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10 Passeio / Escolinha - capítulo 9


Notas iniciais
Presentinho de Natal pra vocês :3

A caminhada era lenta, por mais que o menino estivesse querendo que fossem mais rápido. Castle explicou para ele que não poderiam andar mais rápido, pelo estado de gravidez da mãe dele, porém, o menino continuou insistindo para andarem mais rápido.

Kate riu e assentiu, mandando Castle ir à frente com o menino. Apesar da preocupação, ele foi, saltitando com o menino até encontrarem a sorveteria predileta do menino. Ele esperou a esposa, enquanto o filho entrava sem consultar os pais se podia.

Uma vez próximos, Castle a tomou nos braços e beijou-a suavemente, passando o braço pela cintura dela, trazendo-a mais para perto. Alex apareceu na porta da loja, chamando-os animadamente.

Sentaram-se na mesa mais próxima à porta, enquanto Castle escolhia os sorvetes com o filho, e ela só os observava. Logo, haveria mais um Mini Castle andando pela casa, andando com eles e escolhendo os sabores de sorvete.

O menino logo correu para a mesa, enquanto Castle observava as atendentes pondo o sorvete. Alex escolheu sentar ao lado da mãe, olhando para a barriga em crescimento de vez em quando. Kate percebeu os olhares, mas resolveu não falar nada.

Logo, Castle se aproximava da mesa com uma bandeja, onde havia três potinhos com sorvetes coloridos. Vermelho, azul e laranja. Alex pegou o azul, não esperando os pais e já pondo sorvete na boca, acompanhado de um “hmmmm”.

Ela não escolheu, apenas esperou que Castle pusesse o dela em sua frente, uma vez que não se importava com sabores. Ele logo pôs o vermelho à sua frente, comendo do laranja. Kate deu de ombros, provando do sorvete. E foi quando suas papilas gustativas deram conta do trabalho e ela sorriu para ele discretamente, para que o menino não visse.

Cerejas. – ela formula as palavras sem emitir som, e ele percebe, assentindo e sorrindo para ela.

You smell like cherries. – ele responde, também sem emitir som.

Ela ri, e o menino olha para ela sem entender, o que faz os três rirem juntos. Alex derruba a colherinha da boca, o que faz o sorvete azul sujar os cantos da boca dele, e Kate se apressa para buscar um guardanapo, estendendo-o ao menino, que nega, e mostra o rosto para ela.

Limpando o rosto dele, ela sente os olhares do esposo sobre si, e acaba desviando os olhos por segundos. Segundos que nem ele percebeu. Alex vira o rosto, voltando a comer o sorvete.

°°

Ela se sentou na beirada da cama do menino, cobrindo-o por causa do sereno da madrugada. Ele bocejou, o que a fez sorrir levemente. Beijou o topo da cabeça do menino, sorrindo para ele quando se afastaram.

– Você e o papai vão continuar me dando atenção quando meu irmãozinho nascer? – ele perguntou, com a voz vacilante.

– Alex, veja bem – ela começou –, nós somos uma família, certo? Você já tem Alexis de irmã, e ela agiu praticamente igual a você quando seu pai anunciou que eu estava esperando você – ela mentiu – e, veja só hoje: ela ama você.

Ele fingiu pensar, olhando para o ventre da mãe, onde ela repousava a mão. Depois, ergueu seu olhar para ela, que sorria levemente para ele.

– Seu pai não deixou de dar atenção a ela quando você nasceu. – ela sorriu – Então, pode apostar que nós não vamos deixar de te mimar ou de te dar atenção quando seu irmãozinho nascer.

Ele assentiu, pondo-se de joelhos e dando um beijo na bochecha da mãe, cuja inflou e ele riu, tentando desinflá-la. Inventaram uma história só deles, até que Alex adormeceu e ela ligou a luzinha noturna.

Depois de mais três meses:

A barriga já estava num tamanho considerado grande, e nem ela e nem Richard se lembraram de ir ao médico para checar o sexo do bebê, tamanhas eram suas preocupações com a escolinha nova de Alex, bem como o novo quarto do bebê.

O menino já tinha o uniforme posto e a mochilinha nas costas. Richard pediu ao filho que esperasse um pouco e eles já iam levá-lo a escola, mas o menino sentiu que se demorassem mais alguns minutos, ele chegaria atrasado no primeiro dia.

Ele se sentou no sofá, bufando e cruzando os bracinhos. Depois, olhou para a mãe, que desceu as escadas apressada – ou tão apressada o quanto pôde por conta do tamanho da barriga. Alex se pôs de pé e ela lhe deu a mão.

Alex despediu-se de seu pai, que tentou convencer sua mãe de esperá-lo por mais algum tempo, porém, ela não quis, beijando-o na bochecha e saindo com ele pela porta de casa.

°°

Os passos do menino eram lentos, acompanhando a mãe. Ele sabia, agora, que ela já não podia acompanhá-lo como acompanhava antes, porque seu irmãozinho nasceria dentro de quatro meses, ou até um pouco menos.

A escolinha já estava sendo vista por ela, porém, não por ele. O menino especulava sobre como iria ensinar seu irmãozinho a desenhar e a jogar futebol para que pudessem brincar juntos. Também o ensinaria a nadar, porque ele queria fazer competições de natação com o irmão. Kate apenas ouvia e ria de algumas coisas, mas continuava olhando para frente.

De repente, ele parou. Kate acabou soltando a mãozinha dele, e virou-se para trás, observando o menino, que agora, tinha o olhar perdido.

– Alex? Vamos, querido. – ela pediu, aproximando-se dele.

Ele não respondeu, apenas olhou para frente, respirando com dificuldade e com o suor começando a escorrer do rosto.

– Mamãe... – ele sussurrou – I’m afraid. Será que eles vão gostar de mim?

Kate não respondeu. Só ficou olhando para ele com pena, porque ela sabia o que era ter medo de ser aceito em algum lugar. Depois, ajoelhou-se no asfalto, segurando-o pelos ombros e sorrindo levemente.

– Eles vão adorar você, Alex. – ela sorriu confiante – E você sabe por quê? – ele negou – Porque você é o menino mais perfeito que essa escolinha já viu, então, vamos lá.

Ele assentiu, voltando a pegar a mão da mãe depois que ela levantou, pondo-se a caminhar junto a ela, especulando sobre como seriam seus amigos e sobre como seria a escola, e também que ele pediria para a direção ligar para ela e para Richard quando as aulas acabarem para que eles fossem buscá-lo.

Na porta, Alex respirou fundo, abraçando a mãe, e dando um beijinho na barriga, despedindo-se de seu irmãozinho também. Logo em seguida, correu para dentro, segundos antes de o sinal bater.

Depois que Alex entrou, ela se sentou num banco ali perto, ouvindo os gritos e burburinhos das crianças na escola e sorriu. Sorriu porque seu filho estaria dentre aquelas crianças e porque ele faria novas amizades, estaria se preparando para a vida. Em seguida, buscou seu celular no bolso, discando o número do esposo.

– Rick? – ela chamou, ofegante – Você pode vir me buscar?

Notas finais
Nhaiii, eu sei que acabou meio sem sentido e.e Mas acho que no próximo capítulo vocês vão ter uma surpresinha hu3 *w*