Princess and Dragon
2 Capítulo 2 - Presa a correntes
Notas iniciais
A certas coisas que eu nunca contei a ninguém, e é assim que deve continuar. Porém cada dia que passa isso vem me consumindo. O que você faria se soubesse de algo que não deveria? E isso ajudaria muitas pessoas, mas prejudicaria aquele a quem você mais gosta? Sei que minha decisão é egoista, ainda sim escolho ela sem hesitação.
Muitos anos se passaram desde a última vez em que o vi, e minha unica memória é de uma mão, não sei se estava me ajudando, dizendo adeus ou até me saldando. É como se alguém ouvesse o apagado totalmente, deixando apenas pequenos fragmentos para trás. Sempre que tento junta-los, eles se separam novamente e voltam a vagar pela escuridão que imagino ser minha mente.
Há uma melodia que nunca paro de pensar. Não tenho certeza se os dois então ligados, mas acho que combinam perfeitamente. É como se fossem a mesma, mas duas pessoas diferentes a produzem. Uma é tão tristes que as vezes quase chego a chorar, já a outra aquece o coração e faz meu sorriso expandir-se pelo rosto.
Foi tudo que consegui juntar sobre ele. E sei que aquilo que vi também estão ligados. Isso era uma das poucas coisas que minha mãe e meu pai concordavam: todas as coisas do universo estão interligadas.
Antes não queria ir dormir, mas agora temo em acordar. O prazo já esta acabando, e muitas vezes pensei se não seria mais fácil apenas fugir. Simplesmente não sei o que me prende, apenas sinto que algo esta para acontecer. Algo que irá mudar totalmente meu ponto de vista sobre tudo.
Durante esse tempo longe de casa pensei muito sobre o termo liberdade, e não cheguei a nenhuma conclusão. Ainda me sinto presa a correntes. Correntes tão fortes que nada pode rompe-las. Me sinto perdida dentro do labirinto que me assombra a noite em meus piores pesadelos. Mesmo quando sei que estou segura sinto alguém me observando. Através de algo como um espelho.
Devo estar ficando louca.
Acordo com algo macio acariciando meu rosto, e me sento sonolentamente. Sorrio ao ver Plue deitado ao meu lado voltando a dormir. Antes ele acordava e pedia para brincar, ou está ficando velho ou desistiu depois de nunca ouvir um sim como resposta ao longo dos anos. Visto meu hobby branco de renda e me estudo no espelho.
Meu cabelo estava ainda mais longo, os cachos estavam desaparecendo mas alguns continuavam. Meu corpo se desenvolveu tanto que agora provoca luxúria aos olhos de ambos os sexos. O que realmente me espanta é a perda do único brilho que restava em meus olhos. Deveria ser ao contrario certo? Longe daquela casa... Para mim meu lugar não é atrás das grades, mas não diferença alguma aqui. Pelo contrario. Os portões que aqui o cercam são ainda maiores e mais assustadores.
Olho em direção ao relogio e ainda eram cinco da manhã. Me dirijo ao banheiro e tomo um longo banho, ao terminar coloco o roupão e começo a escovar os dentes, depois a passar minha maquiagem básica: base, rimel e gloss; começo a secar o cabelo deixando firmes as ondulções nas pontas. Quando acabo vejo se não havia algum erro em algum lugar, não o encontrando. Estava impecável com sempre. Abro meu guarda roupa e pego um dos cabides onde meu uniforme estava pendurado. Pronto. Olho novamente as horas eram 6:25. Desço as escadas e vou até a mesa, onde me esperava um delicioso café da manhã. Termino após meia hora, pego minha bolsa e ando nervosamente até o colegio.
Primeiro dia de aula. Começo de meu último ano.
A escola era cercada de todos os tipos de tecnologia moderna, mas também preservava o estilo orietal antigo. Me lembro que a primeira vez que entrei aqui parecia um verdadeiro conto de fadas. Mas agora já perderá seu encanto. O campus estava lotado, haviam muitos novos rostos desconhecidos andando por ali. Mas mesmo eles paravam de andar e ficavam quietos ao me ver passar.
Francamente. Ao se matricular nesta escola você recebe automaticamente uma lista com regras que devem ser rigidamentes compridas. Sinto que em uma dela esta escrito algo como "Deve adorar e respeitar a Lucy H." porque mesmos aqueles que estão comigo há quase sete anos usam o "san" no final do meu nome e ao me ver no corredor param e liberam o caminho. Melhor assim.
Ouço o choro alto de uma criança e me assusto. A curiosidade e a preocupação me levam altomaticamente ao local, onde encontro uma garota de no máximo doze anos. Ela estava sentada no chão segurando o joelho que esta esfolado. Ando em sua direção e me agacho até ficar com sua altura. A garota para um pouco de chorar e me olha atentamente. Ela deve ter percebido minha preocupação, pois fala:
– E-eu estou bem. A a-amiga do meu onee-san já foi busca-lo. — eu franzo a testa. Ela foi embora deixando-a sozinha? Sorrio serenamente tentando acalma-la, e retiro de minha bolsa um lenço branco, uma garrafa d'água e uma bala de morango. Molho o lenço com a água gelada e coloco delicadamente sobre o ferimento, ela faz uma leve careta e abafa um soluço. — M-mas se você colocar ele vai manchar. — diz preocupada.
– Tudo bem. — digo sorrindo. — Aqui. — dou a ela a bala de morango e seus olhos brilham de felicidade, ela pega timidamente e sorri. — Por ter parado de chorar. É mais fofa sorrindo sabia?
Ela era realmente muito kawaii. Tinha longos cabelos azuis presos em dois rabos de cavalo, usava o uniforme do fundamental, que era uma saia preta com uma listra branca na barra, e uma camisa vermelha com uma gravata laranja.
(http://data0.eklablog.com/fairtail-ravemaster/mod_article4011428_6.jpg?28)
De repente escuto outro grito e vejo um vulto rosa passando por mim e agarrando a menina. Me preparo para acabar com o que quer que aquela coisa fosse. Ela grita por te-la apertado muito forte, e eu lhe dou um soco tão forte que o arremessa para longe. Ele volta correndo e me olha indignado e perplexo. Já a garota com forte admiração.
– Quem é você?! — exige saber o garoto de cabelo rosa. Retomando: ele quase me derruba; agarra uma menina de doze anos ferida; tem cabelo rosa, e cara de idiota... Confere! Me levanto ajeitando minha saia e fechando minha bolsa, quando finalmente o encaro.
– Lucy. — digo simplesmente e vou embora. Ele era definitivamente estranho. Sua beleza chegava a humilhar todos que tentassem se comparar. Em todos esses anos nunca havia visto alguém assim tão radiante. Olhos castanhos escuros, e brilhosos. Aquele brilho de felicidade misturado com esperança que toda criança tem ao receber um presente ou ver algo novo. Usava o uniforme de um jeito desajeitado e em vez da gravata um cachecol branco com detalhes pretos que pareciam escamas. Cabelos rosa tão brilhante que qualquer pessoa não resistiria a tentação de toca-los.
De longe pude ouvir a garota brigando com ele por ter me espantado, e algo como obriga-lo a se desculpar. Um pouco depois ouço a voz de outra garota entrando na conversa. Ela o chamou de Natsu.
O nome ecoou na escuridão de um mar de lembranças. Pude sentir as correntes se afrouxarem. Apenas um nome. E ele me fez sentir livre como nunca antes.
– Natsu... — sussurro para mim mesma e sorrio. Talvez esse ano seja pior do que pensei.
Notas finais
obs.: já que ela é de uma família real e morar num palácio a impressão que da é de uma era antiga certo? Mas eles vivem com tecnologias bem avançadas como robôs de mecchas ou até outras coisas.
Kissus :3
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