Probably Tania (Em Revisão)
15 A vingança tem cheiro doce
Notas iniciais
Capítulo 15
Vingança tem cheiro doce
– Megara Tuit
–A Meg vai se declarar. — Tania anuncia para Kevin.
–Forçadamente — falo com raiva.
–Isso não mata. Aproveita que a Sa deve estar saindo de casa para ir dormir em uma amiga — Kevin diz.
–Viu, eu sou um gênio — Tania se vangloria.
Eu mostro a língua para ela pelo espelho do carro. Droga, eu estou ferrada!
Kevin parou o carro na esquina e me indicou a janela do quarto de Derek, que ele divida com Sasha, Tania vai comigo até a janela e sai quando eu terminei de escalar a janela.
Eu entro e logo sinto aquele perfume horrível da Sasha, dou uma leve tossida e sigo para o lado do quarto que tinha livros empilhados ao lado da cama, nesse momento eu comecei a sentir o perfume de Derek, um leve toque amadeirado com o próprio perfume dele que eu tive poucas chances de sentir, mas mesmo assim já havia gravado em minha mente como era bom seu perfume.
– Ok, é agora Megara, fala tudo. Você consegue — disse eu voz alta para mim mesma.
Andei até a porta e ouvi passos e a voz de Derek e da Sasha vindo para o quarto.
– Consegue nada — falei desesperada, observei o quarto inteiro e demoraria muito para eu descer da janela novamente. Me joguei debaixo da cama que parecia pertencer a Derek.
Mais uma qualidade em Derek, de baixo da cama dele é mais limpo que o quarto todo da Tania.- Cuidado para não morrer sem mim — escuto a voz de Sasha entrar pelo quarto — E não mexa nas minhas coisas
– Meu sonho é mexer na sua caixa de maquiagem — ouço a voz de Derek debochando de sua irmã
Senti ele se deitando em cima da cama, ele é mais pesado do que eu imaginava.
– Ai — murmurei, quase que não sai som da minha boca, tampei- a rapidamente.
– Durma bem, monstrinho — Sasha diz antes de bater a porta do quarto ae retirando.
Derek se senta e eu vejo seus pés esticados para fora da cama, se passa dois ou três minutos e ele suspira pesadamente.
– Ok, agora sai de baixo da minha cama, Megara — escuto sua voz, mas ainda não acredita que ele falou comigo.
Rastejo para fora da cama e me levanto, ficando de pé, enquanto ele esta sentado me observando.
– Oi — sussurro
– Oi — ele diz
– Eu... — eu não consegui completar a frase pois Derek se levantou ficando de frente para mim.
Eu me distrai com suas sardas, me segurei para não toca-las.
Se concentra, Megara!
– Você...? — ele insistiu para que eu prosseguisse
Eu desviei o olhar dele e olhei para a pilha de livros, olhei para os sapatos dele, olhei para a blusa dele, olhei para as minhas mãos.
FALA LOGO, MEGARA!
– Eu vim te falar que eu amo...- eu parei e olhei para ele que parecia curioso -...o livro Conde de Monte Cristo — falei e terminei sorrindo — É um ótimo livro.
O que foi isso? Se a Tania estivesse aqui eu já estava enforcada.
– Sim- ele concordou meio decepcionado — é um ótimo livro.
– Você já viu o filme? Eu adoro o filme, ficou muito bom, é um otimo filme. Aquele cara realmente interpretou muito bem, sendo que faltou alguns detalhes, mas isso não importar muito já que o filme ficou realmente..
– Megara — ele disse me interrompendo
– Oi — parei e o encarei
– Você veio aqui para me falar de um livro? — ele perguntou duvidoso
– N-não — falei gaguejando e balançando meu pé direito, o equilibrando na pontinha do pé.
– O-o que você veio falar então? — ele terminou falhando em começar a fala também
– Queria dizer que e-eu...- repirei fundo e voltei a olhar para o chão -eu não consigo
– Eu gosto...- ele começou, mas parou olhando para o chão e passando a mão na nuca. Por ele ser branco eu percebi seu rosto corando.
– Gosta...? — insisti da mesma forma que ele havia feito comigo no começo
– De v-você — ele completou e eu travei, meu pé parou de mexer e eu fiquei sem respirar por alguns segundos. Lembrei que eu precisava respirar se eu quisesse continuar vendo o Derek na minha frente.
– Igualmente — deixei escapar
Eu voltei a encara-lo, ele deu um pequeno sorriso e se aproximou um pouco se mim, eu fiquei estática enquanto ele continuava a se aproximar, ele segurou uma mecha do meu cabelo e colocou atrás da minha orelha.
– Já tá tarde — falei me afastando. Parece que ele acordou de um transe, ele colocou as mãos no bolso e ficou vermelho. Eu olhei para os meus pés e provavelmente também fiquei vermelha.
– Como você entrou? — ele perguntou se sentando na cama dele.
– A Tania me deu uma pequena ajuda para subir a sua janela — eu expliquei voltando a mexer o pé
– Entendi — ele disse com um meio sorriso — Você consegue descer?
– Eu não posso sair pela porta da frente?
– Você realmente acha que meus pais vão achar super normal uma garota descendo do meu quarto?! — ele perguntou com um meio sorriso novamente.
– Entendo — falei com um pouco de alivio transportando na minha voz, ele realmente era o que eu pensava, um nerd caladao e tímido.
– Você pode descer pela roseira, é por lá que a Sasha foge.
– Que roseira? — perguntei — Eu não vi nenhuma roseira pela sua janela.
– Fica na parte de trás da casa, de frente para o quarto da empregada — ele explicou — Vem — ele me chamou para fora do quarto
Eu o acompanhei até outro corredor no andar de cima.
– Aqui — ele abriu a porta do quarto que ele indicou ser da empregada. Ele abriu a janela e saiu por ela ficando apenas com a cabeça aparecendo — Pode vir
– Ok — eu disse e desci pela janela me equilibrando na roseira. Meu pé prendeu na madeira e eu quase cai.
– Cuidado — Derek disse me segurando pela cintura, depois que eu me equilibrei ele me soltou e continuou seu caminho.
– Como você soube que eu estava no seu quarto? — perguntei confusa — Eu dei um grito, mas foi muito baixo.
Ele começou a descer a roseira pela escada e logo eu desci também, quando eu cheguei ao chão eu me virei para ele.
– Eu não escutei seu grito.
– Então como você sabia?
– Seu perfume — ele olhou para o céu estrelado. Eu fiquei tão chocada com sua resposta que esqueci de desviar os olhos e até ficar com vergonha.
– Ah — deixei escapar e sorri, aproveitando que ele não olharia para mim tão cedo por causa de sua vergonha
– Por aqui — ele me indicou o muro, colocou a mão para eu me empussionar para cima e subir no muro.
– Meg — ele segurou meu pé antes de pular para o outro lado.
– Sim
– V-você... — ele parou e coçou a nuca -...quer sair comigo, nesse fim de semana?
– Vai ser o baile, de halloween
– Que tal amanhã?
– Tá — eu disse e sorri
Atravessei o muro e escutei um "ISSO" de comemoração vindo do outro lado do muro,pude sorrir sinceramente.
Fui em direção ao carro e quando cheguei para pedir ao Kevin que abrisse para mim a porta e encontro Tania sentada em seu colo se agarrando loucamente a ele.
Eu bati no vidro do carro e os dois se viraram assustado para mim, Kevin abriu a porta.
– Se eu estiver interrompendo alguma coisa eu posso ir dar uma volta e invadir todas as casas da vizinhança — digo rindo
– Não interrompeu nada, estávamos conversando. — Tania fala parecendo indecisa
– No colo dele com as bocas coladas. Conversa interessante. Era sobre politica? — eu digo gargalhando.
Tania se apoia nos ombros de Kevin e tenta voltar para seu lugar, Kevin segurou a cintura de Tania e a pós no lugar, ele abriu a porta de trás para mim, logo ele começou a dirigir de volta para a casa da Tania.
– Conseguiu se declarar? — Tania pergunta
– Acho que sim — digo envergonhada
– Eu disse que eu era um gênio — ela se virou para mim — E o que ele disse?
– Na verdade foi ele que se declarou — eu falei com um sorriso
– Quem diria que o ratinho iria se declarar — ela falou se virando para frente novamente
– Nem eu esperava essa — Kevin concordou
– E eu não esperava vocês se agarrando — falei e comecei a gargalhar novamente
– Cala a boca, sua hamister- Tania mandou com raiva
– Ah, Kevin — falei quando ele estacionou o carro — Quer ficar mais um pouco, se você souber jogar poker
– Ele esta querendo ir para casa — Tania falou
– Na verdade to com tempo livre
– Meus pais não vão gostar — Tania revidou
– É só eu falar que é meu amigo, seus pais vão concordar que a boa influência da sua vida pode levar um amigo para a sua casa
– Te odeio — ela disse saindo do carro
– Isso é o troco, meu amor — falei quando sai do carro
Entramos em casa e somos recebidos pela mãe da Tania, minha tia postiça.
– Oi tia — a cumprimento antes que Tania possa falar qualquer coisa — Eu trouxe um amigo, ele pode entrar um pouco, só para jogarmos poker.
– Claro, querida — ela concorda de bom grado
– Obrigada, mãe — Tania diz de mal humor e entra
– Boa noite, meu nome é Kevin- Kevin se apresenta para a mãe de Tania
– Muito prazer, Kevin — a tia o cumprimenta, e pela cara já estava gostando do Kevin, bom sinal.
Logo entramos, o tio, pai da Tania, passa pela sala enquanto eu pego o baralho e a tia sobe para o andar de cima. Consigo ver a Tania fazendo algum gesto para o tio, porém não consigo captar nada.
– Então, você é o novo enfermeiro da escola, Kevin? — o tio pergunta sério
– Sim, senhor — Kevin vai até o pai da Tania e aperta a mão estendida.
– Você é amigo da Megara?
– Sim — Kevin responde naturalmente
– E da minha filha?
– Até o momento, acho que nada — ele diz com um sorriso torto. O tio olha para o Kevin, o examina bem e depois sorri.
– Qualquer coisa me chamem — ele fala subindo as escadas
– VALEU, PAI — Tania gritou para o pai que ria de seu desgosto.
– Vamos começar a jogar? — perguntei indo para o tapete maravilhoso da sala de estar. Me senti onde Kevin sentou em uma ponta e Tania em outra, ele tentou se aproximar enquanto eu embaralhava as cartas. Ela não deu mole e já se afastava
Tania se levantou novamente lembrando das fixas para as apostas, depois voltou para eu lugar, separei as fixas para cada um.
– Vamos lá — falei e comecei a distribuir as cartas, duas para cada um.
Tania fez uma cara de vitória e o Kevin continuou com a mesma feição de antes....de cafajeste? Não sei decifrar muito bem.
Tania colocou algumas fichas no centro do tapete, apostando pelo menos dez mil dólares. Kevin apostou a mesma coisa, Tania aumentou a aposta e Kevin aumentou na vez dele.
– Mas uma rodada de apostas? — perguntei e eles negaram — Colocarei o flop no tapete — disse e mostrei as três primeiras cartas do baralho. Tania sorriu e Kevin continuou na mesma de antes.
A sequência das cartas era 6, 2 e 4.
Tania postou mais e Kevin continuou a acompanhando. Eu mostrei o turn que era a quarta carta que eu colocaria na mesa. Tania não demonstrou emoção nenhuma, o que significava que a carta não tinha a ajudado, e Kevin continuou na mesma, deveria estar perdendo.
– Aposto tudo — Tania disse e colocou todas as fichas no centro do tapete.
– Kevin? — eu o olhei achando que ele descartaria e perderia
– Aposto tudo — ele apostou colocando suas fichas junto com as de Tania
– Ok — disse e mostrei a última carta que faltava baixar para o tapete. Era um 2. O que tinha dado a ordem de 6, 2, 4, 9 e 2.
– Mostrem suas cartas — mandei, Tania tinha um par de reis, o que já dava sua vitória. Porém Kevin tinha um par de As, o maior valor.
– Kevin ganhou — falei para Tania que estava raivosa.
– Eu deveria ter apostado um encontro — Kevin disse dando um sorriso torto para Tania.
Fale com o autor