Princess mine
19 Tasha | Friendship | Monster - dedicado a spy
Notas iniciais
Gibby finalmente chegou até a torre. Não tinha levado nem dez minutos de caminhada e ainda podia ver as sombras de Sam e Freddie. Ao se aproximar, vira que a torre era baixa, talvez com dois ou três "andares".
Bem no que parecia ser o último andar havia uma janela pequena e redonda, aonde uma menina era mantida. Ela parecia triste e entediada. Ela tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor, uma boca larga e sedutora, além de parecer ser alta. Usava um vestido rosa com decote redondo profundo marcado por uma linha dourada brilhante e um adorno borboleta da mesma cor, talvez dois ou três tons mais escuros. Era provavelmente a donzela mais linda que Gibby já havia visto em toda a sua vida.
Ela antes gritava por socorro, mas agora apenas falava, como se estivesse perdendo as esperanças.
Ela parecia não ter avistado Gibby, mas ele a havia avistado. Parou alguns instantes, apenas para contempla-la. Não tinha certeza se ao mínimo estava respirando. Num desses momentos, ela finalmente o notou. Ele se encararam e quando ela piscou desviou o olhar, mas antes olhou para baixo. Bem, já que ele estava alguns metros abaixo dela, ela não fez um grande esforço com o olhar e ele nem notou conscientemente o gesto inconsciente dela. Mas, as faíscas já haviam feito o seu devido trabalho
— Você... Você veio me salvar? — perguntou a bela garota como se a esperança a enchesse e a deixasse radiante.
— Sim. Sim, eu vim. — disse Gibby depois de ter ouvido o doce som da voz dela e ter dito certeza de que aquela... Aquela era A donzela.
— Boa sorte, então. — disse ela num suspiro.
— Espere! — disse Gibby. — Pode ao menos me dizer o seu nome?
— Eu sou Tasha I, filha do barão Ratajkowski. — disse ela sorrindo. Gibby adorou esse sorriso. Estava adorando tudo nela.
— Pode deixar que eu a salvarei, filha do barão Ratajkowsei-lá-o-quê. — disse ele sorrindo de volta e ela suspirou, um suspiro meio apaixonado de cabeça inclinada e tudo mais. Ele era tão encantador... Ao menos sobre a ótica dela. Gibby adentrou a torre passando pela pequena ponte que estava aberta. O monstro da menina parecia ser bem seguro de si para deixar a porta tão aberta ou simplesmente ninguém a achava. Exceto por Gibby. No entanto ao adentrar na torre e ver o monstro que a guardava por dentro, Gibby empalideceu e congelou de medo. Desde pequeno, praticamente todos os dias, ele rezava para nunca encontrar tal assombrosa criatura, torcia para o seu maior pesadelo nunca acontecer. Mas, parece que esse pesadelo se realizou.
Pensou em dar meia volta e correr para aonde Sam e Freddie estavam para prosseguir com a missão original de salvar Carly, assim não tendo de enfrentar o terrível monstro. Mas, se lembrou da expressão de felicidade de Tasha Ratajkowski pela mínima possibilidade de um gordinho como ele a salva-la daquele terrível monstro e decidiu que a salvaria mesmo assim. Porém antes, precisaria de reforços.
Saiu correndo de dentro da torre, nem notando o olhar curioso do monstro que ficou para trás.
Quando passou pela ponte se virou para Tasha e gritou para o alto:
— Eu já volto! — e saiu correndo em direção a mata. Tasha ficou emburrada. Achou que este a salvaria. Ele parecia ser tão fofo... Por que o monstro dela tinha de ser tão difícil de ser vencido? Por que todos tinham de sentir medo dele? Não poderia ser simplesmente uma planta que fizesse coceira para vigia-la? Nãããão... Tinha de ser um monstro super-assustador que assustava todos os pretendentes.
•••
Após cinco minutos de caminhada, Gibby encontrou finalmente encontrou Sam e Freddie. Eles estavam sentados no chão extremamente próximos e entediados brincando com as moedas ganhas da recompensa por capturarem e castrarem Chuck e as do pote de ouro. Freddie foi o primeiro a notar que Gibby havia voltado após somente quinze minutos. Ele se levantou abruptamente e deu a mão para Sam se levantar. Ela segurou na mão dele e se levantou num impulso que o próprio deu, sem fazer esforço algum.
— Gibby?! Já salvou ela? — perguntou Freddie sorridente, mesmo que soubesse que a resposta era obviamente não. Gibby provavelmente havia amarelado, o quê significava que Sam devia dez moedas de prata a ele da aposta que eles fizeram.
— Ainda não, cara. Não sou tão rápido assim, falou? Mas, o monstro dela... O monstro dela é assustador.
— É? — perguntou Sam.
— É. — confirmou Gibby. — Precisarei da ajuda de vocês. Por favor! Eu acho que eu... Que eu estou apaixonado por essa donzela. — Sam e Freddie se entreolharam diante da súplica de Gibby. Ele parecia realmente desesperado. Desesperado de amor. E não do tipo falso. Do tipo verdadeiro, daqueles que só se encontra uma vez na vida. Freddie percebeu que não parecia assim em relação a Carly. Que ele só queria salva-la por orgulho, interesses do reino e simpatia pela moça, mas balançou a cabeça assim afastando esses estranhos pensamentos.
— Gibby... — disse Freddie dando um passo a frente de Gibby e colocando as mãos nos ombros do mesmo. — Somos amigos há anos e você está me ajudando na busca da minha futura esposa. — Freddie expirou e sorriu. — Mas, é claro que eu ajudo! — disse eufórico. Gibby sorriu abertamente e ambos se abraçaram rapidamente, por uns dois segundos, depois Gibby deu um beijo* na testa de Freddie no momento da agitação como sinal de gratidão.
— Bem... — disse Sam. — Acho que sim, afinal que, eu quero enganar? Adoro ver e participar de porradaria! Vai ser da hora! — disse ela eufórica também. Gibby pegou o pote de ouro e eles se puseram a caminhar rumo a torre de Tasha.
•••
Chegando lá na torre, Sam perguntou:
— Mas, sabe... Você ainda não nos respondeu uma coisa, Gibby. — Gibby parecia confuso.
— O quê?
— Que monstro que é esse, oras. — falou Sam como se fosse óbvio. Freddie concordou. Eles passaram pela ponte abaixada.
— É mesmo. Que monstro é, afinal? — Freddie perguntou concordando com Gibby engoliu a seco e apontou para o monstro que estava dentro da torre. Sam e Freddie se viraram para onde ele apontava ao mesmo tempo e suas feições se mudaram para o pânico ao mesmo tempo.
— Oh, Deus, não. — disse Freddie.
— Não pode ser... — murmurou Sam.
— Mas, é... — choramingou Gibby. Então, os três gritaram de pânico e terror ao mesmo tempo a palavra:
— UNICÓRNIO**!
*Na idade média beijos era mais como sinal de afeto (amigável ou sexual) ou uma forma de trocar uma mercadoria. Por exemplo: já ouviram dizer que Judas traiu Jesus com um beijo? É porque segundo a Bíblia ele o entregou aos soldados romanos para ser crucificado e como os soldados não sabia quem era Jesus ou quem era apóstolo, Judas disse que beijaria Jesus. Não tenho certeza se foi no rosto ou boca, mas é algo assim. Como isso aconteceu num período parecido (quatro séculos antes da idade média) acho que vocês entenderam o meu exemplo. Até hoje, em alguns lugares do Oriente, é normal dar beijos/selinhos como cumprimento na boca de conhecidos até mesmo entre homens heterossexuais.
**Espero que vocês tenham rido tanto nessa parte ao ler quanto eu ri ao escreve-la. Sério.
Existem duas correntes de pensamento durante a idade média sobre unicórnios:
Na alta idade média, eles achavam que unicórnios eram seres bestiais e ferozes que perfuravam tudo com seus chifres.
Na baixa idade média, eles eram vistos mais como nós os vemos atualmente: como um símbolo de pureza e virgindade, algo bom e doce, sendo muitas vezes retratado ao lado da Virgem Maria em pinturas medievais.
Apesar de eu achar que a história está mais pra baixa idade média do que pra alta (o reino está mais centralizado do que descentralizado, está começando existir uma burguesia, feudos não tem tanta importância, o exército trabalha para o rei e não para senhores feudais, mulheres assumem títulos, etc e etc), preferi deixar que eles pensem em unicórnios dessa maneira como na alta idade média porque é mais engraçado. É tipo como uma licença poética, coisa vocês notaram que eu venho fazendo muito na fanfic, mas afinal se é uma fanfic, então, eu posso, né?
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