Princesas
5 E o sexo do bebé é...
Notas iniciais
— Obrigada. — Disse Kanka, pegando na carta que a carteira lhe dera.
— O que é isso, Kanka? — Perguntou Shin, ao ver a carta na mão da amiga.
— Um convite.....de casamento. O William, o Benjamin e o Ethan vão se casar... — Disse Kanka, olhando triste para a carta.
— Ou seja, os pais dos vossos filhos. — Disse Atmiya. Kanka, Shin e Mitt paralisaram. — Oh, não se preocupem, eu soube desde que estive aqui no vosso primeiro dia. Olá, há fotos espalhadas de vocês 6 pelo quarto todo! Mas não tenham medo, eu também tenho um filho com sangue azul dentro de mim. — Disse pegando na carta.
— Miya.... Eu nem sei que dizer! — Disse Mitt.
— Diz apenas que os nossos filhos vão ser família! Quem daqui engravidou do príncipe Ethan? — Perguntou olhando para as três. Depois de muitos olhares acusatórios e de muitas gargantas arranhadas, Shin levantou o braço. — Bem, os nossos filhos vão ser primos por casamento.
— Como assim?
— Bem, eu engravidei do príncipe da Itália. — Disse com um pouco de tristeza na voz.
— E o que vamos fazer? — Perguntou Shin.
— Não vamos. — Disse Mitt.
— Mas eles vão desconfiar! Seja como for, temos que ir. — Disse Kanka.
— Eu vou falar com a direção. Para quando é que é? — Perguntou Atmiya.
— Daqui a 10 dias. — Disse Mitt, agora que tinha o convite na mão.
— Certo. Vamos agora para a sala comum. Eu vou andando e vou tentar falar com a Mme. Chloé. Despacha-te Mitt! — Disse Miya, saindo do quarto.
Algum tempo Depois....
O salão comum, era enorme, quase do tamanho do salão de festas e talvez mais, na opinião de Kanka. Estavam lá todas as "Damas-da-Noite", que eram mais ou menos 57 raparigas, pelo que Kanka conseguio contar.
— Então meninas, prontas para saberem se vão ter um príncipe ou uma princesa? — Perguntou a Mme. Matilda, olhando para Shin, Kanka, Mitt e Miya pelo canto do olho.
— Sim, Mme. Matilda! — Disseram todas, incluindo Miya. Mitt, Kanka e Shin ficaram caladas, não achando muita graça. Logo as raparigas espalharam-se pela sala. Kanka, Miya, Shin e Mitt, sentaram-se a um canto, no chão mesmo.
— Não achei a piada no que a Mme. Matilda disse. — Resmungou Kanka.
— Ela podia ter evitado isso, mas sabem que ela nos adora, não sabem? — Disse Miya.
— Claro, mas, foi demais.... Mas, o que acham que vão ter? — Perguntou Shin.
— Eu não sei quanto a vocês, mas eu tenho mais que uma criança aqui! Sinto-me muito preenchida por dentro! — Queixou-se Mitt, esticando-se para trás.
— Ai rapariga! Já viste o que seria como seria??? — Disse Kanka.
— Seria engraçado... — Disse Miya.
— E incrivelmente fofo! Já viram duas coisinhas extamente iguais? Seria simplesmente fofo!
— Desculpem interromper, coelhinhas, mas está na vez da Atmiya. — Disse a Mme. Matilda, com o seu famoso sotaque do norte. Miya levantou-se indo em direção a uma porta de madeira escura.
— Mme. Matilda, digo-lhe já que não gostei nada da sua piada! — Disse Mitt, deitando-se.
— Alguém acordou de mau humor hoje. Estão nervosas?
— Um pouco, agora que a Mitt disse que acha que vai ter mais que um filho, ainda mais. — Disse Kanka.
— Ai sim..... E tu Shin?
— Eu não sei, Mme. Matilda. Mas acho que seja o que for, vai ser pequenino.
— Bem, vou indo. Boa sorte coelhinhas! — Disse indo embora.
— Mas nós não éramos as borboletas? — Perguntou Kanka, para Shin, enquanto Mitt estava deitada.
— Parece que agora somos as coelhinhas..... Mas não parece um pouco pornográfico? — Perguntou Shin, inocente como era.
— EU VOU TER UM MENINO!!!!! — Gritou Miya, interrompendo o raciocínio de Shin e impedindo que Kanka ou Mitt opinassem sobre o assunto.
— Um menino!? Ai que fofo! Já sabes o nome Miya? — Perguntou Shin, saindo do seu estado de hipnose.
— Não sei ainda. Estava a pensar em Tomás, ou Gonçalo.... Bernardo também era fofo.... Vou pensar bem ainda. — Disse Miya, animada.
— Kanka! — Chamou a Mme. Matilda. — É a tua vez!
Alguns minutos depois.......
— Um menino..... É um menino...... É UM MENINO!!! — Disse Shin, começando a chorar que nem uma doida.
— Por este andar a única menina vai ser a da Kanka! — Disse Miya, vendo Kanka, abraçar a amiga chorosa.
— A minha princesinha vai estar bem protegida! — Gabou-se Kanka.
— Será que a Mitt vai demorar muito? — Perguntou Shin, limpando as lágrimas.
Mitt estava deitada. A médica já tinha posto um gel azul e frio na sua barriga e agora passava um pequena maquineta.
— Cá está. — Exclamou a médica. Um som acelerado preencheu a sala e Mitt associou aquele som ao coração do bebé.
— O que vai ser? — Perguntou curiosa.
— Bem, vai ser um menino..... — Disse a médica, deixando Mitt feliz. Ela sempre quisera um menino. — ..... E duas meninas. — Disse, tirando a maquineta da barriga de Mitt, deixando a mesma estática.
— TRÊS!!?? Onde é que há aqui 3 crianças!? — Perguntou espantada. Até a barriga de Miya estava maior que a dela.
— Tal como outras raparigas que passaram aqui, tu tens bastante espaço de sobra ai dentro, então, a barriga é pequena. Mas tem calma, por volta do 5 mês começa a crescer! — Disse a Médica.
Mitt saiu ainda sem acreditar. Foi ter com as outras, e voltou a sentar-se no chão. Todas a olharam preocupadas, enchendo-a logo de perguntas.
— Três.... Um menino e duas meninas.... EU DISSE QUE NÃO ERA SÓ UM! — Gritou por fim.
— Fodeu.... — Disseram Miya, Shin e Kanka em unissimo.
— Que belo apoio! — Disse Mitt irónica.
Alguns dias depois....
Mitt, Shin e Kanka estavam na sua sala de estar. Mitt desenhava alguma coisa, Kanka procurava algumas receitas no computador portátil e Shin lia Harry Potter pela ...... 1246795º vez.
— FAÇAM AS MALAS! NÓS VAMOS PARA ÓRION AINDA HOJE! — Gritou Miya, assim que abriu a porta.
— Nós? — Perguntou Kanka, não tirando os olhos do computador.
— Sim nós! Eu e o Matteo, tu e a Katherine, a Shin e o Olivier, a Mitt e a Hope, a Lexie e o Martin! Todos nós vamos para Ónion para o casamento! — Cantarolou Miya, sem esquecer nenhum nome. — E antes que perguntem, a Mme. Matilda só deu permissão SE eu também fosse, então.... Despachem-se, o carro chega dentro de uma hora. — E saiu.
— Depois de 3 meses..... — Começou Shin.
— Acho que vamos mesmo voltar. — Disse Kanka.
— Quem me dera não ser quase obrigatório irmos. — Queixou-se Mitt.
— Quem me dera.... — Repetiu Shin.
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