Prisoner of love and madness

3 Bela confusão - PARTE II


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários. Espero que gostem do capítulo ^^ OBS: Perdoem-me pelos erros gramaticais e/ou de concordância. Ainda irei betar os capítulos postados.

O beijo foi calmo, no início. O sonserino pediu passagem com a língua e a castanha demorou a permitir, mas acabou cedendo. Explorou a boca da garota de forma desapressada, terna, enquanto acariciava sua cintura. As mãos de Hermione estavam envolvendo o pescoço de Draco e deslizava a ponta dos finos dedos na nuca do menino, causando-lhe leves arrepios. Sorriu entre o beijo por conta do que podia fazer ao sonserino.

Estava tudo indo bem, até que ouviram um som característico seguido por uma luz forte. Se afastaram imediatamente e viraram o rosto na mesma direção. Era o garoto da Corvinal responsável pelas fotos dos torneios, eventos, apresentações, etc. do colégio.

“Droga”, pensaram.

Bela confusão – PARTE II

Antes que a castanha pudesse perceber, Malfoy havia se afastado dela e agora estava encurralando o jovem fotógrafo na parede fria. Com uma voz arrastada e baixa, o sonserino disse:

– Você deve ser Vulchanov – o garoto arregalou os olhos e suava frio. Por um instante, Hermione sentiu pena e fez menção de afastar Malfoy do corvinal. – É melhor você apagar a foto agora ou irá sofrer as consequências – murmurou. O terceirista Igor Vulchanov engoliu seco e, com a mão trêmula, passou sua câmera para a mão livre de Malfoy.

O sonserino logo soltou o menino e apagou o registro, jogando a máquina de volta para Vulchanov.

– Se eu souber de alguma coisa relacionada a essa foto ou se alguma fofoca surgir pelos corredores, considere-se morto – Malfoy falou com uma voz que Hermione não havia ouvido antes... Uma voz letal. A castanha andou para trás e Vulchanov saiu correndo da biblioteca.

Encarando a silhueta de Malfoy, Hermione percebia a imponência do menino e deu-se conta que Draco Malfoy já não era o mesmo de anos atrás. Não era mais aquele sonserino que a pirraçava sempre que podia. Era um homem. E isso deixava Hermione apavorada, de algum modo.

Draco virou-se devagar, quase dramaticamente, e encarou a grifinória com os olhos sem piedade. Fechou-os rapidamente, inspirou fundo e abriu-os de novo. Andou até a garota, paralisada, e esboçou um pequeno sorriso.

– Só fiz isso para assustá-lo... mas acho que teve o mesmo efeito em você – a voz dele estava baixa.

Hermione não havia movido um único músculo desde que Igor saíra da biblioteca; apenas encarava os olhos cinzentos a sua frente, agora bem perto dela.

– Acho melhor irmos embora. Está muito tarde. Amanhã continuamos... Não falta muito – a castanha não sabia como tinha arranjado forças para falar. Draco se aproximava sorrateiramente, como se não tivesse ouvido nada.

– Hermione... eu não quero deixá-la com medo de mim. Não quero afastá-la – murmurou e Hermione sentiu o hálito refrescante do garoto. Fechou os olhos. Como era bom ouvir seu nome pronunciado por Draco. – Por favor. Sinto muito por ter presenciado essa cena, mas era necessário. Você sabe. As fofocas iriam surgir e acho que não seria bom pra mim nem pra você.

A grifinória confirmou com a cabeça e mordeu o lábio inferior com certa força.

– T-tudo bem. A-acho... – Hermione falou. Suas pernas estavam bambas e o ar parecia ter sido sugado do ambiente. Ou ela não estava conseguindo respirar. Provavelmente, a segunda opção. Quanto mais Draco se aproximava, mais a castanha ficava sem fôlego. – Preciso ir – Hermione se afastou e passou por Draco, agradecendo a Merlin por ele não ter impedido.

:::

Chegando ao Salão Comunal da Grifinória, Hermione jogou-se em uma das poltronas próximas a lareira e respirou profundamente. Tentou acalmar os nervos e massageou as têmporas com os dedos.

Segundos, minutos, horas foram passando, e Hermione permaneceu sentada, sem pensar em nada construtivo, na realidade. Apenas imaginando a cena de Malfoy e Igor na biblioteca repetidas vezes e, em seguida, a sua sensação de sufocamento por estar perto demais dele. Nunca havia sentido algo parecido... Foi como se o ocorrido com Igor tivesse desencadeado algo dentro de Hermione. “Que estranho”, pensou. E o beijo... uau, o beijo fora incrível. Hermione não tinha experiência nisso, mas Draco era bom no que fazia. Talvez por isso tantas garotas ficavam em cima dele na escola.

Olhou pela janela e viu o sol nascer. Era sábado e a castanha agradeceu mentalmente a Merlin por isso. Estava um caco e precisa dormir urgentemente. Enquanto subia as escadas, esbarrou-se em Harry. Os dois amigos se olharam por um instante até que o moreno resolveu falar.

– Acordou cedo, Hermione.

– É... – “na verdade, nem dormi” – Bom, tenho que pegar alguns livros no quarto... Nos vemos depois.

A castanha estava subindo os degraus quando Harry segurou seu pulso.

– Não vai tomar café?

– ‘To sem fome – respondeu sem olhá-lo diretamente e soltou seu pulso.

Entrou no quarto e fechou a porta atrás de si sem se preocupar com suas colegas de dormitório, que ainda estavam dormindo. Encostou as costas na porta e escorregou até o chão, apoiando a cabeça nos joelhos.

Parecia ser infantilidade e, talvez, até era mesmo. Mas Hermione não podia entender como seus dois melhores amigos, que conhecia há seis anos, haviam esquecido seu aniversário. Ok, certo que Harry estava passando por um momento difícil com todo o empecilho da conexão com Voldemort, mas, nossa, ele ter esquecido o seu aniversário tinha sido demais.

Levantou-se, pegou uma roupa qualquer e se dirigiu até o banheiro feminino para tomar banho. Como ainda estava cedo, poucos alunos se encontravam nos corredores. A castanha adentrou a banheira e permaneceu lá por muito tempo, até cochilou.

Estava tudo calmo quando ouvira barulho de passos. Arregalou os olhos, se enrolou na toalha, saiu da banheira e pegou sua varinha, apontando-a para onde achou que os passos vinham.

– Quem está aí? – perguntou.

– Parece que você tem mania de esquecer coisas na biblioteca – Draco murmurou atrás da castanha e a fez soltar um grito. Hermione virou-se, com a varinha em mãos e apontou-a para o rosto do sonserino.

– Maluco! O que você está fazendo aqui?!

– Você deixou a pulseira na mesa da biblioteca ontem – Draco balançou o objeto e o colocou na ponta da varinha de Hermione, como se fosse um cabide.

Hermione não podia acreditar. Draco Malfoy era doente, com certeza absoluta. Pegou a pulseira e abaixou a varinha.

– Por favor, saia daqui – pediu educadamente, mas o sonserino soltou uma gargalhada forçada.

– Hermione Granger acabou de ser educada comigo? Isso sim eu chamo de milagre, acho que nem Merlin poderia fazer algo assim acontecer – debochou e Hermione deu um tapa no braço de Malfoy, esboçando um sorriso leve. Draco observou o sorriso da castanha e segurou-se para não ficar olhando abobalhado para ela. Como ficava bonita quando sorria... E ele que havia a feito sorrir, o que era melhor ainda.

– Como você entrou aqui? – Hermione perguntou, após alguns segundos de silêncio.

– Tenho algumas cartas na manga – Draco respondera maliciosamente enquanto observava o corpo molhado de Hermione enrolado na toalha. As bochechas da castanha ruborizaram-se instantaneamente e ela abaixou o olhar para os próprios pés.

– Você conseguiu o que queria. Atrapalhou meu banho.

– Pode voltar a banhar-se, não tenho nenhuma objeção – Draco murmurou, se aproximando.

– Idiota.

– Sabe-tudo irritante.

– Loiro oxigenado.

– Solitária.

– Doninha.

– Linda.

Draco estava próximo demais de Hermione. Eles podiam até sentir o cheiro um do outro e suas respirações estavam começando a se misturar. Desta vez, entretanto, Hermione não estava ficando sem fôlego. Pelo contrário, queria se aproximar mais e mais para respirar melhor aquele perfume embriagante de Malfoy. O sonserino colocou as mãos na cintura fina de Hermione e a puxou lentamente.

Hermione sentiu a varinha cair de sua mão e tentou não se importar com isso. Aquele perfume, ah, aquele perfume... “Hermione, você precisa se concentrar, não pode deixar esse sonserino fazer tudo o que quiser!”, pensou com certa raiva de si mesma. Retirando força e um pouco de dignidade de algum lugar desconhecido, Hermione conseguiu se afastar do loiro, empurrando-o. Pegou a varinha e as roupas no chão e saiu correndo do banheiro, sem esperar que Malfoy falasse ou fizesse qualquer coisa.

:::

1 de setembro de 1991

“Querido diário, quem escreve é Hermione Jean Granger. Devo admitir que isso é estranho pra mim. Nunca tive um diário antes e ter “você” foi ideia dos meus pais... segundo eles, para me ajudar na “transição” do mundo trouxa para o bruxo. Estou no trem para Hogwarts neste momento, numa cabine com Ronald Weasley e Harry Potter. Li vários artigos, revistas e documentos falando sobre Harry Potter, e até para mim, que sou nascida trouxa, ele já é famoso. Como não poderia ser, afinal? Ele derrotou o Lorde das Trevas quando bebê! Que fantástico! Mas parece que ele desconhece sua própria história e sinto que viveu na escuridão por todos esses anos... Enfim... Sei que um dia, mais cedo ou mais tarde, ele vai saber tudo. Weasley... bom, Weasley é um ruivo sardento até legal às vezes, mas acho que não foi muito com minha cara. Nem eu fui com a dele. Estamos quites!”

9 de setembro de 1991

“Argh! Eu, oficialmente, declaro odiar Ronald Weasley! Esse ruivo ridículo simplesmente berrou que eu não tinha amigos para todos ao seu redor!!! Tudo porque eu o corrigi na aula... Aff, eu o ODEIO! Agora eu estou no banheiro chorando e...”

10 de setembro de 1991

“Desculpe ter parado de escrever tão bruscamente, diário, mas aconteceu algo, no mínimo, extraordinário ontem. Um trasgo apareceu no banheiro que eu estava e Ronald e Harry apareceram para me ajudar... Para minha surpresa, conseguiram contê-lo e não morri! Talvez, só talvez, eu perdoe Ronald...”

Notas finais
E então?? O q acharam? Comentem, nao esqueçam! Bjss :D