Princess Of Hell

5 Capítulo 5: O treinamento


Notas iniciais
Acho que preciso me desculpar não?
Bem, apenas quero dizer que se alguém ainda está acompanhando essa fic que eu estou enrrolada, e meu tempo quase nulo. Não quero abandonar essa fic porem estou sem tempo pra escrever regularmente. Mas vou tentar.
Em fim.... Boa leitura

— Ela cresceu tão rápido.

— Não importa o quanto ela cresça sempre será minha garotinha.

— Pai super protetor é?

— Não imagina o quanto Pandora.

— Eu tenho até pena.

— De quem?

— De você quando ela estiver mais grandinha e os “outros” começarem a notar o quanto ela cresceu.

— Do que está falando Pandora? Alguém disse alguma coisa? Quem eu tenho que matar?

— Deixe de ser bobo Minos. Ela ainda é uma criança de 8 anos. Ainda está muito cedo para isso. Mas acho bom já ir te preparando pra quando essa época chegar.

— Acho que nunca vou me acostumar.

— Mais cedo ou mais tarde não terá outra saída.

— Isso ainda vai me dar muita dor de cabeça e a culpa é toda sua!

— Ora? Minha por quê?

— Se ela não tivesse uma mãe tão bonita não me daria tantos problemas.

— Você e suas teorias.

A jovem morena riu baixo segurando o braço do amado com delicadeza. Os dois conversavam calmamente no jardim da parte de trás do castelo enquanto observavam a pequena filha treinando com um dos espectros da mansão. Sellene havia herdado as habilidades do pai e manuseava fios de marionete com a mesma facilidade que ele, talvez não com tanta destreza por ser ainda jovem e não tão experiente, mas com toda a certeza tinha um talento nato para aquele tipo de combate. A pequena tratava aquilo mais como uma brincadeira do que como uma obrigação, era assim que ela gostava de ver o mundo como uma eterna brincadeira. Os treinos e tudo mais eram parte da sua diversão agora. Nem mesmo o pai conseguia convencê-la do contrario.

A pequena trajava roupas mais simples que lhe davam mobilidade. Uma calça preta justa ao corpo, uma regata mais larga cinza clara um cinto lhe adornava a cintura e sapatos confortáveis. Seus cabelos prateados como a luz do luar já bastante longos estavam presos em um rabo de cavalo alto. Seu adversário era Myu de papillon um dos espectros mais fieis a Hades e a seu legado, era conhecido como o espião do submundo. Minos o escolheu como adversário de Sellene pois sabia que o espectro não a machucaria seriamente enquanto ela aprendia a usar seu cosmo.

Sellene ria durante a batalha constantemente, mas desta vez seu pai não iria interferir. Ou tentaria.

— Não vai ganhar desta vez. – Disse a pequena sorrindo, ela ainda não havia ganhado a sua primeira batalha e estava anciosa para tal. Sua voz ainda soava infantil. Mesmo já estando crescida Sellene ainda tinha apenas sete anos e seu treinamento havia começado aquele ano. Ela estava indo bem, em especial naquela luta, pela primeira vez o espectro se via tendo alguma dificuldade para driblar todas as investidas da menor.

— É o que veremos pequena.

Sellene investia contra ele com golpes a mão limpa, evitava usar os fios de marionete desde a ultima vez em que quebrou um vaso e cortou um quadro na sala de estar. Mas naquele ponto da batalha Sellene conseguiu encurralar o espectro que apenas se defendia. Minos parecia não acreditar naquela proeza. A pequena estava confiante e se preparou para um golpe que poderia finalizar o treino saltando na direção dele. Neste instante ela se distraiu olhando em volta tentando ver a expressão do pai, mas ao invés disso ele encontrou outra coisa. Uma das borboletas de Myu, uma fada do mundo dos mortos. Seus olhos brilharam ao vê-la, isso a fez não terminar o ataque para tentar pega-la, o espectro aproveitou a deixa e desferiu um golpe contra sua oponente, o que a atirou longe contra uma das grandes arvores do jardim.

— Ahhh. – Sellene gritou mais de susto que de qualquer coisa. E neste mesmo instante Pandora se levantou e correu na direção da filha.

— SELLENE?! – Disse a morena.

— Já chega! – Exclamou o general também se pondo de pé.

Pandora correu até a filha caída ao pé da arvore, a morena entrou em desespero ao ver sua filha tão frágil sendo arremessada daquela forma, temeu que ela pudesse ter se machucado.

— Sellene? Filha?

— Ai... – A pequena disse baixinho passando a mão na cabeça e sentando-se devagar com as pernas cruzadas.

— Está tudo bem? – Disse a mãe preocupada olhando cada pedacinho de sua filha, ela não parecia ferida e quando a pequena balançou a cabeça positivamente mesmo estando emburrada a mãe a abraçou com força. Enquanto isso o pai se aproximava um pouco receoso, mas não demonstrando isso.

— Ma-mamãe?! Eu... Não respiro. – Disse ela a se ver presa naquele abraço forte demais. E a mãe a soltou.

— Desculpe. – Disse a mãe.

— O que houve lá Sellene? – Disse o pai em um tom mais sério.

— Errr.... Desculpe papai eu... Eu me distrai. – A pequena disse rindo baixinho ao lembrar-se da pequena fada que quase pegou.

Minos respirou fundo e preferiu não dizer mais nada, o treino estava definitivamente encerrado. Ele autorizou Myu que se retirasse. E levou suas damas para dentro. Pandora conversou com Sellene sobre a importância de sempre se proteger acima de tudo e quase chorou ao falar que não queria vê-la machucada tudo isso antes de permitir que a menor fosse tomar um banho. Em seguida ela e Minos foram conversar na cozinha. Enquanto Pandora preparava um chá para a tarde fria da Alemanha, eles conversavam.

— Minos eu já disse como me sinto quanto a isso.

— Não podemos.

— Eu só queria... Só queria que Sellene pudesse ter uma vida... Uma vida normal, longa e feliz.

— Pandora ela é minha filha também. Eu quero o melhor de Sellene, mas ela nasceu para isso. É o destino dela.

— Eu sei... Eu sei... Sei de tudo isso. Mas queria ainda assim poder ir contra tudo isso por ela. Não é isso que eu queria para minha filha. Não foi isso que eu sonhei quando a tive em meus braços a primeira vez. – Ela suspirou. — E se... Se ela se machucar... Se ela... Se ela...

— Shiii... – O general a afagou os ombros. — Não pense nisso. Vamos protegê-la, nada vai machucá-la, não enquanto nos estivermos ao lado dela, e nunca vamos deixá-la. Confie nisso. Confie em mim.

— Eu confio. – Ela disse baixinho o abraçando. — O que me assusta... O que mais me assusta... É lembrar das palavras de Hypnos. Você se lembra não é?

— E como poderia esquecer. Não pense nisso Pandora, ou Sellene vai perceber. Não podemos deixá-la com tantas duvidas, não é bom. – Ele deu um beijo na testa da amada, e ela passou as mãos sobre os olhos marejados antes que as lagrimas viessem a cair.

— Bom... Tenho que terminar o chá.

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Sellene terminou o banho e vestiu a roupa que sua mãe havia separado. Um vestido de linho roxo, com detalhes em lilás e preto, os cabelos presos com um laço no fim de uma trança frouxa de lado jogada sobre o ombro. Tão frágil e delicada que nem parecia a mesma garota que outrora treinava lá fora. Ela mesma fez um pequeno curativo em seu rosto perto do queixo cobrindo alguns arranhados que apareciam vez ou outra depois de algum treino. Pegou Niu, seu coelhinho de pelúcia que nunca largou desde muito pequena e sorriu para ele.

— Como estou Niu? – Perguntou colocando-o longe de seu corpo, o Maximo que seus braços agüentaram. A cabeçinha do coelho que não era muito bem fixa pendeu levemente para o lado enquanto os olhos fundos pareciam a encarar. Sellene riu. — Porque eu sou uma bonequinha. A bonequinha da mamãe. Vamos Niu, papai e mamãe estão nos esperando na sala. – Ela começou a andar depois parou e o olhou. — Claro que você tem que ir bobo.

Quando os dois chegaram na sala, Pandora e Minos olharam a filha e ambos se perguntavam como ela podia ser tão diferente em determinados momentos. Sellene as vezes parecia ser duas garotas diferentes, uma meiga e frágil e outra forte e poderosa, e a cada dia que passava ela os surpreendia mais.

— Está tudo bem minha princesinha? – Perguntou a mãe quando ela se aproximou dando-lhe um beijo no rosto o que fez a garota rir baixinho.

— Está sim mamãe. – Em seguida ela foi até o pai que lhe acariciou o rosto passando o polegar levemente sobre oi curativo no rosto de sua pequena filha, sempre que via algo assim por menos que fosse, ele sentia remorso por ter que fazer Sellene treinar. — Primeto que da próxima vez eu acerto ele papai. – Disse a pequena baixinho apenas para ele, como se contasse um segredo. Minos não resistiu a sorrir para ela e acariciar seus cabelos.

— Confio em você pequena. – Ele sussurrou de volta.

Sellene sorriu e passou ao lado da mesinha de centro, na qual tinha o bule de chá, as xícaras, o açúcar, uma vasilha de bolachas doces e ao lado alguns bolinhos. Ela instintivamente levou a mão para tentar pegar um bolinho mas a mãe pigarreou.

— Sellene?

A pequena levou as mãos para trás do corpo como quem não ia fazer nada.

— Sim mamãe?

— Teremos companhia para o chá e é educado esperar.

— Sim mamãe. – Ela disse indo sentar-se como a pequena dama que sua mãe a encinara a ser desde muito pequena. Os treinamentos de Sellene não se resumiam apenas a força física para as batalhas, mas também a etiqueta e boas maneiras. E ela era feliz assim, se divertia com todas as lições e não parecia ver problemas em treinar o corpo e nem a mente, apenas tinha problemas em ficar quieta. Ela sempre fora hiperativa demais e sempre acabava se desconcentrando nas meditações e outras coisas que tinha que passar.

A tarde passou rápido, Aiacos e Radamanthys chegaram rápido, eles haviam retornado a pouco de algumas vigílias. Pandora, Minos e Sellene os recepcionaram antes do retorno ao submundo. A pequena juntamente com os pais levou os outros generais até as escadarias que levavam ao seu destino. Minos se despediu da família pois desta vez teria que acompanhar os companheiros até lá. Quando ficou sozinha com a mãe elas voltaram ao interior do castelo e Sellene começou as perguntas a mãe.

— Mãe? Porque o papai tem que ir para lá?

— Porque ele tem uma missão junto com os outros generais.

— Que missão é essa?

— A de proteger o reino de Hades o nosso Deus.

— E o Hades está mesmo lá agora?

— Agora não completamente minha princesa. Ele fica lá de tempos em tempos.

Elas conversavam enquanto caminhavam até o quarto de Sellene, que era onde ela mais gostava de ficar quando lá fora estava frio demais para sair. O quarto da menor era todo decorado em branco e lilás, cores que ela mesma escolheu. Todos os brinquedos que ganhou durante sua vida estavam naquele quarto. Geralmente tudo ficava organizado, a não ser quando Sellene resolvia brincar r tirava tudo do lugar. Volta e meia Pandora tinha que reorganizar tudo já que a pequena tinha muita energia.

— Mamãe porque eu não posso ir lá com eles?

— Porque você ainda é muito jovem. – Disse a mãe sentando-se na cama e Sellene a sua frente.

— Isso é injusto. Só que eu nunca conheci o submundo.

Pandora suspirou mas em seguida sorriu, não agüentava ver a sua pequena insatisfeita. Sellene ainda não podia servir a Hades diretamente, mas nada a impedia de conhecer o submundo. Pandora não queria que ela conhecesse a face horripilante do submundo. Mas havia um lugar onde poderia levá-la quando as coisas acalmassem por lá.

— Bom... Se você for uma boa menina e se comportar, acho que posso te levar para lá depois que o papai voltar.

— Mas mãe eu... – Ela que estava pronta a argumentar pelo que queria se cortou em meio a frase, seus olhos brilharam e ela sorriu. — É? É sério.... Mesmo?

— E porque não? – Pandora sorriu.

Sellene pulou da cama e abraçou a mãe dando-lhe um beijo estalado na face.

— Obrigada, obrigada... Obrigada mamãe.

As duas sorriram e Pandora a ajeitou na cama.

— Bom, agora vamos pentear esses cabelos?

— Sim.

Ela correu até a penteadeira e pegou a escova levando-a para a mãe e sentando-se a sua frente já desfazendo a trança. As duas conversaram animadas, Sellene perguntando sobre o que elas poderiam fazer no submundo e quem poderia ir enquanto Pandora respondia e fazia mistério em algumas partes para deixá-la curiosa.

Assim o resto do dia passou rápido e tranqüilo. O jantar foi proveitoso e saboroso, ela adorava a comida da mãe. E não muito tempo depois Sellene já estava trocada e na cama. Pandora deu-lhe um beijo na testa e saiu do quarto sem fazer barulho para não acordá-la. Ela parou na porta assim que a fechou, sua cabeça estava conturbada com tudo o que vinha acontecendo, as rondas freqüentes pelo submundo e pelo castelo, os treinos de sua filha e as não incomuns ausências do marido.

Ela respirou fundo e quando se virou arfou assustada cobrindo os lábios com as mãos contendo algo mais alto. Seu coração acelerou enquanto ela se apoiava na parede agora controlando a respiração.

— Arg... Pandora sua boba. Não se assuste assim. – Ela disse a si mesma aproximando-se da mesa do corredor que não estava muito longe e pegando o coelhinho de Sellene que estava ali, e assim que o pegou sentiu um calafrio lhe atravessar a espinha enquanto encarava o coelho. Mas logo respirou fundo deixando o pensamento bobo de lado. — Ora deixe disso. É apenas um brinquedo. Vamos para o quarto antes que Sellene dê por sua falta.

Pandora deu meia volta e acabou por tomar um susto ainda maior contendo um arfar assustado. Amparada um indicador posto em riste que pedia silêncio.

— Olá Pandora.

— “Você”?!

— Temos muito que conversar.

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Notas finais
Continua...
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Reviews?! ♥ ♥ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.