Princess mine
13 Capítulo Bônus: Book
Notas iniciais
À noitinha, Sam aproveitou-se do fato de ter ficado no turno de vigia. Ela esperou os meninos dormirem —Gibby apenas caiu morto de sono bem debaixo de uma árvore, Freddie por outro lado parecia ter muitas preocupações ou formigas na roupa, então demorou muito a dormir, mas logo começou a babar e roncar como Gibby. Muito sensual, pensou Sam ironicamente. Ou não— para que finalmente pudesse pegar dentro de sua capa mágica o livro mágico de feitiços da sra. Briggs (a palavra "mágica" está muito presente nessa sentença...).
Ao pegar o livro, sentiu a textura de sua capa, de cor entre o preto e o azul-marinho-escuro ou simplesmente algo extremamente nego, toda dura e desgastada. Ao passar os dedos pela capa dura sentiu um pouco como se estivesse rasgando-a porque várias partes pequenininhas saíam. Parecia ser um livro muito, muito, muito antigo mesmo. Quase tão velho quanto a antiga dona, sra. Briggs. Era pequeno, porém grossíssimo com páginas amarelas ecológicas (uou, bruxa consciente!) ou seriam desgastadas? Sam não sabia qual era a data em que o livro fora criado, mas parecia ter sido na Antiguidade —um tempo muito estranho em que as esculturas humanas não tinham braços e os homens tinham dedos mindinhos entre as pernas.
Sam abriu o livro e teve de soprar para ler a primeira página, pois estava com muita poeira no livro. Como continuou com muita poeira, ela simplesmente passou a mão pelo livro para tirar mais rapidamente. Após finalmente ver algo legível escrito começou a leitura.
GRIMÓRIO.
COLEÇÃO DE FEITIÇOS.
No canto, estava escrito numa letra bem garranchuda:
Pertence a Francine Briggs, favor devolver.
Sam franziu o cenho. Se uma bruxa roubasse esse livro de Briggs, porque o devolveria? Que mulher burra, pensou Sam.
Deu uma olhada pelo índice.
Feitiços básicos
Não, muito simples e chato, pensou Sam. Detesto começos.
Feitiços complexos
Não, tudo que é complicado é chato também, pensou Sam. Continuou passando o dedo por outros feitiços que se continham na lista.
Feitiços de fogo
Maneiro, pensou Sam. Posso tacar na cara do Freddie e fazer graves queimaduras de terceiro grau. Estranhamente a ideia daquelas bochechinhas de bebê em chamas não lhe parecia assim tão agradável quanto pensou que seria, então preferiu tacar fogo na banha ambulante vulgo Gibby. Sorriu.
Feitiços de transformação
Interessante, pensou Sam. Esses feitiços transformam animais em outros animais, monstros em animais e animais em monstros. Que maneiro...
Feitiços alimentícios
OPA!, pensou Sam na hora. Qual página? Procurou com o dedo que página que era, no caso era a quatrocentos e cinquenta e cinco, indo para ela e lendo como conjurar os feitiços. Alguns era necessário se ser uma bruxa de nascença, outros fazer um cursinho tipo fisk, mas tinham uns que até simples humanos como Sam conseguiam fazer e esses ela ficou treinando a noite inteira para poder fazer a qualquer momento.
Quando estava quase terminando de ler como fazer um cordeiro morto prontinho para ser cozinhado aparecer diretamente na sua mão, Sam ouviu barulhos. Parou de ler imediatamente e se virou para aonde Freddie e Gibby dormiam. Gibby parecia estar acordando. Sam fechou o livro e o guardou dentro da capa mágica assim "sumindo" com ele. Gibby se levantou e ela fingiu não estar fazendo nada.
— Ei, Sam...
— Que é, baleia?
— Calma. Eu acordei e acho que o seu turno já acabou. Daqui a pouco o infante deve acordar, não quer dormir um pouco não? — perguntou Gibby.
Sinceramente, não, pensou Sam. Quero continuar aprendendo a fazer comida aparecer magicamente na minha mão. Mas, como eu preciso dormir para ajudar na missão...
— Tudo bem. — disse ela e foi na direção das árvores ao de Freddie dormia, deitando-se ao seu lado. Amanhã durante o turno ela continuaria. Mal sabia que ela que aconteceria algo muito mais interessante entre ela e o moreno que dormia ao seu lado do que ler um "simples" (normalmente livros simples não incluem feitiços, mas...) livro.
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