Princess mine
24 You don't have a secret anymore II
Notas iniciais
Após dizer aquelas coisas, Freddie sentiu uma certa tontura. Um mal-estar por assim dizer. A ideia de Sam ter um futuro-marido era... Broxante. Ela por outro lado, revirou os olhos e balançou a cabeça.
— Esse é um problema: eu não tenho. — Freddie franziu o cenho.
— Como assim não tem? — perguntou confuso. Um sorriso alegremente sádico se passou por seu rosto: — Ele morreu?
— Não! — falou Sam triste. Quem dera fosse isso..., ela pensou. — Ele nunca veio.
— Como assim?
— Eu me salvei! — Freddie nem arregalou os olhos em surpresa, afinal, ela era a Sam. Na verdade, franziu o cenho por não ter deduzido isso antes.
— Bem... Isso é bom não é? — perguntou Freddie feliz. Que alívio!, pensou ele. Nada de futuro-marido... Sam bufou revirando os olhos.
— Mas, é claro que não! Olha... Quando eu... Quando eu menstruei... — Freddie fez uma careta. — ...Meus pais me mandaram pra uma torre protegida por um monstro e todo aquele blábláblá que você já sabe. No início eu era otimista. Eu achava que rapidamente iria ser salva por um cavaleiro. Mais tarde descobri que eu ainda era muito nova pra qualquer cavaleiro ter interesse em me salvar.
— Como descobriu isso?
— Bem, meio que existe uma linha de comunicação mágica de cartas entre donzelas aprisionadas em torres. — Freddie franziu o cenho. — Foi assim que eu "conheci" Carly. A gente trocava cartas. Primeiro eu trocava cartas com uma menina chamada Dana, mas ela foi morta pelo próprio monstro. E a Carly conversava com uma menina chamada Missy que foi salva por um pirata. Nós tinhamos uns doze, treze anos quando começamos a trocar cartas. Essas cartas servem pra deixar as donzelas menos solitárias já que nós não temos contato com o resto do mundo e blábláblá. Não adianta de nada! Você vê como eu estou desolada ao descobrir algo que eu deveria saber há anos? — perguntou ela entre lágrimas que ela segurava para não cair.
— Eu vejo... Mas... Como você fugiu da torre?
— Bem... Eu não aguentei mais esperar. Já tinha esperado dez anos quando meus pais me enviaram aquele vestido. Durante todo o tempo em que uma donzela é aprisionada, os parentes só podem mandar um presente/carta. Eles me mandaram o vestido e um bilhete. — Sam fungou ao se lembrar do que estava escrito do bilhete Te amamos. Não desista nunca; ele vai chegar. — Me senti tão mal. Depois que eu comecei a ter, segundo Carly, a "idade" para despertar interesse num cavaleiro comecei a pensar que talvez meus pais estavam proibindo os cavaleiros de virem me salvar. Eu os estava começando a culpa-los bem no momento que me mandaram o vestido. — Sam suspirou. — Hoje eu sei que eles não vieram porque meus pais não estavam com condições de pagar por um dote alto como Carly pode. Por que tudo tem de ser tão interesseiro? — ela perguntou esbravejando e cruzando os braços. Freddie se levantou e a abraçou.
— Desculpe-me.
— Por que?
— Até ouvir esse seu relato... Essa sua experiência, testemunho... Eu nunca tinha levado em conta o lado de vocês, donzelas aprisionadas. Na verdade, eu ficava com raiva de vocês. Afinal, por que é que vocês tinham que se aprisionar bem no alto de uma torre? E com um monstro as protegendo? Eu pensava "Vocês por acaso sabem como já é difícil encontrar a merda da torre aonde vocês estão?", mas agora eu vejo que vocês realmente não querem estar presas e que esse aprisionamento é algo difícil para os dois lados. Tanto os que tem que salvar quanto as que tem de ser salvas.
— Acho que não é todo mundo que se dá mal. Algumas donzelas esperam por pouco tempo ou não se importam em esperar. Na verdade se sentem prestigiadas por terem de esperar muito. — ela ajeitou os cabelos colocando a parte longa da franja atrás da orelha e se sentou na cama. — Alguns cavaleiros gostam do perigo e da aventura mais do que da ideia de se casar com a donzela ou acham mais facilmente a torre. — Sam deu uma risada fraca e engoliu a seco olhando pra baixo e antes de falar finalmente olhou para Freddie. — Sabe, que teve um momento que eu comecei a culpar a mim mesma por ninguém ter me achado? — Freddie ainda de pé riu sem entender e franziu o cenho.
— Como assim?
— Depois de ganhar o vestido eu comecei a pensar que já que meus pais se importavam comigo e o fato de que nenhum cavaleiro veio queria dizer que era porque eu não era bonita o suficiente para ser salva. — Freddie franziu o cenho, sem entender. Sam parecia ser bonita o suficiente para ser salva. Ao menos para ele. — E que por causa disso, eu morreria sozinha ou sei lá. Depois de um ano pensando assim, desisti de esperar. Forjei uma própria faca com um pedaço de madeira e fui matar o meu monstro, o ciclope Jonah. Só que —pra minha humilhação— ele havia hibernado. — disse Sam finalmente explodindo em lágrimas ao se lembrar da decepção. — Fugi decidida a só reencontrar minha família depois de salvar Carly. Com os nossos anos de comunicação, nós decidimos que quando uma de nós fosse salva essa iria tentar salvar a que não foi, sendo assim eu sabia detalhadamente da situação com Nevel, por isso decidi só encontrar minha família depois de salva-la, já que eu me libertei sozinha primeiro. É triste pensar que nunca mais os verei! — disse chorando ainda mais. Freddie entrou em desespero. O quê se deve fazer quando uma garota durona como Sam começa a chorar?, ele pensou. Talvez o mesmo de quando uma garota normal começa a chorar, duh. Ele se sentou na cama extremamente próximo e a semiabraçou/aconchegou dando palminhas em suas costas enquanto ela chorava.
— Eu imagino que seja difícil. As vezes eu penso que quando eu voltar da missão, talvez minha mãe também não estará mais viva. — Ele fungou cerrando os lábios. — Não quero nem pensar nisso! — Sam quebrou o abraço lateral que ele a dava e lhe deu um abraço total, parando assim de chorar. Ele por outro lado, piscou bastante para não chorar. E não chorou. Mas, quando o abraço quebrou os olhos dele estavam extremamente lacrimejantes. — E Sam, — acrescentou ele fungando. — espero que tenha tirado essa ideia de não ter sido salva por "ser feia" da sua cabeça. — Sam franziu o cenho e semi-inclinou a cabeça para o lado.
— Como assim?
— Porque é besteira. Você não foi salva por que cavaleiros são interesseiros. Não se importam com a aparência ou personalidade da donzela. Apenas com o dinheiro dela. Eu mesmo fiz isso, a mando de minha mãe. Mas, falando sério: — ele corou um pouco ao pensar o quê em seguida diria, mas continuou a dizer. — se eu fosse escolher entre salvar você e Carly, olhando apenas pinturas das duas... — ainda corado, encolheu os ombros envergonhado. — Eu escolheria você. — Sam suspirou fundo e sorriu levemente, sem mostrar os dentes. Ambos ficaram em silencio e não disseram nada. Apenas se encararam por alguns segundos. Até que em algum momento pararam de se encarar.
E começaram a se beijar.
Não se deram conta de quem fechou os olhos primeiro (SAM) ou quem se inclinou primeiro (FREDDIE), mas o beijo foi simultâneo.
Não foi apenas um selinho de demonstração de afeto. Era algo a mais. Era mais longo. Os lábios se massageavam mais. Dava mais prazer. Antes das línguas entrarem em ação, Sam quebrou o beijo.
— O quê estamos fazendo? — disse ela ainda próxima a ele. Fora ao beijo, ambos não se encostavam.
— Acho... Acho que estamos nos beijando. — disse Freddie assustado. O sabre dela estava perigosamente próximo.
— Ah. — disse ela e respirou fundo. Depois o puxou pelos ombros e iniciou outro beijo. Ele, por outro lado, sentia uma vontade danada de pegar na cintura dela e apertar. E ele o fez.
Seja o que for que eles estavam começando a fazer, era algo bom. Com toda certeza era algo bom.
Em dado momento, eles começaram a tirar os sapatos. Pareciam incomodar seus pés. Depois, Sam, mais ousada, tirou a calça de Freddie num impulso. Nesse momento ele estava começando a ter uma ideia maior do que estava acontecendo. Eles iam fazer coisas que tecnicamente "apenas marido e mulher deveriam fazer", mas que praticamente acontecia de forma escrachada entre todos. Ele já havia ouvido seus tios e seu pai falarem sobre suas proezas sexuais e até mesmo serem apelidados por elas. Só não imaginou que como eles, ele cederia a tentação de fazer isso antes do casamento e com uma garota que nem sua esposa seria. Mas, o homem é imperfeito, sujo e pecador, pensou ele. Pureza é para os santos e eu sou "apenas" um homem que vai governar um grande reino, e não um santo.
(A partir daqui esquenta. Quem não curte pula pro final ;D)
Depois de concluir seu pensamento, começou a retirar a túnica que usava, ficando assim apenas de de panos que cobriam seu intimidade. Sam, nem pensar pensava; apenas retirou o sorquerie ficando só de calças. Freddie suspirou ao ver seus seios. Não era a primeira vez que a vira nua (já a havia visto quando trocaram de roupa para capturar Chuck e ao tentarem distrair Cat), mas era a primeira vez que a vira nua numa conotação sexual. Suas mãos antes ficavam na cintura dela, mas depois dela rapidamente retirar o sorquerie e voltar ao beijo, ele começou a acaricia-los, fazendo-a gemer entre beijos. Enquanto ela retirava a própria calça, teve um vislumbre de pensamento. Espera... O quê eu estou fazendo? Mas, esse pensamento logo foi embora quando Freddie começou a descer os beijos para seu pescoço, fazendo-a revirar os olhos de prazer e suspirar alto. Enquanto ele a beijava, também retirava os panos de sua própria intimidade ficando, assim como ela, completamente nu. Apesar dela já ter sentido que o membro dele estava duro, foi uma espécie de choque vê-lo sem o panos. Ela o empurrou fazendo Freddie se deitar na cama e ele entendeu como um sinal contrário puxando-a pela mão esquerda e fazendo-a ficar por cima dele. Ele acariciava a parte de trás dos cabelos dela ao beija-la e ela se apoiava nele para não ficar plenamente deitada. Ficaram assim por menos de cinquenta segundos, até que Freddie não aguentou mais se segurar; sem lucidez nenhuma e como muita brutalidade inverteu as posições rapidamente e a penetrou sem delicadeza nenhuma fazendo-a gritar de um misto de prazer, surpresa e dor, principalmente muita dor. Ele retomou a lucidez que perdera por apenas alguns segundos e se deu conta que como também era a primeira vez dela, provavelmente não seria muito confortável segundo relatos de suas tias sobre suas primeiras vezes (e até mesmo seu pai falara que sua mãe não aproveitara muito a primeira noite que os dois tiveram juntos...) e assim ele se sentiu mal por isso.
— Desculpe. — ele disse rouco. "Tudo bem" ela disse num arquejo de dor apertando o braço dele com força. Ele se movimentou dentro dela mais devagar. — Está melhor? — ele perguntou e ela assentiu ainda um pouco desconfortável. Ele continuou indo devagar até que viu sua expressão se suavizar e a mão dela afrouxar do braço dele, o que ele entendeu como um pedido para ir mais rápido. E era mesmo. Ele acelerou os movimentos, fazendo-a finalmente soltar gemidos de prazer e o encorajando a parar de reprimir seus próprios gemidos e assim gemer com ela. E assim, quando ele gozou, retirou seu membro de dentro dela e deitou do lado dela na cama muito cansado e respirando alto, coisa que ela também fazia. Antes de pegar no sono, ele reparou, cansado, nas feições de Sam. Em como que ela estava suada, corada, com os cabelos mais bagunçados que o normal, as pálpebras abaixadas, as sobrancelhas arqueadas, os lábios entreabertos e o movimento alto que seus seios faziam por ela estar respirando ofegante.
Em sua opinião, ela nunca estivera tão bonita. E nem tão mais bonita. Mais bonita do que qualquer outra mulher que ele já havia conhecido.
(Sugiro que se leia esse paragrafo caso tenha pulado. Não tem nada de mais nele)
Enquanto Freddie pegava no sono nu, Sam tinha seus pensamentos a mil e provavelmente não dormiria naquela noite. Pensando nas prováveis consequências daquela noite que ela agira sem pensar, passou a mão sobre sua barriga temendo o que o futuro aguardava.
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