Notas iniciais
Olá pessoal!!! Mais um capítulo fresquinho. Bjs

O Imperador Wing e seu filho Sasori retornavam com a comitiva real para a Cidade Proibida sem saber o que havia acontecido no Palácio. Enquanto seguiam viagem,o Imperador observava a paisagem pela carruagem quando sentiu uma forte dor no peito

— Aí... Wing levou a mão até o local.

— Majestade, o senhor está bem? Indagou seu filho

—Senti uma dor muito forte.

— Acalme-se pai que irei chamar um dos oficiais.

—Eu estou com um mau pressentimento. Vamos voltar o mais rápido possível filho.

Sasori gritou :

— Andem depressa!! Aticem os cavalos, pois precisamos chegar o quanto antes à Cidade Proibida

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Sayuri estava encolhida num canto escuro, sua roupa estava rasgada e seu corpo, repleto de hematomas, cortes e sinais de violência. O ambiente estava escuro e sombrio.

— Levante-se, mulher! — Gritou Ryu.

A imperatriz apenas levantou os olhos inchados pelas lágrimas e pelas agressões que sofreu. Não tinha forças para se levantar.

— Eu mandei levantar! Ryu gritou novamente, porém Sayuri mais uma vez não levantou. Um de seus capangas aproximou-se dela e a puxou pelos cabelos, levantando-a. Ela gemeu de dor, mas não tinha mais voz para gritar. Sakura deu um passo adiante, mas algo não a deixava se aproximar. Grilhões surgiam das paredes e do chão e a prendiam. A única coisa que pode fazer foi cerrar os punhos e gritar pela mãe.

Foi quando ouviu sua mãe gritar novamente. Juntou todas as suas forças e correu, arrebentando as correntes. Deu mais alguns passos em direção à cela que viu levarem a imperatriz. Empurrou com força a porta e viu um homem moreno prestes a atravessar o corpo de sua mãe com uma espada.

—Solte-a agora! — Gritou.

E com uma risada sinistra o homem finca a espada no corpo de Sayuri.

— Agora será a sua vez princesa – Cada passo que o homem dava em direção a Sakura, seu rosto ficava mais nítido. A agarrou pelo pescoço com uma única mão e a ergueu do chão. Era Ryu a ferindo mais uma vez, porém ao piscar seus olhos, a imagem de outro homem surgiu. O sorriso de lado e olhos negros como a noite a fitavam com ódio.

— Vida longa a Família Imperial — e desembainhando sua espada, Sasuke crava sua espada no coração de Sakura.

— Não! Gritou em meio às lágrimas.

Sakura, que estava deitada sobre o corpo adormecido de sua mãe, levantou da cama aos gritos. Sasuke que cochilava encostado na parede caiu no chão com o susto. Ele levantou-se com um dos olhos fechados e com uma mão na cabeça.

—Hei, que susto! — Resmungou, aproximando-se da cama.

Já haviam se passado dois dias da noite do ataque ao palácio. Sakura verificava a temperatura de sua mãe a todo instante. Apesar de ter cuidado dos seus ferimentos, a febre não baixava e na última noite a imperatriz estava com a temperatura tão elevada que delirava e falava palavras inteligíveis. Sakura velava o sono de sua mãe quando adormeceu de exaustão.

— O que aconteceu? Sasuke indagou percebendo que sua flor estava petrificada.

— Eu tive um pesadelo com aquele homem e minha mãe. Tentando se posicionar melhor se espreguiçou de forma demorada, porém sentiu uma pontada no ventre.

— Ai... Gemeu um pouco, sentindo o machucado.

—Sakura,não se preocupe, ela já está bem. Precisamos olhar seu ferimento. – Durante esses dias que estavam no abrigo, a rosada só se preocupava com a mãe. Não queria saber se estava com um corte no abdômen, o seu desejo era salvar a sua mãe, custe o que custar. Porém dando-se por vencida e vendo a melhora na saúde de Sayuri, Sasuke a conduziu até uma cama improvisada que ele tinha preparado para ela.

— Venha. Eu vou cuidar de você – A auxiliou a tirar a capa.

— Deite-se. Com delicadeza, Sasuke abriu a túnica da rosada e expôs o abdômen ferido de Sakura. Pegou um pedaço de linho, limpou e cuidou de sua flor.

-Espera Ren – Sakura interrompeu o movimento das mãos de Sasuke — Pegue o unguento de cânfora e arnica que preparei para minha mãe. Precisarei para a cicatrização, por favor?

Feito o que a rosada solicitou, Sasuke seguia as orientações da rosada para melhor atendê-la.

—Aí... aí... Sakura gritou de dor no momento que Sasuke comprimiu o tecido embebecido no medicamento em seu ferimento. A ferida não era muito grande, mas estava infeccionada.

— É melhor quando se é a medica. Não é?

— Não imagina o quanto! Sakura fitou o homem à sua frente que ainda segurava o tecido contra o seu ventre. Apesar das circunstâncias: ferida, com sua mãe debilitada e adormecida no mesmo cômodo que eles, o calor que sentiam pelo simples toque das mãos de Ren em seu corpo a fazia sorrir em meio aquele caos. O homem que viu em seu sonho não era Ren. Seu arrogante, pretensioso, amado e doce Ren não faria aquilo com ela.

Ficaram fitando-se por alguns segundos até que Sasuke soltou o tecido que tinha em sua mão num móvel qualquer e passou-a delicadamente pelos cabelos rosados de Sakura. Ela fechou os olhos apenas se deliciando com aquele toque. Deus! Como ela amava aquele homem.

Sasuke inclinou-se até ela, chegando a milímetros de seu rosto. Sakura podia sentir a respiração dele perto de seus lábios, uma onda de emoções invadiu seu coração. Sakura sabia o que ele pretendia fazer

— Ren, não estamos sozinhos.

Porém, ele levantou o rosto e pousou seus lábios secos na testa da menina, depositando um lento e carinhoso beijo.

— Não me importo mais.

Depois de dita tais palavras, seus lábios tocaram os olhos de sua rosada,um de cada vez, seguiu com um doce beijo na ponta do nariz arrebitado e então se afastou para fitá-la. Ônix encaravam as esmeraldas mais belas que ele já viu.

—Obrigada Ren.

— Descanse minha flor. Estarei aqui para protegê-las. Sasuke leva suas mãos ao rosto da rosada a acariciando com a ponta dos dedos. Viu Sakura suspirar e fechar os olhos, com um sorriso de lado finalmente toca seus lábios nos delicados da Rosada. Um beijo suave, lento, acolhedor e, acima de tudo, apaixonado, que transmitia seus sentimentos e promessas silenciosas de proteção, paixão, devoção pela jovem.

— Apenas durma. Não sairei do seu lado. Sasuke encostou-se na parede e puxou Sakura contra seu peito. Afundou seu nariz por entre as madeixas de Sakura aspirando sua fragrância de cerejeira. Circundou com seus braços a cintura fina da princesa e Sakura repousou sua cabeça no peito do moreno. Escutando as batidas ritmadas do coração dele, a Rosada adormeceu com um cálido sorriso no rosto.

***

Os muros da Cidade Proibida já podiam ser vistos por Sasori e seu pai. A comitiva ia avançado pelo caminho, o príncipe achou estranho quando não avistou os soldados que guardavam as portas da Cidade. Ordenou que parassem os cavalos e os dois desceram da carruagem.

— Todos em alerta!! Ordenou Sasori

— Ling, traga meu cavalo e seus homens. Iremos à frente. Os demais protejam meu pai.

Sasori ia cavalgando com a pequena tropa logo atrás dele. Ao passar pelos portões avistou alguns corpos estirados pelo chão.

— Avaliem o perímetro. AGORA!!

Os soldados se espalharam e rapidamente retornaram.

— Majestade, há muitos mortos.

Um grupo que havia verificado a ala oeste retornava com o rosto em choque.

— Invadiram a ala oeste.

Os olhos de Sasori se encheram de lágrimas, em choque e transtornado com a situação, gritou com todas as suas forças.

— NÃO...

— SAKURA!!! MÃE!!! E disparou sentido aquela ala.

Ao escutar o grito sofrido de seu filho, Wing arregalou os olhos e caiu de joelhos no chão

Notas finais
E ai? O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.