Priorities

5 Dois meses depois - capítulo 4


Notas iniciais
Então, acho que vou dar uma pausa na escrita de Contrat D'amateurs, mas ela não será excluída da minha escrita, eu prometo. Só estou com uns probleminhas com a leitora beta, bem como falta de ideias, então, se eu demorar, desculpem. Quanto a esta história, eu planejei este capítulo há taaaaanto tempo *-* Era exatamente isso o que eu estava esperando - tão ansiosa quanto vocês, garanto, por mais que não soubessem - durante a escrita dos outros capítulos. E eu, particularmente, A-M-O escrever esta história, tipo muito

As dores na barriga a incomodavam. Os enjôos vinham cada vez mais fortes, e ela já não tinha condição de carregar o filho no colo, por mais que doesse em si. Há dois meses, estava tudo bem, até que ela começou a se sentir inchada, engordar alguns quilos e as roupas passaram a não caber. Além da menstruação super atrasada. Desde a noite em que Alex fora, supostamente, dormir na casa de Sasha, sua menstruação já estava desregulada.

Ela sabia que podia ser estresse, preocupação e muitos outros motivos. E, por mais que quisesse sair com o filho e com o esposo para o parque de diversões, não conseguia nem levantar da cama, tamanha era a náusea. Novamente, a ânsia a pegou pelo centro, levando-a até o banheiro, para que excretasse tudo o que comera – que já não era muito.

Limpando o rosto, ela olhou para o rosto extremamente branco. Observou as bolsas escuras que se formavam debaixo de seus olhos. Tinha certeza que Rick estava assim também, uma vez que ficava acordado com ela. Só que ele não tinha a cor pálida como um vampiro.

Ela pôs a mão na barriga, acariciando-a levemente, achando que aquilo diminuiria o desconforto. Conseguiu alcançar o telefone, que estava carregando no gaveteiro, e ligou para a farmácia, já que o número estava na discagem rápida.

Boa tarde. Em que podemos ajudar?

Ela pensou antes de responder. Queria mesmo fazer aquilo? Porque, se ela se lembrava bem, na gestação de Alex ela estava da mesma forma, mas não esperava engravidar novamente, pelo menos, não até o menino completar cinco anos.

– Boa tarde, eu... – ela pausou, sentindo a ânsia novamente – Eu desejo falar com Angela, por favor. Ela trabalha hoje?

Sim, ela acabou de chegar de uma entrega, só um minuto, senhora. – alguns murmúrios seguiram.

Kate pensou sobre aquilo. Seria mesmo sensato pedir por aquilo? Não queria descobrir da pior forma, mas a suspeita era grande, e era só uma questão de tempo até descobrir por conta própria, enquanto a barriga inflava.

Sim? – a voz tranquilizante da latina a tirou dos devaneios. – Em que posso ajudar?

– Angela, please... Traga-me um teste de gravidez, é urgente. – ela pediu, quase em prantos.

A mulher não respondeu. Desligou o telefone rapidamente, e Kate deixou o celular cair no chão. Curvou-se no chão novamente, sentindo as dores abdominais. Resolveu descer as escadas, para esperar a latina.

°°

Não demorou muito até que a campainha soasse na casa, e ela se locomoveu lentamente até a porta. Quando a abriu, havia uma mulher em roupas vermelhas e azuis completamente feliz. Ao ver a expressão da moradora, o sorriso no rosto da entregadora sumiu.

– Oh... – ela murmurou – Aqui, querida.

Kate pegou o teste, e, antes que pudesse entregá-la o dinheiro, Angela vociferou:

– Não precisa pagar, sweetie. É por conta da casa. – ela sorriu, dando tchauzinho com a mão enquanto subia na bicicleta.

Kate bateu a porta, voltando a subir as escadas. Uma vez no quarto, fechou a porta e respirou fundo antes de entrar no banheiro para fazer o teste.

°°

Agachada no chão do banheiro, ela esperava o tempo até que o teste estivesse pronto. O celular tocou, soando o alarme, com o dizer “teste”, e por mais que ela quisesse adiar aquilo, por pelo menos mais alguns minutos, a curiosidade falou mais alto.

Seu rosto estava apreensivo, seus olhos, curiosos. Pegou o objeto branco, olhando seriamente para ele. Virou-o, com o resultado virado diretamente para seus olhos. O embrulho no estômago piorou, lembrando-a de como havia sido naquela noite, de como Alex estava mal, e, agora, ela se sentia como tal.

+.

Era o que estava escrito. Ela sentiu lágrimas mornas inundarem seus olhos, fazendo seus olhos arderem, fazendo seus lábios se curvarem para baixo, por mais que estivesse feliz com o resultado. Quer dizer, o bebê não era desejado, pelo menos, não àquele momento, mas não seria justo que ela estivesse triste por ter uma criança gerada dentro de si. Uma criança vivendo e se desenvolvendo dentro de si.

Outra criança, outro fruto de sua paixão. O celular começou a tocar novamente, e o nome era vibrante no visor. Angela.

– Oi, Angie. – ela suspirou.

E aí?

– Positivo. – ela murmurou, secando as lágrimas que caíam de seus olhos.

Que ótimo! Isso é maravilhoso! – ela riu, e Kate imaginou a latina dando pulinhos de alegria – Querida, tenho que ir. Meu chefe está pegando no meu pé. Depois nos falamos, beijos.

E a ligação foi terminada. Foi aí que ela escutou as risadinhas contentes do filho. Escondeu o teste no bolso da calça que usava, e, assim que saiu do quarto, o menino a abraçou, pedindo colo.

Ela se agachou, abraçando o filho. Por mais que seu coração estivesse despedaçado por não poder dar aquilo que seu filho tanto queria, o bem-estar do pequeno ser que crescia dentro dela era algo que ela devia priorizar.

Mommy has to talk with daddy. – ela murmurou no ouvido do filho – Stay here, ok? Be a nice little boy…

E levantou-se, correndo escada abaixo. Encontrou-o ensaboando as mãos, lavando as louças que ainda estavam na pia. Sentiu-se culpada por ter deixado tanta coisa para ele fazer, mas, naquele momento, ela queria, mais do que nunca, contar-lhe sobre a gravidez.

– Oi... – ela murmurou.

Ele retirou seus olhos da atividade com os pratos e panelas para olhá-la. Absolutamente, o estado dela não era um dos melhores, mas, mesmo assim, ela continuava impecável. Mesmo pálida e com olheiras do tamanho do mundo, ela ainda continuava com o brilho nos olhos, mesmo que não fosse aquele brilho feliz que ela tinha antes. Agora, era um brilho cansado.

– Oi! – ele beijou os lábios dela – Melhorou do enjôo?

Ela ia contar naquele momento, mas teve medo. Medo da reação dele. Afinal, eles haviam combinado: teremos Alex, mas só depois de algum tempo, quando ele estiver mais crescido e independente, pensaremos em ter mais um filho. E, agora, ela estava grávida novamente. Que tipo de reação ele teria? Mas, no entanto, a culpa não era dela. Era dos dois, que fizeram sexo sem proteção, e ela engravidou. Um erro, sim, mas um erro que valia a pena lutar por.

– Castle, eu... – ela começou, olhando-o nos olhos – Já faz um tempo que eu estou assim, meio adoentada, e a menstruação não vem mais há um mês. – ela pausou – Acho que nós dois sabemos o que isso significa, não é mesmo?

O rosto do escritor tornou-se sombrio. Ela sabia que ele não gostara da notícia, mas não havia nada que ela pudesse fazer. Não se submeteria a um aborto, era totalmente contra isso, e, aliás, se ousasse fazê-lo, poderia torná-la infértil pelo resto da vida, e ela, certamente, não queria isso.

– Kate, não me diga que é... – ele começou, a expressão suavizando um pouco.

– Eu estou grávida, Rick... – ela murmurou – De novo.

Notas finais
Entãaaao *-* Nossa, de tão feliz, desde já, vou providenciando o próximo capítulo, porque, nesta história, as ideias me vêm facilmente à cabeça, é assustador, mas é muito legal, principalmente pra vocês, não? HAHAHA Revieews!