Princess?
8 Capítulo 8 - Trish
Notas iniciais
POV Ally
Acordei com o sol batendo em meu rosto. Noite passada eu havia me esquecido de fechar a janela e a cortina de meu quarto. Olhei as horas no meu celular. Já eram 11 horas. Arregalei os olhos e levantei da cama em um pulo. O almoço seria servido daqui a meia hora e eu tinha acabado de acordar.
Tomei um banho rápido e procurei a roupa que eu ia usar para buscar Trish no aeroporto. Desci as escadas correndo e me dirigi até a sala onde fazíamos nossas refeições.
[...]
–Entra. — Gritei após ouvir batidas na porta de meu quarto. Eu estava terminando de arrumar meu cabelo para ir ao aeroporto buscar Trish.
–Oi Ally.
–Oi Austin.
–Você quer carona para ir ao aeroporto? Eu vou em um lugar que é perto de lá, se quiser te levo.
–Não precisa Austin. — Falei com um sorriso. — Eu já combinei com o Will. Ele vai me levar até lá. — Na verdade, o verdadeiro motivo de eu não querer que o Austin me leve até o aeroporto é que eu estava com medo de que Brooke fizesse alguma outra coisa contra mim. E também não queria que aquela jornalista, Caroline Anderson, fizesse outra matéria falando sobre meu “possível affair com Austin Moon”.
–Com quem?
–Willian.
–Quem é esse cara? — Austin tinha em sua voz um tom de ciúmes, o que me fez rir internamente.
–É o meu motorista.
–Hum. Ele é mais bonito que eu?
–Austin, essa conversa tá ficando estranha. Dá licença, por favor?
Ele fez uma careta e depois fechou a porta. Peguei minha bolsa e enquanto descia as escadas, pude ver meu pai parado conversando com Brooke.
–Mas papai…
–Sem mas Brooke.
–Por favoooooooor!
–Brooke, você não vai dar uma festa enquanto eu estiver fora.
Eles continuaram discutindo, até que eu cheguei no último andar e eles perceberam a minha presença.
–Vai aonde Ally? — Meu pai perguntou.
–Eu vou ao aeroporto buscar uma amiga minha que volta de viagem hoje. Se importa se ela vir aqui depois?
–Claro que não, filha. — Brooke revirou os olhos. — Pode trazê-la aqui quando quiser.
Sorri e saí do castelo, encontrando Will parado em frente a um carro falando no celular. Ao me ver, ele disse alguma coisa e desligou.
–Oi Will, pode me levar ao aeroporto?
–Claro princesa. É o meu trabalho não é? — Ele pegou as chaves do carro e abriu. — Hoje vamos de limousine. — Ele disse abrindo a porta do enorme carro branco que se encontrava em minha frente.
[...]
–Chegamos.
–Obrigada Will. — Falei saindo do carro.
Ao sair do carro, pude sentir o olhar das pessoas sobre mim. A maioria me fuzilava com os olhos. Andei pelo aeroporto procurando o portão de desembarque, mas não encontrei. Aquele lugar era realmente grande. Continuei andando pelo lugar procurando o portão, até que escuto uma melodia se aproximando de meus ouvidos. Andei mais um pouco e encontrei um homem, cantando e tocando violão. Em sua frente, se encontrava uma pequena caixa para que as pessoas colocassem o dinheiro. Poucas pessoas paravam para dar atenção às belas melodias que eram tocadas pelo homem. Ao terminar de cantar a música, peguei um pouco do dinheiro de minha carteira e coloquei dentro da caixa. Era muito dinheiro. Minha mesada era semanal e eu não precisava de tanto dinheiro assim. Afinal eram 10.000 reais e meu pai achava pouco. Brooke então, achava que isso era uma merreca. Além disso eu ganharei mais daqui a alguns dias. O homem olhou surpreso para a caixa e agradeceu.
–Obrigada princesa, isso é muito dinheiro. É bem mais do que esperava. Meu filho está doente e eu preciso de dinheiro para comprar os remédios que ele precisa.
–Espero que ele melhore. — Falei e dei um sorriso.
–Obrigada. — Ele falou
Logo atrás de mim pude ouvir comentários como: “Cínica, acha que assim vai encobrir o que fez” , “Vai precisar de bem mais que isso pra mudar nossa opinião garota” , “Alem de falsa é feia” , “Monstra, não acredito que fez isso com a diva da Brooke” .
Continuei caminhado pelo aeroporto e encontrei o portão de desembarque. Pude ver Trish chegando com sua mala olhando para os lados procurando alguém. Nesses últimos seis meses em que Trish esteve fora, ela mudou bastante. Está um pouco mais alta, quase da minha altura, mais magra e adquiriu mais curvas. A latina estava usando uma blusa com a bandeira dos Estados Unidos e um short curto. Ela olhava para os lados procurando por alguém.
–Trish! — Gritei correndo da direção de minha amiga e chamando sua atenção,
–Ally! — Ela gritou e me abraçou. — Que saudade!
–Eu também estava com muitas saudades suas Trish. — Falei sorrindo.
–Agora precisamos conversar sobre uma coisa.
–O que?
–Ally querida, você nunca fez nada de interessante na vida, ENTÃO EU VIAJO POR SEIS MESES E QUANDO EU VOLTO A TIA MARY E O TIO IAN NÃO SÃO MAIS SEUS PAIS E VOCÊ AGORA É UMA PRINCESA E MORA NUM CASTELO.
–A culpa não foi minha Trish.
–Claro que não, a culpa é das estrelas. — ela disse, revirando os olhos, se referindo a um filme que ela me contou por telefone ter assistido, quando eu ainda não sabia que era uma princesa. Mostrei a língua para ela.
–E por falar nisso você ainda não me mostrou o filme.
–Eu comprei o DVD tá. Podia pelo menos ter esperado eu voltar? Você sabe como eu adoro um babado. — Ela disse e eu revirei os olhos.
–Eu já falei com a sua mãe e hoje você vai dormir lá no castelo comigo. Ela teve que viajar e volta amanhã.
–Eu? Dormir no castelo? — Ela perguntou e deu um gritinho de animação. — Seu quarto é grande?
–Enorme! Agora vamos logo que meu pai vai viajar e eu quero me despedir dele.
Ajudei Trish com as malas e seguimos em direção ao carro. No caminho até lá, as pessoas continuavam olhando feio pra mim e eu bufei. Até quando isso vai durar?
–Ally, porque as pessoas estão olhando feio para você? — Ela cochichou. — Pensei que o povo gostava de você. Afinal, você é a princesa!
–Eu te falo no carro. — Ela assentiu.
Ao chegarmos na frente da limousine, Will estava esperando do lado de fora do carro encostado na porta do motorista.
–Eu não acredito que eu vou andar de limousine! — Ela começou a dar pulinhos.
–Senhoritas. — Will abriu a porta para que eu e Trish entrássemos, fechando a mesma após realizarmos a ação.
–E ainda por cima tem um motorista gato. — Trish disse, olhando pelo vidro Will guardar as malas, arrancando-me uma gargalhada.
–Vão ir para o castelo ou para outro lugar, princesa? — Will perguntou, entrando no carro.
–Vamos para o castelo e quem sabe mais tarde saímos, Will. — Falei e ele assentiu.
–Agora dá pra me explicar porque quase todo mundo te olhou com aquela cara de ódio? — Trish perguntou. — Mas antes me responde: a Brooke é legal? Você sabe que eu sempre adorei ela!
–Bom Trish, você sabe que eu nunca fui com a cara dela. — Falei e ela assentiu — Desde quando eu cheguei no castelo, Brooke já não gostou de mim. Aí eu conheci o Austin, o noivo dela. Você já deve ter ouvido falar dele, porque saíram notícias dele e Brooke em todo canto. — Ela assentiu novamente — No dia em que nos conhecemos já viramos amigos. Mas daí ela ficou com raiva de mim por isso e no baile que fizeram em comemoração pela minha volta ela me sujou inteira de ponche. E ontem Austin me levou até a sua casa para eu falar com a Mary, depois eu fui até o Círculo para eu ver o Ian, mas Brooke surgiu do nada e armou o maior barraco e inventou um monte de coisas falsas sobre mim, Trish. Todo mundo que estava lá passou a me odiar. E uma tal de Caroline Anderson publicou uma notícia que só serviu para acabar mais com a minha imagem, quando chegarmos no castelo eu te mostro. E o pior de tudo é que acham que a Brooke é uma pobre coitada que sofre porque tem uma irmã ingrata que a faz sofrer. E agora eu sou a vilã da história. Mas eu não vou deixar barato Trish. Se a Brooke quer uma vilã, uma vilã ela vai ter.
************************************************** Continua.
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