Princesas
2 "Vou para Sta. Kristie"
Notas iniciais
— Quando eu disse que iria correr mal, eu tinha razão! — Disse Shin.
— Cala a boca Shin-yu! Já está mau não tornes pior! — Disse Mitt, tentando controlar-se.
— Calma meninas. Só temos de ir para Sta. Kristie! — Disse Kanka, tentando em vão, animar as amigas.
— Kanka, vê se percebes. Nós, simples raparigas do povo, estamos grávidas de três príncipes. Eles dentro de pelo menos 1 anos irão casar-se. Não há lado positivo nisso! — Disse Mitt, desesperada.
— Achas que é bom para mim!? ACHAS MITT'L?? — Gritou Kanka. — SHIN DIZ ALGUMA COISA! — Gritou irritada para a outra amiga, que lia algo no computador.
— Temos dois dias para ir embora. Entramos agora no segundo mês, a tolerância é até ao terceiro, mas quanto mais rápido formos melhor. Kanka, acalma-te e vai lavar a cara. Mitt, tu também. Eu vou ligar para Sta. Kristie a pedir um carro para amanhã há tarde. Acalmem-se. Agora não são só vocês. — Disse, surpreendendo as amigas.
MAIS TARDE-Casa de Shin
Shin jantava, sem apetite, junto com o seu pai, Loui, a sua mãe, Ann, o seu irmão Thomas, a sua tia Olivia, o seu tio Norbert e a sua pequena prima, Gabriella.
— Mãe, pai, vou para Sta. Kristie! — Disse, tentando parecer feliz. Para o seu pai e para o seu tio, foi uma grande alegria. Para os homens, Sta. Kristie era uma escola em que só pessoas muito inteligentes entravam. Mas para a tia e para a mãe, a história não era a mesma.
— SHIN-YU! COMO TE ATREVESTE A ..... — Começou Ann.
— Calma, Ann. — Disse Olivia. Ann respirou fundo e olhou para a filha e vendo a sua leve expressão de pânico, amenizou a sua expressão zangada.
— Está tudo bem filha. Foi a .... melhor coisa a fazer. A decisão foi tua e eu, como mãe, vou respeitar todas as tuas decisões.
— Vou fazer as malas. — Disse Shin, indo para o seu quarto.
Casa de Kanka
Kanka observava a mãe. Estavam só as duas em casa. O pai de Kanka, Edward, estava em viagem de negócios, o que dificultava as coisas para ambas.
— Mãe, vou para Sta. Kristie. — Disse Kanka, sem desviar os olhos da comida. Coral, mãe de Kanka parou de comer. Levou as mãos há cabeça, sussurrando palavras que nem ela parecia ouvir.
— Quem é o desgraçado? É aquele príncipe não é? Como é que foste tão burra para fazer uma coisa dessas? Logo com um príncipe Kanka! — Disse Coral, completamente desesperada.
— Mãe foi um acidente! Além do mais eu.....
— Porque não abortas? Essa coisa vai dar-te muitos problemas! Tu ainda és tão nova filha!
— Abortar? Essa COISA!? Esta coisa é do teu sangue! Vais ser avó quer queiras ou não! Não sou nenhum monstro para abortar e vou para Sta. Kristie! — Disse Kanka, bastante determinada.
— Tens razão.... e-eu....um bebé é algo muito precioso! É uma vida que depende de ti! E esse bebé....se alguém descobrir..... filha, pode ser morto, meses depois de nascer! Eu só não quero que algo de mal aconteça!
— Tem calma mãe, daqui a dois anos, estaremos de volta!
— Eu adoro-te, filha.
— Também eu mãe!
Casa da Mitt
— Vou para Sta. Kristie! — Disparou Mitt.
— Tu não eras capaz de... — Começou Anabel, cega pela raiva.
— Claro que sou! — Disse Mitt.
— Qual é o problema querida! Sta. Kristie é apenas para os melhores!
— Não te metas Paul! Tu minha menina, estás em grandes sarilhos! — Disse Anabel num tom ameaçador.
— Mas eu.....
— Mas nada! O que tu fizeste foi uma grande falta de respeito para a tua família! Tu ainda tens 17 anos, ainda és menor de idade! Essa decisão deveria ser eu que.... deveria decidir! Tu vais fazer o que eu disser e ponto final! Ouviste Mitt'l!? — Mitt com lágrimas nos olhos, arranjou forças do além, levantando-se, olhou a sua mãe e, praticamente, cuspiu as palavras.
— Agora, mais do que nunca, eu vou tomar as minhas próprias decisões! — Disse e saiu da cozinha, contendo as lágrimas.
A irmã, Ritah, foi atrás de Mitt, deixando a mãe, o pai e o marido na cozinha. No quarto, Mitt arrumava as coisas numa mala. Quando a irmã entrou, a reacção de Mitt foi jogar um livro na direção da porta, mas Ritah, já habituada com os ataques de raiva da irmã, desviou-se ágilmente do livro.
— Mitt.....
— Ritah, eu sei que fui burra, que deveria ter me prevenido! Mas se queres saber eu nem me lembro do que aconteceu! Mas eu errei e vou assumir este erro!
— Nem preciso perguntar quem é o pai... Ouve Mitt, há dois anos, eu passei o mesmo que tu. Não sabia o que dizer ao John. Então, decidi ir para Sta. Kristie. Mas para minha surpresa, ele pediu-se em casamento. Agora, tenho algo que quase matei por medo! A Alice é a pessoa mais importante para mim! A mãe e o pai sempre te compararam a mim, mas, nesta situação, tu foste melhor que eu! Mesmo sendo a tua situação mais complicada que a minha, decidiste enfrentar o teu erro, sem pensar na possibilidade de um aborto! Tem calma, a mãe está surpresa. Tens de ter calma com ela.
— Eu vou tentar Ritah, mas não prometo nada.
— Como é que se vão despedir deles?
— Como é que sabes???
— Quase óbvio. Mas diz lá, já têm alguma ideia?
— Não, pensámos apenas em desaparecer.
— Assim vais deixar muito claro! Digam que vão para uma escola fora do reino, para seguirem os vossos sonhos!
— Sabes o que é mais difícil para nós, nesta situação toda?
— Não...
— Foi preciso um bebé ser gerado para finalmente tirarmos as duvidas. Nós, estamos apaixonadas pelos 3 príncipes de Órion.
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