Prison Break
6 Capítulo 6
Ao fundo do precipício, ao nível da prisão, as garotas puderam perceber melhor o quão grande era aquele lugar. Lucy tentava em vão enxergar o final do muro que era tanto em altura quanto em largura gigantesco.
“Como vamos entrar?” perguntou. “Não podemos ir pela porta de entrada... Vamos ter que quebrar o muro.”
Erza tocou a grande fortaleza de pedra que as impedia de entrar na prisão. Analisou-a por um momento e então, com uma força estrondosa, socou o muro.
As três garotas observavam boquiabertas a ruiva materializar toda sua raiva contra a parede. Se ela estivesse socando uma pessoa, com certeza essa pessoa já teria tido todos seus ossos transformados em pó porem, o muro não demonstrava sinais de estar quebrando. Ele havia sido feito pra dificultar ao máximo a entrada e saída de magos.
Titânia por fim parou de socar o muro. Suas mãos se encontravam vermelhas por causa do esforço e ardiam um pouco. Aquela dor não era nada comparada com o que Jellal estava passando. Ela tinha que se esforçar mais um pouco se quisesse encontrá-lo e não faltava muito para que isso acontecesse.
“É hora de agir meninas!”
O corpo de Erza começou então a brilhar e no lugar de suas vestes normais, a já conhecida ‘Armadura Gigante’ se materializou. A grande armadura era dourada com detalhes em preto, largas ombreiras e com alguns pelos completando seu design, junto dela, uma lança do tamanho de uma pessoa apareceu em uma das mãos da mulher.
“Há! Eu me lembro dessa armadura! Foi a que a Erza usou pra destruir a lua!” disse Lucy enquanto se lembrava daquele momento bizarro onde ela realmente achou que isso fosse acontecer.
“O queeee?” disseram as outras duas. “A Erza destruiu a lua? Ela estava no céu ontem a noite...”
“É uma longa e traumatizante historia, outra hora eu explico isso a vocês.”
“Vamos usar essa lança pra quebrar esse muro, igual fizemos na Ilha Galuna Lucy.”
“Mas Erza, o Natsu não esta aqui pra ajudar a empurrar a lança! Vai dar certo mesmo?”
“É só vocês me ajudarem com a força, a armadura faz o resto.”
“Bem... Erza-san, eu, a Lucy-chan e a Bisca-san não somos magas de combate físico...” lembrou Levy.
Erza examinou fisicamente as três. Realmente não pareciam muito fortes... desse jeito teria que fazer isso sozinha.
“Já sei! ‘Abra-se portão do touro dourado! Taurus!”’
Um touro com o dobro do tamanho de uma pessoa normal e aparência humanóide se materializou magicamente em frente a garota que ainda segurava a chave dourada necessária para fazer o contrato.
“Lucy-san” os olhos do touro brilhavam enquanto ele falava “Seu corpão continua ótimo! Pra que precisa de mim?”
O touro observava de forma pervertida as quatro garotas que se encontravam ao seu redor ate que ouviu a voz de sua mestra.
“Ajude a Erza a arremessar aquela lança.”
“Claro!” respondeu Taurus.
“Taurus fique do meu lado e quando eu arremessar a lança, você a empurra com toda sua força.” disse Erza para o touro.
E assim era hora de botar o plano em pratica. Erza ergueu a lança com o braço direito e então, com um impulso com toda a força que era possível extrair, arremessou-a ao mesmo tempo em que Taurus aplicava sua força na mesma direção.
A lança voou cortando o ar em seu caminho e ao atingir o ponto alvo no muro, fez com que ele rachasse, fazendo com que um buraco de uns metros se abrisse no local, deixando as garotas entrarem na prisão.
“Muito obrigado Taurus” disse Lucy sorrindo para seu espírito estelar que sumia lentamente, retornando ao seu mundo original.
“Seria mais inteligente ter usado a Virgo...” disse antes de sumir.
As garotas então encararam Lucy que se culpou pela própria burrice. Por fim, as garotas se encontravam felizes. Finalmente haviam entrado na prisão.
O buraco aberto dava direto no final de um corredor cercado de celas dos dois lados. Magos se encontravam inúteis tendo em seus quatro membros pulseiras que impediam a circulação de poder mágico. Ao perceber a passagem das mulheres, os prisioneiros do local começaram gritar, fazer barulho e outros tipos de coisa pra chamar atenção.
As garotas chegaram então, ao fim do corredor que dava em uma porta dupla. Elas abriram a porta e se depararam com algo que já era esperado. O corredor se dividia em dois, um pra direita e outro pra esquerda. Se quisessem continuar, teriam que se dividir.
“Garotas, como vamos nos dividir?” perguntou Erza.
“Eu vou com a Lucy-chan” disse Levy. “Podemos nos virar sozinhas.”
“Então vamos logo Erza, quanto mais rápido formos, melhor vamos poder aproveitar o tempo que a Mirajane arrumou para nós.” Disse Bisca.
“Vamos!”
As garotas então tomaram caminhos diferentes.
Erza e Bisca corriam sem saber aonde iriam. Uma hora ou outra se deparariam com uma escada ou uma porta suspeita. A ruiva não havia pensado que seria tão complicado andar por aquele lugar, muito menos que teriam que se dividir, mas como disse Bisca anteriormente, elas teriam que usar o tempo que Mira havia conseguido pra elas. A qualquer momento os guardas poderiam aparecer e o nome da Fairy Tail entraria em jogo.
As duas continuaram a correr sem destino ate que em um certo momento, o chão ao redor das duas começou a brilhar, assim como quando se ativa uma armadilha de runas do Freed.
“O que esta acontecendo Erza!” perguntou Bisca.
“Caímos numa armadilha.”
Do chão, barras grossas de ferro apareceram formando uma gaiola em torno das duas.
“Vamos nos livrar disso logo!” disse Erza.
Ela tentou em vão re-equipar qualquer arma que pudesse ao mesmo tempo Bisca fazia a mesma coisa.
“Essa jaula impede o uso de magia.” falou Bisca.
Erza começou a socar a jaula assim como havia feito com o muro porem, nada acontecia.
Então, do topo da jaula, onde as barras se tocavam, um gás sonífero começou a vazar, fazendo com que as duas dormissem pouco tempo depois.
Os olhos de Erza se abriram lentamente, sem foco e então se adaptando a pouca luz do lugar. As garotas estavam novamente juntas, todas as quatro e se encontravam em um amplo salão feito de pedra.
As quatro se encontravam dentro de uma jaula que lentamente foi sendo desfeita ate deixar as quatro livres novamente.
Erza aproveitou a oportunidade para acordar suas amigas que a principio pareciam confusas.
“Onde estamos Erza?” disse Lucy.
“A ultima coisa que lembro e de estarmos presas em uma espécie de jaula e então dormimos...” disse Levy.
“A mesma coisa aconteceu com agente, era uma armadilha.” Terminou Bisca.
Ao terminar de falar, um conjunto de luzes iluminou o grande ambiente, tornando visível todas as suas partes.
As garotas se encontravam em uma plataforma menor, a esquerda. No meio, havia uma grande plataforma maior e para chegar ate ela, havia uma pequena ponte. A plataforma do meio era mais baixa e ao seu redor não havia absolutamente nada, apenas um grande buraco escuro e aparentemente sem fim.
Um homem então apareceu na plataforma do meio.
“Esse homem... Tenho a impressão de que já o conheço.” disse Erza.
Era o homem de cabelos negros que aparecia constantemente sempre que Jellal tentava se comunicar com ela.
O homem foi em direção as garotas, atravessando a pequena ponte, parou em frente a elas e disse por fim:
“Ola meninas, eu quero jogar um jogo...”
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