Princess mine

9 Strategy I | Undressed | Strategy II


Notas iniciais
O número de leitores sobe, o de comentários desce. Nossa, parece o flop da Jennette saiu dela pra vir pra mim, viu?

— Eu sempre achei que os ogros fossem maiores que os ciclopes e não o contrário... — comentou Sam baixinho enquanto espiavam Chuck atrás de uma moita. A cabeça dela não estava muito escondida então quando Chuck se virou para a direção deles Freddie a puxou para baixo. — AI!

— Shiiu! — disse ele com o dedo indicador na boca indicando que era pra ela fazer silêncio.

Tinha sido fácil localizar Chuck, só demoraram dois dias. Ogros são barulhentos. Ele passava o dia dormindo e atacava a noite para não ser notado pelos humanos. Era realmente esperto. E porco como todos os ogros, mas isso é outra história.

— Certo, nós temos que bolar um plano. — Freddie sussurrou.

— Chegamos do nada, metemos o porradão nele até ele desmaiar e levamos ele pro barão. — sugeriu Sam como se fosse óbvio. Gibby parecia concordar, mas Freddie barrou o plano.

— Não! Vocês estão doidos? Ogros se irritam fácil, logo temos que bolar uma estratégia. Se ele se irritar vai pegar mais pesado.

— Qual seria a sugestão estratégica, alteza? — Freddie respirou fundo e pensou.

— Dizem que os ogros atingem primeiro as mulheres do grupo por as acharem muito fracas...

— Af, que machistas! Eles não tem mãe? — se indignou Sam. Freddie ignorou o comentário.

— ...Sendo assim será que ele atacaria um homem vestido de mulher ou se confundiria? — perguntou Freddie com um sorriso no rosto olhando para Gibby com segunda intenções. Gibby o olhava de volta com cara de paisagem até que finalmente entendeu.

— Não. — disse Gibby. — Não, não, não. NÃO! NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NUNCA!

— Sacrifique-se pelo grupo! — sugeriu Sam. — Você pode usar uma roupa minha...

— Eu não sou desse tipo! Eu sou macho! — berrou Gibby.

— Qual, é! Ninguém duvida disso, Gibs. — Sam fez uma expressão de dúvida e incerteza da afirmação de Freddie. "Nhéé..." sussurrou baixinho virando a mão para fazer o sinal de mais ou menos. Gibby a encarou feio. — Além disso as roupas da Sam não lá muito femininas. — disse Freddie e Gibby assentiu. Sam os olhou feio e deu um tapa em Freddie. — AI! — disse massageando o local da pancada.

— Mereceu!

— E você lá tem um vestido ou sei lá? — Sam fez uma expressão de tristeza por um momento, mas logo voltou a ficar com sua usual expressão de crueldade.

— Como eu usaria um vestido pra lutar? Eu lá sou idiota? — disse sarcástica. Gibby caiu no que ela disse, afinal parecia algo típico de Sam.

Freddie não caiu.

— De qualquer jeito, não vou usar roupa de mulher! — falou Gibby ainda não convencido. Freddie bufou e revirou os olhos.

— Certo, eu uso. — Sam e Gibby o olharam de maneira gozada.

— Hff, sério? — perguntou Gibby.

— Sim. Nós precisamos de dinheiro, ué.

— Pff, claro. Infanta. — zombou Sam. Ela e Gibby caíram na gargalhada. Freddie os olhava com uma cara de quem comeu e não gostou.

— Vamos logo, trocar de roupa. — disse ele e puxou Sam floresta a dentro.

— Ui, tá nos "dias sangrentos". — ela disse a ele rindo enquanto ele a puxou para longe de Gibby por dois motivos: queria conversar algo privado com ela e queria que eles parassem de rir dele.

•••

— Por quê saímos de perto de Gibby? Poderíamos ter trocado de roupa lá mesmo*.

— Só queria que o assunto morresse. — disse Freddie indignado e começou a tirar a roupa e a armadura. — Sabe, Sam... Você pode até enganar Gibby. Mas, não me engana. — o coração de Sam bateu forte. Teria Freddie descoberto seu segredo? — No fundo beeeem fundo, você é igual a qualquer garota e você gostaria sim de ter um vestido, mas não tem dinheiro para pagar por um. — Sam soltou a respiração que prendeu por medo. Estava aliviada. Passou suas roupas para ele enquanto colocava a a capa para se cobrir. Não usaria as roupas dele. — Não se preocupe. Depois que salvarmos Carly, eu compro um lindo vestido pra você como forma de gratidão. Com espartilho e tudo mais. — adicionou rapidamente enquanto colocava a roupa dela em seu próprio corpo. Não que você precise usar um, pensou Freddie. Espartilhos são usados para afinar a cintura. Sam definitivamente tem a cintura fina e... Epa! Balançou a cabeça novamente. O quê diabos estava acontecendo com ele?

Sam estava com um sorriso fraco. Mal sabia Freddie que havia tocado num ponto delicado da menina...

Quando ele terminou de se vestir, Sam começou a gargalhada.

— Ha, ha, ha. — disse ele irônico. Havia ficado pequeno para ele e definitivamente não parecia uma mulher. As roupas meio femininas de Sam ficaram gozadas nele. O sorquerie de Sam não fechava direito e a calça feminina dela mostrava os tornozelos de Freddie. — Sinto que vão desconfiar da existência da minha masculinidade para sempre.

— Desconfiar? Desculpa aí, alteza, mas essa é a prova de que ela não existe.

•••

Gibby também riu.

— D-desculpe, infante. — disse ficando sério. — Ou deveria disser infanta? — explodiu em risadas novamente. Sam o acompanhou. Freddie apenas o olhava com uma cara de quem quer matar alguém. Ouvia-se barulhos estranhos do outro lado da moita

Alguma espécie de gemido de dor.

— Chuck ainda está ai? — perguntou Freddie mudando de assunto. Estranhamente, com sucesso.

— Sim.

— Que esquisito. O quê ele fez?

— Ele comeu um cervo enorme, depois... Bem... Ele começou a fazer coisas que realmente não se devem fazer em público. — disse Gibby com cara de nojo. Só então Sam e Freddie deram atenção aos barulhos que se ouvia do outro lado da moita. Eram gemidos de dor nem um pouco agradáveis. O ogro estava fazendo suas "necessidades". — Ele é um ogro, afinal.

— Argh. — disse Sam com nojo. — Vamos esperar um pouco pra atacar, então.

— Certo, um pouco mais de planejamento também. Enquanto Freddie o distrai, eu tenho apunhala-lo na cabeça. Dizem ser o ponto fraco dos ogros. — sugeriu Gibby

— Boa idéia, Gibby! — saudou Freddie animadamente. Gibby sorriu de volta. Sentia-se perdoado da besteira que fizera com os cavalos. — Enquanto isso, Sam pode se esconder e tentar atingir a cabeça dele com uma flecha. — sugeriu Freddie. Isso também era "estranhamente" em parte porque isso faria Sam correr menos perigo.

— O quê? Tá dizendo que vai rolar porradaria e eu não posso participar? — perguntou ela com raiva.

— Sam... — repreendeu Freddie. — Você sabe o quão perigoso é uma mulher se aproximar de um ogro já que eles gostam de... "Fazer coisas" a força. — disse Freddie a última parte com nojo. Imaginar Sam fazendo "aquilo" com um ogro era simplesmente nojento para Freddie. Ou com qualquer ser humano normal também era. — Por favor... — ele disse pegando nas pequenas e macias mãos delas. Ela odiou ter sentido um choquezinho no momento em que suas mãos se tocaram. Ele nem percebeu que também havia sentido. — Não se aproxime de Chuck. — Sam ergueu o queixo e o encarou.

— Certo, eu vou seguir o plano. — disse ela e Freddie sorriu aliviado. Mal sabia ele que ela não cumpriria o quê acabara de disser...

*Durante a idade média as pessoas não tinham uma noção muito grande de pudor. Isso só começou no renascimento. Os portugueses descreveram que os índios não "cobriam suas vergonhas". (Voltando a Idade Média) Era bem comum entrar na casa de pessoas e vê-las nuas (mais incomum para nobres e mais comum para crianças). Na verdade o point da galera eram as estufas que eram locais para banhos públicos. Bizarro, né?

Notas finais
Mals pelo capítulo não ser o da lutinha... Ia ficar com umas três mil palavras. O próximo é definitivamente o da lutinha :)) não se esqueçam de dizer o quê acham tá bom? Não sei se consegui escrever uma cena boa de ação, nunca escrevi algo do gênero...