
– Você não é maluco de convidar a Sasha — falei com um sorriso nervoso.
– Tchau, amorzinho — ele falou dando um beijo na minha bochecha e subindo em sua moto.
Eu continuei estática, com minha mochila na grama, a boca aberta pra entrar mosca, dor no útero e totalmente IRRITADA.
TPM vai me ajudar a matar o Kevin. É isso é um bom plano.
Primeira morte, KEVIN!
(...)
– Meus fãs, eu cheguei — Lua entrou na minha casa cantarolando.
– Manda ver, Terkina — eu falei rindo de sua fala do desenho do Tarzan.
– Valeu — ela disse fofa.
O restante da semana foi tediosa, com dores vindas da minha parte. Ainda estava com bastante dor, mas eu amava a casa da minha avó, sendo assim eu ignorava qualquer dor que chegasse.
Eu terminei por convidar Meg, Lua e consequentemente Sol, Jay e convenci Meg a convidar o ratinho. Vai que eles finalmente se beijavam.
– Aí, vocês lembram da Melissa? — Jay perguntou ao chegar ao meu lado para carregar minha mala.
– A garota que beijou o Kevin, impediu a Nia de ter um namoro brilhante e quase fez a infelicidade completa no coração dela? — Lua perguntou falando normalmente, como se minha vida fosse à garrafa pet reciclável.
– Valeu por guardar com tanto carinho esses fatos, Lua — falei dando um sorriso.
– Lembramos — Meg falou rindo
– Ela está com o cabelo castanho de novo e tá sempre se encontrando com meu irmão no bar — ele disse chocado e chocando nós três. Oi? Sai do ovo minha gente!
– COMO ASSIM O PERSEU TÁ SAINDO COM A MELISSA? — perguntamos juntas.
– Nossa, vocês adoram combinar de falar juntas, doí até o ouvido — Jay falou mexendo em seu ouvido.
– Realmente — disse Sol entrando dentro da minha casa e mexendo no ouvido da mesma forma que Jay — E bom dia
– Bom dia — Meg cumprimentou e eu dei um aceno.
– O carro já está pronto — meu pai nos informou vindo da cozinha junto de minha mãe- Quem não couber no carro do Sam vem conosco.
Saímos de casa e vimos Kevin, Derek e a SALSICHA SEM BUNDA ENLATADA DO CARAMBA!
– Eu não credito que ele convidou logo a Sasha — falei em alto e bom som.
– E eu não acredito que aceitei — Sasha falou e bufou junto comigo.
– Vamos, crianças — meu pai falou para o bando de marmanjos.
Lua e Sol entrando nos bancos da frente, como sempre, Meg e Derek entraram e Jay sentou no canto.
– Opa, acho que não tem mais espaço — Kevin disse com uma cara completamente triste e sínica — Que pena.
– Não tem problema, vem conosco — minha mãe disse enquanto meu pai fechava o porta malas.
– Obrigado, Senhora Enfron — ele disse com um sorriso.
– Droga — Sasha sussurrou -, vou ter que ir com vocês.
– Droga — falei batendo o pé — Por que você aceitou vir?
– Como ele conseguiu vir na viagem?
– Enganando minha mãe — falei dando de ombros
– Como você acha que eu fui obrigada a aceitar? — ela ergueu as sobrancelhas e eu revirei os olhos. Olhei para Kevin e ele piscou para mim.
– Sua bosta de ser — falei e entrei no carro, Kevin sentou do meu lado e Sasha ao seu.
– Vamos começar nossa viagem — meu pai disse ao entrar no carro — VÊ SE NÃO SE PERDE — meu pai gritou para o carro de trás, onde Sol iria dirigindo.
– Fica quieto — falei para Kevin, deitei minha cabeça em seu ombro, logo me desobedeceu, se mexeu e deixou minha cabeça em seu peito, envolvendo minha cintura com seu braço direito. Eu levantei minha cabeça devagar e recebi um beijo na testa.
Desliguei minha mente e até minha TPM por um momento, só aproveitando aquele carinho e o sono que me dominava.
(...)
– Já chegamos — ouvi alguém sussurrar, era Kevin. Eu levantei minha cabeça de seu peito e sai do carro, todos já estavam nos esperando do lado de fora dos carros, meu pai terminava de colocar a última mala para fora do carro.
Olhei para casa da minha avó, era uma casa um pouco grande demais para a velhinha morar sozinha, porém ela adorava receber visitas, então servia bem para ela a casa. Ela morava a cinco horas de viagem da gente, Stella e eu adorávamos nos encontrar na casa da vovó com nossos outros primos. Kate, Evan, Leah e Nollan, nossos primos. E o que mais acho genial na cabeça da minha avó e do meu falecido avô é que eles decidiram dividir os sobrenomes. Minha avó tinha o sobrenome dela e do meu avô, ela informou ao meu avô que não queria que o sobrenome de sua família morresse com ela, já que ela era a única filha, sendo assim os três filhos mais velhos ganharam o sobrenome do meu avô e os três mais novos ganharam o sobrenome dela. Eu amo meu avô até hoje pela liberdade e independência que ele forneceu a minha avó nesse pais que esquece o nome das mulheres depois do casamento. Por isso eu e Stella temos o sobrenome diferente, já que meu pai é um dos filhos mais novos e o pai dela um dos mais velhos.
– Vamos lá — falei e corri para a porta, bati três vezes rápido e três vezes devagar, esse era o código que minha avó me ensinou quando eu era pequena, para avisa-la que eu estava chegando. A velhinha toda inteirinha abriu a porta e sorriu quando me viu.
– Minha netinha loira — ela disse me abraçando, sim, eu era a única que tinha cabelos loiros nessa família, tiram minha mãe, obvio.
– Oi, vovó — falei rindo e a abraçando forte, eu era a única que conseguia abraça-la direito, já que eu era tão baixa quanto ela.
– Quantas espécies raras você trouxe hoje? — ela perguntou com um sorrisinho torto. Minha avó tinha várias manias, e uma delas era falar que cada pessoa é de uma espécie diferente, mas até que eu concordava com ela.
– Várias, mas algumas a senhora já conhece — falei e meus pais entraram cumprimentando minha avó, depois o Jay veio e deu um abraço de urso em minha avó.
– Oi, vovó — ele disse sorrindo e largando minha avó.
– Olá, Jason — ela disse acariciando seu rosto — Já se confessou para a minha netinha? — ela perguntou e eu bati na minha própria cara, doeu menos do que ouvir aquilo da minha avó. — Oh, pelo tapa parece que já falou — ela disse rindo e Jay sorriu sem graça para ela.
– Olá — Lua falou daquele jeito fofo dela e Sol.
– Olá Lua e Sol — minha avó disse sorrindo para o casal Yin-Yang. — Vocês continuam muito fofos — ela disse e bagunçou o cabelo dos dois. Meg sorriu e minha avó a abraçou forte — Minha querida menina limpa e florida.
– Olá, vovó — Meg disse sorrindo — Como à senhora está?
– Melhor agora — falou e deu espaço para ela passar.
Sasha e Derek entraram juntos, minha avó os examinou com o olhar e depois olhou para mim.
– Espécies novas?
– Sim — confirmei -, uma salsicha e um ratinho — falei, os gêmeos me fuzilaram, com o olhar por que se pudessem era com uma arma.
– Gostei — minha avó falou e os gêmeos a olharam confusos. — Você tem a áurea meio amarelada — ela disse apontando para Sasha — e você tem a áurea igual à de...- ela se interrompeu e sorriu — Vou adorar ter vocês por aqui.
– Obrigado — Derek agradeceu e eles entraram.
– Agora se prepare, ele vai tentar te convencer de que é bom, mas não acredite em nada — falei para minha avó.
– Desde quando eu caio em conversinhas? — ela perguntou ofendida
– Nunca, vovó, só estou avisando que ele é desses.
– Então o que ele faz aqui? — ela perguntou.
– A mamãe o convidou — falei e vi Kevin entrar e ficar de frente para nós.
– Olá, é um prazer conhece-la, senhora Enfron — ele disse e ela o olhou atentamente.
– Oi, bonitão — minha avó disse sem nem piscar.
– Vó! — chamei sua atenção.
– Ótimo partido, Tania. Namora ele, o Jay supera — ela disse ainda encarando Kevin.
– Vó! — a repreendi novamente – E a parada de não cair em conversinhas?
– Ah, que isso. Sou velha e não caduca. Ele é um pedaço de mau caminho — ela disse olhando maliciosamente — Beija logo.
– VÓ! — gritei.
– O Jay não liga, não é, Jay? — ela perguntou, meus amigos estavam no corredor a nossa frente, Lua sacou um salto alto da mala e apontou para o Jay.
– Luana! — dessa vez falei repreendendo Lua.
– Aí, não me bate Lua! — Jay falou arregalando os olhos — Não ligo, namora logo. Tudo pra não ter um sapato de salto cravado nas costas.- ele disse com medo.
– Bom menino — Lua e minha avó disseram juntas.
– Viu, Tania. — minha avó se vira para mim — Nem luta pela donzela. Aposto que o bonitão não teria medo de um sapato por você — minha avó fala.
– Já olhou o sapato dela, vó? Desistiria até da Megan Fox — Jay se defende.
– Para de ser frouxo, homem — minha avó diz.
– Dá licença, vou ali morrer de vergonha — falei me arrastando para longe da porta.
– Ela não é fácil — minha avó disse rindo.
– Já reparei — ele disse olhando para mim enquanto eu sai de perto da porta -, mas ainda a terei.
– Boa sorte — minha avó disse rindo — e seja bem vindo.
– Obrigado — ele entrou carregando uma pequena mochila.
– Mostre os quartos para o pessoal — ela pediu me empurrando enquanto fechava a porta.
– Tudo bem — disse desanimada — Podem subir — falei apontando para a escada, todos subiram e esperei Kevin passar por mim com um sorrisinho, bufei e os segui até o corredor de cima — Vamos lá cambada de arruaceiros, tá na hora de arrumar um quarto para vocês — falei rindo malignamente.
– Por que tá rindo assim? — Sasha perguntou confusa.
– Por que, soldado — falei chegando à frente dela — dependendo do quarto que eu escolher decidirá se seu fim de semana será um inferno ou o paraíso. — dei minha risada maligna.
– Ok, em forma — ordenei — Meg nesse — apontei para a primeira porta do corredor a direita — e o ratinho ruivo nesse aqui — falei apontando para o da esquerda, de frente para o de Meg, vai que rola algo e finalmente acontece o BEIJO ESPERADO.
– Quero ferrar a vida de um, mas terei que ferrar a vida de outro — falei olhando para o Jay — Sinto muito, mas Jay e Salsicha, seus quartos — apontei para as duas portas a direita, Salsicha não irá aguentar dormir no quarto ao lado do Jay.
– E vocês eu não quero ferrar — falei para Lua e Sol -, quartos ao lado — apontei para os quartos da esquerda. — E você, coisa horrorosa — nada horrorosa, acrescentei mentalmente — vai ficar no último do corredor.
– De frente para o seu? — ele perguntou apontando para a porta de frente para a dele.
– Claro que não, meu quarto é no corredor dos meus pais.
– Na verdade não — minha avó apareceu no corredor, não sei da onde ela saiu, o Jay deu um pulo com o susto.
– Como assim? — perguntei desesperada.
– Houve uma infiltração e o seu quarto está em manutenção.
– Ah — suspirei aliviada -, é só isso? Eu aguento!
– Não vou deixar minha netinha em um lugar ruim.
– Vai sim — falei me encaminhando para o começo do corredor.
– Não vou — minha avó apontou para mim e eu parei com a perna levantada -, não se atreva a me desobedecer — ela disse e me fuzilando com os olhos estreitos e saindo do corredor.
– Tinha esquecido como a vó assusta — Jay disse entrando no seu quarto.
– Eu também — Meg concordou e entrou em seu quarto. Terminou por todos entrarem em seus quartos e eu fiquei no corredor, acompanhada de Kevin, inferno!
– Parece que eu que vou decidir se seu fim de semana será um inferno — ele disse no meu ouvido, logo trocou para o outro e sussurrou com os lábios bem colados em minha orelha — ou paraíso.
Empurrei-o e me tranquei no meu quarto, eu olhei para o quarto e estava com todas as minhas coisas que eu guardava no outro quarto. Meu mural com folhas secas desenhadas, uma cortina negra com desenhos celtas e minha estante de livros da época do jardim de infância. Até minhas malas já se encontravam aqui, tudo arrumado.
– Se quiserem ver a areia da praia ainda hoje, a hora é essa, só terão até às seis da noite. — minha mãe gritou do corredor, olhei para o relógio na parede e já eram dez horas, só tenho oito horas para aproveitar o sol e a praia.
– É AGORA — gritei de dentro do quarto.
– PARTIU — escutei Lua gritar e ri.
Coloquei meu biquíni negro, amarrei o cabelo em um rabo de cavalo e peguei minha bolsa com alguns utensílios. Quando eu já estava com a mão na maçaneta a cólica começou.
– Meu útero vai morrer — anunciei para mim mesma, coloquei um short bem curto e sai do quarto batendo palmas — Quem vem para praia?!
Todos começaram a sair de dentro dos quartos, os meninos com bermudas e camisetas, ate o Derek, o que me surpreendeu, e as meninas com seus biquínis.
Óbvio que existe uma diferença grande entre os biquínis aqui presentes.
A Meg usava uma canga amarrada que batia até seus tornozelos enrolada na cintura, um biquíni discreto e usava sua coroa de flores. Lua usava um short jeans, um biquíni por baixo de sua blusa transparente e tinha um chapéu de praia roxo, na cabeça. Mas a Sasha era a que mais chamava atenção, para se destacar na sua pele branca e com seus cabelos ruivos, ela usava um biquíni vermelho escuro, e estava com óculos escuros presos no cabelo e por cima tinha um vestidos tomara que caia — todos torcendo para não cair — branco translúcido.
– Vamos indo — falei descendo os degraus da escada, Meg chegou ao meu lado e segurou meu braço.
– Aí, você reparou a olhada que o Jay deu na Sasha? — ela me perguntou em um sussurro.
No mesmo instante me lembrei do beijo que eu descobri, Jay e Sasha haviam se beijado quando foram vigiar Derek e Meg, mas por que eles se beijaram?
– Não — respondi sincera, eu realmente não tinha notado nada.
– Que pena, será que foi coisa da minha cabeça?
– Será que foi impressão minha que o Derek usa camiseta e tem braços fortes?! — perguntei e deixei Meg se transformar em um tomate, um tomate que gosta de coroa de flores.
– Acho que sim — ela terminou admitindo, mas ela quase amassou os próprios dedos e virou uma bomba nuclear.
– Ok nunca mais te pergunta nada, se não você explode de vez.
– Que bom — ela suspirou aliviada.
– Ei, por que esse alívio todo? — perguntei e ela saiu correndo para fora de casa.
– Volta aqui, agora — corri para fora de casa atrás dela, ela se enfiou no carro do Sol. Mas já que só nós iriamos para a praia só o carro do Sol seria utilizado, ou seja, oito pessoas em um carro de cinco lugares.
Sasha entrou seguida de Derek e Jay, logo Kevin entrou pelo lado que eu estava sentada.
– Espera, está apertado — exclamei quando eu só estava com uma perna no banco e o resto em cima de Kevin.
– Sério, nem reparei, gênio — Sasha falou sarcástica.
– Retardada — falo
– IMBECILA — ela grita e eu fiquei confusa.
– Existe feminino de imbecil?
– Não sei, eu acho que discriminam muito as mulheres quando se diz respeito a xingamentos ou algo do tipo.
– Realmente — concordei.
– TÁ APERTADO AQUI, PAREM DE CONVERSINHA — Jay gritou e Sasha revirou os olhos.
– Eu resolvo — Kevin me puxou pela cintura e me sentou em seu colo.
– Bora, coloca a nerd no seu colo — Sasha falou para Derek, Meg estava quase se colando ao teto só para não encostar em Derek.
– Como? — ele perguntou ficando vermelho.
– Coloca logo ela no colo — Lua mandou no banco da frente.
– Você esta confortável, então cala a boca — Meg mandou e Sol riu.
– Vem cá — Jay puxou Meg para seu colo e empurrou Sasha, mas como o espaço e pequeno ela caiu em cima de mim e depois se ajeitou no colo do irmão.
– NÃO — gritei — Injustiça, não quero o colo do Kevin — falei e comecei a passar por cima da perna de Sasha para chegar ao colo de Jay. Passei minhas pernas por cima de Sasha e bati a cabeça no carro algumas vezes. Empurrei Meg para o lado e sentei no colo de Jay.
– Obrigado por preferir meu colo, mas acho que a Meg e o Derek vão explodir — Jay disse apontando para o "casal" que parecia entrar em combustão, é uma falta de colocar tudo pra fora, isso é gostar de ficar envergonhado por tudo.
– Tá, volta pra cá — falei para a garota encolhida no colo de Derek. Passei minhas pernas por cima das dela e ela foi para o colo de Jay enquanto eu me deixei cair no colo de Derek. Me acomodei e dei de ombros. — Até que seu colo é confortável — falei me virando para ele — Gostei — quando eu ia me encostar nele senti os olhos de Kevin fumegando e uma ruiva ser totalmente jogada em cima de mim que nem banana amassada.
– Tania vai ficar no meu colo — Kevin disse estressado.
– Vocês acham que sou o que, bola de Ping Pong? — Sasha perguntou se ajeitando no colo do irmão, de novo, e ajeitando a roupa que agora estava toda desarrumada.
– Ok, podemos ir? — Sol perguntou secando as lagrimas, pelo jeito os dois da frente estavam rindo do jogo de "três bolas magras".
– Podemos — Kevin disse me segurando pelo quadril. — Né?! — ele me perguntou e eu revirei os olhos
– Desisto — falei me encolhendo e deitando minha cabeça em seu ombro.
Depois de um tempo chegamos à praia, o sol estava perfeitamente perfeito. Aquela bola gigante irradiava luz e eu amava recebe-la em minha pele.
– Vem bebê brilhante — falei saindo do carro e correndo para a areia. Tirei da bolsa minha canga e a estiquei na areia, quando me deitei uma bunda se sentou ao meu lado, olhei e vi que era Jay. Não me importei, mas quando senti outra bunda sentando do meu outro lado e vi que era Kevin o chutei.
– Quê isso? — ele perguntou rindo do meu chute.
– Um chute, sai — expulsei -, você não pode sentar na minha canga.
– Por que ele pode? — ele perguntou apontando para o Jay.
– Por que ele é ele — falei me sentando e abraçando o Jay. Escutei uma bufada atrás de mim, me virei dando de encontro com a salsicha sentada em uma canga.
– Quê? — ela perguntou abaixando o óculos escuro para me encarar.
– Comigo nada, agora com você deve ser falta de bunda, ou de homem — falei dando um sorriso e ela se levantou e eu dei um pulo me levantando junto.
– Quer experimentar o gostinho da areia? — ela perguntou me encarando.
– E você já experimentou seu próprio sangue, boneca? — perguntei sarcástica.
– Vamos acalmar os ânimos — Kevin pediu e eu ouvi a risada de Jay atrás de mim. — Ai, amigão — Kevin chamou Jay e envolveu seus ombros com um braço -, vamos bater um papo.
Amigão? Papo? Desde quando Kevin bate um papo com o Jay? O meu Jay?
– O que você quer enfermeiro de meia tigela? — Jay perguntou revirando os olhos, enquanto isso me sentei e Meg se sentou ao meu lado e logo Lua e Sol se sentaram ao nosso lado.
– O que você acha daquela garota? — Kevin apontou para uma morena alta e com o maior corpão saindo de dentro da água.
– Linda- Jay deu de ombros.
– Então vai lá- Kevin incentivou.
– Quer que eu morra, lesado? — Jay perguntou.
– Por que, Jay? — Meg perguntou confusa, tanto quanto eu.
– Olha o tamanho do namorado dela — Jay apontou para o cara que estava esperando a morena na areia, ele era o triplo do Jay.
– Droga! — Kevin xingou e começou a varrer a praia com seu olhar.
– O que você está fazendo? — perguntou já ficando nervosa com o olhar dele.
– Fica com ciúmes não, lábios de mel — ele disse e me mandou um beijo. Eu revirei os olhos. – Só estou colocando meu plano em ação.
– Vou entrar na água, alguém? — Meg pergunta. Eu fuzilo Derek, que estava ao lado de sua irmã, ele só permanece encarando o horizonte. Sasha dá uma cotovelada nele e ele reage.
– Adoraria — Derek fala meio envergonhado e se levanta indo até a Meg, quando eles dão o primeiro passo eu pigarreio e eles me olham.
– Você vai molhar sua canga, Meg — eu digo e a pele dela fica vermelha rápido demais.
Ela com toda a vergonha do mundo fica apenas de biquíni se encolhendo toda, Meg tinha o corpo lindo e bronzeado. Garota alta, morena, fofa e nerd, existe garota melhor? Óbvio que não! Só poderia ser minha amiga.
Eles se distanciam e Lua me avisa que vai compra água de coco junto de Sol, eu peço para eles trazerem um para mim e eles se vão.
– E aquela? — Kevin pergunta apontando para uma loira que estava caminhando com seu cachorro na praia.
– Cala a boca, Kevin — eu gritei me levantando novamente — Deixa o Jay, que chato.
– Mas ele precisa desencalhar de você — Kevin falou como se fosse óbvio — Assim o espaço está totalmente aberto para nossas escolhas.
– Que escolhas? — perguntei confusa — E nossas? — perguntei apontando de mim para ele.
Ele assentiu, quando ele ia falar algo ele arregalou os olhos e olhou para Sasha que passava bronzeador na pele branca leite acedo de salsicha.
– Sasha, amorzinho — Kevin falou indo a até ela e a levantando.
– Que foi, Vin? — Sasha perguntou receosa.
– Para de chamar ele assim, que nojo — falei passando a mão na testa com raiva, o apelido era tão nojento e ridículo, meu causava angústia.
– É só a Sasha, relaxa — Kevin disse piscando para mim — Seguinte, Jason, por que você não fica com a ruiva mais gata dessa vida? Ela deve beijar bem — Kevin levantou as sobrancelhas sugestivamente e Sasha olhou pasma para ele.
– Vira essa boca pra lá — eu disse junto de Sasha.
– Meu melhor amigo tem bom gosto e nunca beijaria a salsicha sem bunda. – eu disse confiante.
– Mas eu já beijei — Jay disse, assim, como se esse fato não fosse nada. Fosse que nem uma borboleta saber voar ou um pombo ter pulgas.
– Como assim voc...
– CALA A BOCA, SEU ESTÚPIDO — Sasha gritou me interrompendo e me assustando — Essas coisas não é para falar por aí.
– Por que não? — me virei para Jay que fazia a pergunta confuso.
– Por que não — voltei a olhar para Sasha — Não era para ninguém saber.
– Você não falou nada — Jay disse quase que em um grito, meus olhos estavam que nem uma bola de ping pong, olhando de um lado para o outro.
– Essas coisas não se fala, apenas se entende — Sasha saiu bufando.
– Volta aqui — Jay foi atrás dela.
– Eles são um casal — Kevin sussurrou.
– Cala a boca, eles não são — eu discordei.
– PARA DE ME SEGUIR E CALA ESSA BOCA — Sasha gritou para Jay enquanto se afastava.
– VEM CALAR, LINDONA — Jay gritou de volta e correu atrás de Sasha.
– Eles são um casal -falei angustiada, virei meu rosto na direção de Kevin e o vi sorrindo — Não comemore, sério, me dê um minuto de silêncio, por que eles serem um casal é a morte da humanidade.
Kevin ficou por um tempo quieto e eu só ouvi o som do vento batendo em meus ouvidos.
– Você sabe que um minuto terminou, né?! — Kevin me perguntou e eu forcei o choro e concordei.
– ELE DESENCALHOU — Kevin gritou e começou a me puxar para dançar e comemorar — OLÊ OLÊ OLÁ, O JASON DESENCALHOU! — ele me pegou no colo e começou a pular pela praia.
– Isso não é legal — falei cruzando os braços e ele me pós no chão.
– Por que não?! — Kevin perguntou erguendo uma sobrancelha. — Você por algum a caso gosta dele?
– Gosto, óbvio, ele é meu irmão — eu falo desesperada -, e nenhuma irmã que ama o irmão gostaria que ele namorasse com uma sem futuro.
– Para com isso, a Sasha é bem legal.
– Vou fingir que acredito — falei rindo sarcasticamente.
– Satisfeito, por agora, mas esquece tudo isso — ele disse se aproximando de mim.
– O que foi?
– Tania, quer namorar comigo? — ele me perguntou, na lata.
– Não faz isso — comecei a bater o pé e ter o início de um choro -, eu ainda estou de TPM e estou emocionalmente instável, não faz pergunta difícil.
– É só falar sim ou não — ele sussurrou em meu ouvido com seus lábios grudados em minha orelha e seu corpo grudado no meu.
– Kevin — suspirei enquanto ele me envolvia em seus braços -, para – disse ainda falando leve, não estava parecendo um ordem, aliás, realmente passava o que eu estava sentindo, aquela palavra e da maneira que foi dita dava a entender que eu queria o contrário. Eu o queria mais próximo de mim.
– Tania, responda — ele mandou. Com as últimas forças que me restavam eu empurrei Kevin um pouco e consegui enxergar seu rosto.
– Se você conseguir achar chocolate aqui na praia eu te namoro — missão impossível.
– Então você já é minha — ele disse com um sorriso gigantesco.
– Como é? — perguntei desesperada.
– Olhe — ele me virou em direção ao final da praia. Havia uma barriguinha com um placa grande e filha da mãe escrita "Chocolate congelado".
– Só pode ser brincadeira — falei arregalando os olhos, Kevin correu até lá e em pouco tempo ele voltou com um potinho parecendo ser de sorvete, ele me entregou e dentro tinha cubinhos de chocolate. Eu abri a boca totalmente chocada, desesperada, impressionada e nocauteada pela coincidência.
– Agora você é minha namorada — Kevin disse e eu olhei para seu rosto. Seus cabelos loiros pareciam mais brilhantes do que o normal, sua pele bronzeada realçada e seu olhar vencedor. Definitivamente, ele estava lindo. Agora, por minha própria culpa, eu estava namorando esse deus grego, droga!
– Tania — ele segurou meu queixo e me puxou com força, me fazendo largar o potinho de chocolate e me segurar em seu peitoral -, você é minha.
– Não, sou não — mesmo o contrariando subi minhas mãos para sua nuca.
– É mesmo? — ele perguntou com uma mão em meu quadril e outra passeando de meu pescoço até minha nuca — Mas um dia você vai confessar que quer ser somente minha, só minha. — ele disse e eu sorri quando ele parou de enrolação e finalmente me beijou.
Seus lábios se prenderam nos meus e cada movimento era mais voraz que o outro, mas eu sentia algo estranho, como se ele finalmente tivesse permissão para me beijar da maneira que quisesse.
Havia um gosto diferente ali, e o horrível era admitir que eu estava louca por aquele beijo, louca pela forma que ele me prendia a seu corpo e como eu estava completamente e irreversivelmente fissurada em tudo que o Kevin era.
Atraente, inteligente, o tipo de garoto, que você não encontra, romântico e cafajeste até um certo ponto. Que não vai desistir de você, e essa era uma das coisas que mais me atraia nele, ele não vai desistir de me ter.
– Não creio que estou vendo isso — escutei a voz de Lua.
Kevin liberou meus lábios e eu abri um sorriso.
– Infelizmente está — eu falei enquanto Kevin ainda mantinha nossos corpos colados e me encarava.
– Vocês não, aquilo — Lua apontou para a entrada da praia, aonde se encontrava Jason e Sasha se agarrando como se o mundo estivesse rachando em baixo deles.
– Maneiro — Kevin comemorou e eu bati em seu peito.
– Calado — eu mandei tristonha — Só espero que essa salsicha não estrague a vida do meu amigo.
– Também espero que Jason não machuque o coração dela. — ele disse e eu dei uma risada.
– Até parece, aquela cobr...
– Não fale assim dela — ele disse sério -, para nos ajudar no Halloween ela prejudicou o namoro dela, que estava indo muito bem. Talvez a Sasha não seja tudo que você pensa — Kevin disse e me beijou rápido.
– Gente — escutei a voz de Meg, ela veio correndo até nós junto com o ratinho ruivo -, achamos algumas rochas mais para frente e o que é aquilo? — ela apontou para Jason e Sasha.
– Eles estão juntos – Kevin disse alegre.
– Bom, tem uma pequena piscina para explorar, mas vai ter que se jogar de cima das rochas — Derek explicou.
– To dentro — falei com um sorriso e Meg me olhou rindo, eu fiquei confusa e reparei que Kevin ainda me segurava possessivamente, uma mão em meu quadril e a outra em minha nuca, o empurrei com força e ele sorriu me largando.
– Estamos dentro — Sol respondeu e Lua sorriu.
– O que está rolando? — Jay apareceu se apoiando no ombro de Sasha que parecia estar mal humorada, idiota!
– Vamos nos suicidar, a primeira é a salsicha — falei rindo e Jay sorriu mais ainda.
– Pode deixar que eu me jogo junto — ele disse e eu e Meg fingimos vomito e Lua ficou com os olhos brilhando de emoção.
– Então vamos nessa — Derek disse indo na frente para nos mostrar o caminho, antes de continuarmos decidimos deixar todas as nossas coisas dentro do carro e as meninas foram apenas de biquíni e os meninos tiraram as blusas e foram de bermuda.
Caminhamos até o final da praia, encontramos as rochas e escalamos com muito cuidado, a noite a maré subia, deixando as rochas molhadas que secavam e formavam algumas partes escorregadias. Chegamos ao topo todos bem, houve uma parte do percurso em que Sol ficou preocupado em Lua se machucar e mandou ela se pendurar nas costas dele, eles são fofos demais um para o outro.
Olhei do topo da rocha e vi a pequena piscina em que pularíamos, era cercado por pedras e provavelmente ao fundo teriam muitos corais.
– Isso vai ser demais — Kevin disse atrás de mim e eu concordei.
– Vai ter que ser um de cada vez — Jay falou olhando para o pequeno espaço de água que teríamos que pular.
– Então eu vou ser a primeira — falei saindo correndo e me jogando, a emoção era grande, se eu caísse fora iria me espatifar nas rochas, mas quando meus pés foram os primeiros a tocar a água gelada eu gritei e deixei me afundar na água, a piscina era pequena, mas sua profundidade era enorme. Logo vi Kevin se afundar, subi junto dele e Meg, Lua, Sol, Derek e Jay vieram em seguida, pulando que nem retardados, os garotos fizeram acrobacias no ar, mas as meninas estavam gritando que nem doidas.
– Cadê minha irmã? — Derek perguntou tirando o pouco de cabelo que estava em sua testa.
– Sasha — Jay chamou ao olhar para cima e ver Sasha ainda nas rochas em pé nos olhando. -, pula — ele mandou.
– Tá louco? Vou cair fora — ela gritou.
– Opa, então pula logo — falei rindo e Meg me deu um empurram, saímos de dentro da piscina, mas Jay dentro.
– Eu não sei nadar muito bem — Sasha gritou e Jay ficou sério.
– Não vou te deixar afundar, eu juro — ele disse com firmeza.
– Onww — Lua fez suspirando.
– Blah — reclamei revirando os olhos.
– PULA LOGO, SASHA — Sam gritou com raiva.
– Agora que não vou — Sasha avisou.
– Por favor, pula — Jay pediu, ela se distanciou um pouco da ponta e logo pulou. Ela afundou e Jay foi junto, demorou alguns segundos e ele voltou com ela no colo.
– Teatral — falei para Sasha quando foi deixada no chão por Jay.
– Ciúmes? — Sasha perguntou — Ou inveja?
– Nem um pouco — falei com um sorrisinho. – É vontade de te matar mesmo.
– Vamos — Kevin me puxou pela cintura e fomos caminhando pela caverna, dentro as paredes era brilhantes por culpa da água que escorria por elas, o chão era iluminado pela pouca luz solar que entrava pela caverna e a pouca água que havia nele brilhava, e era tão limpa e pura que chegava a parecer varias perolas no chão.
Mas a frente havia outra piscina, porém essa era totalmente coberta pela caverna.
– Vou nessa — Sol disse e se jogou na piscina, fomos logo atrás o acompanhando.
– Provável que aqui tenha corais, eu vou verificar — Derek falou.
– Te acompanho — Meg disse e mergulhou junto.
– Quem queremos enganar? Eu também quero ver — falei e mergulhei.
Sasha mergulhou se segurando em Jay, e o restante mergulhou separadamente.
Só conseguiríamos ficar um minuto ou menos de baixo d' água, então teríamos que aproveitar, nadei ate o fundo e comecei a ver os peixes coloridos indo para os corais e voltando logo para a água e nadando tranquilamente.
Os corais eram coloridos e se movimentavam com as ondas que passavam leves por eles, eu sorri ao ver Kevin nadando ao lado dos peixes fazendo careta.
Subi para pegar ar, já estava sufocando. Nem demorou muitos para que todos subissem rindo.
– Esse lugar é lindo — Lua disse e eu concordei.
– Espetacular.
Começamos a escutar trovões e decidimos voltar para praia o mais rápido possível, deixamos a caverna caminhando e ao sairmos encontramos o céu totalmente fechado, cadê aquele sol?
– Sol, você roubou o brilho do Sol? – Lua perguntou rindo.
– Espera, foi muito sol para uma frase só – falei rindo e saímos correndo para o carro.
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