Princess Of Sea
14 Uma Reunião Secreta
Kissami segue Askot em silêncio até a sala de reuniões onde, as portas são trancadas e serva e mestre se sentam em seus lugares. Askot ocupando um trono negro, encoberto por uma cortina, ainda suando um manto negro que encobre seu rosto, enquanto Kissami se senta na outra ponta da mesa, apenas aguardando que seu mestre comece a falar qual seu plano para aniquilar de vez a filha de seu pior inimigo.
Durante um longo momento, os dois não falam nada e, Kissami sabe perfeitamente bem que, o silêncio de Askot significa que ele está pensando em qual será a melhor estratégia para conseguir aquilo que tanto quer.
Decide ficar em silêncio, até que seu mestre queira falar.
Enquanto isso, na sala principal que Askot usa como sala principal, uma menina de aparentemente uns dez anos de idade chega ao local e se encontra com Rykune.
– Senhorita Kaori, meu querido chefinho e seu pai está em reunião com a Kissami e não quer ser interrompido. Além do mais, ele já cansou de lhe dizer que não gosta de te ver passeando por aqui. Isto é uma base de operações e não um lugar para crianças brincarem. Essas são as palavras dele.
– Já sei! Já sei! – diz Kaori – Já sei tudo o que ele pensa! Sei bem até demais! Mas eu gostaria de falar com ele.
– Não, senhorita Kaori. Já disse que não pode!
– A reunião é secreta? – pergunta a menina com curiosidade.
– Parece que sim, menina. O chefinho disse que não quer ser incomodado.
– Escutar de fininho é diferente de interromper, você não acha?
– Sim... Quer dizer... Não! Não posso deixar que passe! Seu pai que por acaso é meu chefinho vai me matar depois!
Kaori ri.
– Escuta, Rykune. Se nós dois não contarmos nada para ele, muito provavelmente ele não vai ficar sabendo!
– Falando assim parece que você está certa.
– Então esse vai ser o nosso segredinho, falou?
– Falou!
Rykune abre caminho para que Kaori passe em, em passos silenciosos, a criança atravessa um longo e sombrio corredor até chegar a sala de reuniões e quando ela chega, se espreita na porta, a fim de tentar escutar toda a conversa. Não demora muito para escutar as vozes de Askot e de Kissami dentro da sala.
– E então, Askot? – pergunta Kissami após um longo silêncio – O que nós vamos fazer?
– Ainda estou pensando com relação a este assunto. – responde Askot – Devo dizer que o que aconteceu na luta dela me pegou desprevenido.
– Mas aquele idiota que você mandou não valia nada. – continua Kissami – E, foi apenas uma batalha, a guerra ainda vai ser sua, Askot.
– Sim, tem razão, Kissami. Uma batalha não é a guerra. E eu ainda irei destronar o rei Toguro, matarei a filha dele e então serei o soberano de todo o universo!
– E assim será, meu senhor Askot. Mas agora, acho que devemos deixar a enrolação de lado para irmos direto ao ponto.
– Pelo que notei, os protetores que Toguro mandou para a filha são ninguém mais, ninguém menos que Toquito, Sutóki e Sharlem. Neste ponto, ele foi inteligente, pois aqueles três são os protetores mais fortes que Toguro possui, e isso desde o tempo em que eu frequentava a corte daquele imbecil.
– Esses três nós não devemos subestimar de maneira alguma. Especialmente Toquito.
– Concordo. Mas, nem mesmo eles são páreos para mim. Mas, voltando ao assunto da filha de meu inimigo, já sei o que vamos fazer.
– E o que faremos, Askot?
– Nós iremos usar Kissami, a operação “S”.
– Operação “S”? Está falando sério?
– Muito sério, Kissami. E, você vai liderar essa operação.
Um sorriso maligno estampa os lábios de Kissami. Enquanto ela assimila as palavras de seu mestre.
– Vai ser um prazer enorme sequestrar essa princesa e trazê-la para você, Askot.
– Sei que esta tarefa não lhe desagrada.
– De forma alguma. Ao contrário, me dará um imenso prazer. Embora exista algo que me preocupe.
– E o que seria?
– As lendas antigas parecem estar se cumprindo através desta menina princesa, Askot.
– E isso te deixa com medo?
– De forma alguma. Penso que devemos acabar com o mal pela raiz, pois se as lendas se tornarem realidade, você terá um sério problema.
– Me traga a princesa. O resto veremos depois.
– Como queira.
Askot e Kissami levantam-se de seus lugares e, ao escutar passos, Kaori sai correndo e se esconde, a fim de não ser vista por nenhum dos dois. Serva e mestre voltam a caminhas pelos longos corredores da base de Askot, falando de detalhes da partida de Kissami para o encontro com seus inimigos.
Os dois tem sorrisos confiantes em seus lábios e Askot sabe que dessa vez não irá falhar. Dessa vez, terá a filha de seu inimigo em suas mãos, para que possa assassiná-la diante dos olhos de seus servos, e enviar o corpo morto da jovem para Toguro, antes de acabar com a vida dele, lhe roubar o trono de Star Sea e se tornar o soberano de todo o universo.
*****
Dias depois, Kissami parte em uma nave espacial, a fim de cumprir as ordens que foram dadas por Askot, um plano infalível totalmente formado em sua mente e, não irá parar enquanto não tiver sucesso em sua missão.
Todas as coordenadas foram tomadas, todos os envolvidos no plano já sabem o que tem que fazer e, Toquito cairá diretamente em sua armadilha, lhe dando como presente a filha do Rei Toguro, aquela o imbecil provavelmente jurou proteger.
– A princesa de Star Sea será minha e ninguém vai me impedir! – diz Kissami para si mesma.
E, enquanto a nave espacial de Kissami viaja a toda velocidade rumo ao desconhecido, a nave espacial do grupo liderado por Toquito consegue chegar a mais uma base espacial que, para azar do grupo, fora totalmente tomada por Askot, que detém todo o poder ali.
Fale com o autor